Outras três empresas citadas pelos promotores alegam não terem sido notificadas.
A Brookfield Incorporadora informou, na tarde desta sexta-feira (1º),
que se considera “vítima da situação”, no caso do esquema milionário de
pagamento de propina na Secretaria Municipal de Finanças. A declaração
da empresa foi feita após executivos confirmarem aos promotores o pagamento de R$ 4,1 milhões ao grupo de servidores preso no começo desta semana.
Nesta sexta-feira, funcionários foram ouvidos na condição de
testemunhas. Segundo o Ministério Público de São Paulo e a Controladoria
Geral do Município, a fraude pode ter desviado mais de R$ 200 milhões dos cofres públicos em três anos. Quatro funcionários públicos estão presos.
Os representantes da construtora ainda acrescentaram que os pagamentos
foram feitos entre 2009 e 2012 para a liberação de 20 empreendimentos na
cidade de São Paulo. A empresa afirma que está “colaborando com o
Ministério Público, prestando todas as informações necessárias à
apuração dos fatos”. As autoridades investigam a possibilidade de a
empresa ser vítima ou de ter colaborado com o esquema.
Servidor da gestão Kassab preso por fraude milionária na prefeitura confessa corrupção
Outras quatro empresas também foram citadas no inquérito do Ministério
Público. A BKO Desenvolvimento Imobiliário disse que não foi informada
sobre a investigação até o momento e que só se pronunciará após se isso
ocorrer. A construtora Tarjab também reforça que não recebeu qualquer
comunicação oficial sobre o inquérito ou denúncia formal.
A Trisul S.A. alega que desconhece o teor da investigação e que não foi
chamada para prestar esclarecimentos. A construtora ainda diz que
cumpre “todas as suas obrigações perante as autoridades públicas”. A
Alimonti Comercial & Construtora foi procurada pelo R7, mas não se posicionou até a publicação desta matéria.
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