Relatório e vídeos divulgados pela Human Rights Watch denunciam
recrudescimento da violência na Síria, onde em apenas oito meses mais de
4300 civis foram mortos pelo regime de Bashar al-Assad.
Após dois anos de guerra civil na Síria - que completou
a 15 de março o seu segundo aniversário - as sanções não têm sido
suficientes para pôr fim à crescente onda de violência no país, denuncia
um relatório hoje divulgado pela Human Rights Watch. O saldo é macabro,
e os mais de 70 mil mortos (dados da ONU) pelas tropas do regime de
Bashar al-Assad são na maioria civis.
Desde julho de 2012, revela a Human Rights Watch, foram
mortos mais de 4300 civis. Os ataques das forças governamentais contra
as cidades ainda sob o controlo da oposição também deixaram milhares de
feridos, destruíram propriedades e infraestruturas em Alepo, Idlib,
Hama, Deir al-Zor, Damasco, Dara, Homs e Raqqa, entre outras.
No relatório, acompanhado de vídeos, a Human Rights
Watch diz que esses bombardeamentos aéreos "indiscriminados e
deliberados contra civis", inclusive a hospitais, constituem sérias
violações da legislação internacional humanitária (leis da guerra).
A ONG defende que a Força Aérea e o Governo sírios devem ser julgados por crimes de guerra e crimes contra a humanidade.
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