Dilma sanciona sem vetos lei que destina mais recursos para saúde e educação
Texto prevê 75% dos royalties do petróleo para
educação e 25% para a saúde; 'Ausência de educação significa vitória da
ignorância', disse presidente em discurso
A presidente Dilma Rousseff sancionou nesta segunda-feira (9) no Palácio do Planalto a lei que destina os royalties do petróleo
para investimentos nas áreas da educação e saúde. O texto assinado pela
presidente é o mesmo aprovado no dia 14 de agosto pelo Congresso
Nacional, sem vetos, com destinação de 75% dos valores para a educação e
25% para a saúde. O primeiro repasse, de R$ 770 milhões, deverá ser
feito ainda em 2013; chegando a R$ 19,96 bilhões, em 2022, e a um total
de R$ 112,25 bilhões em dez anos. Leia mais: Royalties ajudam, mas não garantem 10% do PIB para educação
Entenda: Câmara aprova 75% dos royalties para educação e 25% para saúde
Em seu discurso, Dilma afirmou que a nova lei
será responsável por tornar “irreversível a superação da desigualdade no
País”. “Vamos assegurar um patamar de desenvolvimento similar a dos
países desenvolvidos”, prometeu a presidente. Segundo ela, a destinação
dos recursos para saúde e educação assegura “nossa independência”.
“Tenho certeza que com educação de qualidade todos os brasileiros serão
mais independentes, livres e felizes!”.
A presidente reiterou em vários momentos da sua
fala que a educação de qualidade e a valorização dos professores são
itens fundamentais no acesso ao ensino. “A educação é cara, onerosa mas,
não se pode economizar porque sua ausência significa a vitória da
ignorância”, afirmou Dilma. A presidente também defendeu a nova lei ao
tratar de investimentos “em médicos e na infraestrutura” para melhorar a
qualidade no atendimento à saúde.
Roberto Stuckert Filho/PR
Dilma sanciona lei que destina mais recursos para saúde e educação
Pelo texto, a aplicação de 50% dos recursos do Fundo
Social vai para saúde e para educação até que se cumpra a meta de 10% do
Produto Interno Bruto (PIB) em educação do Plano Nacional de Educação
(PNE). Pelo projeto, a expectativa é que, em até 15 anos, os rendimentos
obtidos pelo fundo sejam suficientes para cumprir as metas do PNE e da
saúde. A mudança, no entanto, vale apenas para os novos contratos da
União. Os campos em atividade, que permaneceram controlados pelos
governos estaduais, ficaram fora da proposta. Royalties: Dilma diz que educação terá R$ 112 bilhões em 10 anos
O projeto aprovado na Câmara e que seguiu para a sanção
de Dilma contrariava em parte o projeto do Executivo. Foi derrubada a
proposta que previa apenas a destinação dos rendimentos do Fundo Social,
e não do total de recursos. A verba respeitará a proporção de 75% para
educação e 25% para a saúde.
O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, afirmou que
hoje é um dia histórico para a educação e que a nova lei será o “maior
legado” do governo Dilma. "A destinação de 100% dos royalties para
educação não nasceu nas ruas. Essa bandeira é da presidenta Dilma!",
disse. Pouco antes, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, reiterou a
importância dos recursos dos royalties para melhorar o sistema de saúde
no País e citou o “passo corajoso” do programa Mais Médicos.
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