Maior aliado da Coreia do Norte, China promete aos EUA pressionar a península
Não se sabe se Pequim vai cumprir sua promessa Os Estados Unidos ganharam da China a promessa de que o país irá pressionar pela desnuclearização da península Coreana, depois de meses de retórica inflamada da Coreia do Norte.
Não se sabe se Pequim vai cumprir sua promessaFoto: Reuters
"Os
EUA e a China querem ressaltar seu comprometimento conjunto com a
desnuclearização da península Coreana, de forma pacífica", disse o
secretário de Estado americano, John Kerry, ao lado do principal
diplomata chinês, Yang Jiechi, em Pequim. "Nós concordamos que isso é
crítico para a estabilidade da região e do mundo e para nossos esforços
para evitar a proliferação nuclear".
A China é o maior aliado da Coreia do Norte e
o único país capaz de exercer alguma influência sobre o regime, que nas
últimas semanas ameaçou iniciar guerra nuclear contra os EUA e a Coreia
do Sul e estaria preparando o lançamento de um míssil.
Mas não
se sabe se Pequim vai cumprir sua promessa. O governo chinês teme que
eventual instabilidade norte-coreana resulte num êxodo em massa de
refugiados para a China. E o país também encara com desconfiança os
esforços dos EUA para conter a Coreia do Norte, que são vistos como
parte de uma estratégia para reduzir a influência da China na região.
A
Coreia do Norte tem afirmado repetidas vezes que não vai abandonar seu
programa nuclear, que considera ser uma "preciosa" garantia para sua
segurança.
Yang afirmou que a determinação da China de manter a paz e a estabilidade na península é "clara e consistente". "A questão deve ser resolvida pacificamente, através de diálogo e consultas. Abordar adequadamente a questão nuclear coreana é responsabilidade de todos".
"A
China trabalhará para desempenhar um papel construtivo na promoção das
negociações entre seis países [EUA, China, Coreias do Norte e do Sul,
Japão e Rússia] e na implantação equilibrada dos objetivos estabelecidos
na declaração de setembro de 2005", acrescentou Yang. EUA e aliados
acreditam que a Coreia do Norte violou o acordo de 2005, que previa
ajuda ao país em troca do desarmamento, ao conduzir um teste nuclear em
2006 e persistir em um programa de enriquecimento de urânio.
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