A candidata à Presidência da República Marina Silva visitou, no
início da tarde de hoje (24), o Centro de Tradições Nordestinas, na zona
norte da capital paulista, um local para difusão da cultura e da
gastronomia do Nordeste brasileiro. No local, Marina conversou com
eleitores e posou para muitas fotos, além de falar sobre seu projeto
para a região.
“O desenvolvimento econômico do Nordeste precisa de
uma compreensão de que o Nordeste não é problema, mas solução. A maior
parte dessas soluções já estão colocadas e precisam ganhar escala como,
por exemplo, os programas que façam as pessoas terem acesso à água em
relação à transposição do São Francisco, que ajudará, em muito, o
desenvolvimento econômico no Semiárido nordestino”, disse ela,
destacando também que o desenvolvimento do Nordeste passa pela
utilização de fontes de energia alternativas, como a energia solar, além
da agricultura familiar e da valorização da cultura e do artesanato
local.
Durante a visita ao centro, Marina assumiu como seu
compromisso de campanha manter e aprimorar o Programa Bolsa Família.
“Nosso compromisso com políticas como o Bolsa Família é de manutenção
desse programa, entendendo que ele é uma conquista brasileira e que deve
ter continuidade em qualquer governo brasileiro”, disse ela.
Indagada
sobre o seu programa de governo, que deve ampliar os canais de
democracia direta, tais como plebiscitos e consultas populares, além de
controlar as atividades dos políticos por meio de conselhos sociais,
Marina respondeu que a versão que saiu nos jornais ainda não é oficial e
que, portanto, não iria comentar sobre isso. “Foi entregue uma versão
preliminar. O documento a que tiveram acesso não é o que Eduardo Campos, morto no dia 13 de agosto e eu revisamos”, disse ela. No
entanto, Marina ressaltou que seu programa deve sim “aprofundar a
democracia, o que significa a valorização das instituições”.
Ela
também comentou sobre a inflação, criticando a forma como ela é
controlada hoje pelo governo. “O controle da inflação não se dá apenas
pela elevação de juros, mas também pela eficiência do gasto público”,
disse ela, ressaltando que é preciso enxugar os ministérios e também
acabar com a corrupção para controlar a inflação.
No evento, Marina evitou comentar a notícia publicada hoje pela Folha de S.Paulo de
que a Polícia Federal vai investigar se a aeronave em que estava
Eduardo Campos - e que caiu em Santos (SP), provocando a morte do
candidato – foi comprada com dinheiro de caixa 2 do PSB. Ao ser
questionada sobre o tema, Marina deixou que o seu vice, Beto
Albuquerque, respondesse à pergunta dos jornalistas. “Continuamos
querendo explicações das causas do acidente, como ele caiu e porque a
caixa-preta não tinha gravado a conversa no avião. Não sei o que a
Polícia Federal está falando, mas se ela está falando, ela precisa
apurar antes de falar. O partido prestará informações a todos sobre as
condições daquele contrato”, falou ele, acrescentando que o PSB deve se
pronunciar durante a semana sobre o assunto.
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