A
crise na Síria tem de ser resolvida neste ano, ou "não haverá mais
Síria", disse à BBC o enviado especial da ONU e da Liga Árabe ao país
conflagrado, Lakhdar Brahimi.
Em entrevista à correspondente da BBC Lyse
Doucet, Brahimi afirmou que o recente discurso do presidente sírio,
Bashar Al-Assad, foi uma "oportunidade perdida" de resolver a crise na
Síria.Para Brahimi, porém, a fala de Assad foi "mais sectária e unilateral do que as iniciativas prévias".
Impasse
O enviado já se reuniu diversas vezes com o regime sírio, mas houve poucos avanços no processo de paz no país, convulsionado desde março de 2011. O saldo de mortos em conflitos desde então é de 60 mil mortos."No momento, não há processo político. Os sírios falam duas línguas completamente diferentes", declarou Brahimi.
Na entrevista à BBC, Brahimi admitiu que há pouca probabilidade de avanços nas conversas entre o governo sírio e a oposição. O foco de sua atuação, disse, será resolver as diferenças entre os atores externos ao conflito, como EUA e Rússia (este último é um dos principais apoiadores do regime sírio, sendo responsável por vetar resoluções contra Damasco no Conselho de Segurança da ONU).
Número de sírios famintos e refugiados tem crescido
Fome e refugiados
Em meio ao impasse político, cresce a dimensão da crise humanitária na Síria. Na última terça, a ONU informou que há 1 milhão de sírios passando fome em decorrência dos 22 meses de conflito.O Programa Mundial de Alimentos, da entidade, diz enfrentar dificuldades para entregar mantimentos para uma parcela da população, por conta de restrições ao uso de portos, ataques aos caminhões de entrega e falta de combustível.
E o número de refugiados sírios cresceu, chegando a um total de 597,2 mil.
será que a síria dessará de existi?
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