Ao lado do ministro da Saúde, Alexandre Padilha, que deverá ser o candidato do PT em 2014, Lula pede para militância sair às ruas
O ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT),
afirmou na manhã deste sábado que os paulistas merecem dar uma chance
para o Estado "tirando os tucanos do governo de São Paulo". Ao lado do
ministro da Saúde, Alexandre Padilha, ele fez a declaração durante o
Encontro da Região Metropolitana, promovido pelo partido no centro da
capital paulista.
"São Paulo não pode ficar nas mãos de um passarinho que tem voo curto e bico grande", disse ele, se referindo ao símbolo do PSDB,
que completa 20 anos de poder no Estado no próximo ano. "É o seguinte.
Espero que não me multem porque não falei de eleição", ironizou. Em
seguida, ele chamou a militância para ir às ruas.
"Precisamos voltar a ter orgulho do nosso partido. Usar
nossa bandeira vermelha, colocar a estrela no peito. As críticas que
fazem ao PT é pelas nossas virtudes, não pelos nossos defeitos. Não se
ganha nada se ficarmos cochilando", disse o ex-presidente. E completou.
"Já fui multado por falar de eleições antes da hora. Saíram 15 mil do
meu bolso", disse.
Lula cobrou da militância uma participação mais ativa na
vida do País, lembrando das manifestações que se iniciaram em julho nas
principais capitais do Brasil. "O partido é que poderia estar puxando
esses movimentos. E não é contra o Haddad, a Dilma, o Lula. É a favor
deles. Em vez de achar que isso é ruim, tem de achar que é bom", disse
ele. "Não importa de que partido, de que religião, mas era o povo
brasileiro. Foi às ruas clamar por melhores condições de vida."
Para Lula, o partido não pode ficar à margem da vida política do Brasil. "Se tem um partido que não tem medo de se esconder é o Partido dos Trabalhadores", disse, recebendo os aplausos das cerca de 500 militantes que compareceram ao encontro.
Homenagem a Gushiken
Lula lembrou ainda do ex-ministro da Secretaria de Comunicação de seu primeiro governo, Luiz Gushiken, que morreu na noite de ontem em São Paulo. "Quando soube da notícia, fiquei em dúvida se faríamos o encontro. Eu tinha ido visitar o Gushiken anteontem. A gente convive desde 1978", lembrou.
Lula lembrou ainda do ex-ministro da Secretaria de Comunicação de seu primeiro governo, Luiz Gushiken, que morreu na noite de ontem em São Paulo. "Quando soube da notícia, fiquei em dúvida se faríamos o encontro. Eu tinha ido visitar o Gushiken anteontem. A gente convive desde 1978", lembrou.
Sobre a visita, disse que ficou consternado ao ver o
amigo em uma situação bastante difícil. "Era um cadáver em cima de uma
cama a espera de um descanso. Não merecia ter sofrido o quanto sofreu.
Em 2002, quando eu fui candidato, ele tinha tirado uma parte do
estômago, do intestino. Ele me levou à vitória nas eleições de 2002",
disse.
Mesmo absolvido no escândalo do Mensalão, Gushiken foi injustiçado, de acordo com o ex-presidente. "Ele (Gushiken)
foi vítima de uma mentira de uma parte da imprensa desse País. Eu sei o
que ele sofreu com as infâmias que levantaram contra ele. O (jornalista)
irresponsável não leva em conta a história dessas pessoas, que tem
família. Ele sofreu muitos anos, de um lado com a doença e de outro com a
perseguição. A imprensa que o acusou deveria ter pedido desculpas ao
Gushiken. O jornalista canalha deveria ter pedido desculpas. Eu te
acusei porque o meu chefe mandou te acusar. Porque acreditei na mentira
de outra pessoa. Ele se foi enquanto matéria. Mas a coisa boa é que as
ideias não morrem", completou.
O ex-chefe da Secretaria de Comunicação (Secom) no governo Lula tinha
63 anos e morreu na noite de sexta-feira no Hospital Sírio-Libanês, em
São Paulo. O corpo será enterrado às 16h deste sábado no cemitério do
Redentor, no Sumaré, zona oeste de São Paulo. Ele está sendo velado no
mesmo local desde o início da manhã.
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