Washington - O Google lançou um programa para fortalecer os códigos
de encriptação de seus sistemas em reposta as recentes revelações de
espionagem eletrônica das agências de segurança dos Estados Unidos,
publicou neste sábado o jornal "Washington Post".
Embora a iniciativa já estivesse em andamento desde o fim do ano
passado, o Google decidiu acelerar sua implantação em seus centros de
dados em todo o mundo para reforçar sua reputação de proteção à
privacidade do consumidor.
No entanto, a companhia reconhece que estas ações podem não impedir
totalmente a espionagem, mas tornar mais difícil o acesso tanto para
hackers como para agências governamentais.
A indústria informática reagiu com preocupação ao vazamento de dados
feito pelo ex-analista da CIA, Edward Snowden, que incluíam informações
confidenciais que mostravam vários programas de inteligência dedicados a
obter dados de e-mails do Yahoo!, Facebook, Google e Microsoft, entre
outros.
Em comunicado emitido esta semana, o diretor de Inteligência
Nacional, James Clapper, afirmou que "ao longo da história as nações
utilizaram a codificação para proteger segredos, e hoje os terroristas e
cibercriminosos também a utilizam para estas atividades".
"Nossos serviços de inteligência não estariam fazendo seu trabalho se não resistissem a isto", acrescentou o comunicado.
Os últimos dados vazados por Snowden ao "New York Times" revelaram
novas informações sobre como a Agência Nacional de Inteligência (NSA)
corrompeu padrões de segurança para torná-los vulneráveis à sua
tecnologia para facilitar a espionagem.
Segundo a reportagem, a NSA teria usado todos os métodos a seu
alcance, desde a persuasão na colaboração forçada de empresas, roubo de
chaves de encriptação e alteração de software e hardware para ter acesso
às comunicações privadas na internet e fora dos Estados Unidos.
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