O corregedor Nacional de Justiça, ministro Francisco Falcão,
determinou, nesta segunda-feira (10/2), a inclusão de três processos
criminais contra o prefeito de Coari (AM), Adail Pinheiro, no programa
Justiça Plena, da Corregedoria Nacional. Assim, a tramitação desses
processos nos quais o prefeito – que está preso - é acusado de
exploração sexual de menores, passa a ser monitorada pelo Conselho
Nacional de Justiça (CNJ).
Por outro lado, a Corregedoria
solicitou à Procuradoria-Geral da República que os três procedimentos,
em curso no Tribunal de Justiça do Amazonas (TJAM), sejam julgados pela
Justiça Federal, e não mais pela Justiça estadual. “Alguns dos
procedimentos já tramitam por quase cinco anos, sendo digna de nota a
circunstância de diversos desembargadores reconhecerem a suspeição para
atuar”, afirmou o ministro Francisco Falcão, no ofício em que determina a
inclusão dos casos no programa Justiça Plena.
A decisão foi
tomada após reunião entre o ministro Francisco Falcão, a ministra Maria
do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, a vice-procuradora-geral
da Repblica, Ela Wiecko Volkmer de Castilho, o conselheiro Gilberto
Valente Martins, do CNJ, e membros do Conselho de Defesa dos Direitos da
Pessoa Humana.
Celeridade
“Vamos exigir celeridade no
julgamento destes fatos, que são graves, e merecem uma apuração
rigorosa”, afirmou o ministro Francisco Falcão, após a reunião. Além dos
procedimentos incluídos no Justiça Plena, há dezenas de outros
processos envolvendo o prefeito em trâmite na Justiça amazonense.
“É
uma vergonha que há tantos anos esses casos não foram investigados a
fundo. Da parte da PGR todo esforço vai ser feito para colaborar com o
CNJ, a fim de que esses crimes sejam apurados e
as pessoas responsabilizadas do ponto de vista criminal, administrativo,
e até político”, comentou a vice-procuradora Ela Wiecko Volkmer de
Castilho.
A partir da inclusão no programa, a tramitação desses
processos passa a ser informada à Corregedoria Nacional de Justiça, e
estará disponível aos órgãos que participam do programa no Sistema de
Acompanhamento de Processos de Relevância Social (Saprs).
Justiça Plena
Lançado
em novembro de 2010, o Programa Justiça Plena monitora e dá
transparência ao andamento de processos de grande repercussão social. O
objetivo é garantir a efetividade e a celeridade da prestação
jurisdicional. “Sem o julgamento e responsabilização dos exploradores
sexuais, estas vítimas vão ficar cada vez mais em uma situação de
vulnerabilidade e ameaça”, declarou a ministra Maria do Rosário.
Participam
do programa o Ministério da Justiça (MJ), a Advocacia- Geral da União
(AGU), a Secretaria de Direitos Humanos (SDH), o Conselho Nacional do
Ministério Público (CNMP), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a
Defensoria Pública da União e dos Estados e a Procuradoria Federal dos
Direitos do Cidadão.
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