terça-feira, 20 de outubro de 2015

Após pagar fiança, mulher que matou dois em ciclofaixa é libertada em São Paulo

Após ser presa no domingo (18) por atropelar e causar a morte de dois homens que pintavam uma ciclofaixa na Zona Norte de São Paulo, Juliana Cristina da Silva, de 28 anos, foi liberada do 89º Distrito Policial na tarde desta terça-feira (20) ao pagar fiança de cerca de R$ 15 mil.
Juliana responderá ao processo em liberdade e terá de entregar a carteira de habilitação, além de comparecer ao Fórum da Barra Funda a cada dois meses e comunicar à Justiça caso se ausente da cidade por mais de 30 dias.
Ela e a advogada não declaram nada à imprensa. O responsável pela decisão de permitir a Juliana responder o processo em liberdade é o juiz Paulo de Abreu Lorenzino, do Departamento de Inquéritos Policiais. Juliana foi autuada em flagrante por homicídio culposo, lesão corporal e fuga sem prestar socorro.
Os dois operários eram funcionários de uma empresa terceirizada que prestava serviços para a CET. Ambos eram do Piauí.
Raimundo Barbosa dos Santos, de 38 anos, chegou a São Paulo há 19 anos em busca de uma vida melhor. Ele vivia na Brasilândia, na Zona Norte, com a mulher e quatro filhos. José Airton morava em Francisco Morato, na Grande São Paulo, e tinha dois filhos.
A notícia de que a motorista Juliana Cristina da Silva, de 28 anos, responsável pelo atropelamento de dois operários em São Paulo será colocada em liberdade, revoltou os familiares das vítimas.
O acidente aconteceu na madrugada de domingo. José Airton e Raimuno Barbosa pintavam uma ciclofaixa em Santana, na Zona Norte, quando foram atropelados. A motorista fugiu do local, mas foi parada por testemunhas depois de percorrer cerca de 3 km. A Polícia Militar foi acionada e ela foi levada ao 73º DP.
Logo após o acidente, Juliana foi submetida ao exame de etilometria pela polícia e apresentou resultado de 0,85 miligrama por litro de ar – quase três vezes o limite para se configurar o crime de embriaguez ao volante, que é de 0,34 mg/l.

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