segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Suécia 'investiga boato de submarino russo operando em sua costa'

As autoridades na Suécia decidiram proibir os voos de baixa altitude de aeronaves em uma área próxima a Estocolmo em meio a uma megaoperação que investiga se as águas próximas à capital sueca foram invadidas por um submarino russo não-autorizado.
A operação, que teve sua área ampliada, chegou ao quarto dia e envolve navios e helicópteros, e sensores estão sendo usados para descobrir movimentos de submarinos na região.
O Ministério da Defesa da Rússia negou qualquer "situação irregular" envolvendo suas embarcações e alegou que um submarino holandês pode ter acionado o alerta na Suécia, depois de realizar exercícios na área. Mas essa hipótese foi descartada pelo Ministério da Defesa holandês.
Uma fonte sueca disse à BBC que uma embarcação submarina foi vista no Mar Báltico a cerca de 25 km de Estocolmo.

Tensão

Rádios suecas afirmam que a área de busca foi expandida para incluir mais ilhas do Báltico, mais distante de Estocolmo.
O site de notícias sueco The Local afirma que navios e tropas foram posicionados desde Moeja, no norte de Estocolmo, a Ornoe, ao sul da capital.
A tensão cresceu na região do Báltico durante os últimos meses quando o conflito no leste da Ucrânia voltou a despertar o medo de uma agressão russa nos ex-países soviéticos da região – Estônia, Letônia e Lituânia.
A observação de submarinos da URSS durante a Guerra Fria deflagrou alertas de segurança na Suécia nos anos de 1980.
Oficialmente, os militares suecos afirmam apenas estar investigando "atividade subaquática estrangeira". Eles negaram estar procurando um submarino.
O contra-almirante Anders Grestad afirmou que "é provável que atividade subaquática estrangeira esteja acontecendo no arquipélago de Estocolmo".
"Nos últimos dias, observações foram feitas em três locais diferentes, e consideramos que todas essas observações têm credibilidade".
Ele também disse que "essa é uma área de interesse para potências estrangeiras", mas evitou nomear Moscou.
Um jornal local da Suécia disse que as autoridades do país interceptaram um sinal na Rússia.
Moscou tem diversos submarinos baseados em Kaliningrado, um exclave russo na fronteira entre a Polônia e a Lituânia, além de uma frota muito maior na região de Murmansk, na Península de Kola (a leste da Suécia e da Finlândia).
No mês passado, outro jornal sueco, Expressen, relatou a incursão de dois aviões militares de fabricação russa, modelo Sukhoi Su-24, em território nacional. A Suécia teria chegado a acionar sua Força Aérea.

PM morre com tiro na cabeça na zona sul de São Paulo

O soldado Edson Santos da Silva, de 30 anos, que pertencia às Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas (Rocam) do 46º Batalhão da Polícia Militar, morreu após levar um tiro que atingiu sua cabeça enquanto trabalhava na zona sul de São Paulo. Silva chegou a ser socorrido, mas não resistiu à gravidade do ferimento.
Silva realizava patrulhamento com colegas na Rua José Pereira Cruz, na Vila Livieiro, na noite do sábado, 18, quando tentou abordar um suspeito. De acordo com a PM, o homem era suspeito de traficar drogas e fugiu deixando uma mochila no local.
Enquanto os PMs vistoriavam a mochila, foram surpreendidos a tiros. O soldado foi ferido na nuca e foi levado ao Pronto Socorro do Hospital Heliópolis, mas morreu. O responsável pelo crime não foi identificado e fugiu do local. O soldado estava na PM há oito anos.

domingo, 19 de outubro de 2014

Aécio diz que reconhecimento de desvio na Petrobras é "avanço" da parte de Dilma


O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, afirmou neste domingo que a admissão da presidente Dilma Rousseff de que houve desvio de recurso na Petrobras é um avanço, ainda que tardio, mas disse que a adversária não tomou providências contra o tesoureiro do PT que seria suposto receptor de parte do dinheiro desviado.
"Eu reconheço que é um avanço, a presidente, pelo menos, admitir que isso aconteceu, talvez um pouco tarde, mas a admissão é algo positivo", disse o candidato tucano em entrevista coletiva no Rio de Janeiro, onde participou neste domingo de manhã de uma caminhada pela orla de Copacabana.
"Agora, as providências, eu não vi até agora nenhuma atitude da presidente em relação àquele que é denunciado pelo delator Paulo Roberto (Costa) como receptor da parcela que caberia ao PT, que é o seu tesoureiro", acrescentou.
Um suposto esquema de corrupção na Petrobras envolvendo partidos políticos foi revelado durante a disputa eleitoral e tem sido detalhado à Justiça pelo ex-diretor da estatal Paulo Roberto Costa em um acordo de delação premiada.
Em depoimentos à Justiça Federal, Costa afirmou que grandes empresas fecharam contratos com a estatal por anos com sobrepreço e que a maior parte do dinheiro desviado tinha como destino partidos da base governista.
Segundo ele, o operador do PT no esquema era o tesoureiro da legenda, João Vaccari.
Dilma, candidata à reeleição pelo PT, reconheceu no sábado, pela primeira vez, que houve desvio de recursos na estatal e disse que pedirá ressarcimento desse dinheiro, mas que isso não está ao alcance do governo no momento. [L2N0SD0UZ]
A uma semana do segundo turno da eleição, Aécio e Dilma vão estar frente à frente na noite deste domingo em mais um debate eleitoral na televisão. Os dois travaram na quinta-feira o debate mais agressivo da campanha até o momento, com ataques generalizados de ambos os lados, deixando as propostas de governo em segundo plano.
O candidato tucano fez um "convite" a Dilma para que ambos possam debater propostas e deixar as ofensas de lado. "Que nós possamos debater propostas, falar do futuro do Brasil, permitir aos brasileiros que possam conhecer de forma mais clara e mais profunda aquilo que nos separa", disse.
Aécio escolheu o Rio para iniciar sua última semana de campanha ao lado de diversos aliados em busca de votos em um Estado onde ficou em terceiro lugar no primeiro turno, atrás de Dilma e de sua agora aliada Marina Silva (PSB), terceira colocada na votação nacional de 5 de outubro.
O senador eleito por São Paulo José Serra (PSDB), o presidente do PPS, Roberto Freire, e o candidato a vice-governador de Luiz Fernando Pezão (PMDB) no Rio, Francisco Dornelles, foram algumas das figuras políticas ao lado de Aécio no evento, que também contou com a presença do ex-jogador Ronaldo.
Uma multidão lotou a orla de Copacabana com bandeiras de Aécio e do Brasil, em um domingo de sol em que os apoiadores do candidato se misturaram a turistas e moradores que aproveitavam a manhã na praia. Aécio percorreu um trecho de cerca de 1,5 quilômetro em cima de um carro aberto e depois seguiu viagem para São Paulo, onde participará do debate.

População se prepara para adaptar rotina a horário de verão

O início do horário de verão nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste para reduzir o consumo de energia pode exigir cuidados para a adaptação do organismo e provocar alterações na rotina, sobretudo com o retorno às atividades escolares e ao trabalho, a partir desta segunda-feira (20). A mudança no horário de sono traz inclusive modificações imediatas para o desempenho físico e o humor.
Segundo o fisiologista do exercício, Renato André Silva, a explicação é que nosso corpo tem ritmos compatíveis com presença e ausência de luz. “Alguns hormônios são secretados de acordo com a presença de luz. Quando você muda o seu horário de sono e de vigília, sente imediatamente modificações relacionada ao desempenho físico e aspectos psicológicos, como humor e motivação para atividades diárias. Isso se dá por conta do chamado ritmo circadiano”, justifica.
Para amenizar os impactos, o fisiologista recomenda ajustes na rotina, como manter a carga horária de sono. “As pessoas reclamam que têm que acordar mais dedo e na primeira e segunda semana do horário de verão não se ajustam para dormir mais cedo”, diz. A dica do profissional é observar a média de sono dos três dias anteriores à mudança nos relógios e manter o ritmo.
A servidora pública Larissa Carvalho, de 27 anos, mora em Brasília e conta que busca equilibrar o sono logo no início para se adaptar ao horário de verão. Ela procura dormir mais cedo para sentir menos o efeito da mudança ao levantar pela manhã. “A minha adaptação muda porque eu acordo mais cedo e daí tento dormir mais cedo para não ficar tão cansada no outro dia e, no inicio, tento me programar bem”, explica.
Quem faz exercício físico pela manhã sentirá o impacto de demorar mais para ver a luz do sol, segundo Renato Silva. “Uma hora mais cedo para quem vai para academia e quem pratica exercícios como ciclismo, remo e corrida, significa alteração térmica. A ausência de luz faz mudar muito a sensação térmica, e a temperatura faz mudar as respostas fisiológicas. Quanto mais frio estiver, mais calor o corpo tem que produzir. Eu teria, então, um gasto calórico adicional para minimizar as chances da minha temperatura baixar”.
O horário de verão, instituído pela primeira vez em 1931 com o objetivo de aproveitar melhor a luminosidade do dia nesta época do ano, reduz o consumo de energia nos horários de pico e, consequentemente, diminui o uso de energia gerada por termelétricas, que é mais cara e mais poluente do que a gerada pelas hidrelétricas.
No entanto, há quem veja com descrença o impacto da medida, como Larissa Carvalho. Ela diz acreditar que a medida não cumpre com tanta eficiência a meta de economizar energia. “Não sei se economiza realmente, pois acho que, com o fato da acordarmos mais cedo, não muda nada. As pessoas continuam usando a energia do mesmo jeito, seja a hora que for, então, efetivamente, acho que não tem tanta mudança, economicamente falando”, disse.
O horário de verão 2014/2015 deverá evitar um gasto de R$ 280 milhões com o acionamento de usinas térmicas, que seria necessário para suprir a demanda no horário de pico, de acordo com o Ministério de Minas e Energia. Pela estimativa, o ganho econômico deve ser menor que o do horário de verão 2013/2014, quando chegou a R$ 405 milhões, a economia com a redução da necessidade de energia de térmicas.
Este ano, o horário de verão será estendido em uma semana, por causa do carnaval, encerrando no dia 22 de fevereiro de 2015. Pelo decreto que instituiu o horário de verão, a medida é iniciada no terceiro domingo de outubro e encerrada no terceiro domingo de fevereiro do ano subsequente. No ano em que houver coincidência com o domingo de carnaval, o fim deve ocorrer no domingo seguinte. O objetivo é evitar que, em meio a um feriado, algumas pessoas esqueçam de ajustar os relógios.

sábado, 18 de outubro de 2014

Municípios adotam racionamento ou rodízio para enfrentar falta de água em SP

Cidades do interior de São Paulo estão adotando racionamento ou rodízio de água. A causa é o longo período de estiagem que atinge o estado desde o início do ano. Cada prefeitura estuda a melhor forma para enfrentar o problema.
Um dos municípios mais atingidos pela falta de água, Itu enfrenta um racionamento oficial desde fevereiro. A estiagem na cidade já provocou diversos protestos de moradores e mais de mil reclamações da população ao Ministério Público.
Na quinta-feira (16), por exemplo, o município de Barretos passou a adotar o racionamento de água de forma oficial. Segundo a prefeitura, a medida foi tomada, após a constatação de que o Ribeirão Pitangueiras, responsável por 60% da água consumida na cidade, registrou grande queda no volume, com a profundidade baixando 60 centímetros e atingindo um 1,2 metro. Com isso, o Serviço Autônomo de Água e Esgoto (Saae) da cidade decidiu aplicar multa de R$ 264,6 nos moradores flagrados lavando calçados ou veículos. Em caso de reincidência, o valor será dobrado.
Na capital paulista, muitos moradores reclamam de falta de água em diversos bairros, mas a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) não admite o racionamento. Para diminuir o consumo, desde fevereiro a companhia concede descontos para consumidores do Sistema Cantareira que economizarem água.
Em Guarulhos, o rodízio começou dia 14 de março. Conforme o Saae da cidade, o consumo é liberado um dia sim e outro não. Dados do Saae indicam que aproximadamente 13%  da água disponibilizada na cidade são de sistemas próprios, que utilizam captações superficiais e subterrâneas poços profundos. Do restante operado pela Sabesp, 62% saem do Sistema Cantareira um dos mais prejudicados com a estiagem e 25% do Sistema Alto Tietê. Para enfrentar a crise, o Saae também decidiu oferecer descontos para consumidores que reduzirem o consumo.
O rodízio em Bauru é operado, desde quarta-feira (15), de maneira diferenciada. A cada 24 horas das 6h as 6h, o abastecimento é alternado entre as regiões do centro zona sul e da Vila Falcão Bela Vista. Assim, uma área fica sem água para que outra ser abastecida. Segundo a prefeitura, a combinação de escassez de chuvas e altas temperaturas, que aumenta o consumo de água, provocou a redução do nível do Rio Batalha. A medição do manancial passou dos 2,25 metros, registrados na última sexta-feira (10), para 1,27 metro, na tarde de segunda-feira (13). De acordo com a prefetura, a situação, que afeta 38% da população da cidade o restante é abastecido com água de poços, seguirá por tempo indeterminado, até o retorno do período de chuvas.
Em Mauá, a prefeitura criou o Projeto Revezamento de Abastecimento, que ocorre de segunda à sexta-feira e envolve toda a cidade. A cada quatro dias com água, o consumidor enfrenta um dia sem. O projeto foi adotado no dia 1º de outubro e passará a funcionar na próxima segunda-feira (20).
A prefeitura de Cruzeiro implantou rodízio programado desde a última terça-feira (14), com interrupção do serviço por 24 horas, em dias alternados. Na cidade, o rodízio também só será suspenso com a volta das chuvas.
Em Mirassol, o Rio São José dos Dourados, que abastece mais de 30% da cidade, está praticamente sem água. Enfrentando problemas técnicos também no poço Guarani, que dá suporte à captação no rio, a região central da cidade entrou em estado de atenção. Com isso, cerca de 40% da população enfrentará problemas com a falta de água até a semana que vem. Enquanto isso, a prefeitura deve oferecer caminhões-pipa para abastecer locais de emergência, entre eles escolas e postos de saúde.
Em Americana, o rodízio, sem previsão de término, foi anunciado na terça-feira (14), quando se confirmou o baixo nível do Rio Piracicaba, que abastece a cidade.
Cidade próxima de Itu, Salto enfrenta reduções noturnas no abastecimento.  Principal fonte de água do município, o Ribeirão Pirahy está com 20% do nível de fornecimento. A capacidade do Ribeirão Buru e Ribeirão Ingá (Lagoa da Conceição), chega, respectivamente, a 30% e 50%. O período de contenção começou na segunda-feira (13) e ocorrerá todos os dias, entre 21h e 6h.
Em Araras, desde quinta-feira (16), o racionamento inclui todos os bairros. O fornecimento de água é interrompido entre 6h e 18h. Segundo a prefeitura, sem a redução do consumo, as atuais reservas de água bruta de Araras seriam suficientes apenas para 50 ou 60 dias.
A cidade de Casa Branca também adotou racionamento, estabelecendo cronograma de abastecimento e corte de água até o fim de outubro. A ideia é que a população fique 12 horas seguidas com água e um dia inteiro sem água.
O município de São Sebastião da Grama decretou estado de alerta e decidiu aplicar multas de R$ 291,4 no consumidor que exceder  no consumo de água. A represa que abastece a cidade tem somente 20% de sua capacidade. A prefeitura estuda a implantação do rodízio.

sexta-feira, 17 de outubro de 2014

Aécio diz que responderá ataques de Dilma à altura


O candidato do PSDB à Presidência, Aécio Neves, lamentou nesta sexta-feira o tom do debate presidencial da véspera na TV e disse que irá responder à altura aos ataques que receber da adversária no segundo turno, a presidente Dilma Rousseff (PT).
O tucano reuniu-se nesta sexta com a ex-presidenciável do PSB Marina Silva, que declarou apoio a ele no segundo turno e disse que a aliança inaugura um novo movimento na política brasileira.
Aécio e Dilma travaram na quinta-feira, nos estúdios do SBT, o debate mais agressivo da campanha com ataques generalizados de ambos os lados, deixando as propostas de governo em segundo plano.
O tucano voltou a culpar a petista pelo tom do encontro e disse que seguirá apresentando propostas, mas sem deixar de responder aos ataques.
"Vamos enfrentar, eu vou responder sempre no mesmo nível aos ataques que eu vier a receber", disse Aécio, em uma declaração que sinaliza o tom que deve ter o próximo debate entre presidenciáveis na noite de domingo, na TV Record.
O tucano classificou o apoio recebido de Marina como um "momento histórico" e exaltou a "generosidade" de sua neoaliada.
"Hoje nós estamos nos somando em um movimento, um movimento a favor do Brasil", disse Aécio ao lado de Marina, que no último domingo anunciou seu apoio ao candidato do PSDB, mas só nesta sexta apareceu em público ao lado dele.
Apesar do encontro, segundo Aécio, ainda não se discutiu como será a participação da ex-presidenciável na campanha, nem se ela participará de um eventual governo, em caso de vitória tucana.
De acordo com Aécio, seria "desrespeitoso" tratar agora de eventual participação no governo. Além disso, ele garantiu que Marina não exigiu nada para apoiá-lo.
Assim como fez ao anunciar o apoio a Aécio no domingo, Marina voltou a elogiar o tucano por, segundo ela, ter interpretado corretamente o que aconteceu no Brasil nos últimos 20 anos e destacou o caráter "programático" da aliança.
"Ouço com alegria a sua manifestação, candidato Aécio, de que a partir de agora você trabalha como um movimento, um movimento da mudança. A mudança que não é a mudança pela mudança, mas é a mudança qualificada, que preserva as conquistas, que encara os desafios, que não é complacente com os erros, mas que tem a humildade de compreender que algo grandioso não se faz por um grupo, por um partido, por uma pessoa", disse Marina.
Tanto Aécio quanto integrantes do PSB afirmaram que não foram tratados eventuais cargos para o partido em um eventual governo tucano, mas membros da sigla que abriga Marina, como o ex-candidato a vice Beto Albuquerque e o coordenador do programa de governo Maurício Rands, disseram que, com o apoio dado a Aécio, a legenda estará na base de sustentação em um eventual governo do PSDB.
Ao receber o apoio formal do PSB na semana passada, Aécio disse que contaria com o partido não só na campanha, mas também no governo.

quinta-feira, 16 de outubro de 2014

Obama autoriza envio de reservistas para missão de combate ao Ebola na África


O presidente norte-americano, Barack Obama, autorizou o uso de reservistas do Exército nesta quinta-feira para ajudar nos esforços de ajuda humanitária contra o surto de Ebola na África Ocidental.
Em uma carta aos líderes do Congresso dos Estados Unidos, Obama disse que um número indeterminado de reservistas será usado ​​para ajudar nas operações em apoio à missão contra o Ebola naquela região.
A mobilização poderá incluir de engenheiros a pessoal de logística e especialistas em comunicação. Nenhum indivíduo ou unidade foi identificado até agora pela convocação.

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Governo Fernando Henrique Cardoso

O Governo Fernando Henrique, também chamado Governo FHC, teve início com a posse da presidência por Fernando Henrique Cardoso, em 1 de Janeiro de 1995, e terminado em 1 de janeiro de 2003, quando assumiu Luiz Inácio Lula da Silva.
Fernando Henrique Cardoso foi presidente por dois mandatos consecutivos (de 1995 a 1998 e de 1999 a 2002). Suas principais marcas foram a consolidação do Plano Real, a introdução do programas de transferência de renda como o Bolsa Escola, além de profundas reformas econômicas.

Economia

A política de estabilidade e da continuidade do Plano Real foi a principal bandeira da campanha eleitoral de 1998 para a reeleição de FHC. Ele foi reeleito já no primeiro turno. Promoveu inúmeras privatizações em setores como telecomunicações, distribuição de energia elétrica, mineração e financeiro. Essas privatizações eram contestadas por sua oposição, principalmente do PT .
Ao longo de seu mandato presidencial a economia brasileira2 se manteve estável, em consequência do controle da inflação conseguido com o Plano Real.

Início da expansão econômica

Durante o Plano Real e sucessivamente, houve um maciço ingresso de investimentos externos na área produtiva, sendo essa entrada de dólares uma das âncoras do plano. Só na área da indústria de automóveis, entraram com fabricação no país durante o governo de Fernando Henrique nada menos que onze marcas (Peugeot, Renault, Citroën, Audi, Mitsubishi, Nissan, Land Rover, Toyota - até então uma pequena fabrica artesanal de jipes, Honda, Mercedes-Benz automóveis, Dodge-Chrysler, fora a (na época) brasileira Troller). Ainda no setor de caminhões a Volkswagem implantou fábrica em Resende-RJ, a Iveco em Minas e a Internacional/Agrale no Rio Grande do Sul. Entraram em atividade também montadoras de motocicletas como Kasinski e Sundown em Manaus. A produção de veículos no país cresceu expressivamente ultrapassando a marca de 2 milhões/ano.Investimentos perderam fôlego por causa das crises em vários países emergentes que ainda afetavam o Brasil.
Nesse período o país começava a viver uma expansão econômica, depois de sofrer os efeitos de várias crises internacionais nos anos anteriores. A expansão econômica embrionária, no entanto, trouxe efeitos colaterais sérios, gerados pela ausência de investimento e planejamento em produção de energia no Brasil, que não se organizara para seu crescimento.

Crises econômicas enfrentadas

Pedro Malan, ministro da Fazenda no governo FHC, à direita do então secretário do Tesouro dos EUA, Paul O'Neill
FHC enfrentou diversas crises mundiais durante seu governo, como a crise do México em 1995, a crise asiática em 1997-98, a crise russa em 1998-99 e, em 2001, a crise argentina, os atentados terroristas nos EUA em 11 de setembro de 2001, a falsificação de balanços da Enron/Arthur Andersen. Internamente, enfrentou uma crise em 1999, quando houve uma forte desvalorização do real, depois de o Banco Central abandonar o regime de câmbio fixo e passar a operar em regime de câmbio flutuante. Em 2002, a própria eleição presidencial no Brasil, em que se previa a vitória de Lula, causou mais uma vez a fuga de hot-money, elevando o preço do dólar a quase R$ 4,00.
Opositores de seu governo afirmam entretanto que tendo Fernando Henrique incentivado o fluxo de capitais externos especulativos de curto prazo no Brasil (hot-money) - que supostamente inundariam o país para equilibrar o balanço de dólares, exatamente o oposto do desejado se deu: a cada crise que surgia em outros países emergentes, a economia brasileira sofria uma retirada abrupta desses capitais internacionais especulativos, o que obrigava FHC a pedir socorro ao FMI, o que fez três vezes.  sendo a última já com concordância de Lula, recem-eleito. Seus defensores lembram que FHC pegou o país falido, praticamente sem divisas em dólar e com uma hiper-inflação que chegou a mais 70% em um único mês, tendo que abrir mão de diversas frentes para estabilizar o país e entregá-lo ao seu sucessor com as finanças devidamente organizadas.
As principais marcas positivas do governo FHC foram a continuidade do Plano Real, iniciado por Itamar Franco que tinha o próprio Cardoso como Ministro da Fazenda; o fim da hiperinflação, e a criação de programas sociais pioneiros, como o bolsa-escola, o vale-gás e o bolsa-alimentação. Além de mudanças amplas no Estado brasileiro, com a implementação da Advocacia Geral da União, da Lei de Responsabilidade Fiscal, do Ministério da Defesa e a implantação do PROER - programa de restruturação do sistema financeiro brasileiro - concentrando e transformando os bancos brasileiros em instituições fortemente fiscalizadas, o que rendeu elogios do próprio presidente Lula na ocasião da crise econômica mundial de 2008.
Logotipo e slogan, Trabalhando por todo o Brasil, utilizado no governo Fernando Henrique entre 1999 e 2002

Salário Mínimo

O salário mínimo passou, em oito anos, de 70 para 200 reais em termos absolutos. Em termos reais seu crescimento foi de 44,28%

PIB

A taxa média de crescimento do PIB do período FHC foi de 2,3% ao ano.

Aumento da dívida pública

Quando Fernando Henrique Cardoso assumiu a Presidência da República, a dívida pública federal interna e externa somavam cerca de R$ 153 bilhões e as dívidas de estados e municípios permaneciam descontrolados.
No seu governo, a dívida pública do Brasil, que era de US$ 60 bilhões em julho de 1994, saltou para US$ 245 bilhões em novembro de 2002, principalmente devido as altas taxas de juros e pela absorção da dívidas dos estados da federação com a Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Com as privatizacões de empresas estatais conseguiu gerar para o Tesouro Nacional uma receita de US$ 78,61 bilhões, sendo 95% em moeda corrente).

Lei de Responsabilidade Fiscal

A Lei de Responsabilidade Fiscal provocou uma mudança substancial na maneira como é conduzida a gestão financeira dos três níveis de governo. Até então, o governo federal não tinha mecanismos para medir o endividamento total do país. Como medida de contingênciamento para a implantação da LRF, o governo tomou para si as dívidas públicas estaduais e municipais, tornando-se credor dos estados e municípios altamente endividados. Com a LRF, impediu que os prefeitos e governadores endividassem novamente os estados e municípios além da capacidade de pagamento.

Índice de Desenvolvimento Humano

Entre 1995 e 2000, o Brasil melhorou seu IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) de 0,753 para 0,789.

Saúde

O programa de combate à AIDS foi copiado por outros países e apontado como melhor programa de combate a Aids pela ONU. No período, foi criada também a lei de incentivo aos medicamentos genéricos, o que possibilitou a queda do preço dos medicamentos no Brasil. Eliminou os impostos federais dos medicamentos de uso continuado. Foi regulamentada ainda a lei de patentes, com resolução encaminhada à Organização Mundial do Comércio para licenciamento compulsório de fármacos em caso de interesse da saúde pública. Foi organizado também o Sistema Nacional de Transplantes e a Central Nacional de Transplantes.
Durante o Governo FHC, foi sancionado a Lei nº 10.167, de 2000 que tornou mais rigorosa a política antitabagista no Brasil, com a proibição da publicidade e a introdução das imagens de impacto em embalagens de cigarro. Também foi introduzida a vacinação dos idosos contra a gripe e criada a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Também tinha os "Mutirões da Saúde".

Crises e acusações de corrupção

Reeleição

No primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, foi aprovada uma emenda constitucional que permitiu a reeleição para os cargos executivos em todos os níveis. Tornando-se FHC o primeiro presidente brasileiro a ser reeleito posteriormente. Gravações colocaram sob forte suspeita a emenda que permitiu a reeleição do FHC. Dois deputados do PFL admitiram terem desembolsado dinheiro junto a Sérgio Motta (Ministro das comunicações) para votar a favor da emenda. Os deputados acusados, após serem investigados pela Comissão de Constituição e Justiça, se viram obrigados a renunciar para evitar a cassação de seus mandatos.
Tendo formado uma base de sustentação coesa, principalmente através do apoio total do PFL e de parte do PMDB, FHC manteve uma relativa estabilidade política neste período.
Em maio de 1997 grampos telefônicos publicados pela Folha de S. Paulo revelaram conversas entre o então deputado Ronivon Santiago e outra voz identificada no jornal como Senhor X. Nas conversas, Ronivon Santiago afirma que ele e mais quatro deputados receberam 200 mil reais para votar a favor da reeleição, pagos pelo então governador do Acre, Orleir Cameli
A oposição ao governo, liderada pelo PT, baseada em gravações de conversas telefonicas divulgadas pelo jornal Folha de S. Paulo que demonstravam como quatro deputados federais venderam seus votos por US 200 mil cada, passou a acusar pessoalmente Fernando Henrique Cardoso, de ter comprado os votos dos deputados. Esse, por sua vez, defendeu-se, alegando que vários foram os beneficiados pela emenda, uma vez que governadores e prefeitos também poderiam ser reeleitos e que as escutas mostravam o envolvimento de um governador e seus deputados, não o governo federal.
O episódio foi investigado na época pela Comissão de Constituição e Justiça - numa investigação que durou poucas horas - e anos depois foi abordada pela CPI do Mensalão. Em ambas as circunstâncias, não se conseguiu comprovar a efetiva compra de votos diretamente por FHC
Após a investigação da CCJ os deputados Ronivon Santiago e João Maia renunciaram a seus mandatos, para evitar sua cassação.

Crise do apagão

Após toda uma década sem investimentos na geração e distribuição de energia elétrica no Brasil, na passagem de 2000 para 2001, um racionamento de energia foi elaborado às pressas e atingiu diversas regiões do Brasil, principalmente a Região Sudeste. O Governo FHC foi surpreendido pela necessidade urgente de cortar em 20% o consumo de eletricidade em quase todo o País (a região sul não participou do racionamento, tendo em vista que suas represas estavam cheias). Enquanto a energia sobrava em alguns estados, onde chovia muito, como no Rio Grande do Sul, faltava em outros onde não chovia. A ausência de linhas de transmissão com capacidade suficiente para transferir as cargas gerava essa desigualdade.
O governo estipulou benefícios aos consumidores que cumprissem a meta e punições para quem não conseguisse reduzir seu consumo de luz. Introduziu também no Brasil em tempo recorde uma rede de usinas termoelétricas para funcionar como segunda opção em casos de estiagens longas. Até então o país era totalmente dependente da geração de energia através de recursos hidricos.
No final de 2001, o nível de chuvas melhorou e o racionamento pôde ser suspenso em fevereiro de 2002.

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Governo regulamenta adicional de periculosidade para motoboys

O Diário Oficial da União traz hoje (14) portaria que regulamenta atividades perigosas em motocicleta e gera o direito a 30% de adicional.
O Ministério do Trabalho e Emprego lembra que o adicional de periculosidade corresponde a 30% do salário do empregado, sem os acréscimos resultantes de gratificações, prêmios ou participações nos lucros da empresa. O direito passa a ser garantido a partir de hoje.
De acordo com a portaria, são consideradas perigosas as atividades laborais com o uso de motocicleta ou motoneta no deslocamento de trabalhador em vias públicas.
A norma esclarece ainda as situações em que não são consideradas perigosas: a utilização de motocicleta ou motoneta exclusivamente no percurso da residência para o local de trabalho, as atividades em veículos que não necessitem de emplacamento ou que não exijam carteira nacional de habilitação para conduzi-los, as atividades em motocicleta ou motoneta em locais privados.

segunda-feira, 13 de outubro de 2014

Polícia começa a negociar com presos rebelados no Paraná

A Polícia Militar começou a negociar com os cerca de 80 presos que promovem uma rebelião na Penitenciária Industrial de Guarapuava, no Paraná. O motim foi iniciado hoje (13), por volta das 11h30, por cerca de 80 dos 240 presos da unidade, na qual os presos trabalham e estudam.
Os presos conseguiram capturar 11 dos 18 agentes penitenciários que trabalhavam na prisão. Um deles foi liberado após ter sido queimado com cola quente, segundo a Secretaria da Justiça.
A secretaria explica que os rebelados aproveitaram o horário de almoço e a movimentação dos presos, que iam trabalhar na penitenciária, para começar o protesto. As reivindicações dos que se rebelaram ainda não são conhecidas.
A segurança nos presídios paranaenses é crítica, de acordo o presidente do Sindicato dos Agentes Penitenciários, Antony Johnson. Ele diz que esta é a 21ª rebelião no sistema penitenciário do estado, desde dezembro do ano passado.
“Estamos vivendo uma crise sem precedentes”, avalia Johnson. Segundo ele, o sindicato tem cobrado do governo estadual medidas para garantir a segurança dos agentes e melhorias no tratamento dispensado aos apenados.

Sistema Cantareira: tempo seco agrava crise hídrica em São Paulo

O nível do Sistema Cantareira – principal manancial de São Paulo – baixou de 4,8% da capacidade ontem (12) para 4,7% hoje (13). Esse é o novo recorde de redução, segundo a Companhia de Saneamento e Abastecimento do Estado de São Paulo (Sabesp). A crise hídrica deve continuar, pois não há previsão de chuva significativa para os próximos dez dias, em toda a Região Sudeste, segundo o Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec).
Há um ano, o sistema operava com 39% da capacidade e os reservatórios contavam com um volume acumulado de chuva de 53,8 milímetros. Nesses primeiros 13 dias de outubro, o número está em  0,4 milímetro.
Apesar de não ser tão crítica quanto à do cantareira, a situação hídrica dos demais sistemas de abastecimento de São Paulo também enfrentam diminuição de volumes. No Alto Tietê, o nível está em 10,5% ante 46,9%, registrados há um ano. Também em 12 meses, caíram de forma expressiva as reservas existentes nos sistemas Guarapiranga (de 77,3% para 46,9%), Alto Cotia (de 86,3% para 32,8%), Rio Grande (de 93,7% para 74,3%) e Rio claro (de 90,8% para 54,3%).
Por enquanto, o uso da reserva técnica tem permitido garantir o abastecimento para a maioria das 6,5 milhões de pessoas que dependem do Sistema Cantareira.
Porém, na cidade de Itu, distante cerca de 75 quilômetros da capital paulista, a crise no fornecimento de água provocou um protesto no início da noite de ontem (12).
Segundo a Polícia Militar, os manifestantes interditaram a Rodovia Waldomiro Correia de Camargo (SP-79), nos dois sentidos próximo ao bairro Cidade Nova. Eles atearam fogo a pneus e ônibus. Quando os bombeiros e policiais chegaram ao local, foram recebidos com rojões e pedradas, mas conseguiram acabar com o tumulto. Ninguém foi preso e não há o registro de feridos.
Por meio de nota, a prefeitura de Itu informou que “respeita os manifestos pacíficos como expressão democrática e de diretos dos cidadãos, mas lamenta eventuais atos de vandalismo”. Segundo o comunicado, na região do Pirapitingui, onde fica o bairro Cidade Nova, foi adotado o esquema de racionamento pela Concessionária Águas de Itu.
O manancial de São Miguel, que abastece a região, está praticamente sem reserva, com vazão inferior a 40 litros por segundo, explica a nota. Em razão disso, em caráter emergencial, caminhões-pipa fazem o abastecimento noturno de creches, escolas, unidades de saúde e outros prédios públicos. Esse recurso foi estendido ainda para o caso de consumidores idosos e doentes cadastrados.
Pode chover na quarta-feira (15), mas com fraca intensidade e de forma localizada, “talvez restringindo-se às regiões de serra”, de acordo o meteorologista Gustavo Escobar, coordenador do Grupo de Previsão de Tempo do Cptec.
Segundo ele, são esperadas chuvas mais fortes apenas para final do mês, entre os dias 25 e 26. “O inverno mais seco está dentro da normalidade, o problema que é no último verão não choveu”. O meteorologista observou ainda que as análises do comportamento do clima do Cptec indicam precipitações mais regulares após a segunda quinzena de outubro.

domingo, 12 de outubro de 2014

Putin ordena que tropas russas retornem de treinamento próximo à Ucrânia


O presidente russo, Vladimir Putin, ordenou que as tropas russas se retirem para suas bases permanentes após exercícios militares na região de Rostov, perto da fronteira com a Ucrânia, disse o Kremlin, em um sinal de algum alívio da tensão antes de uma importante reunião na próxima semana.
A retirada das tropas veio antes de uma reunião prevista entre Putin e o ucraniano Petro Poroshenko, em Milão, na próxima semana.
O Kremlin disse que o presidente russo havia encontrado seu ministro da Defesa, Sergei Shoigu.
"O ministro havia informado ao Comandante Supremo sobre a conclusão do período de treinamento", disse um comunicado no site do Kremlin.
"Depois do relatório, Putin ordenou o retorno das tropas para as suas bases permanentes. No total, 17.600 soldados militares foram treinados nos campos de tiro da região de Rostov, no verão."
A agência de notícias russa RIA Novosti, citando o Ministério da Defesa, disse que as tropas já começaram a retornar.

sábado, 11 de outubro de 2014

Dilma diz que não fez mau uso de dinheiro público; critica Aécio por aeroporto


A presidente Dilma Rousseff, que tenta a reeleição pelo PT, afirmou neste sábado ter uma política de uso "absolutamente correto" dos recursos públicos e alfinetou seu adversário neste segundo turno, Aécio Neves (PSDB), ao citar construção de aeroporto em terras de um familiar do tucano.
"Eu não faço mau uso do dinheiro público. Eu jamais desapropriei um pedaço de uma fazenda de algum familiar meu. Jamais construí um aeroporto nessa fazenda. E jamais peguei a chave desse aeroporto e entreguei para ser gerida por um familiar meu", disse a presidente, referindo-se ao candidato tucano.
Ainda no primeiro turno da campanha, pairou sobre o tucano a denúncia de que, quando governava Minas Gerais, teria expropriado terreno de um parente para construção de um aeroporto com dinheiro público. Concluída a obra, a chave do terminal de pouso e decolagem teria ficado em poder desse parente, segundo reportagens publicadas na época.
"Eu gostaria muito que alguém confrontasse um retrospecto da vida...eu não faço mau uso do dinheiro público", disse a presidente a jornalistas em Minas Gerais, onde foi a candidata presidencial mais votada e viu o candidato do PT ao governo estadual, o ex-ministro Fernando Pimentel, ser eleito em primeiro turno.
"Eu tenho uma prática de uso absolutamente correto dos recursos públicos. E quem me conhece sabe que é assim. A regra é essa."
A campanha petista tem sofrido com denúncias de corrupção envolvendo a Petrobras, a partir da divulgação de depoimento de ex-diretor da estatal em que detalha suposto esquema de sobrepreço em contratos da empresa e repasse ao PT, PP e PMDB.
Dilma voltou a defender que as denúncias sejam investigadas e disse estranhar seu surgimento durante o período eleitoral.
"Eu tenho uma vida limpa e além de eu ter uma vida limpa, eu tenho tolerância zero com a corrupção", disse a presidente.
A campanha de Aécio divulgou nota em que afirma que as obras no aeroporto "como atestou o próprio procurador-geral da República, foi totalmente regular". O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, arquivou a acusação criminal feita pelo PT contra Aécio sobre a construção do aeroporto de Cláudio (MG) na terra desapropriada de seus familiares.
"A presidente devia honrar o cargo que ainda ocupa, dar explicações e pedir desculpas ao país pelo que o seu governo fez com a Petrobras", diz a nota.
"É lamentável ver um presidente da República desonrar o mais alto cargo da nação, ao usar de expedientes baixos como a mentira e o ataque infundado, apenas para tentar manter a qualquer custo o seu projeto de poder."

Forças curdas pedem que EUA aumentem ataques aéreos contra o Estado Islâmico


As forças curdas que defendem Kobani pediram à coalizão liderada pelos Estados Unidos que aumentem ataques aéreos contra combatentes do Estado Islâmico, que reforçaram seu controle sobre a cidade síria na fronteira com a Turquia, neste sábado.
A coalizão liderada pelos Estados Unidos intensificou os ataques aéreos no Estado Islâmico e em torno de Kobani, também conhecido como Ayn al-Arab, há cerca de quatro dias.
O principal grupo armado curdo, o YPG, disse em um comunicado que os ataques aéreos tinham infligido pesadas perdas ao Estado Islâmico, mas haviam sido menos eficazes nos últimos dois dias.

Dilma critica 'vazamentos eleitoreiros'; Aécio ganha apoio da família de Campos

Os candidatos à Presidência da República, Aécio Neves (PSDB) e Dilma Rousseff (PT), fizeram campanha neste sábado (11), visando o segundo turno das eleições. Dilma esteve em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, onde criticou o vazamento "seletivo" dos depoimentos do ex-diretor da Petrobras, Paulo Roberto Costa, e do doleiro Alberto Yousseff. "Vazamentos seletivos durante campanha eleitoral têm uma característica eleitoreira", afirmou. Já Aécio apresentou, no Recife, uma carta com compromissos para a área social. Entre as promessas está a adoção de uma política ambiental sustentável, a priorização do ensino integral no país e o reajuste da tabela do SUS, além do compromisso de que irá trabalhar para que o Congresso Nacional aprove o fim da reeleição para cargos executivos. Ele também ganhou o apoio formal da família do ex-governador Eduardo Campos, candidato à Presidência morto durante a campanha, e que tinha Marina Silva como sua vice.
Em Belo Horizonte, Dilma criticou o vazamento de informações sobre a investigação de denúncias envolvendo a Petrobras. "Quero saber todos os envolvidos e não quero vazamentos seletivos. Vazamentos seletivos durante campanha eleitoral têm uma característica eleitoreira", acrescentando que não é a Polícia Federal que faz vazamentos do caso. "Acho que é claro que não foi a Polícia Federal que está fazendo vazamentos. Inclusive queria dizer até o seguinte: tem que ter muito cuidado com alguns vazamentos, porque, dependendo de como você o faça, você compromete as provas, e, portanto, a punição."
"Se é verdade que o Ministério Público, no uso de suas atribuições legais, recorreu à delação premiada, se é verdade que a delação premiada foi assinada, ela só vai ser assinada e reconhecida se as pessoas que denunciam mostrarem provas. Então a deleção premiada tem provas, que é crucial para qualquer investigação", declarou.
Dilma destacou que pediu informações sobre as investigações à Justiça e ao Ministério Público, mas teve o pedido negado devido ao sigilo. “Não posso condenar ninguém sem provas. Não farei. Não tomarei esse tipo de medida demagógica pré-eleitoral. Demito quem tem culpa, não posso demitir quem não tem. Acho que qualquer denúncia tem de ser apurada, doa a quem doer. Apure-se tudo e sempre. Ninguém está livre de ser investigado, ao contrário do que acontecia ontem quando se engavetava ou não se investigava", afirmou a presidente.
Aécio Neves
O candidato do PSDB ganhou neste sábado o apoio formal da família de Eduardo Campos, morto no dia 13 de agosto, num desastre aéreo. Ele conquistou ainda adesões do governador eleito Paulo Câmara, do prefeito Geraldo Júlio e do senador eleito Fernando Bezerra Coelho, todos do PSB.
“Eu me sinto, a partir deste instante, responsável dentre tantas expectativas que a mudança gera na sociedade brasileira, para levar a cada canto deste país, no limite das minhas forças, o legado e os sonhos de Eduardo Campos, governador dos pernambucanos e símbolo da boa política”, disse Aécio.
Renata Campos, a viúva de Eduardo, não participou do encontro, mas seu filho mais velho, João, leu uma carta escrita por ela.
O tucano apresentou ainda uma carta com compromissos para a área social. Em meio à divulgação, Aécio não afirmou que os compromissos que ele estava apresentando seriam uma resposta às reivindicações da candidata do PSB, que saiu derrotada da corrida presidencial. Contudo, o candidato afirmou que parte das propostas foram inspiradas nas sugestões divulgadas pela Rede Sustentabilidade, de Marina. A ex-senadora impôs condições para dar seu apoio no segundo turno ao tucano.
"Que as contribuições que eu recebo e projetos, em especial os do PSB, possam passar a caminhar conosco a partir de agora como se nossos compromissos fossem. Passo nesse instante a ler o documento que busca inspiração inclusive em propostas discutidas e divulgadas pela Rede, da candidata Marina", disse Aécio.

sexta-feira, 10 de outubro de 2014

Já está no Instituto Evandro Chagas paciente suspeito de infecção por ebola

O paciente, de 47 anos, considerado suspeito de infecção por ebola, já está na Fundação Oswaldo Cruz, em Maguinhos. Ele foi transferido, de avião, de Cascavel (PR) para a cidade do Rio nesta manhã. Uma ambulância do Serviço de Assistência Móvel de Urgência (Samu) e uma equipe do Corpo de Bombeiros acompanharam o paciente da Base Aérea do Galeão, na Ilha do Governador, até a unidade de saúde. Ele ficará internado no Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas, referência nacional para casos de ebola.
O homem suspeito de infecção pelo vírus ebola chegou recentemente da Guiné, um dos três países que concentram, o surto da doença na África, juntamente com a Libéria e Serra Leoa, onde estão concentrado o foco da doença.
A Secretaria Estadual de Saúde do Rio informou que o Rio de Janeiro está trabalhando de acordo com determinações do Ministério da Saúde para manter as unidades de saúde em alerta para a possível identificação de sintomas relacionados ao vírus ebola. Um plano de contingência já foi elaborado em parceria com as secretarias municipais de Saúde, Corpo de Bombeiros e Fiocruz. Há equipamentos de proteção individual (EPIs) estocados para os profissionais de saúde.
Em caso de suspeita de paciente com o vírus, ele será encaminhado pela unidade de emergência em que for atendido para o Instituto Nacional de Infectologia Evandro Chagas (Fiocruz), que é a unidade de saúde de referência para isolamento e início dos cuidados médicos adequados. O ebola é uma doença de notificação compulsória imediata, que deve ser realizada pelo profissional de saúde ou pelo serviço que prestar o primeiro atendimento ao paciente, pelo meio mais rápido disponível, de acordo com a Portaria nº 1.271, de 6 de junho de 2014. Todo caso suspeito deve ser notificado imediatamente às autoridades de saúde das secretarias municipais, estaduais e à Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde.
O Continente Africano registra surtos de ebola desde 1976. Entre os sintomas estão hemorragia, vômito e febre. A doença só é transmitida por meio do contato com o sangue, tecidos ou fluidos corporais de indivíduos doentes, ou pelo contato com superfícies e objetos contaminados. O vírus é transmitido quando surgem os sintomas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Morte de jovem por policial provoca novos protestos nos Estados Unidos

Novos protestos foram iniciados na área metropolitana de Saint Louis, no Missouri, após a morte de um jovem de 18 anos, na noite desta quarta-feira (8). Ele teria sido morto com 17 tiros, disparados por um policial que estava fora do serviço.
O incidente ocorreu na véspera das manifestações programadas em Ferguson, cidade vizinha a Saint Louis, para lembrar da morte do jovem Michael Brown, morto pelo policial Darren Wilson, em agosto e que gerou comoção e protestos nos Estados Unidos. As manifestações também pretendem forçar a investigação do caso.
Após novo episódio, os manifestantes quebraram carros da polícia e entoaram gritos de protesto. Segundo a polícia, o agente, branco como Wilson, disparou 17 vezes no jovem, negro assim como Brown, supostamente após ter sido alvo de três tiros do próprio jovem. Não foram divulgados quantos tiros atingiram o jovem de 18 anos. O policial estava fora de serviço, mas estava uniformizado, pois fazia trabalho extra para uma agência de segurança.
De acordo com testemunhas, o episódio começou após três pessoas terem fugido, depois de avistar o policial. Iniciou-se uma perseguição e depois uma briga entre o policial e o jovem, que teria atirado antes de ser alvejado pelo agente. O chefe da polícia de Saint Louis, Sam Dotson, afirmou que o jovem morto estava armado.

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Ministério Público quer limitar retirada de água do Cantareira

Promotores indicam riscos à saúde pública, ao meio ambiente, à indústria e agricultura.

Os ministérios públicos Estadual e Federal ajuizaram ação civil pública pedindo à Justiça que restrinja o uso da água do Sistema Cantareira e coíba a captação da segunda cota do volume morto, como deseja a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp).
Os promotores dos núcleos de Piracicaba e Campinas do Grupo de Atuação Especial de Defesa do Meio Ambiente (Gaema) argumentam que as retiradas podem trazer  implicações ao abastecimento público, “levando a um colapso das duas regiões abastecidas (Bacia do Piracicaba e região metropolitana de São Paulo), riscos à saúde pública, impactos ao meio ambiente e impactos à indústria, à agricultura e à economia”, diz a ação, distribuída à 3ª Vara da Justiça Federal da Subseção Judiciária Federal de Piracicaba. A Sabesp não se pronunciou, pois ainda não foi notificada sobre a ação.
A retirada da segunda cota foi uma das soluções encontradas pela companhia, já que o nível dos reservatórios do Sistema Cantareira registra quedas consecutivas, chegando hoje (7) a 5,6% da sua capacidade total de armazenamento. Há um ano, o volume armazenado era 40%.
Desde maio, o sistema depende da reserva técnica, o chamado volume morto, que acrescentou 182,5 bilhões de litros de água. A captação da segunda cota aumentaria em 10,7% a capacidade do Cantareira.
O início dessa captação depende, porém, de aval da Agência Nacional de Águas (ANA)  e do Departamento de Águas e Energia Elétrica (Daee). Essas agências reguladoras exigem da Sabesp um Plano de Contingência. Segundo a ANA, o documento, que deveria ter sido entregue ontem (6), não chegou à agência até as 9h de hoje (7).
Em nota, a Sabesp informa que o cronograma de obras acordado com os órgãos reguladores para a reserva técnica do Sistema Cantareira vem sendo cumprido, com respeito a todas as exigências do órgão regulador. “Não há prazos legais envolvidos. Os planos e relatórios estão sendo produzidos e apresentados conforme a necessidade do abastecimento na região, com a fundamentação técnica que o assunto exige. As obras para bombeamento da segunda reserva técnica, já concluídas, foram autorizadas pelos reguladores e serão utilizadas somente se necessário”, informa.
Esta é a maior crise hídrica da história de São Paulo. De acordo com o governo do estado, a partir do dia 30 deste mês, parte do volume do Sistema Guarapiranga passará a ser utilizado em complemento ao Cantareira.
Em entrevista coletiva, o governador de São Paulo Geraldo Alckmin voltou a dizer que “não há e não haverá racionamento” de água em São Paulo. Segundo ele, não falta água na capital paulista e os problemas apontados por consumidores seriam apenas “pontuais”. O governador descartou a necessidade de racionamento de água e disse que vai manter o bônus para os consumidores que reduzirem o uso de água no estado.

Cidade curda síria cercada pelo Estado Islâmico está prestes a cair, diz Turquia


O presidente da Turquia, Tayyip Erdogan, disse que a cidade síria curda de Kobani estava “prestes a cair” após combatentes do Estado Islâmico terem entrado na sua zona sudoeste, em um ataque de três semanas que, segundo estimativas, já custou 400 vidas.
A possibilidade de que a cidade na fronteira turca possa ser capturada pelos militantes aumentou a pressão para que a Turquia, país com as forças militares mais fortes da região, se una à coalizão internacional para combater o Estado Islâmico
O Estado Islâmico que tomar Kobani para fortalecer sua posição na região da fronteira e consolidar seus ganhos territoriais no Iraque e na Síria nos últimos meses. Ataques aéreos liderados pelos EUA até agora fracassaram em impedir o avanço sobre Kobani.
Erdogan disse que bombardeios não são suficientes para derrotar o Estado Islâmico e que a Turquia deixou claro que medidas adicionais seriam necessárias.
“O problema do EIIL (Estado Islâmico)… não pode ser resolvido via ataques aéreos. Agora… Kobani está prestes a cair”, disse ele durante uma visita a um campo de refugiados sírios.
“Nós alertamos o Ocidente. Queríamos três coisas. Uma zona livre de voos, uma zona segura paralela a isso e o treinamento de rebeldes sírios moderados”, disse ele.
Segundo o presidente, a Turquia interviria caso houvesse ameaças a soldados turcos que guardam um sítio histórico na Síria, que o governo turco considerada território turco. Mas até agora a Turquia não se movimentou para combates do outro lado da fronteira.
Do lado turco, duas bandeiras do Estado Islâmico podem ser vistas no lado leste de Kobani. Dois ataques aéreos atingiram a área, e tiroteios esporádicos podem ser ouvidos.
O Observatório Sírio de Direitos Humanos, grupo que monitora a situação no país, disse ter documentado 412 mortes de civis e combatentes durante a batalha por Kobani, que já dura três semanas.
Nesta terça-feira, colunas de fumaça branca subiram nas partes oriental e central de Kobani, e duas ambulâncias cruzaram a fronteira, viajando da cidade até o lado turco.
Combatentes do Estado Islâmico estavam utilizando armamentos pesados e artilharia para atingir Kobani, disse Asya Abdullah, uma autoridade curda, que falou à Reuters de dentro da cidade.
"Ontem houve um confronto violento. Temos lutado com firmeza para mantê-los fora da cidade”, disse ela por telefone. “Os confrontos não acontecem em toda Kobani, mas em áreas específicas, nos arredores, em direção ao centro.”
Estima-se que 180 mil pessoas da região de Kobani tenham fugido para a Turquia após o avanço do Estado Islâmico.

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

No RN, candidatos que espalharam 'santinhos' são atuados pelo MPF

O Ministério Público Federal do Rio Grande do Norte (MPF-RN) ajuizou uma representação eleitoral neste domingo (5) contra 34 candidatos pela prática conhecida como "voo da madrugada", que consiste no derramamento de "santinhos" durante a noite de sábado (4) e madrugada de véspera da eleição.
Segundo o MPF-RN, entre os candidatos representados estão Henrique Eduardo Alves (PMDB) e Robinson Faria (PSD), que disputam o cargo de governador do estado no segundo turno. Além deles, a senadora eleita Fátima Bezerra (PT) e a segunda colocada no pleito, Wilma de Faria (PSB) também são citadas.
De acordo com o MPF, a representação destaca que a prática aconteceu nas vias e logradouros públicos, principalmente nas proximidades dos locais de votação (seções eleitorais), "afetando não só a igualdade do pleito, como também a higiene e estética urbana".
Os procuradores que assinam a representação afirmam que a legislação é clara ao definir como crime a divulgação, no dia da eleição, de qualquer espécie de propaganda de partidos políticos ou de seus candidatos. “É de se reconhecer que a propaganda realizada no dias das eleições é extemporânea, levando, além da tipificação penal, à incidência de multa. Não se admite propaganda após as 22h do dia 4 de outubro.
Além disso, a atitude também pode ser caracterizada como “boca de urna”, uma vez que, embora não entregues nas mãos do eleitor, os “santinhos” foram esparramados para que deles fizessem uso no dia das eleições. “O interesse de agir persiste, uma vez que a lei deve ser cumprida e aplicada em relação aos infratores, independentemente de ter logrado vitória ou não na disputa eleitoral, sendo necessária a presente demanda para coibir a prática de sujar as vias públicas no dia das eleições e, ainda, a burla quanto à vedação de propaganda eleitoral no citado dia”, destaca a representação.
Caso condenados, os candidatos podem ter que pagar multa com entre R$ 5 mil e R$ 25 mil.

domingo, 5 de outubro de 2014

Dinheiro e santinhos são apreendidos em barco no Amazonas

Uma embarcação foi apreendida por volta das 8h deste domingo, nas margens do rio Purus, no município de Canutama (a 620 km de Manaus). Dentro do barco, equipes de fiscalização eleitoral apreenderam cerca de R$ 7 mil em espécie, milhares de santinhos de candidatos cujo nome não foi revelado e vários equipamentos de futebol.
De acordo com o juiz eleitoral da Comaraca de Canutanma, Luis Cláudio Chaves, a apreensão se deu após denúncia anônima ao Ministério Público Estadual (MPE) daquele município e o material provavelmente seria usado na boca de urna.
“O Ministério Público recebeu uma denúncia que foi constatada logo cedo durante a abordagem ao barco que chegava ao município. Provavelmente, seria usado na boca de urna. Estamos apurando ainda quais são os candidatos envolvidos e as pessoas responsáveis pelo dinheiro”, disse.
De acordo com o magistrado, cerca de cinco mil eleitores deverão participar do pleito neste domingo. Os responsáveis pela embarcação serão ouvidos na Delegacia Interativa  de Polícia (DIP) daquele município.
Prisões a apreensões no Estado
Desde a última quinta-feira, a Polícia Federal apreendeu cerca de R$ 250 mil e prendeu cinco pessoas que provavelmente usariam o dinheiro para a compra de votos. No último sábado, a Polícia Federal prendeu quatro pessoas por corrupção eleitoral quando utilizavam um carro oficial (órgão não revelado) para a distribuição de ranchos em bairros periféricos de Manaus. Já em Itacoatiara, a PF também prendeu duas pessoas, na manhã de hoje, envolvidas no transporte ilícito de eleitores.

sábado, 4 de outubro de 2014

Manifestantes rivais se enfrentam nos arredores de Hong Kong

 Mais de 1 mil manifestantes rivais, alguns usando capacetes, se enfrentaram em um distrito densamente povoado de Hong Kong neste sábado, reforçando preocupações de que o pior conflito na cidade-Estado controlada pela China nas últimas décadas possa aumentar.
Depois de uma noite de confrontos que resultou em 19 prisões, os defensores da cidade com governo pró-Pequim marcharam próximos a manifestantes pró-democracia em Mong Kok, um bairro operário perto do popular bairro comercial de Tsim Tsa Shui.
Muitos residentes de Hong Kong manifestaram raiva e frustração pela forma como a polícia lidou com os distúrbios, com algumas acusando as forças de segurança de cooperar com quadrilhas de criminosos, deixando de fazer prisões e ajudando alguns atacantes a sair do local rapidamente.
"Nós condenamos a violência usada contra civis Hong Kong ontem", disse o líder estudantil Joshua Wong.
"Acho irônico como as pessoas nos acusam de ser violento e radical e agora, depois de uma semana de protestos pacíficos, são elas que usam a violência -- o governo que permite a Tríade (organização criminosa) de cometer brutalidades contra manifestantes pacíficos."
Depois de uma semana de manifestações na maior parte pacíficas pedindo que Pequim conceda a Hong Kong o direito irrestrito de escolher seu próprio líder, o clima ficou tenso na sexta-feira à noite em uma área notória por ser a casa da Tríade.
Uma agitada multidão de cerca de 2 mil pessoas encheu as ruas estreitas de Mong Kok, uma das áreas mais densamente povoadas do mundo, na madrugada de sábado e a atmosfera mudou quando a tropa de choque da tentou mantê-la sob controle.
Entre os detidos pela polícia estavam oito supostos membros de gangues. Dezoito pessoas ficaram feridas, incluindo seis policiais, segundo a emissora local RTHK.
Ativistas estudantis, grupos de protesto e cidadãos comuns de Hong Kong se uniram para mostrar a Pequim um dos seus maiores desafios políticos, desde que esmagou violentamente os protestos pró-democracia na Praça Tiananmen em 1989.
Dezenas de milhares de manifestantes permaneceram sentados em toda Hong Kong na semana passada, exigindo que o líder pró-Pequim da cidade, Leung Chun-ying, renuncie e que a China reverta uma decisão tomada em agosto de escolher os candidatos para a eleição de 2017 para governar Hong Kong.
Depois que a polícia disparou gás lacrimogêneo contra os manifestantes em sua maioria estudantes na semana passada, as manifestações têm sido em grande parte pacífica.
Mas neste sábado, alguns manifestantes pró-democracia -- com guarda-chuvas na mão e usando capacetes de motociclistas, luvas e jaquetas de couro preto -- se preparavam para confrontos. Dezenas de sinais amarelos ao redor do local ocupado pelos manifestantes pró-democracia diziam: "A polícia e a gangue trabalhando juntos - uma violenta repressão alternativa."
O grupo pró-Pequim, Caring Hong Kong Power, que organizou o comício em Mong Kok na tarde de sábado, disse que apoiava o uso de armas pela polícia, se necessário, e também a mobilização do Exército Popular de Libertação (EPL).
O líder de Hong Kong, Leung, disse que o uso dos soldados EPL não seria necessário.
Um dos principais grupos de estudantes por trás do movimento de protesto "Occupy Central" disse que iria se retirar das negociações planejadas com o governo de Hong Kong, porque acreditava autoridades haviam conspirado nos ataques contra manifestantes em Mong Kok.
O secretário de Segurança Lai Tung-Kwok disse que as alegações de que a polícia estava cooperando com a Tríade eram falsas.
A gangue é conhecida por operar bares, discotecas e casas de massagem por toda Mong Kok, uma área de blocos de apartamentos arranha-céus ao longo do porto em um das principais áreas de protesto.
Algumas vezes na semana passada, a polícia saiu das ruas, dizendo que queria aliviar as tensões, embora a razão de sua aparente ausência nesta manhã de sábado não esteja clara.
A polícia defendeu sua atuação na área, dizendo que exerceu "dignidade e contenção e tentou o melhor para manter a situação sob controle".
Mas a Anistia Internacional divulgou comunicado criticando a polícia por "(falhar) em seu dever de proteger centenas de manifestantes pacíficos pró-democracia dos ataques de manifestantes rivais."
O clube dos correspondentes estrangeiros em Hong Kong, a associação de jornalistas de Hong Kong e a emissora local RTHK condenaram fortemente os ataques violentos contra membros da imprensa durante confrontos de rua ao longo das últimos 24 horas.
"Hong Kong está em uma turbulência que não é vista desde os confrontos de 1967. Sem um monitoramento eficaz dos meios de comunicação, as condições só vão se deteriorar ainda mais, fazendo com que qualquer discussão racional seja impossível", disse a associação em um comunicado.
Cerca de 1 mil manifestantes mantiveram o bloqueio fora dos edifícios administrativos no centro da cidade.
"SONHO"
O Diário do Povo do Partido Comunista, em um editorial de primeira página neste sábado, elogiou a polícia de Hong Kong por conter o protesto que ele classificou como ilegal, incluindo "empurrões" contra policiais com guarda-chuvas.
Os protestos nunca se alastrarão para o resto da China, acrescentou o jornal. "Para a minoria de pessoas que querem fomentar uma 'revolução colorida' no continente por meio de Hong Kong, este é apenas um sonho."
Enfrentando agitação separatista na longínqua e rica área de reservas no Tibete e Xinjiang, Pequim está agindo firmemente em Hong Kong, com medo de que os protestos pela democracia possam se espalhar para o continente, especialmente se forem bem sucedidos.
Manifestações em toda Hong Kong oscilaram muito desde domingo passado, quando a polícia usou spray de pimenta, gás lacrimogêneo e cassetetes para dispersar a pior manifestação em Hong Kong desde que a ex-colônia britânica foi devolvida à China em 1997.
Algumas vezes, dezenas de milhares de pessoas se reuniram para bloquear estradas e edifícios em áreas centrais do centro financeiro global, levando-as a uma paralisação virtual.
A China governa Hong Kong através de uma fórmula "um país, dois sistemas", apoiado pela Lei Básica, que concede a Hong Kong alguma autonomia e liberdades não obtidas no continente e que tem o sufrágio universal como um objetivo final.
Mas Pequim decretou em 31 de agosto que vetaria candidatos que quiserem concorrer ao cargo executivo na eleição em 2017, enfurecendo ativistas da democracia, que tomaram as ruas.

Mais de 24 mil urnas eletrônicas são distribuídas em São Paulo

O Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) começou a distribuir, na manhã de hoje (4), as 24.529 urnas eletrônicas que serão usadas pelos paulistanos para votar amanhã (5). As urnas deixam hoje os 58 cartórios eleitorais da capital paulista para serem distribuídas nos 1.984 locais de votação da cidade.
A distribuição começou pelos maiores locais de votação, como a Academia Paulista Anchieta (Uniban), que, com 21.545 eleitores, é a maior do estado. Também pela manhã, começaram a chegar as urnas ao Colégio Instituto Mackenzie, terceiro maior local de votação do estado, com 17.592 eleitores.
Por volta das 13h, o TRE-SP emite a zerésima, um comprovante de que não existe nenhum voto registrado na memória do computador de grande porte que receberá os resultados da votação de todo o estado.
Os eleitores podem votar amanhã apresentando um documento de identificação oficial com foto, como carteira de identidade, certificado de reservista, passaporte, carteira profissional ou de habilitação. O título de eleitor não é obrigatório.
Aqueles que estiverem fora do seu domicílio eleitoral, e fizeram o requerimento à Justiça Eleitoral, podem votar em trânsito, utilizando o documento oficial com foto. Em São Paulo, as seções de voto em trânsito foram montadas nas estações de metrô Sé e República, e no Colégio Santo Agostinho, próximo à estação de Vergueiro.
Cada local de votação em São Paulo terá ainda uma urna de justificativa de ausência na votação. Para preencher o Requerimento de Justificativa Eleitoral (RJE), o eleitor precisará apresentar o título.
Segundo o TRE-SP, a Polícia Militar vai ajudar a coibir a distribuição de santinhos na madrugada e no dia da eleição na capital.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

Com onda de assaltos, polícia do ES reforça segurança em ônibus

Uma onda de assaltos em ônibus levou a Polícia Militar do Espírito Santo a reforçar a segurança nas linhas de ônibus com mais ocorrências de violência, na região da Grande Vitória. A medida foi acordada em uma reunião, nesta quinta-feira (2), com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Segurança (SESP) e do Sindicato dos Trabalhadores em Transporte Rodoviário do Espírito Santo (Sindirodoviários). O combate aos crimes praticados no transporte coletivo de passageiros é um dos desafios da segurança pública, que terão de ser enfrentados pelo próximo governador do Espírito Santo.
Em uma conversa que durou por volta de 40 minutos, o sindicato apresentou uma lista com as linhas de ônibus que precisam de reforço na segurança. Os representantes dos rodoviários recordaram a série de roubos e agressões praticados nos ônibus, que levou a categoria a uma paralisação, na terça-feira (30). Para os rodoviários, a gota d'água foi o atentado contra um motorista do Sistema Transcol, baleado na cabeça, durante o assalto a um ônibus, na noite do último sábado (27), em Cariacica.
O presidente do Sindirodoviários, Carlos Roberto Lousada, disse que rodoviários e passageiros precisam que esse cenário se modifique o quanto antes. "Os casos de violência nos coletivos são constantes. Não só o trabalhador, mas a sociedade como um todo precisa de um pouco mais de segurança. Alguns motoristas foram agredidos e por isso fizemos uma paralisação".
No terminal Carapina, são comuns os relatos de assalto entre os passageiros. O passageiro Edimar Carvalho destacou ter sido vítima de uma ação criminosa, na semana passada. Há 20, Edimar trabalha em uma pesquisa que coleta dados do transporte de passageiros nos terminais rodoviários do estado e contou que presencia assaltos com frequência.
"Não tem nenhuma segurança. Eu já fui assaltado e perdi o meu celular, na última quinta-feira. Quase todos os dias vejo assalto dentro dos ônibus. Acontece mais nas linhas de bairro, como Planalto Serrano, Divinópolis, Jardim Bela Vista e Vila Nova de Colares, mas está generalizado", ressaltou Carvalho.
Na última quarta-feira, o secretário de Estado de Segurança, André Garcia, determinou a presença de dois policiais militares nas linhas que têm o maior número de ocorrências criminosas, nos horários mais críticos. Outra medida recém-anunciada foi a implantação de um botão do pânico, acessível a motoristas e cobradores para sinalizar situações de perigo.
O motorista Roberto da Costa, transporta os passageiros no trajeto entre os terminais Carapina e São Torquato. O rodoviário contou ter presenciado uma agressão contra um cobrador, porque havia pouco dinheiro no caixa. Roberto acrescemtou que não teria coragem de acionar o botão do pânico, porque acredita que estaria exposto a represálias por parte dos criminosos.
"Você aqui, todos os dias, se você apertou o botão do pânico e a viatura apareceu, quem é que eles os criminosos vão procurar depois? Eu não aperto, porque vou ter que trabalhar no outro dia e não acredito que os assaltantes vão ficar presos".
Durante a paralisação dos rodoviários, os terminais ficaram fechados e os pontos de ônibus lotados. Nenhum coletivo do Sistema Transcol e das empresas que fazem as linhas em Vitória e em Vila Velha circulou até o fim da paralisação, por volta das 16h de terça-feira. Após a reunião com a Secretaria de Segurança, o Sindirodoviários informou que não há previsão de novas paralisações.

quinta-feira, 2 de outubro de 2014

Prefeito de Niterói pede batalhão da PM exclusivo para município

O prefeito de Niterói, Rodrigo Neves, defendeu hoje (2) a existência de um batalhão de Polícia Militar (PM) exclusivo para seu município, localizado no Grande Rio. Hoje, o 12º Batalhão da PM (BPM) responde por Niterói e pela cidade vizinha de Maricá.
A proposta de Neves é que o 12º BPM passe a responder apenas por Niterói e Maricá ganhe um outro batalhão. “Assim será possível liberar o 12º Batalhão para atuar exclusivamente em Niterói. Maricá tem crescimento demográfico de 5% ao ano e crescem as perspectivas de desenvolvimento econômico nessa região. A criação de um batalhão no município é medida estratégica e indispensável”, disse o prefeito.
Niterói tem apresentado crescimento em vários crimes recentemente. Na comparação dos oito primeiros meses deste ano com o mesmo período de 2013, por exemplo, foram registradas altas de 50% nas tentativas de homicídio, de 10% nos roubos a estabelecimentos comerciais e de 22% nos roubos a transeuntes.
Na noite de ontem (1º), manifestação de moradores do Morro do Cavalão, em Niterói, contra a morte de dois jovens terminou com um ônibus incendiado. Cerca de 15 jovens pararam um ônibus, ordenaram que os passageiros descessem e atearam fogo ao veículo.
O secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, disse hoje que a ação de ontem no Morro do Cavalão foi orquestrada por um criminoso preso em Bangu 3, na zona oeste da cidade do Rio de Janeiro. “Vou sair daqui agora e pedir que seja enviado a um presídio federal”, disse Beltrame, depois de reunião com a cúpula das polícias Civil e Militar e com o governador Luiz Fernando Pezão na manhã de hoje.
A Polícia Militar não respondeu sobre a proposta da prefeitura de Niterói de que o 12º BPM fique responsável exclusivamente pelo município.

quarta-feira, 1 de outubro de 2014

Justiça decreta prisão preventiva de sequestrador que manteve refém no DF

O Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios decretou hoje a prisão preventiva de Jac Souza dos Santos que, na última segunda-feira (29), como hóspede em um hotel na área central de Brasília, manteve, por quase oito horas, um homem refém portando armamentos fictícios.
Ontem (30) Jac já havia informado que o artefato não era uma bomba, não tinha poder letal e foi fabricado durante meses. “O material não passa de um pouco de cimento, pó de serragem de madeira e cola. Os fios eram para lembrar um sistema explosivo”, disse.
Jac responde pelo crime de cárcere privado além de ter causado à vítima grande sofrimento psicológico. Se condenado pode cumprir pena que varia de dois a oito anos de reclusão.
A decisão, proferida ontem, é do juiz Arnaldo Corrêa Silva da sexta vara criminal de Brasília. De acordo com a Polícia Civil do Distrito Federal, Jac permanece preso no Departamento de Polícia Especializada e deve ser transferido ao complexo penitenciário da Papuda até sexta-feira.