Policiais tentavam separar briga de casal, quando um homem sacou arma de um oficial e fez disparos sem controle, perto do palco principal da festa
Mulher se aproxima de seu marido, Adilson Rufino da Silva,
34 anos, ferido durante um tiroteio com policiais na praia de
Copacabana no Rio de Janeiro durante as comemorações do Ano Novo
(Fernando Siqueira/AFP)
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De acordo com a Polícia Militar, Adilson Rufino da Silva, 34, tentava enforcar a esposa, e os agentes tentaram protegê-la. Houve luta corporal e o marido conseguiu roubar a arma do comandante do 19ª Batalhão de Polícia Militar (Copacabana), coronel Ronald Santana, que tentava apartar a briga. Os outros agentes revidaram e houve correria.
O comandante foi ferido na perna e levado para o Hospital Copa D'Or. Outro policial foi ferido e levado para o Hospital Central da Polícia Militar (HCPM), no Estácio, Zona Norte. Rufino também foi ferido na perna e levado para o Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea, Zona Sul. Ele permanece sob custódia no hospital, pois foi preso em flagrante. Ele foi autoado em flagrante pelos crimes de tentativa de homicídio e agressão contra mulher, enquadrado na Lei Maria da Penha.
Durante a confusão, também foram feridos uma criança de 7 anos, dois jovens de 15 e 20 anos, uma mulher de 43 e uma senhora de 60 foram atingidos. As vítimas foram encaminhadas para os hospitais Municipais Miguel Couto e Souza Aguiar, no centro.
Rosilene de Azevedo, 37, disse que Rufino tinha bebido demais e tentou enforcá-la por ciúmes na frente dos dois filhos do casal. Ela reclamou da truculência policial. O caso foi registrado na 12ª Delegacia de Polícia (Copacabana).
A Polícia Militar informou, em nota, que os oito PMS envolvidos na ação foram ouvidos e tiveram suas armas apreendidas para perícia. As vítimas hospitalizadas serão ouvidas assim que receberem alta médica.
(Atualizado às 14h30 com a informação de que houve doze feridos, não oito, e nenhuma morte confirmada)
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