sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Manaus tem mais um operário ferido na obra do estádio da Copa

Mais um operário se feriu nas obras da Arena Amazônia, estádio sendo construído em Manaus para a Copa do Mundo de 2014.
O operário de 55 anos estava desmontando as peças de um guindaste, na manhã desta sexta-feira, quando uma delas caiu em sua cabeça.
A secretaria amazonense que gerencia os projetos da Copa diz que o operário, que é terceirizado, foi resgatado com vida e está no hospital Doutor João Lucio, em Manaus. Aguarda-se um boletim médico sobre seu estado de saúde.
Trata-se do quarto incidente envolvendo operários nas obras da Arena Amazônia, onde três trabalhadores já morreram. Marcleudo de Melo Ferreira, 22, caiu de uma altura de 35 metros nas obras do estádio e morreu no dia 14 de dezembro. Em março de 2013, Raimundo Nonato Lima da Costa, de 49 anos, também faleceu após despencar de uma altura de cinco metros.
A terceira morte foi o operário José Antônio da Silva Nascimento, de 49 anos, foi vítima de um infarto.
Segundo a secretaria amazonense, foi cancelada a visita do governador Omar Aziz às obras, nesta sexta-feira, mas está mantido o plano de finalizar as obras do estádio para entregá-lo na semana que vem.
Questionada se o operário portava equipamentos de segurança, a Andrade Gutierrez, responsável pelas obras, diz que vai se pronunciar em nota.

'Pressão'

A BBC Brasil visitou as obras no final de dezembro e ouviu de alguns operários que eles estariam na época sob pressão para finalizar as obras o mais rápido possível. Dois operários já morreram em acidentes no ano passado.
Alguns trabalhadores terceirizados também disseram estar com os salários atrasados. Andrade Gutierrez afirmou que paga em dia a empresa terceirizada para qual os homens trabalham e disse que irá cobrar uma solução para o caso.
Autoridades responsáveis pelo estádio afirmam que após as tragédias recentes os procedimentos de segurança foram fortalecidos e que os operários não estão sob pressão.
A quatro meses da Copa, o Brasil ainda precisa entregar cinco estádios dos 12 que irão sediar jogos da Copa do Mundo. O Beira-Rio, em Porto Alegre, e a Arena Amazônia deverão ser inaugurados na semana que vem. Ficarão faltando a Arena Pantanal, em Cuiabá, a Arena Corinthians, em São Paulo, e a Arena da Baixada, em Curitiba – esta que está em situação mais crítica.

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