João Paulo Cunha (PT-SP) renunciou ao mandato de deputado federal
nesta sexta-feira (7). A carta de renúncia foi entregue às 20h21 na
Secretaria-Geral da Mesa da Câmara dos Deputados por um dos seus
advogados. No texto, João Paulo afirma que renuncia “com a consciência
do dever cumprido”.
A carta deverá ser lida no Plenário da Casa e
publicada no Diário Oficial. Com isso, encerra-se qualquer possibilidade
de abertura de processo de cassação do mandato.
Com a renúncia, a
deputada Iara Bernardi (PT-SP), que atualmente está na Câmara como
suplente, passa a ser a titular da vaga. Para o lugar da deputada será
chamado, como suplente, Gustavo Petta (PCdoB-SP).
Após a renúncia
de João Paulo, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, deverá
cancelar a reunião da Mesa Diretora que havia marcado para quarta-feira,
dia 12, quando seria discutida a abertura de processo de perda de
mandato do deputado.
No final do ano passado outros três deputados
renunciaram aos cargos após condenação no processo do mensalão: José
Genoino (PT-SP), Valdemar Costa Neto (PR-SP) e Pedro Henry (PP-MT).
Pena
João
Paulo está desde terça-feira (4) preso no Complexo Penitenciário da
Papuda (DF), depois de ter sido condenado na ação penal 470 (processo do
mensalão) pelos crimes de corrupção passiva, peculato e lavagem de
dinheiro, totalizando 9 anos e 4 meses de prisão.
A pena que ele
cumpre em regime semiaberto refere-se apenas aos dois primeiros crimes –
que somam 6 anos e 4 meses –, já que o parlamentar aguarda o julgamento
de um recurso contra a pena de lavagem de dinheiro no Supremo Tribunal
Federal (STF).
Nesta semana, o advogado de João Paulo, Alberto
Toron, chegou a protocolar na Justiça um pedido para que seu cliente
pudesse exercer o mandato na Câmara no período diurno, retornando depois
ao presídio.
Histórico
João Paulo Cunha estava no
seu quinto mandato de deputado federal, todos pelo PT paulista. Entre
2003 e 2005 foi presidente da Câmara. Também foi líder do seu partido e
ocupou a presidência da Comissão de Constituição e Justiça e de
Cidadania.
No final do ano passado o parlamentar ocupou a tribuna
por 40 minutos para defender a sua inocência. Na ocasião, ele disse que o
STF baseou a sua condenação em acusações seletivas.
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