quarta-feira, 18 de março de 2015

Com algoritmo, astrônomos amadores podem ajudar Nasa a caçar asteroides

Solução é resultado de concurso promovido pela agência. Software de uso livre aumentou em 15% a resposta positiva a novos asteroides
Asteroides têm o grande potencial de serem a conclusão de muitas profecias apocalípticas. Devido a sua natureza de iminente perigo é de interesse da NASA - e possivelmente o seu - mapear esses gigantes do espaço.
No ano passado, a agência lançou o “The asteroid data hunger challenge”, onde pediu para que pessoas desenvolvessem algoritmos que melhorassem a identificação de asteroides em imagens capturadas por telescópios. Como prêmio, ofereceu 55 mil dólares.
A forma para encontrar asteroides não mudou muito desde que Plutão foi descoberto em 1930. Para descobrir asteroides, astrônomos analisavam manualmente imagens do espaço, buscando por aquelas "estrelas" que se movimentassem.
Porém, com mais e mais telescópios escaneando o céu, o aumento de dados torna impossível a tarefa artesanal.
A solução que venceu o desafio, segundo a NASA, aumentou em 15% a identificação positiva de novos asteroides, inclusive aqueles que podem ameaçar a vida humana.
A ferramenta consiste em um software que analisa imagens do cinturão de asteroides do Sistema Solar, entre Marte e Júpiter, usando um determinado algoritmo.
E a ferramenta está aberta para quem quiser testá-la. O software para desktop é de uso livre e pode ser usado basicamente em qualquer computador ou laptop. A proposta é que astrônomos amadores possam tirar imagens de seus telescópios e analisá-las com a ferramenta.
A aplicação vai dizer ao usuário se há o registro do asteroide suspeito e oferecer uma forma de reportar novas descobertas ao Minor Planet Center, que por sua vez poderá confirmar e arquivar tais novos achados.

MTST amplia bloqueios em rodovias de SP e pressiona governo

De 21 bloqueios realizados hoje pelo MTST, nove foram apenas na região metropolitana de SP; rodovias Anhanguera e Anchieta seriam bloqueadas hoje no início da noite.

As rodovias Anhanguera, na altura do município de Sumaré (região metropolitana de Campinas), e Anchieta, nas proximidades de São Bernardo do Campo (Grande São Paulo), serão os dois novos alvos de bloqueios por parte do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) na tarde desta quarta-feira. A ação faz parte de uma série de outros 21 interdições realizados durante o dia em sete Estados brasileiros – nove desses pontos, apenas na região metropolitana de São Paulo.
Os dois novos atos foram anunciados por líderes do MTST hoje à tarde. Coordenadores do movimento aplicaram as razões dos bloqueios e afirmaram que amanhã outros três Estados serão atingidos.
Os coordenadores nacionais do MTST, Guilherme Boulos e Jussara Basso falaram hoje em SP sobre bloqueios que atingiram 21 Estados Foto: Janaina Garcia / Terra
Os coordenadores nacionais do MTST, Guilherme Boulos e Jussara Basso falaram hoje em SP sobre bloqueios que atingiram 21 Estados
Foto: Janaina Garcia / Terra
De acordo com Guilherme Boulos, um dos coordenadores nacionais do movimento, a ação de hoje teve basicamente três eixos: cobrar do governo federal não apenas a implementação da terceira fase do programa Minha Casa, Minha Vida, como a revisão de ações de ajuste fiscal que impactam em direitos dos trabalhadores, além de oferecer uma resposta às manifestações do último domingo – nas quais se misturaram bandeiras anticorrupção, pró-impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e, em menor número, pró-intervenção militar.
“A posição o movimento é clara contra o ajuste fiscal que tem sido feito e conduzido de forma antipopular; ajuste esse que ceifou verbas de programas de moradia”, disse Boulos. “Pedimos ainda uma reforma urbana – o movimento tem pedido e não é de hoje uma nova lei do inquilinato para enfrentar a especulação imobiliária e para lidar com os despejos forçados de quem não consegue pagar aluguel”, completou. “E depois das manifestações de domingo, essas mobilizações de hoje vieram marcar posição clara de enfrentamento: não vamos assistir calados ao aumento da intolerância e a defesa de intervenção militar e de golpismo no País. É uma resistência brava e decidida por parte dos movimentos populares”, concluiu.
Boulos enfatizou que o MTST não saiu nem sairá às ruas em defesa do governo Dilma contra os que pedem o impeachment, mas assinalou que o movimento apoia passeatas como a de sexta passada, convocada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT) e outras centrais sindicais, em defesa dos direitos dos trabalhadores e contra iniciativas consideradas “golpistas” e atentatórias à liberdade democrática.
“Nossa expectativa é que o governo federal acorde e tome medidas populares; não temos como defender um governo que toma medidas contra os trabalhadores. Queremos que ele realizem o programa que o elegeu”, defendeu o coordenador, que admite a possibilidade de novos bloqueios em rodovias e avenidas de grandes cidades.
Além de São Paulo, o ato de hoje foi realizado também nos Estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais, Ceará, Bahia, Paraíba e Paraná. Só na capital paulista e Grande São Paulo, os bloqueios – com queima de pneus e outras ações – aconteceram em vias como as Marginais Pinheiros e Tietê, além das avenidas Aricanduva, Radial Leste, Giovani Gronchi e Teotônio Vilela, além de trechos da Estrada de Itapecerica e das rodovias Raposo Tavares, Régis Bittencourt e Dutra.
Ministério não especifica data para nova fase de programa
Procurado, o Ministério das Cidades informou que a terceira fase do Minha Casa Minha Vida “terá uma nova modalidade chamada de Faixa 1 com FGTS, combinando os incentivos da Faixa 1 com os da Faixa 2”, com objetivo de “aumentar o acesso de beneficiários”. Por outro lado, a pasta não definiu data para implementação dessa nova fase – disse 
“Também está em estudo a possibilidade do beneficiário poder usar as cotas dos recursos do FGTS como parte do pagamento, nos casos de financiamento do imóvel. A meta é contratar mais 3 milhões de moradias até o fim de 2018, totalizando 6,75 milhões de unidades habitacionais nas três fases do programa, atendendo 25 milhões de pessoas”, diz o ministério, em nota. A terceira fase dependeria ainda do resultado das ações de um grupo de trabalho com representantes do ministério, do Ministério do Planejamento, da Caixa e de integrantes da construção civil “para avaliar as mudanças e a transição da fase 2 para a fase 3 do programa”.

Presidente da Tunísia diz que vai fazer tudo para evitar novos ataques

O presidente da Tunísia, Beji Caid Essebsi, disse hoje (18) que o país vai fazer tudo para evitar novos ataques, após o atentado que deixou 19 mortos, incluindo 17 turistas nesta quarta-feira.
“As autoridades tomaram todas as medidas para garantir que estas coisas não voltem a acontecer”, afirmou o chefe de Estado, depois de visitar os feridos do ataque no hospital Charles-Nicolle, em Túnis.
Dois homens com armas automáticas mataram hoje 19 pessoas, 17 delas turistas estrangeiros, no Museu Nacional do Bardo, na capital da Tunísia. Em seguida, os atiradores foram mortos pela polícia. Entre os turistas estrangeiros mortos havia espanhóis, italianos, alemães e poloneses.
“Espero que os meios de que dispomos se tornem mais eficazes”, disse Essebsi. “Todas as autoridades foram informadas e espero que um desastre como este não volte a acontecer”, reforçou.
O ministro da Saúde tunisiano, Said Aidi, disse à imprensa que 38 pessoas ficaram feridas no ataque, entre as quais turistas da França, da Itália, da Polônia, do Japão e da África do Sul.
O chefe de Estado ressaltou que a Tunísia e toda aquela região enfrentam o mesmo desafio, evocando a situação cada vez mais caótica que se vive na vizinha Líbia, onde o grupo extremista Estado Islâmico (EI) está ativo.
“Esperávamos que existisse uma ação deste nível” também na Tunísia, disse Beji Caid Essebsi. O presidente qualificou o ataque de hoje como um “crime horrível”, acrescentando que transmitiu aos feridos “o apoio, a compaixão e o pesar [do Estado]”.
O primeiro-ministro da Tunísia, Habib Essid, informou que a polícia está à procura de dois ou três supostos cúmplices dos dois homens que executaram o ataque contra o Museu Nacional do Bardo.
“Existe uma possibilidade, mas ainda sem certeza, [de que os dois atacantes mortos] possam ter sido apoiados por dois ou três elementos e estamos neste momento realizando intensas operações para identificar estes dois ou três terroristas que podem ter participado” no ataque, disse o primeiro-ministro tunisiano, num discurso transmitido pela televisão estatal.

PPS entra com novo pedido para investigar Dilma no STF

O presidente nacional do partido, Roberto Freire, afirmou que em julgamentos anteriores o Supremo entendeu que chefe do Executivo pode ser investigado durante o mandato.A direção nacional do PPS protocolou na tarde desta quarta-feira um novo recurso no Supremo Tribunal Federal (STF) para que a presidente Dilma Rousseff (PT) seja investigada na Operação Lava-Jato. Desta vez, querem que a questão seja analisada pelo plenário do órgão. O partido havia entrado com recurso semelhante na semana passada, mas por falta da assinatura de um advogado, o ministro Teori Zavascki negou ontem o pedido. O presidente do PPS, Roberto Freire, que é advogado, assinou o novo documento.

A sigla questiona ato da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não pediu a investigação da presidente, embora tenha sido citada pelos delatores da Lava-Jato. O argumento do procurador-geral, Rodrigo Janot, é que a Constituição Federal proíbe a abertura de processo contra presidente da República por fato anterior ao exercício do mandato.
No recurso, o PPS alega ainda que há duas decisões anteriores de ministros do STF com o entendimento que a chefe do Poder Executivo não pode ser processada, mas está sujeita a investigação durante o mandato. “Não tem sentido você excluir a presidente da República quando você tem um fato que foi noticiado como uma prática criminosa. Por que investigar um dos autores e não investigar o outro?”, diz Roberto Freire.

Kate Middleton revela que filho nascerá em abril

Duquesa quebrou tradição real de manter segredo.

A duquesa de Cambridge, Kate Middleton, revelou nesta quarta-feira (18) que seu segundo filho nascerá "entre o meio e o final de abril". Porém, o sexo do bebê ainda é mantido em segredo. A notícia foi dada durante uma visita ao Brookhill Children's Center, em Woolwich.   
De acordo com o "Times", ela quebrou uma tradição da família real ao contar quando o herdeiro nascerá. A publicação ainda especula que o segundo filho de Kate e William deve nascer próximo ao dia 24 de abril.   
Com isso, o novo "bebê real" nascerá poucos dias antes das eleições britânicas - programadas para o dia 7 de maio. A mídia inglesa já está especulando se o nascimento de mais um herdeiro ao trono poderá influenciar os votos dos britânicos durante o pleito.   
William e Kate têm como primogênito o pequeno George, que fará dois anos no dia 21 de julho.

Atiradores entram em museu na Tunísia e matam 19

Dois atiradores entraram em um museu na capital da Tunísia e mataram pelo menos dezenove pessoas, segundo o primeiro-ministro do país, Habib Essid. Dezessete delas eram turistas estrangeiros. Segundo um porta-voz do governo, outras cinco pessoas estariam feridas - entre eles estariam poloneses e italianos.
Os atiradores ainda estariam mantendo vários turistas europeus como reféns no local.
O ataque ocorreu no Museu Bardo, que fica no prédio do Parlamento no centro de Túnis. Ainda de acordo com o porta-voz, a maioria dos turistas já foi evacuada do local.
Segundo a TV estatal da Tunísia, dois homens armados entraram de carro no prédio do Parlamento e abriram fogo contra as pessoas. Um deles estaria no telhado do edifício. Forças de segurança cercam o local.
No momento do ataque, os parlamentares estavam discutindo um novo pacote de leis antiterrorismo. Depois do incidente, o Parlamento foi evacuado.
Leia mais: Experiência e apoio de nacionalistas viram jogo para Netanyahu em Israel
O museu abriga uma famosa coleções de antiguidades e é considerado uma das maiores atrações turística do país norte-africano.
As preocupações com segurança na Tunísia aumentaram recentemente, principalmente por causa da instabilidade no país vizinho Líbia.
Muitos tunisianos também deixaram o país para lutar na Síria e no Iraque, provocando temores de que eles poderia voltar e se envolver em ataques extremistas no país.

Ecorodovias vence leilão da ponte Rio-Niterói e supera CCR


A Ecorodovias venceu o leilão da ponte Rio-Niterói, atualmente sob concessão da CCR, oferecendo um deságio de 36,67 sobre o valor máximo de tarifa de pedágio previsto em edital, no primeiro grande teste de 2015 do apetite dos investidores por projetos de longo prazo no Brasil.
As ações da Ecorodovias reagiram negativamente à vitória, recuando mais de 5 por cento e liderando as baixas do Ibovespa no início dos negócios desta quarta-feira. Já os papéis da CCR, considerada a favorita na disputa pelo mercado, subiam 0,7 por cento.
A Ecorodovias ofereceu uma tarifa de 3,2844 reais enquanto o consórcio da CCR fez proposta 4,24230 reais, um deságio de 18,20 por cento sobre o preço máximo do edital que foi o segundo mais baixo entre os entregues pelos grupos interessados na ponte.
O leilão contou com participação de outros quatro grupos, incluindo Triunfo e JSL.
Representantes da CCR evitaram fazer comentários à imprensa após o leilão. A companhia tem entre os acionistas os grupos Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa, empresas envolvidas no escândalo de corrupção na Petrobras.
A concessão por 30 anos da ponte vai exigir investimentos de 1,3 bilhão de reais, com a maior parte nos cinco primeiros anos. O leilão foi o primeiro grande certame depois que a Lava Jato apertou o cerco nas investigações de corrupção.
O leilão também foi promovido pouco tempo após a sanção sem vetos da Lei dos Caminhoneiros, que, na avaliação das concessionárias de rodovias, aumentou o risco regulatório do setor, por ferir contratos atualmente em vigor.
O ministro dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues, afirmou a jornalistas que apesar do lance vencedor ser de cerca de 3,2844 reais, o valor é refenciado em janeiro de 2014 e por isso o pedágio da ponte será reajustado para 3,70 reais a partir do início de junho. Atualmente o valor da tarifa é de 5,20 reais para veículos de passeio.
Já o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, afirmou após o leilão que o governo federal analisa novas concessões de infraestrutura este ano, incluindo rodovias que não foram licitadas em 2014, além de ferrovias.
Segundo Barbosa, o governo vai adaptar condições de financiamento das próximas concessões "à nova realidade do país", mas vai continuar havendo taxas de juros favorecidas do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Brasil procura empresas a fim de garantir bens básicos à Venezuela


A pedido da Venezuela, o governo brasileiro tem procurado empresas brasileiras para ajudar a garantir fornecimento de produtos básicos contra a grave crise econômica no país vizinho.
A solicitação foi reforçada pelo presidente Nicolás Maduro em pelo menos dois encontros com Dilma Rousseff, em dezembro de 2014 e um dia após a posse da brasileira, em 2 de janeiro.
O esforço brasileiro antecipa o que a Unasul (União de Nações Sul-Americanas) pretende fazer nos próximos meses.
No início de março, o bloco anunciou a criação de "redes regionais de apoio" para a distribuição de produtos básicos para a Venezuela.
Um dos planos é justamente aumentar exportações para o país, que sofre uma crise de desabastecimento e com a desvalorização do petróleo, sua principal fonte de renda.
O Ministério da Saúde confirmou à Folha que, após o pedido do governo venezuelano, "proporcionou um encontro" de uma equipe técnica do país com produtores nacionais da indústria farmacêutica.
O grupo Eurofarma, que confirma o ingresso no país como parte de sua expansão na América Latina, teve um encontro em dezembro com a então ministra da Saúde venezuelana, Nancy Sierra.
"A Venezuela responde por 12% do varejo farmacêutico na região", afirma a Eurofarma, em nota, acrescentando que ainda estuda a melhor forma de entrar no país, seja, por exemplo, com parcerias com empresas locais ou aquisição de empresas ou linhas de produtos. "A avaliação inclui análises socioeconômicas, de práticas comerciais e ambiente político e regulatório."
A Eurofarma é um exemplo do único grupo de empresas brasileiras que ainda veem oportunidades na Venezuela por conta do desabastecimento no país vizinho: os exportadores de produtos básicos.
Nos dois primeiros meses deste ano, as exportações brasileiras registraram seu pior resultado desde 2005 -o que levou, em fevereiro, o superavit com a Venezuela ao pior índice em 11 anos.
Mesmo diante desse cenário, o presidente da Abiec (Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne), Antônio Jorge Camardelli, destaca a demanda por alimentos na Venezuela.
"A despeito de qualquer tipo de crise, o alimento é certamente o carro-chefe da política de governo, e a carne bovina inevitavelmente está nessa linha, pela dificuldade de produção", diz.
Apesar de afirmar não ter sido procurado pelo governo brasileiro sobre exportações para a Venezuela, o frigorífico JBS reconhece a oportunidade de negócios no país mesmo em meio à crise. Segundo sua assessoria, até os atrasos "que eram comuns já quase não existem".
MERCADO AGONIZANTE
O mesmo otimismo contido não se vê entre empresas que trabalham com produtos não considerados de primeira necessidade. A Steck, que exporta equipamento elétrico de proteção, por exemplo, se diz em "stand by" diante de um "mercado agonizante". A empresa suspendeu as exportações e tenta até hoje reaver 40% do valor que deveria ter recebido dos importadores desde 2011.
"O governo faz um filtro. Para comida e remédio, o empresário [venezuelano] vai ter acesso a dólares para seguir importando. O que sai desse escopo se torna supérfluo", diz o gerente de exportação da Steck, Vinícius Gibrail.
O Itamaraty vem advertindo empresas brasileiras sobre a escassez dos dólares no país e recomendando que recorram a mecanismos alternativos, como pagamentos em moeda local ou transações dentro da mesma empresa.

José Dirceu faturou 29,2 milhões do Petrolão, revela Operação Lava Jato

A empresa do ex-ministro José Dirceu faturou 29,2 milhões de reais com a prestação de serviços de consultoria, de 2006, depois de deixar o governo Lula, a 2013, quando começou a cumprir pena pela condenação no julgamento do mensalão. Documento da Receita Federal que analisa a movimentação financeira da empresa de Dirceu, a JD Assessoria dá todos os detalhes. A quebra de sigilo foi determinada pela Justiça em janeiro, após indicativos de que empreiteiras citadas na Operação Lava Jato e que participaram do mega esquema de fraudes em contratos com a Petrobras repassaram dinheiro para o ex-ministro.
Só em 2013, ano em que começou a cumprir pena de prisão em regime semiaberto no Complexo Penitenciário da Papuda, a empresa de Dirceu faturou 4,159 milhões de reais. Ele foi para a cadeia em novembro daquele ano e ganhou o direito de progredir para o regime aberto cerca de um ano depois, em novembro de 2014.
De acordo com os dados apresentados pela Receita Federal e anexados ao processo que investiga o escândalo do petrolão, nenhum ano foi tão lucrativo para Dirceu quanto 2012: amealhou 7 milhões de reais. Foi neste ano que o ex-chefe da Casa Civil e homem-forte do governo Lula recebeu pena de dez anos e dez meses de prisão, depois revertida para sete anos e onze meses no mensalão. Em 2013, nova enxurrada de dinheiro para a JD Consultoria: foram 4,159 milhões de reais.
A movimentação financeira do ex-homem forte do governo Lula consta de dados requeridos pelos investigadores da Operação Lava Jato da Polícia Federal. Agora, o juiz federal Sérgio Moro retirou o sigilo dos autos em que houve a quebra do sigilo fiscal e bancário de Dirceu. A decisão ocorreu depois que o empresário Gerson Almada, sócio da Engevix, prestou depoimento sobre Dirceu. Após revelar novos detalhes sobre o escândalo do petrolão, Almada pediu que Moro revogasse sua prisão.
Clientes – No rol de clientes de Dirceu há diversas empresas envolvidas no esquema de corrupção da Petrobras, como as empreiteiras OAS, UTC, Engevix, Galvão Engenharia, Camargo Corrêa, além da Egesa e de um braço da construtora Delta, banida da administração pública após a revelação de suas atividades em parceria com o bicheiro Carlinhos Cachoeira. Mas também há gigantes de outros setores, como a Ambev.
Ao analisar a movimentação financeira de José Dirceu e de sua consultoria, a Receita Federal também detectou o que classificou como “possível movimentação financeira incompatível”. É o caso, por exemplo, da compra de um imóvel, em 2012, no valor de 1,6 milhão de reais em São Paulo. Dirceu informou ao Fisco ter pago 400.000 reais com recursos próprios, mas esse mesmo valor não circulou pela sua conta-corrente.
A quebra dos sigilos fiscal e bancário do ex-ministro foi autorizada pela Justiça Federal após o Ministério Público, em parceria com a Receita Federal, ter feito uma varredura nas empreiteiras investigadas na Operação Lava Jato em busca de possíveis crimes tributários praticados pelos administradores da OAS, Camargo Correa, UTC/Constran, Galvão Engenharia, Mendes Junior, Engevix e Odebrecht. Os investigadores já haviam concluído que as empreiteiras, que unidas em um cartel fraudaram contratos para a obtenção de obras da Petrobras, utilizavam empresas de fachada para dar ares de veracidade à movimentação milionária de recursos ilegais. Mas foi ao se debruçar sobre os lançamentos contábeis das empreiteiras, entre 2009 e 2013, que o Fisco encontrou o nome da consultoria de José Dirceu como destinatária de “expressivos valores” das empreiteiras Galvão Engenharia, OAS e UTC.
Defesa – Em resposta à justiça o advogado Juarez Cirino dos Santos, que defende José Dirceu, apresentou notas fiscais para tentar comprovar que os serviços de consultoria foram prestados. Ele informa, por exemplo, que ao contrário do que diz a Receita, não houve contratos com a Delta Engenharia e Montagem Industrial Ltda., e sim com a empresa Sigma Engenharia S/S Ltda., que teria comprado a companhia na época.​
Os clientes de José Dirceu
Empresa Valor
EMS S/A R$ 7.800.000,00
CONSTRUTORA OAS LTDA R$ 2.991.150,00
UTC ENGENHARIA SA R$ 2.316.000,00
MONTE CRISTALINA LTDA R$ 1.590.000,00
COMPANHIA DE BEBIDAS DAS AMERICAS – AMBEV R$ 1.500.000,00
JAMP ENGENHEIROS ASSOCIADOS LTDA. R$ 1.457.954,70
CONSILUX CONSULTOR CONSTR ELETRICAS LTDA R$ 1.225.600,00
ENGEVIX ENGENHARIA S/A R$ 1.110.000,00
CONSTRUCOES E COMERCIO CAMARGO CORREA SA R$ 900.000,00
247 INTELIGENCIA DIGITAL LTDA R$ 860.000,00
SPA ENGENHARIA IND E COM LTDA R$ 780.000,00
GALVAO ENGENHARIA S.A. R$ 750.000,00
ADNE CONSULTING GROUP LTDA. R$ 600.000,00
ARBI RIO INCORPORACOES IMOBILIARIAS LTDA R$ 480.000,00
EGESA ENGENHARIA S/A R$ 480.000,00
LACERDA E FRANZE ADVOGADOS E ASSOCIADOS R$ 460.000,00
SOLVI PARTICIPACOES S A R$ 448.000,00
SERVENG CIVILSAN SA EMP. ASSOCIADAS DE ENGENHARIA R$ 432.000,00
COMAPI AGROPECUARIA S.A. R$ 380.000,00
CARMO CONSULTORIA LTDA R$ 320.000,00
VOX ENGENHARIA DE INST. ELETRICAS E HIDRAULICAS R$ 230.000,00
CREDENCIAL-COM.EQUIP.ELETRO-ELETR.LTDA-E R$ 200.000,00
TESSELE & MADALENA, ADVOGADOS ASSOC. R$ 179.400,00
BRASIL VIDRO PLANO INDUSTRIA E COMERCIO LTDA R$ 160.000,00
PARMALAT BRASIL S/A IND. DE ALIMENTOS R$ 150.000,00
YPY PARTICIPACOES S.A R$ 140.000,00
CASA BRASIL EMPREENDIMENTOS CULTURAIS LTDA R$ 130.000,00
COMPANHIA ADMINISTRADORA DE EMPREENDIMENTOS E SERVICOS R$ 120.000,00
SNS AUTOMOVEIS LTDA R$ 110.000,00
ABCDEFGH PARTICIPACOES S.A R$ 100.000,00
FORUM DAS AMERICAS R$ 100.000,00
ROCHA, MAIA & AYRES DA MOTTA ADVOGADOS R$ 100.000,00
SMK SERVICOS DE MARKETING LTDA R$ 100.000,00
TMKT SERVICOS DE MARKETING LTDA R$ 100.000,00
DELTA ENGENHARIA E MONTAGEM INDUSTRIAL LTDA R$ 80.000,00
EOLICA FAZENDA NOVA GERACAO E COM. DE ENERGIA LTDA R$ 70.000,00
KMG EQUIPAMENTOS ELETRICOS LTDA R$ 60.000,00
MIL MIX IND E COM DE PROD ALIMENT LTDA R$ 60.000,00
EDITORA JB S/A R$ 52.000,00
TELEMIDIA TECHNOLOGY I C SERV TECN LTDA R$ 50.000,00
JD ASSESSORIA E CONSULTORIA LTDA R$ 25.000,00
BRASILINVEST EMPREENDIMENTOS E PARTICIPACOES SA R$ 20.000,00
HYPERMARCAS S/A R$ 20.000,00
SERPAL ENGENHARIA E CONSTRUTORA LTDA R$ 20.000,00

Manifestantes protestam contra nova sede do Banco Central Europeu na Alemanha

Foram registradas depredações e barricadas em chamas. O Banco Central Europeu inaugura a nova sede em Frankfurt nesta quarta-feira (18). Não há informações sobre feridos

Protesto contra nova sede do BCE provoca confrontos na Alemanha
Agência AP
Protesto contra nova sede do BCE provoca confrontos na Alemanha
A inauguração da nova sede do Banco Central Europeu (BCE) provocou protestos e confrontos entre manifestantes e policiais em Frankfurt, na Alemanha, nesta quarta-feira (18).
Milhares de manifestantes estão nas ruas desde o início da madrugada. De acordo com ativistas, aos menos 10 mil pessoas aderiram ao protesto.
Há registros de depredações, de detenções e de barricadas incendiadas. A polícia usa jatos de água para tentar conter a fúria dos manifestantes. Não há informações sobre feridos.

Manifestantes do MTST fazem protestos pelo Brasil

Manifestação marcada para esta quarta-feira (18) pede o início da terceira fase do Minha Casa Minha Vida e tenta enfraquecer pauta direitista incorporada após êxito de atos do dia 15

Na manhã desta quarta-feira (18), manifestações marcadas pelo Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto bloqueiam avenidas em São Paulo, Minas Gerais e no Rio de Janeiro. Os protestos pedem o início da terceira fase do Minha Casa Minha Vida e tenta enfraquecer pautas da direita incorporadas após manifestações do domingo (15).
Em São Paulo, manifestantes  bloqueiam a pista local da marginal Tietê foi bloqueada totalmente no sentido rodovia Ayrton Senna próximo à ponte Orestes Quércia. O protesto começou por volta das 9h30.
Na Radial Leste, manifestantes ocupam a pista no sentido centro em frente à estação de metrô Itaquera, segundo a CET.
No início da manhã, apoiadores do MTST bloquearam a rodovia Raposo Tavares nos dois sentidos na altura do km 21. Pneus queimados impediam a passagem dos veículos. Segundo a Polícia Militar, cerca de 300 pessoas participaram do protesto, que começou por volta das 8h. De acordo com a DER-SP, às 10h50 o trecho foi liberado.
Na zona sul de São Paulo, cerca de 1.500 pessoas marcharam da avenida Guarapiranga até a ponte João Dias. O protesto interditou a marginal Pinheiros.
Outro protesto partiu do terminal João Dias e chegou a bloquear os dois sentidos da estrada de Itapecerica. De acordo com a PM, cerca de 400 pessoas participaram da passeata. Entre os manifestantes, havia ex-moradores das ocupações Chico Mendes 2, no Morumbi, Faixa de Gaza, em Paraísopolis, e Portal do Morumbi, todos já reintegrados e aguardando obras.
Em coro, as pessoas cantaram músicas pelo direito à moradia, como "1, 2, 3, 4, 5, mil. Ou dá a nossa casa ou paramos o Brasil".
Por volta das 9h40, cerca de 200 pessoas faziam uma barreira humana nos dois sentidos da Régis Bittencourt, que liga São paulo ao Sul do país. Segundo a concessionária que administra a rodovia, a Autopista, a interdição com barreira humana ocorre no quilômetro (km) 269, altura do município de Taboão da Serra.
Estão previstos ao longo do dia a obstrução de dez vias de grande circulação de veículos na capital paulista e em outras cidades da Grande São Paulo.
A coordenadora estadual do MTST Simone de Sousa disse que a manifestação simultânea em varios pontos de sao paulo nesta quarta-feira serve para chamar atenção do governo para a liberação das verbas da terceira fase do programa Minha Casa Minha Vida, prometida para novembro do ano passado.
"Tentamos vários tipos de negociação com o governo federal. Enquanto não tiver a liberação das verbas do programa, as obras ficam paradas. Se pelo diálogo não estamos sendo atendidos, a gente faz o governo ver que as famílias precisam de moradia".
Rio e Minas
No Rio de Janeiro, os manifestantes atearam fogo em uma barricada de pneus e fecharam a pista no sentido Ponte Rio-Niterói. Segundo a concessionária Autopista Fluminense, que administra a via, o protesto começou por volta das 7h na altura do km 321, a pouco mais de um quilômetro da ponte. O engarrafamento, de acordo com a concessionária, chega a cinco quilômetros de extensão.
Em Minas Gerais, o protesto fecha a BR-040 em Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte, nesta quarta-feira (18). Em outro ponto, um protesto na MG-010 interdita o caminho para o aeroporto de Confins. 
Resposta ao dia 15
Protagonista dos maiores protestos de rua do Estado de São Paulo em 2014, o grupo pretende atrair entre 15 mil e 20 mil militantes, espalhados por diversos pontos da capital paulista, para discursar contra a direita, além de exigir atenção do governo em relação às pautas que abraça desde sempre – de direitos sociais aos trabalhadores, como habitação, saúde e educação.
Leia mais:
Protesto anti-Dilma leva centenas de milhares à Avenida PaulistaMovimento pelo impeachment convoca novo ato para o dia 12 de abril
"De algum modo, o ato desta quarta-feira se tornou uma resposta aos protestos de domingo porque, embora existam vários motivos para a população estar indignada com o governo, nenhuma reivindicação social de fato foi feita naquele dia", diz ao iG Guilherme Boulos, um dos coordenadores nacionais do movimento. "O que vimos na Avenida Paulista no fim de semana foi um espetáculo de preconceito, fascismo, de discursos de ódio. Então precisamos dar uma resposta para frear o avanço da direita em todo o País."
O protesto desta quarta-feira é o terceiro grande ato do MTST em 2015. O grupo promete intensificar os protestos de rua em 2015, a exemplo do que já foi feito no ano passado, enquanto suas reivindicações não forem atendidas.

Que medidas precisam ser tomadas para impedir a corrupção?

É esperado para esta quarta-feira o pacote de medidas anticorrupção que o governo da presidente Dilma Rousseff deve apresentar ao Congresso em resposta às recentes manifestações populares.
O pacote deve reunir projetos já em tramitação. Além disso, nos últimos dias, ministros de governo indicaram que ele incluirá algumas promessas de campanha de Dilma.
Durante a campanha, ela prometeu tornar crime o caixa-dois (atualmente apenas um "ilícito eleitoral"), permitir que bens adquiridos sem a comprovação de procedência lícita sejam confiscados, tornar crime o enriquecimento sem justificativa de agentes públicos e ser mais eficaz e ágil nas investigações de desvio de recursos e de agentes que tenham foro privilegiado.
Mas medidas como essas terão eficiência no combate à corrupção?
A BBC Brasil fez essa pergunta a especialistas no assunto, e a resposta deles é que, apesar de as promessas feitas darem passos importantes contra desvios de dinheiro público e recebimento de propina na esfera pública, elas devem ser complementadas por medidas que englobem o controle de gastos de campanha, prevenção da corrupção, fiscalização e ações constantes de controle, que independam da pressão das ruas.
"São todas medidas positivas, porque as leis atuais não criminalizam o caixa-dois (arrecadação não declarada de dinheiro em campanhas) ou o enriquecimento não justificado", diz o juiz Márlon Reis, um dos idealizadores da lei da Ficha Limpa.
"Mas para combater frontalmente a corrupção é preciso uma reforma do modelo de financiamento de campanha, que atualmente privilegia as grandes empresas contribuintes, que elegem bancadas inteiras e decidem questões orçamentárias. O que vemos (nos desvios apurados pela operação) Lava Jato é padrão de comportamento, e não exceção."

Gastos eleitorais

Polêmico, o tema de financiamento divide congressistas e é um dos entraves a uma reforma política no país. Reis é defensor de um projeto de lei em tramitação que prevê financiamento misto público-privado, vetando contribuições empresariais mas que estimule contribuições individuais de até R$ 700 a campanhas.
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Além disso, o juiz argumenta que o excessivo número de candidatos às cadeiras no Congresso facilita o descontrole de gastos em campanhas e eventuais desvios.
Nesta terça-feira, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) também apresentou a Dilma propostas de combate à corrupção, algumas semelhantes às prometidas pela presidente. Outras propostas da entidade incluem o fim do financiamento empresarial a candidatos e partidos, limites para gastos eleitorais, redução "drástica" dos cargos nomeados no serviço público e leis que profissionalizem a administração pública.
O presidente da OAB, Marcus Vinícius Furtado Coêlho, disse que Dilma foi receptiva às propostas e se comprometeu a incluir algumas (não especificadas) no pacote governamental, segundo a Agência Brasil.

Além das leis

Mas, para o promotor de Justiça Roberto Livianu, não basta acrescentar novas leis ao Código Penal para aprimorar a punição de corruptos.
"Dificilmente a Justiça mantém alguém preso (por crimes relacionados à corrupção)", argumenta o promotor, autor de Corrupção e Direito Penal – Um Diagnóstico da Corrupção no Brasil.
"O que vemos em Curitiba (onde são realizadas as investigações da operação Lava Jato e onde estão detidos os suspeitos de envolvimento com o esquema) é fruto de um trabalho bem-feito e de um juiz corajoso. Não podemos dizer que essas punições ocorram no Brasil de modo geral."
Livianu opina que são necessárias "políticas permanentes" de controle e governança, que envolvam fortalecimento de órgãos de controle e integração do trabalho de governo, Receita Federal e Ministério Público, por exemplo.
Natalia Paiva, diretora da organização Transparência Brasil, tem raciocínio semelhante.
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"Medidas punitivas não faltam, o que falta é visão estratégica e prevenção da corrupção - por exemplo, limitando a nomeação de cargos", diz. "Com essa prerrogativa, o Executivo coopta (congressistas) da base aliada, e o Legislativo deixa de fiscalizá-lo."
O mesmo raciocínio, diz ela, se aplica a autarquias e empresas estatais, muitas vezes comandadas por "pessoas cujos principais interesses são partidários".
Os especialistas consultados pela BBC Brasil também defendem que o governo regulamente a chamada Lei Anticorrupção - promovida pelo governo no calor dos protestos de 2013 para responsabilizar empresas pela prática de atos contra a administração pública. A medida foi aprovada, mas há um ano e meio aguarda a regulamentação, para definir como a lei será aplicada.
"O governo não pode agir em espasmos, apenas quando o povo vai às ruas", critica Livianu.
Em sua posse, em janeiro, o ministro da Controladoria-Geral da União, Valdir Moysés Simão, disse que faltavam os "últimos detalhes" de uma regulamentação que é "complexa", mas "prioritária".

Momento oportuno

De volta ao pacote anticorrupção do governo, os ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e Relações Institucionais, Pepe Vargas, se reuniram na terça-feira com líderes da base aliada no Congresso em busca de apoio ao projeto.
Para o cientista político Fernando Abrucio, professor da FGV, o momento político é oportuno para que medidas do tipo sejam aprovadas pelo Legislativo.
"Todo o sistema político está em situação complicada (perante o público), e uma não aprovação complicaria ainda mais, já que uma das principais reivindicações dos protestos é o combate à corrupção", argumenta.
Ele cita como exemplo o escândalo dos Anões do Orçamento, em 1993, quando uma CPI investigou dezenas de parlamentares em um esquema de fraudes e propinas na Comissão de Orçamento do Congresso Nacional. O momento era de grande indignação pública.
"Na mesma época, foi aprovada a nova lei de licitações, que foi importante para o setor público. Agora também temos um Congresso acuado (perante as investigações de diversos parlamentares pela Operação Lava Jato), o que favorece esse tipo de lei."

Partido de Netanyahu vence eleições em Israel

Likud conquistou 29 cadeiras no Parlamento israelense.

O partido direitista Likud, do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, venceu as eleições parlamentares de Israel realizadas ontem (17). A legenda conquistou 29 cadeiras no Knesset (Parlamento), contra as 24 obtidas pelo partido adversário União Sionista, de centro-esquerda. A Lista Árabe surpreendeu e elegeu 14 deputados. Derrotado, o concorrente Isaac Herzog parabenizou Netanyahu pela "clara vitória" e prometeu continuar lutando pelo país. "Da nossa parte, continuaremos batalhando por uma sociedade melhor", disse o opositor.
    Por sua vez, o premier anunciou, em um comunicado, que tentará formar um novo governo entre duas ou três semanas. "Netanyahu conversará imediatamente com os outros líderes políticos para formar uma coalizão", destacou a nota. O resultado das eleições não confirma oficialmente a reeleição de Netanyahu para seu quarto mandato como chefe de Governo, já que nenhum partido alcançou a maioria de 61 cadeiras, das 120 do Parlamento. Porém, caberá ao presidente Reuven Rivlin escolher o candidato com maiores chances de formar uma coalizão. Ao que tudo indica, deverá ser Netanyahu. Os jornais israelenses informaram que o Likud venceu nas comunidades judaicas na Cisjordânia, enquanto a União Sionista triunfou nas comunidades próximas à Faixa de Gaza. Em Tel Aviv, a vitória ficou com Herzog, enquanto Netanyahu venceu em Jerusalém.
    A vitória de Netanyahu, no entanto, foi recebida com críticas por partidos palestinos, principalmente a Organização para a Libertação da Palestina (OLP), que prometeu intensificar as denúncias de violações contra o governo israelense diante da Corte Penal Internacional de Haia. "Todos nós ouvimos as declarações de Netanyahu de que não consentirá com a criação de um Estado palestino independente e a promessa para continuar os assentamentos", disse à imprensa o negociador Saed Erekat, da OLP.
    Antes das eleições, Netanyahu afirmou que jamais aceitaria a criação de um Estado palestino. A OLP apresentará formalmente um processo à Corte de Haia em 1 de abril. A organização pede que seja examinada a política de colonização israelense e que se discuta a possibilidade de Israel ter cometido crimes de guerra na Faixa de Gaza. (ANSA)

Datafolha: governo Dilma tem 62% de reprovação

Pesquisa Datafolha divulgada nesta quarta-feira (18) aponta que o governo da presidente Dilma Rousseff é avaliado como ruim ou péssimo por 62% dos entrevistados. De acordo com o levantamento, 13% afirmam que o governo é ótimo ou bom, e para 24%, é regular.
Na última pesquisa divulgada pelo instituto, em 7 de fevereiro de 2015, Dilma tinha 23% de avaliação positiva, e 44% de negativa.
De acordo com a pesquisa, a taxa de 62% é a mais alta reprovação de um presidente da República desde setembro de 1992, véspera do impeachment do então presidente Fernando Collor de Mello, que obteve 68%.
O levantamento também pediu que os entrevistados atribuíssem nota de 0 a 10 à presidente. A nota média de Dilma foi de 3,7, a mais baixa desde que a petista assumiu o comando do país, em 2011. Na última pesquisa do Datafolha, em fevereiro, a nota média da petista era de 4,8.
A pesquisa também avaliou a opinião dos entrevistados com relação a senadores e deputados no Congresso, e 9% consideram bom ou ótimo. Já 50% acreditam que a atuação dos parlamentares é ruim ou péssima.
A pesquisa entrevistou 2.842 eleitores logo após as manifestações do último domingo (15) contra o governo e Dilma. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

terça-feira, 17 de março de 2015

Israel escolhe Parlamento e decide o futuro político de Netanyahu

Os israelenses votam nesta terça-feira para escolher um novo Parlamento e determinar se o primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, permanece por mais quatro anos no poder ou se o país passará a ser governado pelo trabalhista Isaac Herzog.
Quase 5,88 milhões de eleitores devem escolher 120 deputados em mais de 10.000 centros de votação espalhados por escolas, hospitais e outros pontos em todo o país.
A votação acontece das 5h00 GMT (2H00 de Brasília) às 20h00 GMT (17H00). Ao fim do horário de votação serão divulgadas as primeiras pesquisas de boca de urna.
Mas os israelenses só devem ter uma ideia precisa da configuração de sua 20ª Knesset (Parlamento) na madrugada de quarta-feira (hora local). E provavelmente terão que esperar semanas para conhecer o nome do novo chefe de Governo.
Benjamin Netanyahu e a esposa Sara votaram no início da manhã em uma escola de Jerusalém.
"Não haverá governo de união com o Partido Trabalhista", disse Netanyahu.
"Formarei um governo nacional", ou seja, de direita, completou o premier, que viu seu partido, o Likud, em queda nas últimas pesquisas, atrás da União Sionista, liderada por Isaac Herzog.
"A eleição é entre a mudança e a esperança, de um lado, e a desesperança e a desilusão do outro lado", respondeu Herzog depois de votar em Tel Aviv.
Nas últimas horas da campanha que falou de maneira superficial do conflito com os palestinos, Netanyahu intensificou o discurso de direita, com declarações destinadas a buscar votos da extrema-direita e dos colonos.
Assim, o atual primeiro-ministro descartou um Estado palestino em caso de reeleição.
O trabalhista Isaac Herzog, de 54 anos, baseou sua campanha na economia e nos temas sociais. Ele pode se tornar o primeiro chefe de Governo trabalhista de Israel em 14 anos.
Herzog, de 54 anos, aliado da ex-chanceler Tzipi Livni, baseou a campanha nos temas econômicos e sociais. Ele pode se tornar oo primeiro chefe de Governo trabalhista em 14 anos.
Diante de uma escola no bairro de Beit Hakerem, Jerusalém, eleitores revelaram suas preocupações à AFP.
Heitnar Chaim, de 50 anos, votou nos ultraortodoxos.
"Nos últimos anos trataram mal os haredim (judeus ortodoxos)", disse, antes de afirmar que como é médico consegue perceber que a pobreza aumentou.
Yacobi Gideon, de 60 anos, votou no Kulanu, a lista do centrista Moshe Kahlon, ex-membro do Likud que analistas apontam que terá a chave da futura coalizão.
"Com a esquerda e a direita não muda nada. Voto em Kahlon, que é o único no qual confio para mudar as coisas na área econômica", disse.
As legislativas se tornaram de fato um referendo a favor ou contra Netanyahu, de 65 anos, primeiro-ministro desde 2009 e que já passou quase uma década no poder, levando em consideração o primeiro de seus três mandatos, de 1996 a 1999.
O próprio Netanyahu convocou eleições antecipadas, que acontecem dois anos antes do previsto, quando rompeu no fim de 2014 a coalizão de governo, considerada muito indisciplinada pelo líder do Likud.
Quando fez a convocação, Netanyahu considerou que estava em posição de força ante os rivais, em particular Herzog, um advogado que foi ministro em várias ocasiões e que é criticado pela falta de carisma.
Mas as últimas pesquisas apontaram uma vantagem de quatro cadeiras à União Sionista de Herzog e da centrista Tzipi Lvini (25 ou 26), contra o Likud de Netanyahu (21 ou 22).
Das 25 listas eleitorais na disputa, 11 devem superar, segundo as previsões, o mínimo de votos para entrar no Parlamento.
Ao considerar as múltiplas alianças possíveis entre todos os partidos, o resultado da eleição pode provocar um longo período de negociações antes da formação de um governo.
No sistema político e eleitoral israelense, o presidente não é obrigado a convocar o líder do partido mais votado para formar o novo governo.
O presidente Reuven Rivlin terá que estudar a correlação de forças e designar o deputado com mais possibilidades de formar uma aliança de governo.
Durante a campanha, Netanyahu se apresentou como o único político capaz de garantir a segurança de Israel ante os múltiplos inimigos, entre eles o Irã e o jihadismo.
Mas o teor alarmista e seu discurso no Congresso dos Estados Unidos (a convite da maioria republicana e sem a aprovação da Casa Branca) não foram suficientes para mudar a tendência das pesquisas.
Diante da previsível divisão do novo Parlamento, alguns analistas cogitam a possibilidade do presidente Rivlin trabalhar para a criação de um governo de unidade nacional entre o Likud e o Partido Trabalhista para tentar acabar com a instabilidade política crônica de Israel.

segunda-feira, 16 de março de 2015

Putin reaparece em público e rebate boatos sobre ausência de 10 dias

O presidente russo, Vladimir Putin, reapareceu em público nesta segunda-feira, após uma inabitual ausência de 10 dias e rebateu com ironia os 'boatos' sobre seu paradeiro e seu estado de saúde.
"Nós ficaríamos chateados se não existissem rumores", disse Putin ao lado do presidente do Quirguistão, Almazbek Atambayev, no início de uma reunião no palácio de Konstantinov, na região de São Petersburgo.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, bombardeado com perguntas na semana passada sobre os boatos a respeito do presidente, também foi irônico.
"Então, todos viram agora um presidente paralisado, sequestrado por um general e que acabou de retornar da Suíça, onde teve um bebê?", questionou Peskov, sem nenhuma sutileza no sarcasmo.
"Não queremos mais falar sobre isto. Está tudo bem", completou.
A ausência de Putin provocou na semana passada todo tipo de boatos, de morte até uma grave doença.
Alguns citaram, sem apresentar provas, que Putin havia sido vítima de um golpe de Estado, que havia falecido ou que estava doente (gripe, câncer, hemorragia cerebral ou problemas nas costas chegaram a ser mencionados).
Outra hipótese era uma viagem à Suíça para conhecer um suposto filho que teve com uma ex-atleta que teria sido sua amante. Alguns chegaram a mencionar uma viagem à Coreia do Norte para um campeonato de judô.
O "desaparecimento" de Putin a poucos dias da celebração do primeiro aniversário da anexação da península ucraniana da Crimeia evidenciou o fascínio que o presidente russo exerce nos meios de comunicação de seu país e do exterior, já que ele é o homem-chave da política russa, onipresente na televisão.
O presidente russo não aparecia em público desde 5 de março, quando concedeu uma entrevista coletiva ao lado do primeiro-ministro italiano, Matteo Renzi.
Na semana passada, Putin cancelou uma série de compromissos, incluindo uma viagem ao Cazaquistão que tinha na agenda, onde haveria uma reunião com os presidentes cazaque e de Belarus.
Também cancelou a assinatura de um acordo de cooperação com a Ossétia do Sul, uma região separatista pró-Moscou da Geórgia.
Putin, 62 anos, talvez um pouco mais pálido que o habitual, entrou normalmente nesta segunda-feira na sala de reunião e cumprimentou Atambaiev.
O presidente do Quirguistão, inclusive, afirmou que Putin estava bem e dirigiu um automóvel.
Mas Putin não anunciou nenhuma explicação para a ausência nada comum, que também alimentou boatos nas redes sociais, incluindo piadas mórbidas.
A hashtag #Putinumer (#Putinmorto) ganhou destaque no Twitter.
As últimas declarações na TV de Putin foram assistidas no domingo, durante a exibição de um programa sobre a anexação da Crimeia à Rússia.
No documentário "Crimeia. A volta para casa", Putin afirma que a Rússia atuou para "evitar um derramamento de sangue" e que, no caso de uma intervenção militar ocidental, teria colocado as forças nucleares em estado de alerta.

domingo, 15 de março de 2015

Começam protestos contra o governo Dilma em Brasília e no Rio de Janeiro


Começaram na manhã deste domingo, no Rio de Janeiro e em Brasília, as manifestações contra o governo da presidente Dilma Rousseff.
Os manifestantes começam a se concentrar na orla de Copacabana, no Rio de Janeiro, e na Esplanada dos Ministérios, em Brasília.
Na capital federal, os manifestantes usam, predominantemente, camisas amarelas e reúnem-se ao redor de um carro de som.
As manifestações contrárias à presidente Dilma Rousseff, com previsão de protestos em pelo menos 50 cidades, foram convocadas pelas redes sociais. A maioria dos grupos organizadores defende o impeachment, usando como argumentos uma suposta corrupção no governo, o escândalo da Petrobras e os altos custos com impostos e tarifas, entre outras reclamações.
Além de cidades como São Paulo, que conta com mais de 100 mil pessoas confirmadas em evento no Facebook, e Rio de Janeiro e Brasília, também com milhares de participantes esperados, há manifestações agendadas para diversas outras capitais e locais no exterior, como Londres, Boston e Sidney.
Apesar de os organizadores afirmarem que os movimentos não estão ligados a partidos políticos, legendas de oposição declararam adesão aos protestos.
O presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), derrotado por Dilma na eleição presidencial do ano passado, convocou a militância tucana para ir às ruas protestar, ressalvando, porém, que o impeachment não faz parte da agenda do partido.
O governo de Dilma enfrenta um quadro de inflação cada vez mais alta, atividade econômica fraca, piora no mercado de trabalho e turbulência política com a base governista.
A esse quadro, soma-se o maior escândalo de corrupção envolvendo a Petrobras, ao qual estão ligados funcionários, políticos e partidos e as maiores empreiteiras do país.
Sempre que questionada sobre as manifestações populares, como o panelaço em várias capitais durante seu pronunciamento na TV no domingo passado, Dilma tem repetido que fazem parte da democracia. A presidente diz, no entanto, ser contra atos violentos e já declarou que para pedir impeachment é preciso haver razões.
“Eu acho que há que caracterizar razões para o impeachment, e não o terceiro turno das eleições", declarou a presidente.
Com as manifestações deste domingo, Dilma se junta a outros dois presidentes que enfrentaram protestos populares no período da redemocratização: Fernando Collor de Mello e Fernando Henrique Cardoso.
Collor acabou sofrendo o impeachment, enquando Fernando Henrique reverteu em parte a baixa popularidade do início de seu segundo mandato, superando inclusive uma campanha com ampla participação de petistas que tinha o slogan "Fora FHC".

sábado, 14 de março de 2015

Congresso tentará dobrar valor de repasses para partidos

Com a criação de cada vez mais partidos e com as dificuldades para receber doações de grandes empresas devido à Operação Lava Jato, deputados e senadores tentarão dobrar o valor dos recursos que a União repassará neste ano às legendas pelo Fundo Partidário em relação ao que estava previsto originalmente. Na terça-feira (17), o relator da proposta de Orçamento para 2015, senador Romero Jucá (PMDB-RR) irá apresentar uma emenda ao seu parecer final em que realoca recursos para o fundo em cerca de R$ 570 milhões. O dinheiro do fundo é usado pelas legendas para financiar suas atividades e campanhas eleitorais. O aumento representa praticamente o dobro dos R$ 289,5 milhões propostos pelo governo originalmente. No ano passado, os partidos receberam R$ 392,4 milhões. Atualmente, 28 partidos possuem representação na Câmara dos Deputados. De acordo com a legislação, 5% do fundo é distribuído entre todos os partidos do país e os outros 95% são repartidos proporcionalmente entre as siglas de acordo com o total de votos obtidos nas últimas eleições gerais. A reportagem tentou entrar em contato com Jucá, mas segundo sua assessoria de imprensa ele está em Roraima e não poderia falar sobre o assunto. O governo tentou votar a proposta do Orçamento de 2015 na última quarta-feira (11) mas a oposição impediu que ela fosse analisada porque Jucá ainda não havia detalhado as mudanças que fez ao projeto. Uma sessão do Congresso para analisar o texto está marcada para a próxima terça-feira (17). Para o deputado Izalci (PSDB-DF), no entanto, seria importante votar, primeiro, propostas da reforma política que estão em tramitação no Senado e na Câmara. Para ele, algumas propostas, como o financiamento público exclusivo de campanhas eleitorais influenciaria na discussão do dos repasses para o Fundo Partidário. "Tem que definir primeiro a questão da reforma política para ver como vai ficar. Tem que haver também uma reforma do sistema partidário, porque hoje muitas legendas têm donos, a gente sabe, e o Fundo Partidário acaba financiando pessoas", afirmou o deputado à reportaegem. Apesar de ponderar sobre a proposta, o tucano acredita que ela deverá ser aprovada nesta semana.

sexta-feira, 13 de março de 2015

ONU denuncia o custo humano da guerra na Síria

As Nações Unidas denunciaram nesta sexta-feira o inaceitável custo humano da guerra na Síria, na qual morreram mais de 200.000 personas, e pediram que os dirigentes mundiais superem suas diferenças para pôr fim ao sofrimento dos civis.
"A horrorosa crise na Síria entra em seu quinto ano. Uma crise que continua tendo um custo humano inaceitável. Uma crise que a comunidade internacional fracassou em impedir", afirmaram em uma declaração comum oito altos dirigentes da ONU.
Entre os signatários do texto, figuram a chefe das operações humanitárias da ONU, Valerie Amos, a diretora-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS), Margaret Chan, o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) e o diretor da Unicef.
"Precisamos que os dirigentes mundiais deixem de lado suas diferenças e exerçam sua influência para proporcionar mudanças significativas na Síria", afirma a carta, que insiste que os ataques contra civis e o sítio a várias cidades devem cessar para que a ajuda humanitária possa ser entregue.
O apelo desses oito dirigentes se soma ao feito na véspera pelo secretário-gerla da ONU, Ban Ki-moon, que insistiu que o Conselho de Segurança deve "tomar medidas decisivas par acabar com a guerra civil na Síria".
"O povo sírio se sente cada vez mais abandonado pelo mundo quando se inicia o quinto ano da guerra que destruiu seu país", disse Ban.
Segundo afirmaram várias organizações não governamentais em um relatório publicado na quinta-feira, a comunidade internacional é, em parte, responsável pelo ano mais sombrio que já viveram os civis atingidos pelo conflito na Síria, por não conseguir administrar o crescente desastre humanitário.
O relatório, com o título "Derrota culpada na Síria" e assinado por 21 organizações de defesa dos direitos humanos, critica a incapacidade dos Estados para aplicar uma série de resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas visando proteger os civis afetados pela guerra deflagrada há mais de quatro anos.
A ONU aprovou três resoluções em 2014 para que as partes em conflito protegessem os civis, com o objetivo de garantir que milhões de pessoas tivessem acesso à ajuda humanitária.
"As resoluções e esperanças que elas traziam se converteram em algo sem sentido para os civis sírios. Foram ignoradas ou menosprezadas pelas partes beligerantes, por países membros da ONU e, inclusive, por membros do Conselho de Segurança".
"Nós traímos os nossos ideais, porque continuaremos a assistir pessoas sofrer em 2015", afirmou Jan Egeland, secretário-geral do Conselho norueguês para os refugiados e que contribuiu para o relatório.
Em 2014 o conflito sírio deixou ao menos 76 mil mortos, do total de 210 mil óbitos desde 15 de março de 2011.
O relatório acusa as forças sírias e os rebeldes de atacar infraestruturas civis, incluindo escolas e hospitais, e de impedir a chegada da ajuda humanitária.
Além disso, denuncia a sistemática prática de estupro como arma de guerra pelo regime, e o sequestro de mulheres e crianças pelos rebeldes pra troca de prisioneiros.
Também segundo um relatório da Unicef, 14 milhões de crianças sofrem com o conflito sírio e 2,6 milhões não são escolarizadas.
O relatório, assinado por organizações como Oxfam, Comitê Internacional de Resgate e Save the Children, afirma que 7,8 milhões de sírios vivem atualmente em zonas catalogadas pela ONU como "de difícil acesso" para a entrega de assistência, mais que o dobre em relação a 2013.
O documento destaca ainda que em 2014 apenas 57% dos fundos necessários para a entrega de material humanitário foram recebidos, contra 71% em 2013.
A crise na Síria começou em 15 de março com manifestações pacíficas que foram violentamente reprimidas, provocando uma guerra civil que fez mais de 210.000 mortos, incluindo 76.000 apenas em 2014, o ano mais sangrento do conflito, de acordo com o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

quinta-feira, 12 de março de 2015

Síria tem 5,6 milhões de crianças em risco humanitário

O relatório Failing Syria, feito por organizações que incluem a Save the Childrem e a Oxfam, afirmou que os 15 membros do Conselho de Segurança da ONU não cumpriram suas promessas de aumentar a ajuda humanitária e aliviar o sofrimento dos civis.
De acordo com o documento, 2014 foi o "pior ano" para civis desde que o conflito começou, em 2011.
"A realidade amarga é que o Conselho de Segurança não conseguiu implementar suas resoluções", disse Jan Egeland, secretário-geral do Conselho Norueguês de Refugiados, outro dos grupos envolvidos no relatório.
"As partes do conflito agiram com impunidade e ignoraram as exigências do Conselho de Segurança, os civis não estão protegidos e o seu acesso à ajuda não melhorou."
Três resoluções do Conselho de Segurança foram aprovadas no ano passado, pedindo o fim dos ataques a civis e o aumento da ajuda humanitária, permitindo que a ONU operasse na Síria sem a permissão de Damasco, entre outras coisas.
Leia mais: Por fé e lucro, 'Estado Islâmico' promove onda de destruição de patrimônio histórico no Iraque
Em resposta ao relatório, a ONU também acusou as potências mundiais de falharem em ajudar as vítimas do conflito na Síria.
Stephane Dujarric, porta-voz do secretário-geral Ban Ki-moon, disse à BBC que nações poderosas colocaram seus interesses na frente da necessidade de colocar um fim à guerra no país e que a ONU ainda acredita em uma solução política para o conflito.
O porta-voz afirmou ainda que houve sucesso em eliminar as armas químicas do presidente Bashar Al-Assad e em conseguir que alguma ajuda humanitária entrasse no país, mas que suprimento de armas para as partes em conflito está piorando as coisas.
"Percebemos uma falta de vontade política de avançarmos juntos para dar um fim às batalhas."

Guerra na Síria

220.000
mortos desde o início da crise
  • 76.000 sírios mortos em 2014 - o ano com mais fatalidades
  • 4,8 mi de pessoas em necessidade vivem em áreas de difícil acesso
  • 5,6 mi de crianças precisando de ajuda
  • 1,6 mi de crianças fora da escola
Reuters
O relatório Failing Syria diz que:
  • As pessoas não estão protegidas: 2014 foi o ano com mais fatalidades do conflito, com pelo menos 76 mil mortos.
  • O acesso à ajuda humanitária não melhorou: 4,8 milhões de pessoas que precisam de ajuda vivem em áreas definidas pela ONU como "de difícil acesso", um milhão a mais do que em 2013.
  • As necessidades aumentaram: 5,6 milhões de crianças precisam de ajuda, um aumento de 31% desde 2013.
  • A resposta humanitária diminuiu, em comparação com o aumento da necessidade: em 2013, 71% dos fundos necessários para apoiar os civis na Síria e os refugiados em países vizinhos foi arrecadado. Em 2014, esse número caiu para 57%.

No escuro

Uma análise feita por outro grupo de agências humanitárias diz que 83% das luzes da Síria visíveis do espaço de apagaram.
A coalizão WithSyria, formada por mais de 100 organizações humanitárias, divulgou imagens de satélite mostrando que o número de luzes diminuiu dramaticamente desde março de 2011. Elas afirmam acreditar que a queda ocorreu por uma série de fatores, incluindo danos de infraestrutura.
Separadamente, um terceiro relatório feito pelo Centro Sírio para a Pesquisa de Políticas afirmou que quatro anos de conflito armado, de desintegração econômica e de fragmentação social no país fizeram com que 10 milhões de pessoas deixassem suas casas e reduziram a expectativa de vida dos sírios em duas décadas.
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Na quarta-feira, a organização Médicos Sem Fronteiras (MSF) afirmou que é necessário um aumento urgente da assistência médica na Síria.
Em seu relatório, o MSF disse que, dos cerca de 2,5 mil médicos que trabalhavam em Aleppo – a segunda maior cidade da Síria – antes do conflito, restam menos de 100.
Os outros saíram do país, se deslocaram internamente, foram sequestrados ou mortos.
O conflito na Síria começou em 2011 com protestos em todo o país contra o presidente Bashar Al-Assad.

quarta-feira, 11 de março de 2015

CGU abre processo para investigar mais 10 empresas denunciadas por corrupção dentro da Petrobras

Serão investigadas três empresas Odebrecht, Alumni Engenharia, GDK, Promon Engenharia, Andrade Gutierrez, Fidens Engenharia, Sanko Sider e SOG Óleo e Gás.

A Controladoria-Geral da União determinou nesta quarta-feira (11) a abertura de processos administrativos de responsabilização contra mais dez empresas envolvidas em denúncias levantadas pelas investigações da operação Lava Jato, que investiga corrupção em licitações de obras da Petrobras.
A CGU afirmou que abriu abre processos contra a Odebrecht, Odebrecht Óleo e Gás, Odebrecht Ambiental, Alumni Engenharia, GDK, Promon Engenharia, Andrade Gutierrez, Fidens Engenharia, Sanko Sider e SOG Óleo e Gás.
As empresas serão notificadas nos próximos dias, disse a CGU em nota nesta quarta-feira (11). “Caso sejam responsabilizadas, o resultado poderá acarretar impedimento de celebrar novos contratos, aplicação de multas ou, se for o caso, outras penalidades cabíveis”, afirmou a CGU.
O órgão de defesa do patrimônio público e combate à corrupção do governo federal afirmou ainda que há possibilidade de novos processos serem abertos contra outras empresas.
No início de dezembro, a CGU já havia instaurado processos administrativos de responsabilização contra oito empresas envolvidas na Operação Lava Jato: Camargo Corrêa, Engevix, Galvão Engenharia, Iesa, Mendes Junior, OAS, Queiroz Galvão e UTC-Constran.

terça-feira, 10 de março de 2015

Após ataque, embaixador dos EUA recebe alta em Seul

Diplomata ficou internado por ter sido esfaqueado por ativista.

O embaixador norte-americano na Coreia do Sul, Mark Lippert, deixou o hospital da Universidade Yonsei, em Seul, nesta terça-feira (10), cinco dias após ser atacado durante um evento.
"Considerando o que aconteceu, sinto-me bem", disse o diplomata, agradecendo o apoio que recebeu dos sul-coreanos e dos norte-americanos.
Lippert foi esfaqueado por um ativista nacionalista pró-Coreia do Norte e se feriu no rosto. O agressor, identificado como Kim Ki-jong, tem 55 anos e foi preso pelas autoridades. A faca, de 25 centímetros, feriu seu pulso, dedos e a bochecha direita.
O embaixador participava de uma conferência em Seul sobre as relações diplomáticas entre as duas Coreias e os cenários para uma reunificação, quando foi atacado, no último dia 5 de março.

segunda-feira, 9 de março de 2015

Vereador de Santo André, na Grande São Paulo, é assassinado

Homens encapuzados invadiram a casa onde Cosmo do Gás morava, no bairro Sítio dos Vianas, em Santo André

Cosmo do Gás foi morto a tiros em sua casa (09.03.15)
Divulgação/Câmara de Santo André
Cosmo do Gás foi morto a tiros em sua casa (09.03.15)
O vereador Cosmo do Gás (PDT), de Santo André, foi assassinado na madrugada desta segunda-feira (9) em sua casa no Sítio dos Vianas.
Segundo informações da Polícia Militar, homens encapuzados invadiram a casa por volta das 4h30 e atiraram no vereador. Ainda não há informações se os bandidos levaram algum objeto de valor.
Cosmo do Gás chegou a ser socorrido por um vizinho e levado a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) da Vila Luzita, onde morreu.
A Câmara Municipal confirmou a morte do vereador, mas ainda não deu infomações sobre o velório.
Cosmo Rodrigues Cardoso era paranaense e tinha 46 anos.

domingo, 8 de março de 2015

PF e Gefron apreendem quase 300 kg de cocaína em fazenda

A localização da droga ocorreu graças aos cães farejadores. Na maior apreensão de entorpecentes do ano, foram retirados de circulação 257 quilos de pasta-base de cocaína distribuídos em 257 tabletes, durante uma operação realizada pela Polícia Federal em parceria com o Gefron.
No local, os policiais estouraram um laboratório clandestino onde a droga seria batizada e renderia até 10 vezes mais, tanto no volume como também no lucro. No local, duas pessoas que faziam a vigilância da droga foram presas. Com eles, os policiais apreenderam dois radiocomunicadores na frequência da Polícia.
A apreensão ocorreu neste fim de semana numa fazenda na região de Pontes e Lacerda (cidade a 280 quilômetros a oeste da Capital), após a PF receber uma denúncia de que um carregamento do entorpecentes seria jogado de um avião numa fazenda na região da fronteira.
Os tabletes estavam enterrados próximo da sede da fazenda num local previamente preparados. A suspeita é que já nesse fim de semana, o carregamento seria processado e reembalado. Na sequência, a droga seria distribuída para várias regiões do país.
A localização da droga ocorreu graças aos cães farejadores do Gefron que encontraram o material próximo da casa da propriedade rural. Havia a suspeita de que o entorpecente que estaria dentro da fazenda, mas longe da sede.
Conforme os policiais, os narcotraficantes demonstraram ter um sofisticado grau de organização e alto poder de fogo, pois investiram na “verticalização” da droga, uma vez que os tabletes possuem marca própria e o laboratório também faz parte da quadrilha.
Na zona urbana, os policiais apreenderam várias peças de tratores que seriam usadas para o transporte da droga – tanto processada como em tabletes originais – sem levantar suspeitas.
Os dois suspeitos e o carregamento foram levados para a Delegacia da PF em Cáceres. Os policiais apreenderam também uma motocicleta e celulares.

sábado, 7 de março de 2015

Lista de inquéritos da Lava Jato tem parlamentares ex-integrantes do Executivo


A lista enviada ao Supremo Tribunal Federal (STF) com o pedido de abertura de inquéritos para investigar pessoas citadas em depoimentos da Operação Lava Jato traz, entre outros nomes, os de senadores, deputados federais, ex-governadores e ex-ministros de Estado. O ministro do STF Teori Zavarski, que recebeu o documento encaminhado pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot, quebrou o sigilo e autorizou a instalação de 28 pedidos de abertura de inquéritos.
A presidenta Dilma Rousseff também foi citada, mas o procurador-geral alegou que não tem competência para investigá-la. Por lei, o presidente só pode ser investigado por atos praticados no exercício da Presidência. Ela foi citada no mesmo inquérito de Antonio Palocci, mas o STF ainda não esclareceu em quais circunstâncias.
No Senado, foram autorizados inquéritos e diligências sobre Fernando Collor de Mello (PTB-AL), Gleisi Hoffmann (PT-PR), Ciro Nogueria (PP-PI), Humberto Costa (PT-PE), Lindbergh Farias (PT-RJ), Valdir Raupp (PMDB-RO), Romero Jucá (PMDB-RR), Antônio Anastasia (PSDB-MG), Edison Lobão (PMDB-MA), Benedito de Lira (PP-AL), Gladson Cameli (PP-AC) e Renan Calheiros (PMDB-AL), presidente da Casa. O procurador pediu o arquivamento das denúncias sobre o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves (PSDB-MG), e sobre o senador Delcídio Amaral (PT-MS).
Entre os deputados, constam na lista os nomes do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), de Eduardo da Fonte (PP-PE), Nelson Meurer (PP-PR), Jerônimo Pizzolotto (PP-RS), Afonso Hamm (PP-RS), Agnaldo Ribeiro (PP-PB), Sandes Júnior (PP-GO), Aníbal Gomes (PMDB-CE), Arthur de Lira (PP-AL), Vander Loubet (PT-MS), Simão Sessin (PP-RJ), José Mentor (PT-SP), José Otávio Germano (PP-RS), Luiz Fernando Faria (PP-MG), Roberto Brito (PP-BA), Mário Negromonte (PP-BA), Renato Molling (PP-RS), Waldir Maranhão (PP-MA), Dilceu Sperafico (PP-PR), Luiz Carlos Heinze (PP-RS), Lázaro Botelho (PP-TO) e Missionário José Olímpio (PP-SP). O ex-deputado e ex-líder do governo na Câmara Cândido Vaccarezza (PT-SP) também será investigado.
Foram autorizados inquéritos ainda sobre o tesoureiro do PT, João Vaccari Neto, e o empresário preso Fernando Baiano, além de personagens que eram parlamentares ou ministros na época do escândalo do mensalão, como João Pizzolatti, Antônio Palocci, Pedro Corrêa e Pedro Henry. E ainda ex-governadores, como Roseana Sarney, do Maranhão, e Antônio Anastasia (PSDB), de Minas Gerais. Nenhum governador em exercício é citado na lista. Entre os deputados e senadores que serão investigados, quatro são ex-ministros do governo de Dilma Rousseff: Mário Negromonte, que comandou o Ministério das Cidades, Gleisi Hoffmann, que chefiou a Casa Civil, Edison Lobão, que foi titular de Minas e Energia, e Agnaldo Ribeiro, que também foi ministro das Cidades.
Foram arquivadas as denúncias referentes ao ex-presidente da Câmara Henrique Eduardo Alves, a Romero Jucá (PMDB-RR), Alexandre José dos Santos, Ciro Nogueira, além de Delcídio Amaral e Aécio Neves. O ministro decidiu remeter ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) um pedido de inquérito sobre Agnaldo Ribeiro, mas ele será investigado no Supremo por outro processo.
Com a autorização da abertura dos inquéritos, começará agora a efetiva investigação sobre os envolvidos, inclusive com eventuais quebras de sigilos telefônicos, bancários e fiscais. Teori Zavaski também autorizou que todos os documentos referentes a esses inquéritos se tornem públicos e não corram mais em segredo de Justiça.
Confira a lista dos políticos citados nos processos da Operação Lava Jato no STF*:
Senadores
Renan Calheiros (PMDB-AL)
Gleisi Hoffmann (PT-PR)
Lindbergh Farias (PT-RJ)
Edison Lobão (PMDB-MA)
Fernando Collor (PTB-AL)
Humberto Costa (PT-PE)
Ciro Nogueira (PP-PI)
Benedito de Lira (PP-AL)
Gladison Cameli (PP-AC)
Romero Jucá (PMDB-RR)
Antonio Anastasia (PSDB-MG)
Valdir Raupp (PMDB-RO)
Deputados
Eduardo Cunha (PMDB-RJ)
Simão Sessim (PP-RJ)
Vander Loubet (PT-MS)
Aníbal Gomes (PMDB-CE)
Arthur Lira (PP-AL)
José Otávio Germano (PP-RS)
Luiz Fernando Ramos Faria (PP-MG)
Nelson Meurer (PP-PR)
Aguinaldo Ribeiro (PP-PB)
Eduardo da Fonte (PP-PE)
Dilceu João Sperafico (PP-PR)
Jeronimo Goergen (PP-RS)
Sandes Junior (PP-GO)
Afonso Hamm (PP-RS)
Missionário José Olimpio (PP-SP)
Lázaro Botelho (PP-TO)
Luiz Carlos Heinze (PP-RS)
Renato Delmar Molling (PP-RS)
Roberto Pereira de Britto (PP-BA)
Waldir Maranhão Cardoso (PP-MA)
Roberto Balestra (PP-GO)
José Mentor (PT-SP)
Outros políticos
João Leão (PP-BA)– ex-deputado federal
Mário Negromonte (PP-BA) – ex-deputado federal
Roseana Sarney (PMDB-MA) – ex-governadora do Maranhão
João Pizzolati (PP-SC) – ex-deputado federal
Cândido Vaccareza (PT-SP) – ex-deputado federal
Roberto Teixeira (PP-PE) – ex-deputado federal
Luiz Argôlo (SD-BA) – ex-deputado federal
José Linhares (PP-CE) – ex-deputado federal
Pedro Corrêa (PP-PE) – ex-deputado federal
Pedro Henry (PP-MT) – ex-deputado federal
Vilson Luiz Covatti (PP-RS) – ex-deputado federal
Carlos Magno (PP-RO) – ex-deputado federal
Aline Correa (PP-SP) – ex-deputado federal
Não políticos
Fernando Antonio Falcão Soares (Fernando Baiano)
João Vaccari Neto – tesoureiro do PT

sexta-feira, 6 de março de 2015

Justiça limita retirada de água do Sistema Cantareira

Medida vai preveni prejuízo às vazões para Bacia Hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari, Jundiaí.

A Justiça Federal limitou a retirada de água do Sistema Cantareira para que seja preservados ao menos 10% do volume útil original para a época de estiagem, que começa em 30 de abril. A liminar da juíza  substituta Renata Coelho Padilha ratifica outra decisão provisória, concedida em outubro do ano passado pela 3ª Vara Federal em Piracicaba, mas que tinha sido derrubada em recurso.
O pedido conjunto do Ministério Público de São Paulo e o Ministério Público Federal busca garantir que não haja prejuízo às vazões para a Bacia Hidrográfica dos rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí. A Justiça determinou ainda que a Agência Nacional de Águas (ANA) e o Departamento de Águas do Estado de São Paulo (Daee) estipulem semanalmente metas de restrição para permitir a recomposição dos níveis dos reservatórios. O objetivo é que em cinco anos o Sistema Cantareira volte a 95% da capacidade.
Desde o último dia 2, o sistema opera com 11,7% de seu nível total, segundo medição diária feita pela Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo. Para repor o volume da primeira cota da reserva técnica, que começou a ser utilizada em maio do ano passado, a capacidade deveria subir de 11,7% para 29,2%.
Em nota, a Sabesp informou que para os reservatórios chegarem ao fim de abril com 10% da capacidade total seria necessária vazão média de 56 metros cúbicos por segundo (m³/s) nas próximas semanas. A vazão média no período de 1º de janeiro a 5 de março de 2015 é 25m³/s. “Assim, mesmo que a ANA e o Daee determinem que a Sabesp interrompa completamente a retirada de água do Sistema Cantareira, o cumprimento da decisão será impossível, a não ser que ocorram chuvas -, com baixíssima probabilidade”, destacou a estatal.
A empresa lembrou que já reduziu em 56% a retirada de água do Cantareira. “Reduções adicionais implicariam sacrifícios ainda maiores para a população da região metropolitana de São Paulo. E, por isonomia, a imposição de restrições de consumo à população da Bacia do Piracicaba (Campinas, Piracicaba, Americana)”, acrescenta o comunicado.
O Daee informou que a  Procuradoria Geral do Estado vai recorrer da decisão.

quinta-feira, 5 de março de 2015

Os e-mails de Hillary podem abalar a disputa eleitoral nos EUA?

Não se engane. A reportagem do The New York Times sobre Hillary Clinton sobre o uso de seu email pessoal enquanto era secretária de Estado dos EUA pode, sim, se transformar em um divisor de águas na disputa presidencial em 2016.
Isso porque Hillary é a principal – se não a única – candidata dos democratas para a disputa presidencial.
Atualmente, não há outras alternativas realistas. Assim, se as expectativas eleitorais de Hillary naufragarem, seu partido vai afundar com ela.
A informação veio à tona após o conteúdo do e-mail pessoal de Hillary Clinton ter sido incluído na investigação feita por uma comissão do Congresso americano de um ataque à embaixada dos EUA na Líbia, em 2012.
A reportagem do New York Times alega ter recebido informação do departamento de Estado americano de que Hillary Clinton não teve um endereço de e-mail oficial do governo entre 2009 e 2013, quando foi secretária de Estado.
Nick Merril, um porta-voz de Hillary, disse ao New York Times que o uso da conta pessoal de email da então secretária de Estado estava dentro do "espírito das regras".
Na política, no entanto, seguir o espírito das regras nem sempre é suficiente.
O caso prejudica Hillary especialmente porque recai sobre duas percepções negativas sobre a ex-secretária e seu marido, Bill Clinton: a de que eles são excessivamente sigilosos e acreditam que as regras gerais não se aplicam a eles.
Para alguns analistas, o caso é um prato cheio para os rivais políticos de Hillary.
"À medida que a história reforça as ideias sobre o grau de transparência dos Clintons, ela pode servir como uma potente munição para os oponentes de Hillary", afirmou Martt Berman, editor da publicação especializada em política National Journal.
Ed Morrissey, do blog politico Hot Air, destacou o aspecto que talvez seja o mais prejudicial à democrata em toda a história: as questões de segurança e jurídicas que surgem à medida que mensagens diplomáticas eram trocadas via e-mails pessoais.
"Se houver mensagens envolvendo temas sigilosos, Hillary pode ter violado mais leis do que apenas às ligadas a registro de comunicação oficial", diz.
"Isso pode realmente se transformar em um escândalo – e não apenas ligado à disputa de 2016."
Rivais políticos da democrata questionaram se ela tinha algo a esconder e pediram que os e-mails fossem divulgados.
Agora, resta saber se ela também enfrentará críticas por parte de seus colegas de partido.
Se essa história - aliada a outras notícias negativas sobre Hillary, como doações estrangeiras para sua ONG – começaram a minar sua popularidade, o futuro politico da democrata pode estar sob risco.

quarta-feira, 4 de março de 2015

PF investiga fraude R$ 300 milhões contra a Receita Federal

Foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão; os agentes acreditam que 5 mil empresas foram enganados pela quadrilha.

A Polícia Federal cumpriu nesta quarta-feira (04), em Brasília, sete mandados de busca e apreensão contra suspeitos de fraudar cerca de R$ 300 milhões da Receita Federal.
As ações da Operação Alerta aconteceram em cinco endereços e mais dois escritórios ligados à organização criminosa. A PF estima que aproximadamente 5 mil empresas tenham caído no golpe somente no Distrito Federal.
De acordo com a PF, o grupo entrava em contato com empresas que tinham dívidas tributárias e convenciam os empresários a “abater” os impostos não pagos à Receita por meio de compensação com créditos tributários de terceiros, prática não prevista na legislação tributária federal.
Em janeiro, a PF e a Receita desmontou um esquema semelhante de fraude no Espírito Santo. Apenas na Grande Vitória foram identificados prejuízos que totalizaram R$ 72 milhões.

terça-feira, 3 de março de 2015

Câmara revoga autorização de compra de passagem aérea para cônjuge de deputado




"Quero informar a vocês que a Mesa Diretora se reuniu e, por unanimidade, decidiu revogar o ato que autorizou a concessão de passagens aéreas aos cônjuges", disse Cunha, após reunião da Mesa Diretora para tratar exclusivamente da questão.
A permissão de compra de passagens foi aprovada na semana passada. A decisão da Mesa Diretora autorizava os deputados a utilizar o valor da cota para pagar a passagem aérea do seu cônjuge, desde que o trajeto fosse entre o estado de origem e Brasília.
A autorização causou indignação e mobilizou as redes sociais. Um abaixo-assinado virtual, promovido pela Avaaz – organização não governamental que defende causas sociais – já contava, até o fim da semana, com mais de 200 mil assinaturas. “A sociedade demonstrou a sua contrariedade”, disse Cunha.
Após a aprovação da permissão, quatro partidos (PT, PSDB, PSOL e PPS) já tinham anunciado que abririam mão do uso da verba para cônjuges. O Ministério Público Federal  também chegou a entrar com um pedido de ação civil pública contra a iniciativa. “Não podemos fechar os olhos ao entendimento que a sociedade teve e resolvemos revogar”, completou.
Com a revogação, a utilização da cota volta a ser permitida para a emissão de bilhetes aéreos somente para os deputados e seus assessores de gabinete. De acordo com o presidente da Casa, eventuais excepcionalidades serão analisadas pela Mesa Diretora. “Eventuais excepcionalidades serão examinadas caso a caso, se assim alguém requerer”, afirmou Cunha, citando como exemplo a deputada Mara Gabrilli (PSDB-SP) que, em virtude de ser tetraplégica, conseguiu autorização para que a cota também fosse utilizada na compra de passagens para acompanhante.
Em virtude da repercussão da medida, Cunha havia anunciado ontem a possibilidade de a Mesa Diretora recuar da decisão do último dia 25, quando também foi anunciado o reajuste de diversas verbas parlamentares, incluindo a de gabinete, que passa de R$ 78 mil para R$ 92.053 mensais. O auxílio-moradia subiu de R$ 3,8 mil para R$ 4,2 mil.
Além desses, o chamado cotão (verba indenizatória) teve reajuste de 8%, passando de R$ 27.977,26 para R$ 30.215,44, o menor valor recebido por deputados, no caso os do Distrito Federal. O maior é destinado aos deputados de Roraima e passará de R$ 41.612,80 para R$ 44.941,62.

segunda-feira, 2 de março de 2015

Dilma é vista fazendo compras em mercado durante visita ao Uruguai

A presidente Dilma Rousseff foi vista fazendo compras em um supermercado de Montevidéu, na tarde deste sábado (28). Dilma esteve na capital do Uruguai para a posse de Tabaré Vásquez, que substituiu José Pepe Mujica na Presidência do país. Segundo o jornal uruguaio "El País", a presidente comprou produtos básicos, como leite. Clientes e funcionários do supermercado reconheceram Dilma e tiraram fotos com ela. O jornal afirma que ela os incentivou a postar as imagens às redes sociais. Dilma voltou para o Brasil no domingo (1º), para as comemorações do aniversário de 450 anos do Rio.

domingo, 1 de março de 2015

Maduro coloca Bush na lista de interditos

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, anunciou este sábado a detenção de um grupo de cidadãos norte-americanos por suspeita de espionagem e a criação de uma lista de pessoas cuja entrada no país está interdita, onde constará o nome do antigo presidente norte-americano, George W. Bush.
Da lista de interdições constarão ainda os antigos vice-presidente, Dick Cheney, e presidente da CIA (agência de inteligência dos EUA), George Tenet.
Maduro determinou também a obrigatoriedade de visto para todos os cidadãos norte-americanos e a redução do número de representantes norte-americanos em Caracas, que, segundo o presidente, deverão pagar as mesmas taxas impostas aos cidadãos venezuelanos em visitas aos Estados Unidos.