quarta-feira, 23 de abril de 2014

Senado cria regras para desmanche de veículos

O plenário do Senado aprovou hoje (23) projeto de lei que regulamenta a atividade das empresas que desmancham carros para venda de peças. O texto original da Câmara foi aprovado sem alterações com relatório favorável do senador Romero Jucá (PMDB-RR). O objetivo é reduzir práticas relacionadas a furto, roubo, adulterações e fraudes diversas na frota de veículos atualmente em circulação no país.
Entre as normas adotadas a partir do projeto, a principal é estabelecer um registro das empresas que trabalham com desmanche de carros no Conselho Nacional de Trânsito (Contran). Elas deverão atuar exclusivamente nessa atividade e ter alvará de funcionamento expedido pelas autoridades locais, entre outros requisitos.
Da mesma forma, os veículos que serão desmontados deverão ter certificado de baixa do registro no Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). As peças retiradas deverão conter informações sobre a procedência e condição de uso e poderão passar por processo de pintura e reparos para sua comercialização. No entanto, fica vedada a venda de peças novas por essas empresas.
O Contran deverá criar um banco nacional de dados sobre os veículos desmontados e as empresas que exercem essa atividade. O conselho também será responsável por regulamentar prazos e procedimentos para a extração das peças e o destino das sucatas que não terão condição de serem reutilizadas.
“A nova disciplina abre perspectivas concretas de combate à indústria do furto e do roubo de veículos e à clandestinidade no execício das atividades de desmontagem, com a proliferação dos desmanches ilegais que tanto prejuízo têm causado à sociedade brasileira. Adicionalmente, as medidas propostas poderão ter importantes desdobramentos no campo ambiental. Ao criar condições para o máximo aproveitamento de componentes automotivos de forma lícita, o projeto favorece a ampliação da vida útil de determinadas [peças] e, consequentemente, a redução do volume de sucatas e da quantidade de descartes irregulares ou inadequados no meio ambiente”, analisou o relator.
O projeto não precisa retornar à Câmara dos Deputados porque não foi alterado no Senado. Dessa forma, ele seguirá para sanção presidencial e começa a valer um ano após a publicação no Diário Oficial da União. Após esse prazo, as empresas ainda terão prazo de três meses para se adequar às novas regras.

Sanção do marco civil não encerra debate, dizem defensores do projeto

Representantes das entidades da sociedade civil que apoiaram o Marco Civil da Internet comemoraram hoje (23) a sanção do projeto pela presidenta Dilma Rousseff. Eles ressaltaram, porém, que o ato não encerra o debate sobre o que está previsto no projeto de lei, que precisa agora de regulamentação.
Segundo a coordenadora do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social, Beatriz Barbosa, a grande conquista do marco civil foi deixar para trás um debate sobre a criminalização de atitudes na internet e chegar a um projeto que garante, em sua essência, os principais direitos dos usuários, a privacidade, liberdade de expressão e neutralidade da rede. “A sanção da lei no NET Mundial [Encontro Global Multissetorial sobre o Futuro da Governança da Internet, aberto hoje em São Paulo] é simbólica porque é quando o mundo todo está discutindo essa questão, o mundo todo está olhando para o que o Brasil fez com a internet”, disse Beatriz.
Para ela, alguns assuntos foram retirados conscientemente do projeto, como a questão dos direitos autorais e dos dados pessoais. “O marco civil não tinha pretensão de esgotar o assunto, mas de garantir os direitos fundamentais dos usuários”, acrescentou a representante do Intervozes, explicando que alguns pontos conflitantes ainda podem ser debatidos durante a regulamentação.
Segundo Beatriz, o principal deles diz respeito ao Artigo 15, que obriga as empresas de telecomunicações a guardar por seis meses todos os dados de tráfego na rede dos usuários. Ela explicou que o marco civil prevê que eles só podem ser acessados por decisão judicial, mas, mesmo assim, a obrigação “viola a privacidade do usuário, acaba levando ao risco de uma vigilância em massa e é uma limitação à própria liberdade de expressão. O fato de saber que toda sua movimentação na internet está sendo armazenada para eventuais investigações faz com que a pessoa se comporte de forma diferente”.
A guarda dos dados foi uma questão defendida principalmente pelas autoridades policiais durante a tramitação do projeto no Congresso Nacional. No entanto, alerta o coordenador-geral do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Distrito Federal, Jonas Valente, isso fere a presunção de inocência dos indivíduos e pressupõe que todo mundo vai cometer um delito. “Motivado pela vigilância institucionalizada de um evento internacional, o governo aprova uma lei avançada, mas em que o simples fato de guardar os dados viola a minha privacidade”.
Jonas Valente lembrou ainda que defensores da medida comparam a guarda de dados a uma câmera de vigilância. “Quando eu estou em um bar, estou socializando, as outras pessoas estão vendo, quando acesso um site é uma atividade privada, só minha, não estou socializando. Então, não tem sentido que essas informações sejam armazenadas mesmo com todos os mecanismos de segurança”, completou o jornalista.
Também  a advogada do Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec), Veridiana Alimonti, entende que não deveria haver guarda prévia dos dados. Ela disse, porém, que, apesar desse artigo, este é o momento de comemorar, já que a sanção do marco civil foi de encontro a muitos interesses de poderosos do setor de telecomunicações, principalmente em relação à neutralidade da rede.
A rede neutra prevê que as operadoras não podem interferir no tráfego de dados, limitando a acessibilidade a conteúdos específicos mediante pagamento. “A neutralidade foi o ponto mais polêmico e, quando for regulamentar, ainda vai haver uma disputa das empresas sobre o assunto”, diz a advogada.

Policial e morador ficam feridos em tiroteios nos complexos da Penha e do Alemão

Um morador e um policial militar ficaram feridos ontem (22) nos complexos da Penha e do Alemão, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro. Segundo a assessoria de imprensa da Coordenadoria de Polícia Pacificadora (CPP), o policial foi ferido na perna no final da tarde, quando fazia um patrulhamento na comunidade de Nova Brasília, no Complexo da Penha, e foi atacado por criminosos na localidade da Rua 2.
O policial foi inicialmente atendido na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Alemão e, depois, transferido para o Hospital Central da Polícia Militar. Ele está em observação e passa bem, segundo a CPP.
No início da noite, policiais voltaram a se confrontar com criminosos armados, desta vez no limite das comunidades do Morro do Alemão e da Fazendinha, no Complexo do Alemão. De acordo com a polícia, depois que os bandidos fugiram, os policiais da UPP do Morro do Alemão fizeram buscas para localizá-los. Durante as buscas, foi encontrado um morador ferido por estilhaços na localidade do Beco do Sabino. Ele foi levado para a UPA do Alemão.

China investiga relatos do uso de gás cloro na Síria


A China disse nesta quarta-feira que está investigando relatos de que uma cápsula de gás cloro com o nome do maior fabricante de armas chinês aparece em gravações de vídeo que documentam um ataque com gás neste mês na Síria.
Ataques ocorridos em abril em várias áreas da Síria têm características comuns, que levaram analistas a acreditar que se trata de uma ofensiva coordenada com armas de gás cloro, e com crescentes indícios de que seu uso partiu das forças do governo.
Na localidade rebelde de Kfar Zeita, na província central de Hama, cerca de 200 quilômetros ao norte de Damasco, ativistas de oposição colocaram na Internet um vídeo que mostra pessoas sufocadas e recebendo máscaras de oxigênio, para relatarem em seguida que as bombas foram atiradas de helicóptero nos dias 11 e 12 de abril.
Outra imagem mostrou uma cápsula parcialmente detonada, com o símbolo químico do cloro e o nome da fábrica chinesa Norinco.
A Reuters não pôde verificar a autenticidade dos vídeos, e a Norinco, também conhecida como China North Industries Group Corporation, não respondeu a pedidos para comentar.
Qin Gang, porta-voz da chancelaria chinesa, disse a jornalistas que "após vermos esse relato, prestamos muita atenção e imediatamente buscamos entender (a situação) a partir dos departamentos relevantes. Vamos esclarecer essa questão de forma expedita".
Ele observou que a China é contra "a produção e uso de armas químicas". "Internamento, temos leis e regras relevantes e um sistema de supervisão", acrescentou.
Em nota enviada posteriormente à Reuters, o ministério disse que a China "cumpre escrupulosamente suas obrigações de não proliferação" e controla rigidamente as exportações de produtos que possam ter uso duplo (civil e militar), como é o caso de algumas substâncias químicas.
"O cloro é uma matéria-prima que tem amplos usos industriais, e não está na lista de itens controlados por qualquer nação ou organização", disse o texto. "A China espera que a imprensa relevante possa relatar isso de forma objetiva e justa, para evitar criar mal entendidos."
A Síria se comprometeu no ano passado a entregar ou destruir todo o seu arsenal de armas químicas até o final desta semana, mas ainda detém cerca de 14 por cento das substâncias químicas que o governo declarou à Organização para a Proibição de Armas Químicas (Opaq).
Além disso, o suposto uso bélico do gás cloro, jamais incluído na lista submetida à Opaq, levou alguns países a cogitarem solicitar uma investigação, possivelmente por meio da ONU.

Maduro anuncia inspeção a estabelecimentos comerciais na Venezuela

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou hoje (23) que será iniciada, na sexta-feira (25), nova inspeção massiva a todos os estabelecimentos comerciais do país para verificar se as margens de lucro definidas e os preços justos são respeitados. "Vamos iniciar, no âmbito da ofensiva global de produção, abastecimento e preços justos, com milhares de inspetores, uma jornada nacional de inspeção de todos os estabelecimentos comerciais do país, com vistas ao cumprimento da Lei de Preços Justos, para que sejam respeitados os preços dos bens de primeira necessidade", disse Maduro.
O anúncio foi feito durante o programa de rádio Em Contato com Maduro. O presidente destacou que "quem brincar com a lei vai se dar muito mal", acrescentando que o abastecimento de alguns produtos alimentícios na Venezuela é afetado por diversos fatores.
"Há pessoas que não entenderam as mensagens de novembro e dezembro. Há perturbações induzidas por máfias que têm a ver com o contrabando", disse, referindo-se às medidas aplicadas no fim de 2013, quando o governo obrigou os comerciantes a baixar os preços dos produtos.
Por outro lado, segundo ele, o governo procura "um ponto de equilíbrio no abastecimento de 50 produtos", cujos preços de venda ao público vão ser anunciados em breve. "Uns manterão os preços justos, outros vão baixar e outros vão subir", explicou, lembrando que a fixação de preços tem como propósito proteger o povo por meio de um sistema que estabelece mecanismos corretos que respeitam os processos produtivos e as cadeias de custos.
Nicolás Maduro informou que vai comandar hoje uma reunião da Conferência Econômica para a Paz, em que abordará os detalhes de uma nova ofensiva econômica a ser implementada em nível nacional. Em causa, "um plano de maior alcance para o crescimento da produção da nova economia, a garantia de abastecimento, satisfação de necessidades e garantia de preços justos", acrescentou.
Na Venezuela, as principais redes privadas de abastecimento de produtos alimentícios são propriedade de portugueses radicados no país, que mantêm ainda importante presença em outras áreas comerciais.

terça-feira, 22 de abril de 2014

EUA exortam Coreia do Norte a não realizar novo teste nuclear


Os Estados Unidos afirmaram nesta terça-feira que estão monitorando a península coreana com atenção depois de relatos de que a Coreia do Norte pode estar planejando outro teste nuclear e exortaram Pyongyang a não dar qualquer passo que ameace a paz regional.
Segundo a mídia sul-coreana, o governo da Coreia do Sul disse nesta terça-feira que foi detectado um aumento nas atividades na instalação subterrânea de testes nucleares da Coreia do Norte, o que indica possíveis preparativos para outro teste atômico.
Os relatos chegam pouco antes da viagem do presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, ao Japão e à Coreia do Sul, onde discutirá maneiras de lidar com o programa de armas nucleares norte-coreano. Obama deve chegar a Tóquio na quarta-feira e a Seul, na sexta-feira.
"Certamente vimos as reportagens... sobre um possível aumento nas atividades na instalação de testes nucleares da Coreia do Norte", disse a porta-voz do Departamento de Estado dos EUA, Jen Psaki. "Estamos monitorando de perto a situação na península coreana".
"Continuamos a exortar a Coreia do Norte a conter quaisquer ações que ameacem a paz e a segurança regionais e a cumprir suas obrigações e seus compromissos internacionais", declarou ela.
No mês passado, a Coreia do Norte alertou que não descartaria uma "nova forma" de teste nuclear depois que o Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas criticou Pyongyang por lançar mísseis balísticos no mar.

RJ: protesto por morte de dançarino tem 2 baleados; 1 morreu

Corpo de DG foi encontrado na favela Pavão-Pavãozinho e gerou uma onda de protestos.

A Secretaria Municipal de Saúde do Rio de Janeiro confirmou que um homem morreu baleado durante o protesto realizado em Copacabana por moradores da favela Pavão-Pavãozinho, na noite desta terça-feira. Segundo a psta, um homem de aparentemente 30 anos levou um tiro na cabeça, e já chegou morto ao Hospital Miguel Couto, no Leblon. Ainda não havia identificação da vítima.
O órgão disse não ter conhecimento de nenhuma outra vítima durante o protesto desta noite. Porém, de acordo com a Agência Brasil, um menino de 12 anos de idade foi baleado por volta das 18h desta terça-feira durante o protesto na zona sul do Rio de Janeiro. O garoto, que, segundo os moradores, tem problemas mentais, foi atingido quando descia a ladeira San Roman, perto da esquina com a rua Sá Ferreira, em Copacabana. Segundo os relatos, ele estava sozinho e com as mãos para o alto.
A ladeira San Roman, principal acesso ao Pavão-Pavãozinho, continuava bloqueada por várias fogueiras acesas por moradores em barricadas. Parte da comunidade está sem energia elétrica. De acordo com moradores, o garoto foi colocado em uma viatura e, depois, retirado do local.
Os manifestantes protestam contra a morte do dançarino Douglas Rafael da Silva Pereira, o DG, 25 anos, que atuava no programa Esquenta, da Rede Globo, encontrado numa escola da favela. Moradores acusaram policiais de executar o jovem. Um laudo preliminar aponta que os ferimentos são compatíveis com uma queda.

Senado aprova Marco Civil da Internet e projeto vai a sanção presidencial


O Senado aprovou nesta terça-feira o Marco Civil da Internet, projeto que trata de princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da rede no país, na véspera do encontro internacional sobre a governança da Internet, como queria o Planalto.
O governo já havia manifestado publicamente sua vontade de ver o projeto aprovado pelo Congresso Nacional antes do encontro NetMundial, evento convocado pelo Brasil para discutir uma governança global para a Internet que ocorrerá a partir de quarta-feira em São Paulo.
A proposta foi acompanhada de perto pelo Planalto, que concentrou os seus esforços para vê-la aprovada após as revelações de que a Agência de Segurança Nacional (NSA, na sigla em inglês) dos Estados Unidos monitorou as comunicações da presidente Dilma Rousseff, de outros cidadãos e empresas brasileiras, além de chefes de Estado, como a chanceler alemã, Angela Merkel, e o presidente mexicano, Enrique Peña Nieto.
Em setembro do ano passado, Dilma criticou duramente a espionagem norte-americana durante o seu discurso de abertura na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) e propôs a regulação da rede mundial de computadores.
Logo após a aprovação do Marco Civil nesta terça-feira, o líder do PT no Senado, Humberto Costa (PE), anunciou no plenário ter recebido cumprimentos do Planalto, por telefone, pela aprovação do projeto e disse que a presidente teria pedido que fosse feito "um agradecimento ao plenário" da Casa.
Mais cedo nesta terça-feira, as comissões de Constituição e Justiça (CCJ) e de Ciência e Tecnologia (CCT) do Senado aprovaram pareceres favoráveis à proposta em menos de uma hora. A votação à tarde, no entanto, tomou mais tempo e foi marcada por protestos da oposição.
Para o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), líder da bancada do PSDB na Casa, a matéria merecia mais discussão e deveria ser alvo de pequenas alterações. Se fosse modificado na votação desta terça-feira no Senado, o Marco Civil teria de ser reenviado à Câmara dos Deputados, em vez de ser encaminhado à sanção presidencial, como ocorreu.
"Então, eu dou apenas este exemplo... do mal que nos faz essa pressa e esse açodamento. Poderíamos transformar uma lei que é boa, que merecerá o nosso voto favorável, numa lei ainda melhor, mas, infelizmente, há, de um lado, autoritarismo da presidente da República e, de outro lado, o afã incomensurável de agradá-la e atender aos seus desejos por parte da base governista", criticou o senador tucano.
Dentre os principais pontos da proposta aprovada nesta terça-feira está a neutralidade da rede, princípio defendido pelo governo e que determina o tratamento igualitário de dados por parte das operadoras de telecomunicação, sem distinção quanto ao conteúdo, a origem, o destino ou aplicativo utilizado para a troca dessas informações.
O princípio impede a venda segmentada de acesso à Internet por tipo de serviço. Também tem como objetivo evitar "abusos" anticompetitivos dos diversos intermediários envolvidos na transmissão de dados na Internet.
O sindicato que representa as operadoras de telecomunicações, o SindiTelebrasil, afirmou ter recebido positivamente a aprovação do Marco Civil da Internet pelo Senado.
"A aprovação do projeto é um importante passo para o ordenamento do uso da Internet no Brasil", disse a entidade em comunicado.
Segundo as operadoras, o texto aprovado nesta terça-feira mantém o que já havia sido deliberado na Câmara dos Deputados, "preservando a liberdade de escolha dos consumidores e assegurando a continuidade aos planos existentes".
Segundo a entidade, o texto preserva a oferta de "pacotes diferenciados", como os de acesso gratuito a redes sociais, mais utilizados em celulares.
Diante das suspeitas de espionagem, o Planalto passou a defender que os dados em uso pelos brasileiros fossem armazenados em território nacional, mas essa determinação foi flexibilizada depois de intensas negociações na Câmara dos Deputados.
Ainda assim, o texto obriga provedores que prestam serviços a brasileiros a se submeterem à legislação do país, mesmo que suas centrais de dados não estejam localizadas em território brasileiro.
O líder do governo no Senado, Eduardo Braga (PMDB-AM), afirmou que o Executivo pode editar uma medida provisória para ajustar pontos do texto, como dispositivo que especifica que autoridades podem requisitar informações na Internet como dados pessoais e de conteúdo de comunicações privadas.

Vargas admite na Câmara ter viajado nas férias em um avião fretado por doleiro

Um pedido de vista do deputado Zé Geraldo (PT-PA) interrompeu nesta terça-feira a votação do parecer do deputado Júlio Delgado (PSB-MG) pela continuidade do processo contra o deputado licenciado André Vargas (PT-PR). O parlamentar é acusado de envolvimento com o doleiro Alberto Youssef, preso sob suspeita de comandar um esquema de lavagem de dinheiro.
Delgado defendeu que há elementos suficientes pela admissibilidade da representação da oposição contra Vargas, que admitiu na tribuna da Câmara dos Deputados ter viajado nas férias em um avião fretado pelo doleiro. Geraldo, que na última sessão apresentou uma questão de ordem pró-Vargas, voltou a sair em defesa do colega de partido e protelou os trabalhos. Depois da sessão, ele disse que o parlamentar do Paraná, "de certa forma", havia pedido sua ajuda no Conselho de Ética.
André Vargas pediu licença de 60 dias do mandato de deputado federal e renunciou ao cargo de vice-presidente da Câmara para se dedicar a sua defesa. O parlamentar chegou a anunciar que deixaria o mandato, mas voltou atrás ao perceber que não teria chance de interromper o processo no Conselho de Ética.
"Conversei com ele. Ele entende que a situação é desconfortável e que quer mais tempo", disse Geraldo. "Se o deputado não renunciou, é porque ele quer mais tempo", acrescentou.
O relator do processo no Conselho de Ética considerou protelatória a decisão de pedir mais tempo para analisar o processo. Segundo ele, há risco de uma eventual votação de perda de mandato ir a plenário às vésperas das eleições. A próxima reunião do colegiado está marcada para a semana que vem.
Se fosse votado o parecer nesta terça, o Conselho de Ética passaria a tentar notificar André Vargas e abriria prazo para a apresentação de defesa. O relatório é apresentado após esses procedimentos.
"No dia da designação da relatoria desse processo, nós dissemos que, dependendo do andamento que eles iam dar a esse procedimento, a gente poderia terminar antes do início da Copa do Mundo e até o recesso parlamentar, que é dia 18 de julho. Já no primeiro momento, que é o da admissibilidade, há um pedido de vistas, que é um pedido protelatório, demonstra claramente que eles vão estender isso, e isso pode passar", disse.

Itália vai abrir arquivos secretos dos "anos de chumbo"


A Itália vai abrir os arquivos secretos com documentos sobre os atentados terroristas cometidos entre os anos 1960 e 1980 durante um período conhecido como os "anos de chumbo", anunciou o governo nesta terça-feira.
As ultraesquerdistas Brigadas Vermelhas, grupos neofascistas, figuras sombrias do serviço secreto e a máfia estiveram envolvidos na onda de violência política, incluindo o bombardeio em 1969 na Piazza Fontana, em Milão, e o bombardeio da principal estação ferroviária de Bolonha, em 1980.
Dezenas de pessoas foram mortas e outras centenas ficaram feridas, mas grande parte dos incidentes, que ocorreram durante um período da Guerra Fria de extrema tensão política, permanece sem solução, apesar de anos de investigação.
O primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi, disse em um comunicado que considerou a decisão de revelar os documentos como "um dever para com os cidadãos e os familiares das vítimas de episódios que permanecem como uma mancha obscura em nossa memória comum".
Ele disse que os documentos relacionados com as bombas na Piazza Fontana e em Bolonha, a queda misteriosa de um avião DC-9 em Ustica, perto da Sicília, em 1980, e outros atentados nos anos 1970 e 1980 serão abertos ao público.
Os documentos serão abertos começando pelos mais antigos e coletados nos arquivos do Estado central.

SP: vingança por gêmeo morto motivou incêndio a 34 ônibus

A vingança pela morte de um irmão gêmeo, segundo a Polícia Civil de São Paulo, foi o motivo para um ataque incendiário que atingiu 34 ônibus da Viação Urubupungá, na madrugada desta terça-feira, em Osasco. O suspeito de chefiar a ação, identificado como Edílson Almeida Silva, 19 anos, foi preso hoje por volta das 11h30 na periferia da cidade. O caso mobilizou o diretor-geral da Polícia Civil no Estado, Maurício Blazeck, que descartou ação de facções criminosas no episódio.
De acordo com o delegado seccional de Osasco, Paulo Tucci, Silva foi identificado pelas imagens de câmeras de segurança de um dos veículos que estavam no pátio no momento do ataque, pouco depois da meia-noite. Além dele, outros quatro homens são procurados pela polícia como participantes da ação - três deles, responsáveis por render quatro funcionários da viação que estavam no local.
Segundo Tucci, o jovem é irmão gêmeo de Edmílson Almeida Silva, morto na noite de segunda-feira, a tiros, quando estava em frente a um bar no Jardim Baronesa, em Osasco. Ele recebeu 24 tiros de dois homens que desceram de um veículo Astra escuro, os quais ainda não foram identificados. A hipótese da polícia era a de que o ataque no pátio da empresa teria relação com o homicídio, registrado nas imediações do pátio da concessionária de transporte público.
"Ele não confessou o crime, mas foi autuado em flagrante por incêndio, formação de quadrilha e dano qualificado porque foi identificado nas imagens de um ônibus que havia acabado de estacionar no pátio e reconhecido por funcionários da empresa. E como é irmão gêmeo do rapaz assassinado cerca de três, quatro horas antes do ataque incendiário, acreditamos que ele agiu da cabeça dele, mesmo, e decidiu vingar a morte do irmão”, declarou o delegado.
Conforme o policial, o suspeito estava na rua, próximo de casa, quando foi encontrado por policiais da força-tarefa composta pela Polícia Civil e pela Polícia Militar para investigar o caso.
O diretor-geral da Polícia Civil negou que facções criminosas tenham agido pelo incêndio. "O que consta até então é que foi mesmo uma resolução do irmão da vítima; a motivação foi exatamente esta: vingar a morte do irmão'', definiu o delegado.
Questionado se Silva e o irmão tinham passagens pela polícia, Tucci afirmou que, no caso de ambos, a passagem por tráfico de drogas havia sido na adolescência. “O homicídio está sendo investigado pela divisão de homicídios de Osasco, mas, por hora, não há ainda uma linha forte de investigação”, resumiu o delegado seccional, conforme o qual a participação do jovem assassinado em facções criminosas “é algo que precisa ser investigado”.
Para Blazeck , contudo, o grande número de disparos efetuados contra Edmílson são indício de execução. Se a participação de policiais no assassinato também é investigada? ''Todas as linhas estão abertas para se apurar. Vamos verificar o tipo de ação --o número de disparos que a vítima recebeu é sinal de que não foi uma simples discussão, mas um caso de execução, mesmo'', completou.
Suspeito foi atingido pelas chamas
Nas imagens divulgadas pela polícia, além daquele que seria Silva, aparece um segundo que é atingido pelas chamas. Investigadores fazem buscas por hospitais da região na tentativa de localizar esse outro suspeito.

Aécio será oficializado candidato à Presidência do PSDB no dia 14 de junho


A comissão executiva do PSDB analisou nesta terça-feira o cenário eleitoral e as alianças estaduais e marcou para o dia 14 de junho a convenção nacional que vai oficializar a candidatura do presidente da legenda e senador, Aécio Neves (MG), à Presidência.
Aécio já vem percorrendo o país na condição de pré-candidato tucano e ainda não fechou as negociações para escolha de um vice na sua chapa. De acordo com a legislação eleitoral, apenas após aprovação na convenção nacional as candidaturas são consideradas oficiais.
O PSDB terá candidatura própria nos principais colégios eleitorais, mas há lugares como Rio de Janeiro e Rio Grande do Sul, por exemplo, em que há muitos eleitores e o partido ainda não definiu nomes ou quem apoiará.
"Em todos os grandes colégios eleitorais, os candidatos do PSDB hoje largam na frente. São os mais competitivos", disse Aécio após o encontro.
Os diretórios estaduais do PSDB também assinaram uma carta de apoio à candidatura do senador mineiro.
"Queremos um Brasil solidário: que não se conforme com a administração diária da pobreza do seu povo, mas busque de forma concreta as condições para a sua superação; que tire das sombras as escolas esquecidas e os hospitais precários e trate com respeito nossos jovens e idosos", diz um trecho do texto lido durante a reunião.
"E para que esse sonho de Brasil possa um dia ser realidade, nós, representantes de todas as direções estaduais do nosso partido, manifestamos, unanimemente, a nossa confiança na sua liderança e o nosso apoio ao seu nome", conclui a carta de apoio.
Aécio ressaltou a unidade do partido em torno do seu nome. Nas últimas eleições, o PSDB sofreu com divisões internas para escolha do candidato à Presidência, o que casou dificuldades nas disputas.
O tucano tem adotado um discurso de austeridade fiscal e disse em recente entrevista à Reuters que pretende criar uma limitação para os gastos públicos correntes.
Aécio, porém, também tem acenado com a manutenção das políticas sociais desenvolvidas durante as gestões do PT e não pretende sequer mudar a atual política de reajuste do salário mínimo, que é alvo de críticas de agentes do mercado financeiro.

Feriadão tem 136 mortes e 2,7 mil acidentes nas rodovias federais

Foram registradas 136 mortes e 2,7 mil acidentes nas rodovias federais do país entre a última quinta-feira (17) e a segunda-feira (21), durante o feriado prolongado da Semana Santa e de Tiradentes, segundo levantamento da Polícia Rodoviária Federal divulgado nesta terça-feira (22). Ainda segundo o balanço, 1,6 mil pessoas ficaram feridas em acidentes.
No ano passado, entre a quinta-feira santa e o domingo de Páscoa, foram registradas 108 mortes e 2.429 acidentes rodoviários. Vale destacar que, em 2013, o feriado durou três dias, e não quatro, como neste ano.
Em termos proporcionais, quando se leva em consideração o aumento de quase 8% da frota de veículos em 2014 e a média diária de ocorrências, houve queda nos índices. Foram 6,54 acidentes por dia para cada 1 milhão de veículos, uma redução de 21% em relação ao ano passado. Além disso, houve redução de 9% no número de mortos, com 0,33 mortes por dia em 1 milhão de veículos, em relação ao ano anterior.
“Tivemos redução em termos comparativos à frota e à média diária de 9% no número de mortos. Esse número é bastante positivo, mas consideramos que o número de mortes ainda é alto. Infelizmente, percebemos que ainda existe essa questão de beber e dirigir, mas a gente já percebe aumento da conscientização do cidadão”, disse o chefe da Divisão de Planejamento Operacional da PRF, inspetor Stênio Pires.
Segundo a PRF, 183.583 pessoas foram fiscalizadas em 184.246 veículos. Foram feitos 56.246 testes de alcoolemia que resultaram em 1.109 autuações e 266 prisões. Durante a operação, 5.745 condutores foram autuados por ultrapassagem proibida. No total, foram emitidas 52.282 multas e apreendidas 1.164 carteiras de motorista.
Segundo a PRF, quase metade das mortes foi ocasionada por falta de atenção dos motoristas e excesso de velocidade.
Paraná teve o maior número de mortes, com 27 mortos, 203 feridos e 240 acidentes. Minas Gerais contabilizou 15 mortes, 227 feridos e 396 acidentes. Bahia registrou 15 mortos, 105 feridos e 160 acidentes.
A Operação Rodovida, voltada para a prevenção e redução da gravidade dos acidentes de trânsito nas rodovias federais durante o feriado prolongado, teve a participação de 10 mil agentes da PRF e contou com 150 radares móveis e 11 helicópteros da corporação.
A ação teve o objetivo de conscientizar os motoristas sobre os cuidados ao viajar e a importância de seguir as regras de trânsito. O foco foi o combate à embriaguez ao volante, além da fiscalização de motocicletas e do uso do cinto de segurança e das cadeirinhas para crianças. Ultrapassagens proibidas e velocidade acima da permitida também estavam no foco da operação, que ocorre desde 2011.

Rússia: Putin assinou decreto sobre reabilitação dos tártaros da Crimeia

Moscovo – O Presidente da Rússia, Vladimir Putin, assinou um decreto sobre a reabilitação dos tártaros na península da Crimeia e de outras minorias reprimidas durante o regime de Estaline.
Antes de uma reunião do Governo, Putin anunciou esta segunda-feira, 21 de Abril, a assinatura de um decreto sobre a reabilitação dos tártaros da Crimeia, grupo étnico que foi acusado de colaborar com a Alemanha nazi e reprimido durante o tempo de Estaline.
«Informo que assinei um decreto sobre a reabilitação dos tártaros da Crimeia, dos arménios, alemães, gregos, de todos os que sofreram a repressão estalinista», referiu o chefe de Estado.
De acordo com o documento, disponibilizado no site do Kremlin, esta reabilitação inclui medidas «para o desenvolvimento das autonomias culturais nacionais, o acesso à aprendizagem de línguas dos povos oprimidos, o desenvolvimento da sua cultura e de empresas locais e o seu desenvolvimento sócio-económico».
Com o fim da II Guerra Mundial (1939-1945), Estaline determinou a deportação dos tártaros para a Ásia Central, sob a acusação de colaborarem com a Alemanha nazi.
A comunidade dos tártaros na Crimeia boicotou, na generalidade, o referendo de 16 de Março sobre a anexação desta península no Mar Negro à Federação Russa.
Na Crimeia residem actualmente cerca de 300 mil tártaros, ou seja, quase 15% da população.

segunda-feira, 21 de abril de 2014

EUA dizem ter indicações de uso de químicos em conflito na Síria neste mês


Os Estados Unidos têm indicações do uso de químicos tóxicos, provavelmente cloro, na Síria este mês e está examinando se o governo sírio foi responsável pelo uso, disse o Departamento de Estado norte-americano nesta segunda-feira.
"Temos indicações do uso de químicos industriais tóxicos" na cidade de Kfar Zeita, disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki. "Estamos examinando acusações de que o governo foi responsável", disse a jornalistas. "Obviamente, precisa haver uma investigação sobre o que aconteceu lá".
Ativistas sírios de oposição disseram que helicópteros despejaram gás cloro em Kfar Zeita, em 11 e 12 de abril. A embaixadora dos EUA nas Nações Unidas, Samantha Power, disse ao programa da rede de televisão ABC "This Week", em 13 de abril que o ataque foi "sem fundamento".
Um inquérito da ONU descobriu em dezembro que gás sarin foi provavelmente usado em Jobar, nos arredores de Damasco, em agosto e em vários outros lugares, incluindo no subúrbio controlado pelos rebeldes Damasco Ghouta, onde centenas de pessoas foram mortas.
O ataque a Ghouta causou indignação global e uma ameaça dos EUA de ataques militares que foi abandonada depois que o presidente Bashar al-Assad se comprometeu a destruir seu arsenal de armas químicas.
O governo sírio não cumpriu o prazo 5 de fevereiro para mover todas as suas substâncias químicas, cerca de 1.300 toneladas, para fora do país. Desde então, concordou em retirar as armas até o final de abril.
Na semana passada, ativistas da oposição acusaram as forças de Assad de um novo ataque com gás venenoso na capital síria e postaram imagens dos quatro homens que estão sendo tratados por médicos.
Eles disseram que este ataque químico, o quarto que a oposição reportou neste mês, foi no bairro de Harasta em Damasco.

Pais são principais responsáveis por violações aos direitos da criança

Levantamento feito com dados dos conselhos tutelares de todo o país revela que pais e mães são responsáveis por metade dos casos de violações aos direitos de crianças e adolescentes, como maus-tratos, agressões, abandono e negligência.
Os números retirados do Sistema de Informações para a Infância e Juventude, do governo federal, apontam 229.508 casos registrados desde 2009, sendo que, em 119.002 deles, os autores foram os próprios pais (45.610) e mães (73.392).
O levantamento, baseado em informações de 83% dos conselhos tutelares brasileiros, mostra também que os responsáveis legais foram autores de 4.403 casos, padrastos tiveram autoria em 5.224 casos e madrastas foram responsáveis em 991.
Para Ariel de Castro Alves, advogado membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condeca) e fundador da Comissão Especial da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), esses dados são assustadores porque as situações de risco à criança são criadas pelas pessoas em que elas mais confiam e das quais dependem para sobreviver.
Ariel de Castro citou como exemplo o caso recente do menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, assassinado em Três Passos (RS). O próprio pai, a madrasta e uma enfermeira são os principais suspeitos. Uma das motivações teria sido uma herança, além de uma pensão.
"É um problema que não decorre apenas das situações econômicas  e sociais, como o caso do menino Bernardo mostra. Muitas vezes, as situações que envolvem pessoas pobres são mais denunciadas até pela facilidade de os vizinhos terem acesso, pelas formas de moradia, as pessoas são mais comunicativas nas regiões mais periféricas. Agora, a violência também ocorre em famílias mais abastadas, mas muitas vezes [as violações] não são denunciadas, na tentativa de manter um certo status familiar”, disse ele.
O advogado destaca a falta de programas sociais voltados para a orientação e um acompanhamento mais permanente de famílias em conflitos. Ariel de Castro criticou o fato de, muitas vezes, as autoridades não considerarem as reclamações feitas pela própria criança, como no caso do menino Bernardo, que chegou a pedir ajuda ao Ministério Público para não morar mais com o pai e a madrasta. “A palavra da criança tem que ser levada em conta, como prevê o direito ao protagonismo, o desejo de não continuar mais com os pais”, defendeu.

Duzentas pessoas são mortas no Sudão do Sul

Pelo menos 400 ficaram feridas durante massacre.

A Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou que tropas do ex-presidente do Sudão do Sul, Riek Mashar, um dos líderes dos rebeldes, massacraram centenas de civis na cidade de Bentiu, uma importante localidade petrolífera.
As mortes teriam sido motivadas por questões étnicas. De acordo com a ONU, cerca de 200 civis foram mortos na mesquita principal da cidade e pelo menos 400 pessoas ficaram feridas durante o ataque.
Também foram registrados ataques a uma igreja, a um hospital e um complexo abandonado do World Food Program. Além disso, um grupo de homens armados invadiu uma base da ONU em Bor, matando pelo menos 58 civis. O Conselho de Segurança das Nações Unidas condenou os ataques, sublinhando que podem constituir como crimes de guerra.

Putin propõe lei para criar zona de jogo legal na Crimeia

O presidente russo, Vladimir Putin, apresentou hoje (21) uma proposta de lei para tornar a Crimeia uma zona de jogo legal. Com a medida, ele pretende combater a pobreza na península do Mar Negro, anexada em março pela Rússia.
A Federação Russa tem apenas quatro zonas onde o jogo é legal, definidas por uma lei de 2009 destinada a limitar o jogo nas grandes cidades e a promover o crescimento  econômico em zonas remotas.
Se a lei for aprovada, a Crimeia será a quinta zona de jogo legal, juntamente com as regiões de Altai, Krasnodar e Primorsky e o enclave de Kalininegrado.

Síria anuncia eleições presidenciais para 3 de junho


A Síria irá realizar eleições presidenciais em 3 de junho, disse o porta-voz do Parlamento nesta segunda-feira, estabelecendo uma data para o pleito que deverá levar ao terceito mandato do presidente Bashar al-Assad, dias depois de ele ter dito que suas forças estão vencendo a guerra civil no país.
Assad enfrenta um conflito que já dura três anos contra seu regime e que já matou mais de 150 mil pessoas e forçou milhões a deixar suas casas.
Sob a constituição da Síria, a eleição deve ocorrer em julho, apesar de as potências internacionais que apoiam os oponentes de Assad terem descrito os planos como uma "paródia de democracia".
Assad não disse se iria participar da eleição, mas seus aliados do movimento xiita Hezbollah na Rússia e no Líbano disseram que ele irá participar e vencer.
Anunciando a eleição na emissora estatal, o porta-voz do Parlamento Mohamed Jihad al-Laham disse que os pedidos de candidatura serão aceitos até 1º de maio. A eleição para sírios que vivem no exterior ocorrerá nas embaixadas do país em 28 de maio, disse.
Assad disse em meados de abril que o conflito atingiu um "ponto de virada" devido às vitórias de suas forças militares contra os rebeldes, disse a mídia estatal.

domingo, 20 de abril de 2014

SP vai desapropriar áreas para construir nova base da PM

O governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, assinou um decreto para desapropriar um terreno em Paraisópolis, na zona sul da capital paulista, para a construção de uma nova base da 5ª Companhia do 16º Batalhão de Polícia Militar Metropolitano (BPM/M). A medida foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) de sexta-feira. O novo batalhão tem como objetivo reforçar o patrulhamento preventivo e ostensivo nas ruas da região.
A área tem 300 metros quadrados e fica localizada na esquina das ruas Melchior Giola e Ernest Renan. Com isso, a 5ª Cia, que tem sede na rua Antônio da Costa Barbosa, na Vila Andrade, terá mais uma unidade para o policiamento da área.
A distância entre a nova base e a companhia do 16º Batalhão será de cerca de dois quilômetros.

Jornalistas sequestrados há mais de 10 meses na Síria voltam à França


Quatro jornalistas franceses mantidos em cativeiro na Síria por mais de 10 meses voltaram para a França neste domingo, barbeados e radiantes, onde foram recebidos em uma base aérea pelo presidente do país, François Hollande, suas famílias e amigos.
Nicolas Hénin, Pierre Torres, Edouard Elias e Didier François sorriram para a multidão de jornalistas, alguns deles colegas, depois de descerem de um helicóptero militar na base aérea de Villacoublay, no sudoeste de Paris.
"É uma grande alegria e um imenso alívio, obviamente, estar livre. Sob o céu, que não víamos há muito tempo, respirar o ar fresco, caminhar livremente", disse François, veterano repórter do grupo Europe 1, em um improvisado discurso ao lado de seus colegas e Hollande.
Autoridades francesas revelaram poucos detalhes da libertação deles, mas a agência de notícias Dogan, da Turquia, afirmou que um grupo desconhecido transportou os jornalistas na noite de sexta-feira até a fronteira sudeste da Turquia, onde foram descobertos por soldados turcos.
Depois de se identificarem como jornalistas, o grupo foi levado para a sede da polícia na província de Sanliurfa e examinado por médicos, confirmaram as autoridades turcas.
Hénin disse a repórteres na pista da base aérea que os quatro "nem sempre" foram bem tratados e que tinham sido muitas vezes transferidos de um lugar para outro por seus sequestradores.
Visivelmente emocionado e ao lado de seus dois filhos pequenos, ele disse que a parte mais difícil foi a separação da família. "Qual é a melhor coisa para um pai? Ter seus dois filhos em seus braços", afirmou Hénin.
As autoridades francesas não identificaram os sequestradores dos jornalistas, mas a agência Dogan afirmou que eram do grupo rebelde Estado Islâmico do Iraque e do Levante.
O ministro das Relações Exteriores francês, Laurent Fabius, que também estava na pista da base aérea para cumprimentar os jornalistas, disse à iTele que a França não pagou um resgate.
Outros 20 reféns de todo o mundo, nenhum deles francês, permanecem na Síria, estimou o chanceler.
François e o fotógrafo do Europa 1 Elias foram sequestrados no início de junho a caminho de Aleppo.
Hénin, que trabalha para a revista Le Point, e Torres, para o canal de televisão franco-alemão Arte, foram sequestrados no fim de junho, mas a França não anunciou o sequestro deles até outubro.

Iêmen: ataque de drone mata 30 possíveis membros da Al-Qaeda

Outras pessoas ficaram feridas em ataque que teve como alvo um campo de treinamento da rede terrorista atingida por vários mísseis.

Pelo menos 30 supostos membros da Al-Qaeda morreram neste domingo em um ataque de avião teleguiado (drone) no sul do Iêmen, segundo um novo balanço divulgado por um líder tribal.
"Mais de 30 membros da Al-Qaeda morreram e muitos ficaram feridos", declarou a fonte.
O ataque teve como alvo um campo de treinamento da rede terrorista que foi atingido por "vários mísseis", segundo a fonte.
O acampamento ficava em Wadi Ghadina, uma área montanhosa da província de Abyane, perto do limite com a província de Chabwa, duas áreas de forte presença da Al-Qaeda.
Segundo testemunhas, vários feridos foram levados por outros membros da Al-Qaeda.
Dez supostos membros da Al-Qaeda e três civis morreram no sábado em um ataque similar na província de Baida, centro do Iêmen.
O governo dos Estados Unidos é o único que dispõe de drones na região. Os aparelhos foram muito utilizados no ano passado para ajudar as autoridades iemenitas na luta contra a Al-Qaeda e mataram dezenas de suspeitos de ligação com a rede extremista, mas também civis.
Em março, o presidente iemenita Abd Rabo Mansur Hadi defendeu o uso dos drones.
"Somos obrigados a recorrer aos drones para limitar as atividades da Al-Qaeda e as movimentações de seus integrantes", disse.
Hadi reconheceu "erros limitados" no uso dos aparelhos, mas afirmou que o número de vítimas era maior com o uso da aviação iemenita contra a Al-Qaeda.
A Al-Qaeda na Península Arábica (AQPA), considerada por Washington o braço mais perigoso da rede, é muito ativa no Iêmen.

Amiga diz que ajudou a matar Bernardo por dinheiro

A assistente social Edelvania Wirganovicz ajudou a matar o menino Bernardo Boldrini, de 11 anos, por R$ 20 mil. A informação foi divulgada ontem pelo jornal Zero Hora, de Porto Alegre, que teve acesso ao depoimento que a mulher deu à polícia, em 14 de abril.
“Era muito dinheiro e não teria sangue nem faca. Era só abrir um buraco e ajudar a colocar dentro o menino”, disse Edelvania, de 40 anos. Ela está presa, assim como o pai da criança, o médico Leandro Boldrini, de 38 anos, e sua atual mulher, Graciele Ugulini, de 32 anos, acusados da morte do menino.
Edelvania disse que recebeu R$ 6 mil e que usou o dinheiro para pagar uma parcela de seu apartamento, comprado por R$ 96 mil. Seriam R$ 20 mil no total. Entretanto, Graciele teria se disposto a quitar o imóvel.
Aos policiais, Edelvania relatou que todo o plano para matar e esconder o corpo de Bernardo foi de Graciele. Segundo a assistente social, Boldrini não tinha conhecimento. “Ele não sabia, mas, futuramente, ele ia dar graças de se livrar do incômodo, porque Bernardo era muito agitado”, teria ouvido da madrasta.
Em 4 de abril, Bernardo foi levado à cidade de Frederico Westphalen, vizinha a Três Passos, onde morava, para supostamente visitar uma “benzedeira”. Conforme o depoimento, Edelvania e Graciele, cujo apelido é Kelly, “mandaram ele deitar sobre uma toalha de banho cor azul. Kelly aplicou na veia do braço esquerdo, com uma seringa, e ele foi apagando”.
Nenhuma das duas conferiu a pulsação de Bernardo antes de enterrá-lo. O menino foi despido e colocado na cova, feita dias antes por Edelvania. Graciele jogou soda no corpo, para que a decomposição fosse mais rápida, e tapou com pedras e terra.
Segundo Edelvania, Graciele lhe confidenciou que pensava em matar o menino fazia tempo. Teria até mesmo tentado asfixiá-lo. A tentativa foi relatada por uma ex-babá à avó materna de Bernardo, Jussara Uglione, de 73 anos, que tentava na Justiça a guarda do menino.
Lentidão
Jussara, que antes de velar o neto havia enterrado a filha - primeira mulher de Boldrini, cuja morte foi apontada como suicídio e que pode ter a investigação reaberta -, lamenta que as autoridades não tenham agido diante das denúncias apresentadas por ela e por seu advogado ao Conselho Tutelar de Três Passos e à Promotoria da Infância e Juventude.
Desde a morte da filha, Odilaine Uglione, em 2010, Jussara havia perdido contato com o neto. Diz que Boldrini impedia a aproximação. “Meus advogados têm comprovantes de que fui impedida de vê-lo desde a morte da minha filha. Fui impedida por quatro anos, me chamavam de velha doente, falavam que eu tinha problemas e não teria condições de cuidar dele”, conta.
O advogado de Jussara, Marlon Balbon Taborda, informou, em e-mail ao Conselho Tutelar e à promotora Dinamárcia Maciel de Oliveira, que a avó tinha informações de que Bernardo não estava mais com o pai, mas com uma pessoa identificada como Jú. O advogado explica que conversou com uma pessoa chamada Elaine, “que me expôs de forma categórica ao telefone que Bernardo estava andando pela rua, abandonado, que quase foi asfixiado em uma noite quando estava em casa, fato confirmado pelo menino”. Elaine nunca foi chamada a depor.
O advogado diz que os órgãos da rede de proteção da criança foram chamados para confirmar os acontecimentos. “Demos nomes de testemunhas a serem averiguadas, mas nunca recebemos qualquer retorno”, reclama. “O menino sofria maus-tratos. Ela (Graciele) não deixava que ele entrasse em casa enquanto o pai não chegasse. Ele ficava sentadinho na calçada. A Justiça sabia disso, porque toda a vizinhança o via sentado na calçada”, diz a avó.
O pai havia sido chamado pelo Ministério Público para conversar sobre a guarda, mas ele insistiu que queria ficar com Bernardo e pediu uma chance. Para a promotora da Infância de Três Passos, tudo o que estava ao alcance do MP foi feito. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

sábado, 19 de abril de 2014

RS: menino Bernardo achou que iria a uma benzedeira

Segundo depoimento da amiga da madrasta, as duas jogaram soda sobre o corpo.

A assistente social Edelvânia Wirganovicz, presa suspeita de matar o menino Bernardo Boldrini, 11 anos, no interior do Rio Grande do Sul, informou em depoimento à Polícia Civil que o garoto acreditava que estava indo a uma consulta com uma benzedeira quando foi levado pela madrasta Graciele Ugulini até Frederico Westphalen, onde acabou assassinado. Segundo Edelvânia, a madrasta explicou ao menino que, em função da consulta, precisaria levar um "piquezinho na veia", referindo-se a injeção letal que foi aplicada em Bernardo. As informações são do jornal Zero Hora.
Corpo do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, foi encontrado em um buraco às margens de um rio em Frederico Westphalen
Corpo do menino Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos, foi encontrado em um buraco às margens de um rio em Frederico Westphalen
A assistente social disse à polícia que "mandaram ele deitar sobre uma toalha de banho cor azul. Que Kelly (como a suspeita chama a enfermeira Graciele) aplicou na veia do braço esquerdo com uma seringa e ele foi apagando."
Depois de tirar a roupa e o tênis, enterraram Bernardo, sem conferir se o menino ainda estava vivo, e jogaram soda sobre o corpo, para, segundo a madrasta "diluir mais rápido e não dar cheiro". "Kelly jogou a soda sobre o corpo e a depoente colocou pedras. Que a depoente acha que ele já estava morto. Que a depoente não viu se Kelly olhou se o menino tinha pulsação", diz o depoimento.
Edelvânia contou que conhecia Graciele há tempos, e que as duas chegaram a morar juntas por dois anos antes da madrasta do menino se mudar para Três Passos. Cerca de dois ou três meses antes do crime, Graciele teria procurado a amiga para fazer a proposta de ajudá-la a matar Bernardo. A enfermeira teria dito que o menino era "ruim", difícil de lidar e que brigava com o pai. "Que após essa conversa, Kelly perguntou o que achava, sendo que ela tinha bastante dinheiro e que se a depoente a ajudasse a dar um sumiço no guri ela lhe daria dinheiro e ajudaria a pagar o apartamento", diz trecho do depoimento. A quantia inicial acertada seria de R$ 20 mil.
Dois dias antes do crime, Graciele procurou Edelvânia, revelou que seu plano era dopar o menino e aplicar a injeção e pediu para a amiga um lugar para “consumir” o corpo. No mesmo dia, as duas teriam ao local, no interior de Frederico Westphalen, e começado a cavar com uma enxada de Edelvânia.
No dia 4 de abril, dia no qual Bernardo morreu, segundo a perícia, Graciele teria passado uma mensagem para Edelvânia informando que estava indo para Frederico. Ela teria usado um "código" combinado por elas para confirmar que Bernardo estava junto. "A depoente já estava esperando lá embaixo do prédio onde mora, tendo Kelly estacionado a camioneta do lado do Siena e o menino desceu e entrou no Siena. Que as coisas já estavam no porta-malas, a cavadeira, a pá, a soda e as 'coisarada' do kit do remédio que Kelly já tinha deixado com a depoente na quarta-feira e que iria usar para matar o guri."
Edelvânia argumentou que aceitou participar do crime porque Graciele lhe ofereceu muito dinheiro e “não teria sangue nem faca, era só abrir um buraco e ajudar a colocar dentro o menino”. Quanto à suposta participação do pai de Bernardo, o médico Leandro Boldrini, no crime, a assistente social repetiu aos policiais o que teria ouvido da amiga: que ele "não sabia, mas, futuramente, ele ia dar graças de se livrar do incômodo, por que Bernardo era muito agitado". A polícia suspeita de que o médico tenha ajudado a encobrir o crime depois de supostamente ficar sabendo do que havia acontecido.
Edelvânia foi quem indicou o local onde o corpo de Bernardo estava enterrado em Frederico Westphalen. O menino foi encontrado morto no dia 14 de abril, 10 dias após ter desaparecido em Três Passos, onde morava com o pai e a madrasta. Os equipamentos usados para abrir o buraco estão passando por perícia para verificar se há resíduos do mesmo solo em que o menino foi enterrado. Os três devem ser indiciados por homicídio qualificado.

Eike Batista diz não estar preocupado com investigação da PF

O empresário Eike Batista disse na sexta-feira que não está preocupado com a investigação da Polícia Federal sobre os possíveis crimes financeiros cometidos por ele quando estava à frente da petroleira OGX, de acordo com informações do The Wall Street Journal. “É excelente que tudo fique esclarecido”, disse Eike em uma entrevista por telefone. “Estou muito calmo. Deixe-os investigar.”
A Polícia Federal abriu um inquérito na quinta-feira para apurar se o empresário fez uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de dinheiro enquanto esteve à frente da petroleira. “Todas as vendas foram declaradas. Tudo sobre minhas empresas de capital aberto sempre foi divulgado ao mercado”, disse Eike.
A investigação sobre a suposta prática de crimes financeiros foi solicitada pelo Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro. O pedido foi embasado nas conclusões do relatório de acusação elaborado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
A CVM desconfia que Eike Batista usou informações privilegiadas para vender ações de sua empresa de petróleo ao saber que a companhia não entregaria a produção esperada. Assim, o empresário teria manipulado o mercado.
Com dívidas de R$ 11,2 bilhões, a OGX fez um pedido de recuperação judicial no ano passado. A companhia foi renomeada para Oléo e Gás Participações (OGP) após a Justiça ter aprovado o pedido de recuperação.

Mediador vai para Ucrânia em busca de resgates


Um mediador do corpo de segurança europeu OSCE foi para a Ucrânia neste sábado buscando a rendição de separatistas pró-Russia, com o governo de Kiev declarando uma trégua na Páscoa após um acordo de paz com Moscou.
Homens armados ocupam edifícios públicos em Donetsk e outras cidades fronteiriças de língua russa e se recusam a reconhecer um acordo firmado em Genebra na quinta-feira em que Rússia, Ucrânia e EUA e aliados de Kiev concordaram que a OSCE deve supervisionar o desarmamento dos militantes e de evacuação de instalações ocupadas e ruas.
Os próximos dias podem determinar se a agitação após a derrubada do presidente da Ucrânia pró-Moscou pode ser contida. A Rússia, que anexou a Crimeia no mês passado, na pior crise do Leste-Oeste desde a Guerra Fria, nega incentivo aos separatistas ou planejando invadir a Ucrania.
"As potências ocidentais ameaçaram mais sanções econômicas se Moscou não convencer os militantes a se renderem.
Ertogrul Apakan, que lidera a missão especial em Kiev, da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa, disse que seu vice estaria em Donetsk neste sábado e se reunir com líderes separatistas no domingo para ver se eles vão cumprir o acordo.
Depois de uma reunião na capital ucraniana com diplomatas das quatro partes no Acordo de Genebra, o enviado suíço Christian Schoenenberger, cujo país é presidente da OSCE, disse que seus monitores tinham falado com vários ativistas: "Por enquanto, a vontade política não é de sair", disse.
Em Donetsk, líderes separatistas renovaram pedido para um referendo que pode ver o coração industrial da Ucrânia anexada pela Rússia.
"Uma pesquisa feita pelo instituto em Kiev, no entanto, sugeriu uma maioria não quer Moscou, apesar de desconfiança generalizada entre os falantes de russo da nova liderança em Kiev.
O governo justificou a sua falta de ação visível além da criação de postos de segurança por um desejo de não ferir os civis. Isso arriscaria provocando a intervenção da Rússia ameaçou se o sangue é derramado russo. Mas a falta de recursos e treinamento também ajuda a explicar a hesitação.
O governo ucraniano tem se esforçado para mostrar que está pronto para atender as demandas de pessoas no leste para uma maior autonomia e direitos de uso da língua russa local.
Com uma eleição presidencial para eleger um novo presidente prevista para 25 de maio, ele também precisa convencer os ucranianos que 23 anos de corrupção e má gestão economica grandioso sob vários líderes pode vir a final e dar ao estado um futuro melhor.
Uma pesquisa do Instituto Internacional de Sociologia de Kiev para o jornal Zerkalo Nedeli encontrado a menos de um terço das pessoas nas regiões mais orientais de Donetsk e Luhansk votariam em regra a partir de Moscou e menos de um quarto disseram apoiar a tomada de prédios públicos por homens armados.

Veículos são incendiados em protesto por morte de duas pessoas em Niterói

Pelo menos nove veículos foram incendiados neste sábado em Niterói (RJ), em protesto pela morte na sexta-feira de duas pessoas, incluindo um jovem de 21 anos, durante um tiroteio entre a Polícia Militar e traficantes, informaram as autoridades.
A manifestação ocorreu na rodovia Amaral Peixoto, que liga Niterói à Região Serrana, uma das mais movimentadas neste feriado.
Os protestos foram motivados pelas mortes de dois jovens nos últimos dias em Niterói: Emanoel Gomes, um menor de idade atropelado por um blindado do Batalhão de Choque da PM em uma operação na quinta-feira e Anderson Santos Silva, de 21 anos, morto em um tiroteio quando saía de uma vigília de Páscoa ontem, Sexta-Feira Santa.
A irmã de Anderson também foi baleada no tiroteio e está internada.
No total, de acordo com o informe da PM, foram incendiados quatro ônibus, um pequeno caminhão, três carros e uma motocicleta, todos na estrada e em lugares próximos ao complexo do Caramujo.
Um quinto ônibus, que não foi incendiado, foi apedrejado e depredado pelos manifestantes - na maioria, jovens com os rostos tampados.
O 12º Batalhão da PM informou que os manifestantes bloquearam também o acesso ao Morro da Caixa D'Água, para impedir a entrada da polícia na favela.
A Arquidiocese de Niterói lamentou a morte de Anderson, que costumava fazer a animação musical das festas na Igreja Nossa Senhora de Nazareth.

Japão faz primeira expansão militar em mais de 40 anos


O Japão começou a sua primeira expansão militar na parte ocidental de seu arquipélago em mais de 40 anos neste sábado, instalando uma estação de radar em uma ilha tropical próxima a Taiwan.
O movimento pode irritar a China devido a disputas entre os dois países sobre o domínio de algumas ilhas.
O ministro da Defesa japonês, Itsunori Onodera, que participou da cerimônia na ilha de Yonaguni para marcar o início da construção da instalação, sugeriu que a presença militar poderia ser ampliada para outras ilhas nos mares do sudoeste das principais ilhas japonesas.
"Esta é a primeira implantação desde que os EUA devolveram Okinawa (em 1972) e crescem as demandas para ficarmos mais atentos", afirmou Onodera a repórteres. "Quero construir uma operação capaz de defender adequadamente as ilhas que fazem parte do território do Japão".
A estação de radar militar em Yonaguni faz parte de um plano antigo para melhorar a defesa e vigilância, dá ao Japão a possibilidade de acompanhar movimentos de ilhas japonesas que são reivindicadas pela China.
Construir a base poderia estender o monitoramento japonês sobre o continente chinês e acompanhar navios chineses e aviões circulando sobre as ilhas em disputa, chamadas de Senkaku pelo Japão e de Diaoyu pela China.
Com 30 quilômetros quadrados, Yonaguni é o lar de 1.500 pessoas e conhecido por forte licor de arroz, pecuária, cana-de- açúcar e mergulho. A decisão do primeiro-ministro Shinzo Abe de colocar tropas no local evidencia preocupações do Japão sobre a vulnerabilidade de suas milhares de ilhas e a ameaça da China.

Putin elogia escolha de ex-premiê norueguês para comandar Otan


O presidente da Rússia, Vladimir Putin, saudou a escolha do ex-primeiro-ministro norueguês Jens Stoltenberg como novo chefe da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), dizendo ter "relações muito boas" com ele, mas afirmou caber ao Ocidente melhorar os laços.
As relações entre a Rússia e a Otan estão no seu pior momento desde a Guerra Fria por conta das tensões em relação à tomada da península da Crimeia, um movimento que Putin disse na quinta-feira ter sido em parte influenciado pela expansão da Otan na Europa Oriental.
Em uma entrevista ao canal de televisão estatal Rossiya, Putin indicou que a nomeação de Stoltenberg, que assume em outubro, poderia ajudar as relações.
"Temos muito boas relações, incluindo relações pessoais. Ele é uma pessoa muito séria, responsável", disse Putin, de acordo com uma transcrição da transmissão a ser veiculada ainda neste sábado.
"Mas vamos ver como ele vai desenvolver relações em sua nova função", disse Putin na entrevista.
Em um sinal de que seus laços tensos com o atual chefe da Otan, Anders Fogh Rasmussen, Putin repetiu a acusação de que o ex-primeiro-ministro dinamarquês tinha secretamente gravado e vazado uma conversa privada entre eles.
Putin disse que não havia nenhuma razão para que as relações entre a Rússia e o Ocidente não melhorassem, mas que cabe ao Ocidente dar os passos significativos.
"Eu acho que não há nada que impediria uma normalização e cooperação normal (com o Ocidente)", disse Putin. "Isso não depende de nós. Ou melhor, não só de nós. Isso depende de nossos parceiros."

Mais estudantes escapam do sequestro do grupo Boko Haram na Nigéria

Outras 14 estudantes do ensino secundário, das 129 sequestradas na segunda-feira pelo grupo islamita armado nigeriano Boko Haram, conseguiram escapar, mas 85 permanecem desaparecidas, anunciaram as autoridades do país.
"Tenho o prazer de anunciar que outras 14 estudantes escaparam de seus sequestradores", declarou Mallam Inuwa Kubo, secretário de Educação dos estado de Borno, nordeste da Nigéria, onde 129 adolescentes do instituto Chibok foram sequestradas na segunda-feira.
"Agora temos 44 alunas livres das 129", completou o secretário.
As autoridades não souberam explicar como o grupo conseguiu escapar dos sequestradores. Kubo informou que 11 delas foram encontradas quando fugiam pela estrada de Damboa, que liga Chibok a Maiduguri, a capital de Borno.
O sequestro de 129 estudantes na segunda-feira passada em uma escola pelo Boko Haram foi uma operação sem precedentes em uma país habituado aos ataques violentos do grupo.

sexta-feira, 18 de abril de 2014

Comissão do PT decide na próxima semana se investiga Vargas

O Partido dos Trabalhadores decide na próxima semana se irá instaurar uma comissão de ética para investigar o deputado André Vargas (PT-PR), caso o parlamentar não renuncie ao mandato na Câmara até a próxima terça-feira. O assunto foi divulgado na reunião da cúpula do PT, ocorrida na sede do partido, no centro de São Paulo, com 18 dirigentes da sigla, no último dia 10. As informações foram publicadas no jornal Folha de S. Paulo. 
Ontem, o presidente do PT, Rui Falcão, divulgou um relatório produzido por três integrantes da cúpula petista que ouviram Vargas sobre suas relações com o doleiro Alberto Youssef, preso na Operação Lava Jato, da Polícia Federal. A decisão de seguir ou não a recomendação do grupo será tomada por um colegiado em reunião extraordinária. O documento, assinado por Alberto Cantalice, Florisvaldo Souza e Carlos Árabe, recomenda à Executiva Nacional do partido a instauração imediata da comissão de ética que poderá advertir, suspender ou até mesmo expulsar Vargas do PT. A avaliação de dirigentes petistas, no entanto, é que, uma vez instalada a comissão na sigla, são grandes as chances de expulsão do deputado.
Caso Vargas renuncie até terça-feira, o assunto pode ser encerrado dentro do partido, ou enviado para a avaliação do diretório municipal de Londrina (PR), onde o deputado é filiado desde 1990. O parlamentar chegou a dizer que renunciaria ao mandato no início da semana, mas voltou atrás após uma negociação fracassada com integrantes da Comissão de Ética da Câmara. Segundo interlocutores, o petista foi convencido de que a renúncia não paralisaria o processo que pode resultar em sua cassação. Vargas se diz injustiçado diante das denúncias.

Ataque mata 58 pessoas no Sudão do Sul

Pelo menos 58 pessoas foram mortas e 100 ficaram feridas durante um ataque a uma base das Organizações das Nações Unidas (ONU) no Sudão do Sul. "48 corpos, entre crianças, mulheres e homens, foram encontrados na base", afirmou o chefe das Operações Humanitárias da ONU no país, Toby Lanzer.
O número de mortos pode aumentar, já que mais de cem pessoas ficaram feridas, muitas delas em condições muito graves. Os corpos de 10 das pessoas que atacaram o local foram encontrados fora da base.

Separatistas da Ucrânia mantêm ocupações apesar de acordo diplomático


Separatistas armados pró-Rússia no leste da Ucrânia disseram nesta sexta-feira que não são obrigados a se desarmar por nenhum acordo internacional, e que querem mais garantias sobre sua segurança antes de deixar os edifícios públicos que ocupam.
O acordo, mediado por Estados Unidos, Rússia, Ucrânia e a União Europeia em Genebra na quinta-feira, proporcionou a melhor esperança até o momento de uma diluição do impasse na Ucrânia.
A Ucrânia disse estar preparando uma lei para dar anistia aos separatistas, embora o esforço para desalojá-los continue.
O entendimento exige que todos os grupos armados ilegais se desarmem e encerrem a ocupação de edifícios públicos, ruas e praças, mas com a permanência dos separatistas e os manifestantes nacionalistas ucranianos não dando sinais de que irão deixar seus campos desarmados na Praça Maidan, na capital, não ficou claro qual lado está disposto a dar o primeiro passo.
Colocar o acordo em prática nos territórios será difícil, por causa da profunda desconfiança entre os grupos pró-Rússia e o governo de Kiev, apoiado pelo Ocidente, que nesta semana tiveram confrontos violentos que deixaram vários mortos.
O presidente russo, Vladimir Putin, reverteu décadas de diplomacia pós-Guerra Fria no mês passado ao declarar que seu país tem o direito de intervir em nações vizinhas e ao anexar a península da Crimeia.
A manobra se seguiu à derrubada do presidente ucraniano, Viktor Yanukovich, aliado de Moscou, depois de meses de protestos nas ruas desencadeado por sua rejeição de um acordo com a União Europeia.
O fato de que se chegou a um acordo em Genebra foi uma surpresa, e não ficou claro o que aconteceu nos bastidores para persuadir o Kremlin, que havia mostrado pouca inclinação a concessões, a se juntar ao pedido de desarmamento das milícias. A Rússia rejeita acusações ocidentais e ucranianas de que vem organizando os atiradores.
Em Slaviansk, cidade que se tornou central na crise depois de ser tomada por homens com fuzis Kalashnikov, líderes dos grupos pró-Rússia se reuniram em um dos prédios ocupados para decidir como reagir ao acordo de Genebra.
Anatoly, um dos separatistas armados que assumiu o controle do quartel-general da polícia, disse: "Não vamos sair do prédio, independentemente de quais comunicados forem feitos, porque sabemos qual é a situação real no país, e não vamos sair até que nossos comandantes nos digam".
Duas aeronaves militares ucranianas sobrevoaram Slaviansk várias vezes nesta sexta. Diante da prefeitura, homens armados com rifles automáticos observavam de trás de sacos de areia, cuja altura aumentou da noite para o dia. Os separatistas mantinham o controle das principais ruas da cidade, fazendo buscas nos carros em pontos de verificação ao redor da cidade.
Na capital, Kiev, as pessoas reunidas na Praça Maidan, nome local dado à Praça da Independência, epicentro dos protestos que derrubaram Yanukovich, disseram que as barricadas serão mantidas até depois da eleição presidencial de 25 de maio.
"As pessoas não deixarão a Maidan. Deram sua palavra de que irão ficar até a eleição presidencial, para que ninguém possa fraudar o resultado. Depois iremos por nossa própria vontade", disse Viktor Palamaryuk, de 56 anos, da cidade de Chernivtsi, no oeste do país.
O primeiro-ministro, Arseny Yatseniuk, disse ao Parlamento não estar muito otimista com o acordo, mas que a Rússia foi "forçada" a pedir a rendição dos "grupos armados ilegais".

Pelo menos 58 mortos em ataque a base da ONU no Sudão do Sul

Pelo menos 58 pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas na quinta-feira no ataque a uma base da ONU no Sudão do Sul, onde se refugiaram milhares de civis, anunciaram as Nações Unidas nesta sexta-feira.
"Quarenta e oito corpos, incluindo crianças, mulheres e homens, foram encontrados na base. Os corpos de 10 criminosos foram encontrados do lado de fora da base. O número total de mortos é 58, mas pode aumentar, porque mais 100 pessoas ficaram feridas, algumas delas com gravidade", anunciou o chefe das operações humanitárias da ONU no Sudão do Sul, Toby Lanzer, à AFP.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

Coreia do Sul: Equipe de resgate confia em bolsões de ar

Mensagens de texto também dão sinais de que há sobreviventes na embarcação.

As condições climáticas para o resgate dos passageiros que foram vítimas do naufrágio na Coreia do Sul não são nada favoráveis. Além de ventos fortes, nevoeiros e um movimento constante do mar, a balsa que virou na última terça-feira (15) está localizada em uma região de muito frio, com águas cerca de 10ºC.
Com isso, uma das únicas esperanças da equipe de resgate é a de que as vítimas que ainda não foram localizadas estejam sob o casco do ferry, nos poucos bolsões isolados de ar, que existem graças à inclinação da balsa. Segundo os socorristas e mergulhadores, apenas uma pequena parte do casco ficou fora da água, mas ainda há esperança.
Com as mensagens de texto que os parentes conseguiram trocar com os passageiros da embarcação, a equipe de resgate acredita seja possível encontrar sobreviventes.
Em uma mensagem de texto, um dos passageiros passa um panorama da situação aos investigadores. "Há poucas pessoas a bordo do navio. Não pude ver muita coisa, é totalmente escuro. Há poucos homens e mulheres, as mulheres estão gritando", diz a mensagem.
O problema é que a cada dia que passa, a esperança pelos sobreviventes diminui. Afinal, os bolsões de ar não poderão servir de abrigo para as vítimas do naufrágio por muito tempo.
O Ministério da Segurança e da Administração Pública da Coreia do sul confirmou, na tarde desta quinta-feira, que o número de vítimas fatais no naufrágio da última terça-feira subiu para vinte. 276 pessoas ainda estão desaparecidas.
A balsa, com 475 passageiros e tripulantes, virou, após uma possível colisão com um recife submarino, no trajeto entre o porto de Incheon e a ilha turística de Jeju. Segundo o governo, 179 pessoas foram resgatadas com vida, até a tarde desta quinta-feira.

Maré: Primo admite que matou menino de 4 anos

Menor de 14 anos afirmou que eles brigaram. Criança foi achada morta dentro de uma máquina de lavar.

O primo do menino de 4 anos encontrado morto dentro de uma máquina de lavar, em uma casa na comunidade da Baixa do Sapateiro, no Complexo da Maré, confessou o crime. O menor de 14 anos afirmou que matou Caio Henrique porque eles haviam brigado. Segundo informações, o garoto disse que fez tudo por impulso. Ele esfaqueou quatro vezes o peito da criança, usou um edredom para cobrir o corpo e o colocou na máquina de lavar.
Moradores da comunidade e militares da Força de Pacificação do Exército, que ocupa a Maré desde o dia 5 de abril, procuravam o menino desde a última quarta-feira (16), quando ele desapareceu. Por volta das 10h desta quinta-feira, os militares ficaram sabendo da descoberta do corpo, informados pelos próprios moradores.

Maré: menino de 4 anos desaparecido durante protesto é encontrado morto

Corpo de Caio Henrique foi achado dentro de uma máquina de lavar.

Um menino de 4 anos de idade foi encontrado morto no final da manhã desta quinta-feira (17) dentro de uma casa na comunidade da Baixa do Sapateiro, no Complexo da Maré, Zona Norte do Rio de Janeiro. O menino Caio Henrique estava desparecido desde a última quarta-feira (16). Policiais da Divisão de Homicídios estiveram no local, apoiados pela Força de Pacificação do Exército que ocupa a Maré desde o dia 5 de abril.
Segundo o relações públicas da Força de Pacificação, major Kruchak, moradores da comunidade tinham procurado os militares na noite de quarta-feira para informar sobre o desaparecimento da criança. “Por volta das 22h, um pessoal procurou a nossa tropa informando que tinha sumido uma criança. Nosso pessoal ajudou a fazer as buscas na região e não conseguimos localizar”, disse.
Por volta das 10h desta quinta-feira, os militares ficaram sabendo da descoberta do corpo, pelos próprios moradores. A Polícia Civil foi avisada e já está fazendo perícias e investigações para determinar a causa da morte da criança.
Segundo Kruchak, antes do desaparecimento da criança, houve uma manifestação de moradores, que chegaram a usar fogos de artifício contra as tropas. De acordo com o oficial, os militares não reagiram às agressões.

Nigéria: meninas ainda estão sequestradas, dizem pais

O grupo islamita Boko Haram já raptou civis no passado - geralmente mulheres - para trabalhar como escravas sexuais.

O destino de mais de cem adolescentes que foram sequestradas de uma escola na noite de terça-feira no nordeste da Nigéria ainda é incerto.
Militares disseram a jornalistas que a grande maioria das 129 desaparecidas já teria conseguido escapar e voltado para casa - apenas oito ainda não teriam sido encontradas.
Os pais das meninas, porém, ficaram chocados ao ouvir a declaração e disseram que mais de cem ainda estariam desaparecidas, relata o correspondente da BBC em Lagos, Will Ross.
Acredita-se que o grupo militante islâmico Boko Haram tenha levado as meninas para uma floresta perto da fronteira com Camarões. O grupo, cujo nome significa "a educação ocidental é proibida" na língua local Hausa, ataca frequentemente instituições de ensino.
Os pais das estudantes dizem que estão preparados para ir à floresta resgatar suas filhas. Eles contaram que pagaram um grupo de vigilantes locais para procurar as adolescentes e que alguns se preparavam para se juntar às buscas.
Estado islâmico
O grupo Boko Haram está travando uma campanha sangrenta por um Estado islâmico no norte da Nigéria. Na quarta-feira, 18 pessoas foram mortas em um ataque no distrito de Gwoza, também no nordeste da Nigéria, autoridades locais disseram à agência de notícias AP.
O ataque ao colégio na terça-feira é uma grande fonte de constrangimento para as autoridades nigerianas, que dizem que sua campanha militar contra os militantes está tendo sucesso, observa o correspondente Will Ross.
Horas antes de os militares emitirem sua declaração, o governador do estado de Borno, Kashim Shettima, disse que a grande maioria das meninas ainda estava desaparecida e ofereceu uma recompensa de 50 milhões de nairas (US$ 308 mil ou cerca de R$ 690 mil) para quem fornecer informações.
Força Aérea, Exército, polícia e voluntários foram envolvidos na busca pelas estudantes. O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou o "chocante" rapto em massa e pediu a libertação imediata das meninas.
"Tomar escolas e alunos como alvo é uma grave violação da lei humanitária internacional", disse ele em um comunicado.
"As escolas são, e devem permanecer lugares seguros onde as crianças podem aprender e crescer em paz", acrescentou.
O grupo Boko Haram já raptou civis no passado - geralmente mulheres - para trabalhar como escravas sexuais.
Fuga
Homens armados teriam chegado à escola em Chibok, uma área remota do estado de Borno e ordenado que as estudantes residentes subissem em caminhões.
Uma garota que conseguiu escapar e não quis ser identificada disse à BBC que ela e outras estudantes estavam dormindo quando homens armados invadiram seu dormitório.
A menina disse que ela e suas colegas foram levadas em um comboio, que teve de reduzir a velocidade depois que alguns dos veículos apresentaram falhas. Nesse momento, entre 10 e 15 meninas conseguiram escapar.
"Nós corremos para o mato e esperamos até o amanhecer antes de ir para casa", contou ela.
Um político local disse que cerca de 50 soldados estavam posicionados perto da escola, mas aparentemente foram dominados. Moradores relataram ter ouvido explosões seguidas de disparos.
A imprensa nigeriana informou que dois membros das forças de segurança foram mortos, e moradores disseram que 170 casas foram incendiadas durante o ataque.
Os militantes conhecem bem o terreno e os militares têm tido sucesso limitado nos esforços para desalojá-los de seus esconderijos nas florestas.
Este ano, os combatentes do grupo Boko Haram mataram mais de 1.500 civis em três estados no nordeste da Nigéria, que estão atualmente em situação de emergência.

Parentes das vítimas de navio que afundou na Coreia do Sul criticam governo

Parentes das vítimas do navio sul-coreano que afundou na costa sudoeste do país manifestaram hoje (17) a sua indignação contra o governo que acusam de gerir mal o desastre e prestar informações erradas. Pelo menos 287 pessoas são dadas como desaparecidas e oito corpos foram resgatados no mar.
Os parentes dos passageiros do navio protestaram contra primeiro-ministro da Coreia do Sul, Chung Hong-won, quando ele chegou à localidade de Jindo, na costa Sudoeste do país, para se reunir com os familiares das vítimas.
Os parentes manifestaram desagrado pela lentidão dos trabalhos de resgate depois de o navio ter demorado cerca de duas horas para afundar e por apenas terem sido resgatadas 179 das 475 pessoas que estavam a bordo.
Outro  ponto contestado foi a constante alteração do número de passageiros do navio e das vítimas resgatadas.
A maioria dos parentes no local é de pais dos 325 estudantes que faziam uma viagem de férias e seguiam a bordo do “Sewol”.
Os sobreviventes do desastre criticaram o que poderá constituir uma grave negligência da tripulação que pediu aos passageiros para permanecerem nos seus lugares pois a tripulação teria alegado que qualquer tentativa de fuga poderia colocar em risco a segurança de todos.
Os relatos dão conta de um grande estrondo antes de o navio começar a afundar. “O barco inclinava-se cada vez mais, mas eram dadas ordens para ficarmos no nosso lugar”, disse um sobrevivente de 17 anos que acrescentou que “tudo teria sido diferente se as pessoas pudessem ter saído mais depressa do barco”.
Outros relatos criticam o comandante do navio que foi uma das primeiras pessoas a abandonar o barco quando afundava.

Putin diz que anexação da Crimeia foi em parte resposta à expansão da Otan


O presidente russo, Vladimir Putin, afirmou na quinta-feira que a Rússia foi forçada a responder à expansão da Otan e que a anexação da Crimeia, onde fica estacionada a frota russa no mar Negro, foi em parte influenciada pelo avanço da aliança militar ocidental no Leste Europeu.
"Quando a infraestrutura do um bloco militar se move em direção a nossas fronteiras, nos causa algumas preocupações e questionamentos. Nós precisamos tomar alguns passos em resposta", disse Putin em declarações à nação transmitidas pela TV.
"Nossa decisão sobre a Crimeia foi em parte devido a... avaliações de que se nós não fizéssemos nada, em algum momento, guiada pelos mesmos princípios, a Otan vai arrastar a Ucrânia e dizer: 'Não tem nada a ver conosco'."

quarta-feira, 16 de abril de 2014

Separatistas pró-Rússia atacam prédio ministerial no leste da Ucrânia


Soldados da Guarda Nacional da Ucrânia dispararam tiros para o alto quando uma multidão de separatistas pró-Rússia atacou sua base perto da cidade oriental de Mariupol nesta quarta-feira, afirmou o Ministério do Interior em comunicado.
Manifestantes armados chegaram à base e exigiram que as tropas da Guarda Nacional apoiassem a causa separatista contra o novo governo pró-ocidental do país, disse o comunicado.
Quando a multidão se recusou a dispersar e tentou entrar na base, as tropas da Guarda Nacional atiraram para o ar, de acordo com o documento, que não acrescentou se houve feridos.
Separatistas simpatizantes da Rússia tomaram edifícios em pelo menos 10 cidades no leste da Ucrânia, o que, para o governo ucraniano, são ataques orquestrados por agentes russos.
A administração municipal de Mariupol já está sob o controle de separatistas.
A Rússia diz que os ataques são protestos espontâneos das pessoas que falam russo no leste da Ucrânia e que estão descontentes com o novo governo, que é mais popular na parte ocidental do país que fala principalmente ucraniano.