A decisão judicial foi requerida há uma semana pela
prefeitura de Campinas, cidade que enfrenta uma epidemia da doença. Já
foi confirmada a de uma mulher de 69 anos, além 3.615 casos, sendo 143
de doentes graves e 3.345 notificações de suspeita da doença.
Segundo a decisão do juiz Fukumoto, os agentes de saúde
poderão arrombar as portas de residências desocupadas e sem morador após
esgotar as tentativas de localização do proprietário. Caberá à
prefeitura realizar os reparos, caso tenha que entrar à força em alguma
residência.
O magistrado também determinou que nas situações em que
os agentes tiveram que usar desse recurso, a Secretaria Municipal de
Saúde deverá apresentar um relatório semanal apontando os endereços
onde as ações ocorreram.
De acordo com o secretário municipal de saúde, Cármino
de Souza, em entrevista coletiva semana passada, mais de 120 mil
residências foram visitadas pelos técnicos em saúde de janeiro a março.
Entretanto, cerca de 49 mil imóveis não puderam passar por vistoria
devido à ausência ou resistência de seu proprietário em aceitar a visita
de um profissional da saúde. Nesta semana, a prefeitura intensificou os
trabalhos de combate contra o mosquito vetor da doença com a aplicação
de nebulização, o chamado fumacê.
Na próxima semana, soldados do Exército também vão
auxiliar os trabalhos de localizar os focos e passar informações para a
população das regiões mais afetadas pelos casos de dengue.
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