Kubitscheck morreu em um "acidente" automobilístico na
rodovia presidente Dutra. Relatório da comissão considera nula a causa
da morte oficial, justamente a que aponta para acidente de trânsito, em uma viagem de São Paulo para o Rio de Janeiro.
O ex-presidente morreu junto com seu motorista, Geraldo
Ribeiro, cerca de dois minutos e meio após ambos entrarem em um Opala.
Os dois saíram do hotel-fazenda Villa-Forte, de propriedade do então
brigadeiro Newton Junqueira Villa-Forte, um dos criadores do SNI.
Em uma perícia realizada nas duas ossadas, em 1996,
médicos legistas encontraram um objeto metálico no crânio de Geraldo
Ribeiro. À época foi identificado como o fragmento de um prego do
próprio caixão. O legista que analisou o crânio contou à Comissão da
Verdade que ficou surpreso com a informação, semanas depois da exumação
dos restos mortais de Ribeiro, de que o crânio já estaria esfarelado no
momento da exumação, o que impediria qualquer constatação de furo
provocado por tiro.
O ofício - que tem 103 indícios, evidências, provas e
testemunhos que levaram a Comissão Municipal da Verdade a declarar o
assassinato de JK - foi entregue também ao presidente do Supremo
Tribunal Federal (STF), Joaquim Barbosa; o presidente do Congresso,
senador Renan Calheiros (PMDB-AL);
o procurador-geral da República, Rodrigo Janot; e também o coordenador
da Comissão Nacional da Verdade (CNV), Pedro Dallari.
O relatório também foi encaminhado aos procuradores da
República de Volta Redonda e de Resende, Paulo Gomes Ferreira Filho e
Luciana Fernandes Portal Lima Gadelha, respectivamente, que abriram
inquéritos civis públicos após tomarem conhecimento das investigações
sobre a morte de Juscelino conduzidas pela Comissão Municipal da
Verdade.
"Juscelino Kubitschek não perdeu a vida num simples acidente de trânsito, conforme alegaram as autoridades do período militar com base em perícias feitas em 1976 e mesmo as que vieram depois. (...) JK foi vítima de conspiração, complô e atentado político ", afirmou o presidente da Comissão Municipal da Verdade Gilberto Natalini. "Agora, queremos que as autoridades federais proclamem oficialmente o assassinato de JK, para que possamos alterar de uma vez por todas essa página vergonhosa de nossa história.”
"Juscelino Kubitschek não perdeu a vida num simples acidente de trânsito, conforme alegaram as autoridades do período militar com base em perícias feitas em 1976 e mesmo as que vieram depois. (...) JK foi vítima de conspiração, complô e atentado político ", afirmou o presidente da Comissão Municipal da Verdade Gilberto Natalini. "Agora, queremos que as autoridades federais proclamem oficialmente o assassinato de JK, para que possamos alterar de uma vez por todas essa página vergonhosa de nossa história.”
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