A presidente Dilma Rousseff, em publicação nas redes sociais na tarde
desta quarta-feira (23), manifestou solidariedade a Chico Buarque. O
cantor e compositor foi hostilizado por jovens contrários ao PT na saída
do restaurante Sushi, no Leblon, na madrugada de terça-feira
(22). Chico estava acompanhado pelo jornalista Eric Nepomuceno e pelos
cineastas Miguel Faria Jr. e Cacá Diegues, quando foi abordado pelo
grupo.
"O Brasil tem uma tradição de conviver de forma pacífica
com as diferenças. Não podemos aceitar o ódio e a intolerância. É
preciso respeitar as divergências de opinião. A disputa política é
saudável, mas deve ser feita de forma respeitosa, não furiosa", destacou
a presidente Dilma.
"Reafirmo meu repúdio a qualquer tipo de intolerância, inclusive à
patrulha ideológica. A Chico e seus amigos, o meu carinho", completou a
presidente.
Durante o bate-boca, Chico Buarque foi chamado de
“merda” por um dos integrantes do grupo. Apesar da agressividade dos
jovens, o artista permaneceu calmo e ironizou a posição deles, dizendo
que “com base na revista Veja, não dá para se informar”. Um dos agressores respondeu: “A minha opinião é a minha opinião”.
O
ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva também divulgou nota, na noite
desta terça-feira, em solidariedade ao cantor e compositor. Para Lula,
"é muito triste ver a que ponto o ódio de classe rebaixa o comportamento
de alguns que se consideram superiores, mas não passam de analfabetos
políticos".
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