Brasília – A Polícia Militar do Maranhão prendeu ontem um suspeito de
atirar contra o 9° Distrito Policial de São Luís, na última sexta-feira
(3). Segundo assessoria do governo do estado, durante a abordagem ao
suspeito, um homem de 23 anos, os policiais apreenderam um revólver de
calibre 38, 100 gramas de crack e 100 gramas de cocaína.
O
suspeito foi autuado pelos crimes de tráfico de drogas, associação para o
tráfico e porte ilegal de arma. Ele foi encaminhado para o Centro de
Triagem, no Complexo Penitenciário de Pedrinhas e aguarda decisão da
Justiça.
Com esta prisão, já são 18 pessoas detidas nos últimos
cinco dias, suspeitas de envolvimento em ações violentas na capital
maranhense. Quatro ônibus foram atacados e incendiados em São Luís. Um
deles, na Vila Sarney Filho, deixou quatro pessoas feridas e uma criança
morta. Os ataques teriam ocorrido em represália à atuação das forças
policiais no Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
Em nota, a
Secretaria de Saúde do Maranhão informa que o estado de saúde das
vítimas é estável. Márcio da Cruz Nunes, de 37 anos, respira com ajuda
de aparelhos. Ele teve 72% do corpo queimado e encontra-se em estado
grave, mas estável. Abyancy Silva Santos, 35 anos, teve queimaduras em
10% do corpo e segue internada na enfermaria do Hospital Tarquírio Lopes
Filho, o hospital Geral.
Juliane Carvalho Santos, de 22 anos,
teve 40% do corpo queimado e está no mesmo hospital. Ela está lúcida e
recebe o tratamento padrão, com acompanhamento psicológico e
psiquiátrico. Juliane é mãe de Ana Clara Santos Sousa, a menina de 6
anos, que morreu na última segunda-feira (6), em decorrência das
queimaduras em 95% do corpo. A menina estava internada no Hospital
Estadual Infantil Juvêncio Matos com a irmã de 1 ano e 5 meses, que tem
quadro estável e ainda encontra-se internada na enfermaria pediátrica.
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