As votações no Senado, nesta semana, devem ter em pauta o projeto de
Lei que altera os valores de enquadramento do Simples Nacional, o
chamado Supersimples. A proposta, que está prevista para ser levada ao
plenário na próxima terça-feira (21), atende a um pedido dos
governadores dos estados e, caso seja aprovada, poderá contribuir para
sanar o rombo com a queda de arrecadação de receitas.
No
início do mês, alguns governadores se reuniram com o presidente da
Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL), para discutir detalhes da proposta e
pedir a sua aprovação. Criado em 2006, o Supersimples simplificou a
burocracia e reduziu impostos no pagamento de contribuições a micro,
pequenas e médias empresas. As alterações no sistema de tributação
buscam atrair mais empresas para o programa e, consequentemente,
aumentar a arrecadação.
A proposta em discussão é um substitutivo
da senadora Marta Suplicy (PMDB-SP), ao projeto do ex-deputado Barbosa
Neto. Pelo texto, o teto para o enquadramento no Supersimples das
empresas de pequeno porte passará de R$ 3,6 milhões para R$ 4,8 milhões.
Além
disso, a proposta também possibilita o pagamento do Imposto sobre
Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e do Imposto Sobre Serviços
(ISS) por fora da guia do Simples Nacional na parte da receita bruta
anual que exceder R$ 3,6 milhões. Esses impostos são, respectivamente,
de competência de estados e municípios. O projeto também promove
mudanças no enquadramento como microempreendedor individual (MEI),
elevando o limite de receita bruta anual dos atuais R$ 60 mil para R$ 72
mil.
Além da votação do projeto que altera o Supersimples,
também há a expectativa de que os senadores votem o projeto que institui
o Programa Ciência sem Fronteiras, que tem por objetivo incentivar a
formação acadêmica no exterior.
Criado em 2011, o programa é
regulamentado pelo Decreto 7.642/2011. O projeto, de autoria da Comissão
de Ciência, Tecnologia, Inovação, Comunicação e Informática (CCT),
autora do PLS, propõe que o programa passe a ser regulamentado por lei.
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