O presidente da Tunísia, Beji Caid Essebsi, disse hoje (18) que o
país vai fazer tudo para evitar novos ataques, após o atentado que
deixou 19 mortos, incluindo 17 turistas nesta quarta-feira.
“As
autoridades tomaram todas as medidas para garantir que estas coisas não
voltem a acontecer”, afirmou o chefe de Estado, depois de visitar os
feridos do ataque no hospital Charles-Nicolle, em Túnis.
Dois
homens com armas automáticas mataram hoje 19 pessoas, 17 delas turistas
estrangeiros, no Museu Nacional do Bardo, na capital da Tunísia. Em
seguida, os atiradores foram mortos pela polícia. Entre os turistas
estrangeiros mortos havia espanhóis, italianos, alemães e poloneses.
“Espero
que os meios de que dispomos se tornem mais eficazes”, disse Essebsi.
“Todas as autoridades foram informadas e espero que um desastre como
este não volte a acontecer”, reforçou.
O ministro da Saúde
tunisiano, Said Aidi, disse à imprensa que 38 pessoas ficaram feridas no
ataque, entre as quais turistas da França, da Itália, da Polônia, do
Japão e da África do Sul.
O chefe de Estado ressaltou que a
Tunísia e toda aquela região enfrentam o mesmo desafio, evocando a
situação cada vez mais caótica que se vive na vizinha Líbia, onde o
grupo extremista Estado Islâmico (EI) está ativo.
“Esperávamos que
existisse uma ação deste nível” também na Tunísia, disse Beji Caid
Essebsi. O presidente qualificou o ataque de hoje como um “crime
horrível”, acrescentando que transmitiu aos feridos “o apoio, a
compaixão e o pesar [do Estado]”.
O primeiro-ministro da Tunísia,
Habib Essid, informou que a polícia está à procura de dois ou três
supostos cúmplices dos dois homens que executaram o ataque contra o
Museu Nacional do Bardo.
“Existe uma possibilidade, mas ainda sem
certeza, [de que os dois atacantes mortos] possam ter sido apoiados por
dois ou três elementos e estamos neste momento realizando intensas
operações para identificar estes dois ou três terroristas que podem ter
participado” no ataque, disse o primeiro-ministro tunisiano, num
discurso transmitido pela televisão estatal.
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