O novo secretário de Segurança Pública do estado do Rio de Janeiro,
Roberto Sá, tomou posse hoje (17) prometendo manter o programa das
unidades de Polícia Pacificadora (UPPs). Ao assumir a pasta no lugar de
José Mariano Beltrame, que pediu demissão há uma semana, Sá disse que
terá como meta combater a letalidade e a criminalidade, além de oferecer
dignidade aos profissionais do setor.
“As UPPS permanecem sim,
com o olhar muito mais atento, mais apurado, para fortalecermos porque a
sociedade deseja e [esse] é um projeto exitoso”, declarou Sá, sem
descartar mudanças no projeto. “Todo o ajuste que houver necessidade
será feito à medida em que tivermos recursos e possibilidades, na
relação vertical com o governo federal e horizontal, com outras pastas”.
Criadas
por Beltrame há dez anos, as UPPS são questionadas por alguns setores
da sociedade por não terem conseguido acabar com a criminalidade e
reduzir a letalidade nas áreas onde foram implantadas, embora boa parte
da população dessas comunidades deseje a permanência do programa. Um dos
casos que colocaram as unidades em xeque foi o desaparecimento, em
junho de 2013, do pedreiro Amarildo, após ter sido levado à sede da UPP
na Rocinha, supostamente com o objetivo de dar informações sobre o
esconderijo de armas. Dos 25 policiais acusados de participação no
crime, 13 foram condenados por tortura seguida de morte, ocultação de
cadáver e fraude processual, entre eles o chefe da UPP. Centro de inteligência
Além
de melhorar o programa, o novo secretário pretende intensificar a
investigação de armas de fogo e de explosivos e retirar das ruas
submetralhadoras e fuzis, comumente usadas por organizações criminosas
no estado. Para isso, anunciou ainda a criação de um núcleo de
inteligência, que funcionará 24 horas por dia, em uma estrutura
remanescente dos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro, o Centro Integrado
de Comando e Controle. “Será uma coalizão do bem”, afirmou.
Sem
antecipar mudanças, como a troca de comando na Polícia Civil, em que o
chefe, delegado Fernando Veloso, também deixou o cargo, Roberto Sá disse
que ainda vai conversar com os comandantes. “Mas mudanças pontuais na
equipe ocorrerão”, confirmou.
Roberto Sá disse ainda que quer
promover ações integradas das polícias e em parceria com o governo
federal que, por intermédio do ministro da Justiça, Alexandre de Moraes,
já garantiu prioridade ao estado. Outra meta, segundo ele, é aproveitar
a experiência dos profissionais do setor.
“O
nosso soldado, lá da ponta, tem muito a contribuir nas discussões de
segurança pública”, afirmou. “O policial civil não vai, tão somente,
assistir a palestras dos seus chefes, mas contribuir nas discussões para
que nós tomemos as decisões corretas”, completou.
As novas metas
e os indicadores de criminalidade serão monitorados periodicamente pela
nova gestão, “com muito foco nas UPPS” e participação social.
Robero
Sá agradeceu ao ex-chefe, Beltrame, pela confiança, autonomia e
liberdade, no tempo em que os dois trabalharam juntos, e desejou que o
ex-secretário, que ficou quase 10 anos no cargo, “tenha um justo e
merecido descanso”.
Roberto Sá era subsecretário de Planejamento e
Integração Operacional da própria secretaria e foi responsável pela
coordenação do plano de segurança da Polícia Civil na Copa do Mundo e
nos Jogos Olímpicos. Já integrou o Batalhão de Operações Especiais
(Bope), de onde saiu para ser delegado da Polícia Federal. É formado em
direito pela Pontifícia Universidade Católica do Rio. Apoio do governo federal
Após
da posse de Roberto Sá, o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes,
reforçou apoio às políticas de segurança e sugeriu manter patrulhamento
nas cinco rodovias federais que dão acesso ao estado, por meio da
Polícia Rodoviária Federal. “Precisamos aproveitar o grande legado da
Olimpíada e da Paralímpiada para a segurança, que foi a integração”,
disse Moraes.
O ministro não confirmou a manutenção das Forças
Armadas ou da Força Nacional de Segurança, composta por policiais
militares de vários estados no Rio, para depois do 2° turno das
eleições, como foi solicitado pelo governador do estado, Francisco
Dornelles.
Com um plano nacional de segurança
engatilhado com os estados, o ministro quer começar ações de combate à
criminalidade, às armas e às drogas a partir de novembro. O projeto vem
sendo elaborado em parceria com os secretários desde maio, sob
coordenação do próprio ministro e tem a participação de
procuradores-gerais de Justiça dos estados.
Um crânio com dois orifícios na parte posterior jaz sobre um pedaço de
papelão, à espera de perícia. Em meio às crostas de terra em sua
superfície, pode-se ver o códão E-34, escrito com hidrocor vermelho.
Estima-se que 30 mil pessoas desapareceram durante a ditadura militar da Argentina, que vigorou entre 1976 e 1983.
Foto: BBC Mundo / BBCBrasil.com
"Essa marca esverdeada é a impressão deixada pelo projétil", explica a
antropóloga forense Patrícia Bernardi, junto à maca metálica coberta por
fragmentos ósseos que ela deve observar, analisar e catalogar.
Na sala, localizada em um bairro barulhento e quente no centro de
Buenos Aires, há ossos por todas as partes: esqueletos inteiros, partes
de braços e pernas, pedaços de crânios cobertos de terra.
São os restos dos desaparecidos.
"É a última coisa que resta de uma pessoa, bem como a última
oportunidade para que o corpo fale e conte a verdade", diz a
antropóloga.
Las madres de la Plaza de Mayo fue la primera organización civil
que denunció la desaparición de jóvenes durante el régimen militar en
Argentina.
Foto: DANIEL GARCIA / BBCBrasil.com
Após o fim do governo militar na Argentina, em dezembro de 1983, teve
início um processo de busca e identificação das quase 10 mil pessoas que
foram classificadas como desaparecidas pela Secretaria de Direitos
Humanos, em meio a um desejo nacional por justiça.
Atualmente, as organizações de direitos humanos estimam que o número de
vítimas do regime que governou a Argentina com mão de ferro entre 1976 e
1983 chegou a 30 mil.
Durante décadas, as "Mães da Praça de Maio" pedem informações que lhes
indiquem se filhas e filhos estão mortos. Para isso, foi criada uma
equipe dedicada a buscar e identificar os restos das vítimas.
Algo que não existia no mundo.
Exame de ossos em laboratório leva em conta marcas nos ossos e, atualmente, exame de DNA
Foto: BBC Mundo / BBCBrasil.com
"O osso mostra a qualidade de vida que alguém teve", explica Bernardi,
enquanto alisa a superfície de um fêmur. "Temos que saber como os ler
para saber tudo o que está dizendo."
A antropóloga há 32 anos trabalha no projeto e é um dos membros
fundadores da Equipe Argentina de Antropologia Forense (Eaaf). Mas, em
1984, tinha outros planos. Queria ser arqueóloga e descobrir
antiguidades, em vez de estar com o peso histórico dos desaparecidos
argentinos no quarto ao lado de seu escritório.
"Sequer sabia o que era um antropólogo forense."
Em junho de 1984, porém, ela conheceu Clyde Snow, um antropólogo
forense americano que viera para Buenos Aires a pedido de vários órgãos
argentinos para decidir o que fazer com os restos mortais dos
desaparecidos.
Chegou com a fama de "Sherlock Holmes dos ossos". Trabalhara na
identificação da ossada do criminoso nazista Joseph Mengele, que tinha
se escondido no Brasil depois da guerra, e participara da autópsia do
presidente americano John Fitzgerald Kennedy.
Mais tarde, trabalharia nas valas comuns de curdos mortos pelo regime
de Saddam Hussein no Iraque e testemunhou contra o ditador no julgamento
que levou Saddam à forca em 2006.
"Snow era a imagem do antiprofessor. Dava-nos aula em um bar, fazendo
gráficos em guardanapos. Era muito humano e inteligente. Bebia e fumava
muito. Conversamos muito, ainda que sempre em um inglês básico, pois ele
não falava uma palavra de espanhol", lembra Bernardi.
Las madres de la Plaza de Mayo fue la primera organización civil
que denunció la desaparición de jóvenes durante el régimen militar en
Argentina.
Foto: DANIEL GARCIA / BBCBrasil.com
Graças à burocracia militar, havia um registro pormenorizado de prisões
e enterros. Mas para tirar os ossos da terra, Snow queria mãos mais
hábeis que as de coveiros, para não danificar ossos - as de arqueólogos
iniciantes, como Patrícia. Ela e dois colegas - Luis Fondebrider e
Mercedes Doretti - foram convidados pelo americano para auxiliá-lo no
projeto.
"Achamos estranho que um americano quisesse nossa ajuda para isso. Nós
nunca tínhamos trabalhado com ossadas, e a pressão para encontrar os
desaparecidos era enorme", lembra a antropóloga.
Mas o trio aceitou e, dias depois, reuniu-se nos portões do Cemitério
de Avellaneda, na capital. Depois de sete horas de escavações,
encontraram alguns ossos. "Não sabíamos muito bem onde estávamos
cavando, mas me lembro de olhar para cima de dentro do buraco e ver as
botas dos militares que nos observavam. Pensei: 'Meu Deus, onde fomos
nos meter'".
Durante a escavação, Bernardi ouviu palavras duras de alguns militares.
"Eles diziam que se tivessem feito o trabalho direito nós não
estaríamos lá. O país estava muito instável. E, se os militares
voltassem ao poder, era bem capaz que nós fôssemos os próximos
desaparecidos."
As escavações prosseguiram e foram revelando novas e novas valas.
Seguiram encontrando esqueletos e classificando o achado, buscando
marcas de violência nos ossos.
Dos cemitérios, foram para os laboratórios para analisar vestígios
ósseos, sinais particulares, até chegarem ao primeiro caso positivo: em
1985, identificaram os restos de uma mulher - Liliana Carmen Pereyra, de
21 anos, que estava grávida de cinco meses quando desapareceu, em 15 de
outubro de 1977.
Em abril de 1985, Snow levou este e outros resultados positivos para o
Julgamento da Junta Militar, um processo instaurado pelo presidente Raúl
Alfonsin para apurar as violações de direitos humanos cometidos pelos
militares.
Snow entregou as provas mais certeiras contra os militares. Bernardi
conta que advogados de defesa deixaram a sala. O trabalho de escavação
não resultara apenas em ossos mas na evidência científica que
contrariava a versão oficial de generais e almirantes de que jovens como
Liliane tinham morrido em conflitos armados com as autoridades. Exames
dos restos mortais da jovem revelaram que ela tinha sido executada.
Na tribuna, o americano apresentou fotos de outros casos: crânios
danificados por marcas de balas na região da nunca, sugerindo disparo a
30 cm de distância, um sinal claro de tiros à queima-roupa, não de um
enfrentamento.
Mas o caso de Lilian foi emblemático: ficou provado que ela dera à luz o bebê enquanto estava presa.
Mas como os cientistas conseguiram provar isso?
A equipe do Efaf explica que há ossos cruciais para buscar informações
sobre seu dono. Um deles é o fêmur, que permite estimar a idade e a
estatura. O crânio e o pélvis ajudam a decifrar o sexo. Já a arcada
dentária pode ser comparada com a ficha odontológica da pessoa.
Os detalhes revelados pelos ossos permitem o cruzamento de informações
que milhares de parentes de desaparecidos deixaram nos registros de uma
comissão nacional. Dentes arrancados, defeitos físicos, acidentes
sofridos, profissão (esqueletos de motoristas, por exemplo, apresentam
atrofias nos discos da coluna). Tudo poderia ajudar.
"No caso de Liliana Pereyra, sua mãe disse que, dois meses antes da
prisão, ela tinha passado por uma cirurgia de extração do dente canino
superior direito. No crânio que achamos no cemitério, podíamos ver o
espaço em que faltava o dente e havia sinais de uma extração recente.
Os ossos também delatam feridas. Muitas se desintegram com a carne, mas
ficam alguns rastros. Fraturas no braço causadas por torturas, colunas
vertebrais avariadas por disparos, crânios perfurados.
Abertura de covas onde estariam vítimas assassinadas foi feita
com técnicas usadas na arqueologia para não danificar ossadas
Foto: EAAF / BBCBrasil.com
A equipe até agora já conseguiu confirmar a identidade de 700 pessoas,
mas há outras 600 caixas de ossos à espera de um nome. Nelas, uma
constante: feridas de tiros, muitos deles pelas costas, e à
queima-roupa.
"Soube que Laura, minha filha, foi sequestrada e executada pelas
costas, em vez de em um enfrentamento. Levaram-na da prisão para ser
morta nos arredores de Buenos Aires", conta à BBC Mundo (o serviço em
espanhol da BBC), a ativista Estela de Carlotto, que recebeu o corpo da
filha em agosto de 1978, algo pouco usual sob o regime militar.
Em 1985, ela pediu a exumação do corpo da filha para saber mais sobre
sua morte, ela teve uma surpresa que lhe deu uma nova causa para lutar:
durante a escavação, Clyde Snow, chamou-lhe para conversar.
Clyde Snow atuou no julgamento de Saddam Hussein en 2006; ele morreu em maio de 2014
Foto: Chris Hondros / BBCBrasil.com
"Ele me disse: 'Estela, você é avó'. Nos pélvis há uma marca que mostra
que mulheres deram à luz", conta a ativista, hoje presidente do grupo
Avós da Praça de Maio, que luta para saber o paradeiro de filhos de
desaparecidos nascidos em cativeiro.
Estima-se que, na Argentina, haja pelo menos 500 crianças nascidas
nessas circunstâncias e adotadas de forma clandestina, crescendo com
outra identidade. Foi o caso do neto de Estela, que foi encontrado em
2014. E do filho de Liliane.
O descobrimento das "pegadas de DNA" pelo britânico Alec Jeffreys, em
1985, fez com que, a partir da década passada, fosse possível usar os
ossos dos desaparecidos para determinar laços familiares através da
genética, em vez da buscar de sinais como os relatados por parentes.
Desde 2003, a técnica triplicou o número de identificações feitas pelo
laboratório argentino.
Até o momento foram recuperadas ossadas de 1,3 mil pessoas na Argentina
Foto: BBC Mundo / BBCBrasil.com
O DNA também ajudou no trabalho de identificação de bebês e avós
biológicos: em 2008, Hilário Bacca, um comerciante que vivia no centro
da capital argentina, foi submetido a uma série de exames de sangue
porque se suspeitava que ele era filho de desaparecidos.
Os exames confirmaram a identidade de sua mãe: Liliana Pereyra. Hilário
foi o 95º neto recuperado pelas Avós da Praça de Maio, mas ele não
ficou muito satisfeito.
"Conheci minha identidade biológica por meio de um exame compulsório e
que não queria fazer. E agora preciso lidar com isso", queixou-se ele à
BBC Mundo, em 2011.
Seus pais "adotivos" foram a julgamento por apropriação de menores, mas
Bacca insiste em defendê-los e chamá-los de "pais de coração". Ele até
testemunhou a favor deles no julgamento e se recusou adotar seu
sobrenome verdadeiro.
El trabajo del EAAF ha permitido la devolución de al menos 700 cuerpos a los familiares de los desparecidos.
Foto: Getty / BBCBrasil.com
"A essa altura da minha vida querem que eu desapareça para fazer de mim
um Pereyra ou um Cagnola (sobrenome do pai, Eduardo, também
desparecido), que para mim não existem."
No entanto, Bacca passou a trabalhar com as Avós da Praça de Maio.
"Nunca sabemos como os familiares vão reagir diante de uma verdade assim. Vemos de tudo", diz Patrícia Bernardi.
Os ossos continuam chegando. Vêm de cemitérios de outros recantos do
país ou de valas clandestinas como o Pozo de Vargas, um poço de 40 m de
profundidade em Tucuman, no norte da Argentina, que os militares usavam
para desovar corpos de desparecidos. Recentemente, o laboratório
conseguiu confirmar a identidade de um estudante sequestrado em 1976.
Quarenta anos depois de sua família começar a buscá-lo.
Toda a cidade de São Paulo está em estado de atenção para alagamentos
desde as 15h15, segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE)
da prefeitura.
Imagens do radar meteorológico, segundo o CGE,
mostram chuva forte na zona norte da capital paulista, principalmente no
bairro de Tremembé, e chuva leve com pontos moderados no restante da
cidade. As áreas de instabilidade migraram do estado do Paraná para São
Paulo.
A chuva forte atinge também as cidades de Guarulhos e
Mairiporã. Conforme previsão dos meteorologistas do CGE, as próximas
horas seguem com chuva na capital, que podem vir acompanhadas de rajadas
de vento e queda de granizo. Rajadas de vento
O
Aeroporto do Campo de Marte, na zona norte, registrou ventos de 55,6
quilômetros por hora (km/h) às 15h42; o Aeroporto de Cumbica, em
Guarulhos, às 13h, registrou ventos de 53,7km/h. Tendência
Segundo
o CGE, os próximos dias terão características da primavera, com
temperaturas elevadas e temporais geralmente no período da tarde.
A
madrugada deve ter chuva isolada e os termômetros devem registrar por
volta dos 18ºC. A quantidade de nuvens aumenta em função do deslocamento
das áreas de instabilidade para São Paulo e a temperatura máxima deve
chegar aos 27ºC, enquanto as taxas de umidade do ar variam entre 42% e
90%. Entre a tarde e a noite voltam a ocorrer pancadas de chuva sobre
toda a Grande SP, informou o CGE.
Para o sábado (15), os
meteorologistas preveem chuva isolada na madrugada e termômetros na casa
dos 18ºC. O sol deve aparecer ao longo do dia entre poucas nuvens e as
temperaturas devem se elevar até os 29ºC. Os percentuais de umidade
sofrem ligeiro declínio, com os menores valores em torno dos 40%.
Durante a tarde retornam as condições para a ocorrência de chuvas
rápidas e isoladas, com baixo potencial para alagamentos.
A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 241, aprovada em primeiro
turno pela Câmara dos Deputados na noite de ontem (10), não resolve o
desequilíbrio fiscal e esvazia o poder da política econômica, segundo
avaliação da economista Laura Carvalho, professora da Faculdade de
Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo
(USP).
A economista falou sobre a PEC hoje (11) em audiência
pública na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) no Senado. Afirmou que a
crise fiscal não deriva de um crescimento maior de despesas e, sim, de
uma queda na arrecadação, decorrente da crise econômica. Segundo ela, o
ajuste fiscal de 2015, ainda no governo da ex-presidente Dilma Rousseff,
aprofundou essa queda.
“Em 2015 houve, sim, ajuste: uma contração
fiscal da ordem de 2,5% em termos reais. Temos uma queda de receita,
efeito, ao mesmo tempo, de uma recessão profunda e de políticas como a
desoneração fiscal, que impediram o crescimento dessa arrecadação. Além
disso, a gente viveu uma experiência de um ajuste fiscal mais profundo
do que esse que a PEC se propõe a realizar”, disse. Ajuste tímido
Segundo
Laura Carvalho, o ajuste promovido pela PEC tende a ser mais tímido que
o do governo de Dilma Rousseff no curto prazo, em razão da perspectiva
de queda da inflação. A proposta de emenda vincula o crescimento dos
gastos públicos à inflação do ano anterior.
“Estamos, nos próximos
anos, em um período em que a inflação está caindo e tende a cair mais,
até convergir para meta de 4,5%, fixada pelo Conselho Monetário
Nacional. Isso sinaliza que, no curto prazo, a PEC autoriza um ajuste
real das despesas em lugar de queda. Não há nada que sinalize que o
ajuste será maior que o de 2015. Não que eu defenda esse ajuste”,
declarou a professora, que tem posição contrária à política de corte de
gastos em períodos de recessão.
A economista disse, ainda, que o
crescimento da dívida pública está mais associado à alta de juros do que
à elevação de gastos públicos. Por esse motivo, ela acredita que a
aprovação da PEC 241 não contribuirá para reduzir a dívida. “As emissões
líquidas, que são nova dívida, foram muito menores que o pagamento de
juros sobre a dívida anterior. A PEC em nada soluciona esse problema”.
Laura
Carvalho também acredita que, ao vincular os gastos à inflação, a PEC
engessa a política econômica. “Para que servem o Congresso, o Ministério
da Fazenda e o Planejamento se, independente do crescimento econômico,
você já está fixando o tamanho do Orçamento público? A PEC parece uma
demanda daqueles que não confiam nos representantes eleitos. É curioso
que esses mesmos parlamentares votem uma medida dessa natureza”, afirmou
a economista.
Por fim, Laura criticou a ausência de uma agenda de
crescimento econômico que inclua investimentos públicos. “Os
investimentos públicos são essenciais nessa retomada. Isso tem que estar
em qualquer agenda. Ao contrário do que se coloca, o Orçamento público
não é igual ao de uma família. Os gastos [públicos] que você faz
aumentam o quanto você ganha”, argumentou. Versão do governo
O
secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda,
Mansueto Almeida, foi convidado para representar o governo na audiência
pública, mas não compareceu. Ontem (10), o Palácio do Planalto divulgou
vídeo em que Mansueto defende a proposta e afirma que as áreas da saúde e
educação estão protegidas no texto que está sendo discutido no
Congresso.
Mansueto disse que a nova regra não tem impacto na
educação para 2017, primeiro ano de vigência da PEC. Segundo ele, o
gasto na área vai seguir a regra constitucional prevendo que 18% de tudo
que o governo arrecada tem que ser aplicados em educação. No caso da
saúde, disse o secretário, o orçamento aumentará. A regra atual
determina que 13,7% da arrecadação devem ser aplicados na área.
Com
a PEC, de acordo com o secretário, o percentual de 15% previsto para
2020 passa a valer para o próximo ano. Ele ressaltou, contudo, que, a
partir de 2018, os pisos para educação e saúde passam a ser corrigidos
pela inflação do ano anterior.
A audiência pública foi requerida
pela presidente da Comissão de Assuntos Econômicos, senadora Gleisi
Hoffmann (PT-PR). Além de Laura Cardoso, participou da discussão o
cientista político Jessé Souza, professor do departamento de Ciência
Política da Universidade Federal Fluminense.
Souza disse que os
favoráveis à aprovação da PEC têm uma visão imediatista e que os
parlamentares serão cobrados pelos eleitores. “No longo prazo, as
pessoas que vão sofrer com isso vão cobrar. Isso vai ser exigido. O ano
de 2018 não será igual a 2016. Em 2018 é um outro quadro”, afirmou.
A polícia alemã prendeu neste domingo o suposto cúmplice do jovem
sírio fugitivo, suspeito de preparar um atentado e cujo paradeiro
continua sendo desconhecido apesar da importante operação para
capturá-lo.
Sem poder alcançar o principal suspeito, de 22 anos e registrado como
Jaber Albakr, que escapou por muito pouco da polícia no sábado, os
investigadores se concentram sobre seu entorno.
O homem também de nacionalidade síria, "é suspeito cumplicidade na
preparação de um atentado", disse à AFP um porta-voz da polícia local.
O homem havia sido detido na véspera junto a outros dois conhecidos
do suspeito, que foram liberados sem acusações. O suposto cúmplice é o
"locatário oficial" do apartamento de Chemnitz (leste) onde foram
encontrados no sábado explosivos altamente perigosos.
No domingo, as forças de intervenção especial da polícia detiveram em
Chemnitz outro homem próximo ao suspeito foragido, que, segundo a
polícia, "está sendo interrogado".
Na véspera, a polícia encontrou "várias centenas de gramas" de uma
"substância explosiva muito mais potente que o TNT" em seu apartamento,
ocupado pelo suspeito e alugado pelo suposto cúmplice.
Segundo vários meios de comunicação, trata-se de 500 gramas de TATP,
uma substância altamente explosiva utilizada por extremistas do grupo
Estado Islâmico (EI) em atentados na Europa.
Pode ser fabricado com produtos disponíveis à venda liberada.
Segundo o jornal Süddeutsche Zeitung, a polícia também encontrou
cerca de um quilo de produtos químicos, detonadores e utensílios que
podem servir para fabricar bombas.
O suspeito estava em contato pela internet com o grupo Estado Islâmico, de acordo com o jornal.
O Ministério Público Federal alemão, autoridade competente para casos
de terrorismo, anunciou que se encarregará da investigação. "Tudo
indica que o suspeito tinha a intenção de cometer um atentado islamita",
anunciou.
Não se exclui que o homem tenha conseguido fugir com uma parte dos
explosivos, já que ele foi visto correndo com uma mochila, afirmou o
jornal.
- Erro policial? -
Em meio às operações para achar o fugitivo, uma polêmica se instala
na Alemanha, que se pergunta como Jaber Albakr, que era vigiado pelos
serviços secretos, pôdo escapar da polícia neste sábado pela manhã.
Os serviços secretos enviaram um alerta na sexta-feira aconselhando a polícia local a intervenir devido a um risco iminente.
"Estávamos preparando a intervenção quando ele deixou o edifício", disse a polícia.
Vários veículos da imprensa alemã falam de "erro". As forças de
segurança teriam estado frente a frente com o fugitivo ao se aproximar
de sua casa e teriam tentado, sem sucesso, pará-lo com disparos de
advertência.
As forças de segurança argumentaram que um disparo direto poderia ter
desencadeado uma explosão. O homem pôde finalmente desaparecer em
circunstâncias ainda pouco claras.
O suspeito, Jaber Albakr é um demandante de asilo que chegou à
Alemanha em fevereiro de 2015, ou seja, vários meses antes da onda de
migrantes do fim do ano passado. Obteve o status de refugiado em junho
deste ano.
Neste domingo, o suspeito seguia foragido, apesar de uma ordem de
busca com sua foto divulgada em todo o país e da mobilização da polícia
em várias regiões.
A segurança foi reforçada nos dois aeroportos de Berlim e nas
estações da capital. Chemnitz está situada 260 km ao sul de Berlim.
A polícia também disse estar ativa "para além das fronteiras da Alemanha".
As autoridades alemãs acreditam ter desmantelado ao menos três atentados extremistas neste ano.
No mês passado, três pessoas foram detidas em centros de acolhimento
de refugiados, e um demandante de asilo sírio de 16 anos foi preso em
Colônia suspeito de preparar um atentado para o EI.
A polícia alemã estima que há várias centenas de islamitas que representam um perigo no país.
A Alemanha sofreu em julho dois atentados reivindicados pelo EI: um
ataque suicida cometido por um sírio de 27 anos que deixou 15 feridos e
um ataque com machado lançado por um refugiado de 17 anos (cinco
feridos).
Estes atos contribuíram para alimentar o temor de uma parte da
opinião pública diante dos demandantes de asilo, apesar dos apelos das
autoridades para evitar o preconceito.
Deputados do PT e do PCdoB protocolaram hoje (7), no Supremo Tribunal
Federal (STF), mandado de segurança, com pedido de liminar, para
suspensão imediata da tramitação da proposta de emenda à Constituição
(PEC) que limita os gastos públicos do país pelos próximos 20 anos. O
relator é o ministro Roberto Barroso. O Palácio do Planalto informou
que, por enquanto, não vai se manifestar sobre a ação.
No
pedido, os parlamentares argumentam que a PEC 241/2016 "atenta contra a
separação dos Poderes, o voto direto, secreto, universal e periódico e
os direitos e garantias individuais". Na interpretação dos autores do
pedido, a limitação dos gastos restringirá também a atuação do
presidente da República e de deputados e senadores que serão empossados
em 2019, 2023, em 2027, 2031 e 2035. Comissão especial
A
Comissão Especial da Câmara que analisa a PEC 241 aprovou ontem o
substitutivo apresentado pelo relator da proposta, deputado Darcísio
Perondi (PMDB-RS). A proposta será levada à votação no plenário da
Câmara, em primeiro turno de votação na próxima segunda-feira (10).
Em
pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão, o ministro da
Fazenda, Henrique Meirelles, disse que a proposta preservará a saúde e a
educação, sem retirar direitos dessas áreas “O governo [do presidente
Michel] Temer enviou uma proposta para mudar a Constituição e equilibrar
o orçamento nos próximos anos. É necessário um prazo para ajustar as
contas de forma gradual, sem retirar direitos, sem cortar o dinheiro dos
projetos mais importantes, aqueles essenciais. Saúde e educação, por
exemplo, serão preservados. Estamos criando mecanismos para garantir que
essas áreas prioritárias não terão perdas”, destacou o ministro.
De
acordo com Meirelles, o controle dos gastos permitirá ao país recuperar
a credibilidade. “A confiança de consumidores, investidores e
empresários já está retornando. Já notamos os primeiros sinais dessa
mudança. Confiamos que o Congresso aprovará essa medida que vai
equilibrar as contas públicas. Este é o caminho para a volta do
crescimento de nossa economia e para a criação dos empregos de que o
nosso povo precisa.” Mandado
“Uma grave
consequência da limitação que, por intermédio da PEC 241/2016,
pretende-se impor ao povo brasileiro, como titular do poder político do
Estado, consiste em que seus representantes, parlamentares que serão
eleitos, não terão, conforme já destacado, a possibilidade de exercer em
plenitude a representação popular no Poder Legislativo”, diz trecho do
mandado de segurança.
Além disso, os autores do mandado de
segurança argumentam que a separação dos Poderes, prevista na
Constituição, será desrespeitada caso a PEC seja aprovada.
“Ao
prever que as despesas a serem contempladas nos orçamentos de cada Poder
da República e suas respectivas execuções, devam permanecer limitadas à
variação anual de índice decorrente de pesquisa de preços, implementada
que é, por autarquia do Poder Executivo da União, as necessidades que o
Poder Judiciário, como o Poder Legislativo, tenham e considerem
imprescindíveis contemplar no Orçamento Geral da União, para atender
suas legítimas e necessárias demandas, estarão restringidas”,
acrescentam os autores do pedido. O mandado de segurança é
assinado por um deputado do PT Afonso Florence (BA) e sete do PCdoB:
Jandira Feghali (RJ), Luciana Santos (PE), Daniel Almeida (BA), Angela
Albino (SC), Jô Moraes (MG), Francisco Lopes (CE) e Alice Portugal
(BA). Comissão especial A Comissão Especial da Câmara que analisa a PEC 241 aprovou ontem o substitutivo apresentado pelo relator da proposta, deputado Darcísio Perondi (PMDB-RS). A propostaserá levada à votação no plenário da Câmara, em primeiro turno de votação na próxima segunda-feira (10).
Em pronunciamento em
cadeia nacional de rádio e televisão, o ministro da Fazenda, Henrique
Meirelles, disse que a proposta preservará a saúde e a educação, sem
retirar direitos dessas áreas “O governo [do presidente Michel] Temer
enviou uma proposta para mudar a Constituição e equilibrar o orçamento
nos próximos anos. É necessário um prazo para ajustar as contas de forma
gradual, sem retirar direitos, sem cortar o dinheiro dos projetos mais
importantes, aqueles essenciais. Saúde e educação, por exemplo, serão
preservados. Estamos criando mecanismos para garantir que essas áreas
prioritárias não terão perdas”, destacou o ministro.
De acordo
com Meirelles, o controle dos gastos permitirá ao país recuperar a
credibilidade. “A confiança de consumidores, investidores e empresários
já está retornando. Já notamos os primeiros sinais dessa mudança.
Confiamos que o Congresso aprovará essa medida que vai equilibrar as
contas públicas. Este é o caminho para a volta do crescimento de nossa
economia e para a criação dos empregos de que o nosso povo precisa.”
O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) criticou as diretrizes do
programa Criança Feliz, lançado nesta quarta-feira por Michel Temer, que
tem como escopo a criação de uma nova atividade profissional, o
"visitador", para realizar visitas nas residências em que há crianças
com idade de 0 a 3 anos; "É um agente comunitário de saúde paralelo. O
governo é tão contra os agentes, que está criando um paralelo, chamando
de visitador, pagando uma bolsa. Não confiam nos agentes comunitários,
vetaram o dinheiro para a capacitação dos agentes comunitários de saúde e
agora vão capacitar outra pessoa, outro cidadão, para fazer o papel de
agente comunitário de saúde paralelo", disse Solla.O deputado federal Jorge Solla (PT-BA) criticou as diretrizes do
programa Criança Feliz, lançado nesta quarta-feira (5) por Michel Temer,
que tem como escopo a criação de uma nova atividade profissional, o
"visitador", para realizar visitas nas residências em que há crianças
com idade de 0 a 3 anos.
"É um agente comunitário de saúde paralelo. O governo é tão contra os
agentes, que está criando um paralelo, chamando de visitador, pagando
uma bolsa. Não confiam nos agentes comunitários, vetaram o dinheiro para
a capacitação dos agentes comunitários de saúde e agora vão capacitar
outra pessoa, outro cidadão, para fazer o papel de agente comunitário de
saúde paralelo", disse Solla em pronunciamento no plenário da Câmara.
Na segunda-feira, o governo federal vetou três artigos da LEI
13.342/2016, que tratava de benefícios aos agentes de saúde. Entre os
benefícios aprovados no Congresso que foram vetados, estavam a
destinação de recursos para qualificação profissional dos agentes, o
pagamento de insalubridade nos casos devidos, e o artigo que colocava os
agentes entre os beneficiários prioritários no programa Minha Casa,
Minha Vida.
"É um absurdo jogar os agentes comunitários de saúde de lado depois
do que eles fizeram neste país, melhorando a qualidade de vida das
nossas crianças. Nós temos em cada comunidade um agente comunitário de
saúde para acompanhar as crianças de 0 a 3 anos. Não tem cabimento vetar
a melhoria dessa categoria, pegar os recursos para criar outra
atividade profissional bolsista, não concursado, para que? Para que seja
pinçado um agente político para defender o governo golpista em cada
comunidade? Só se for. Nós temos agentes comunitários preparados,
capacitados, que já acompanham as famílias e as crianças. É um absurdo
esse programa, serão cabos eleitorais do golpe", completa o deputado
baiano.
Presidente dos Estados Unidos compara Comitê Olímpico com a Fifa
ainda por conta de derrota de Chicago para o Rio pelos Jogos de 2016.
O presidente dos Estados Unidos Barack Obama levantou suspeitas sobre
as escolhas das cidades-sede dos Jogos Olímpicos feitas pelo Comitê
Olímpico Internacional (COI). O mandatário americano usou em sua tese a
definição do local da Olimpíada de 2016, quando Chicago estava na
disputa. Ele até chegou a fazer uma comparação com a Fifa.
- Uma delegação muito bem preparada havia viajado a Copenhague para
fazer uma apresentação e (a primeira-dama) Michelle estava com eles -
explicou em entrevista concedida à New York Magazine no fim de agosto, e
publicada na noite do último domingo.
- Recebi uma ligação (...) dizendo que todos pensavam que se eu fosse
ao local teríamos boas chances de ganhar e que poderia valer a pena ir e
voltar no dia - continuou.
A medida não deu muito certo. Na disputa final com Rio de Janeiro,
Madri e Tóquio, Chicago foi eliminada logo na primeira rodada da
votação.
- Fui ao local, (mas) mais tarde entendemos que as decisões do COI são
similares às da Fifa: um pouco manipuladas. Segundo todos os critérios
objetivos, a candidatura americana era a melhor - afirmou Obama.
A perda de Chicago em 2009 foi ruim para o presidente americano. Um ano
antes, ele tinha acabado de assumir a presidência do país.
Vale lembrar que os Estados Unidos não sediam uma edição dos Jogos
Olímpicos desde 1996, quando Atlanta foi a sede olímpica. Para os Jogos
de 2024, Los Angeles está na disputa com Paris e Budapeste.
O presidente dos Estados Unidos Barack Obama (Foto:AFP)
O deputado cassado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) disse que "muita água vai
rolar debaixo da ponte até a próxima eleição" e que ainda vai entrar com
recursos contra o processo que tirou seu mandato na Câmara. Após votar
em uma escola na Barra da Tijuca, bairro onde mora no Rio, o ex-deputado
preferiu não revelar seu candidato a prefeito "em respeito ao partido" e
disse que seu livro sobre o processo de impeachment sairá até o fim do
ano. "Em respeito ao meu partido eu não vou falar do prefeito,
mas com certeza não votei em quem votou contra mim", disse, alfinetando o
candidato do PMDB, Pedro Paulo. Cunha chegou ao Centro Educacional
Santa Mônica por volta de 9h10, de calça jeans, camisa social branca e
sapato de couro, acompanhado da filha Camila Dytz Cunha. Os dois vieram
em um carro com adesivos do candidato a vereador Chiquinho Brazão e
ficaram por cerca de dez minutos no local. A presença de Cunha
dividiu os eleitores na zona eleitoral. Uma mesária da Seção 15, onde
Cunha votou, se despediu ironicamente do político com um "tchau deputado
cassado". Algumas pessoas, como o ex-jogador do Flamengo Nunes,
cumprimentaram Cunha e pediram até para tirar fotos. O
ex-deputado foi hostilizado por um eleitor enquanto conversava com a
imprensa. "O senhor é um verdadeiro palhaço", gritou Pedro Bevilaqua de
Lucca, 28. Cunha revidou com a frieza habitual. "Vai, petista. (...) Tem
os dois lados da reação. Tem outras pessoas tirando foto, como você
viu. Estou habituado", disse. O eleitor negou ser filiado a qualquer
partido. Eduardo Cunha afirmou que vai entrar com recursos contra
a cassação de seu mandato e inelegibilidade. "Até a próxima eleição
ainda tem muita água pra rolar debaixo da ponte. Ainda vou entrar com
alguns recursos, algumas ações no Supremo, já entrei com embargo na
Câmara. Eu não diria a você que esse assunto está sepultado ainda não",
disse. O deputado cassado contou que tem trabalhado 15 horas por
dia em seu livro, no qual contará bastidores do processo de impeachment,
e que deve ser lançado até o fim do ano. "Está indo de vento em popa",
garantiu, dizendo que está praticamente certa a escolha da editora, mas
que manterá o nome em segredo. Questionado sobre possíveis
denúncias a serem abordadas no livro, Cunha disse que fará "um livro de
História". "Eu não disse que vou fazer denúncia, vou fazer um livro de
História", afirmou, explicando que pretende encerrar a narrativa no dia
18 de abril, quando entregou para o presidente do Senado, Renan
Calheiros, a decisão da Câmara. O ex-deputado do PMDB se esquivou
de avaliar o governo do presidente da República, Michel Temer (PMDB).
"Acho que está muito cedo para avaliar. Depois da eleição é que vai
começar de verdade", disse.
O porta-voz da presidência americana, Josh Earnest, afirmou que Obama
está preparando o discurso após ter sido convidado a falar na cerimônia
que será realizada no cemitério Monte Herzl, em Jerusalém.
"O presidente foi convidado para falar no serviço fúnebre. O discurso está sendo escrito neste momento", declarou o porta-voz.
Obama liderará uma grande delegação de funcionários e personalidades
políticas americanas que viajarão para o funeral, entre eles o
ex-presidente Bill Clinton, o secretário de Estado, John Kerry, e a
líder da minoria democrata na Câmara dos Representantes, Nancy Pelosi.
Ao todo, 30 representantes do governo americano viajarão ao funeral de Peres, incluindo diversos legisladores e diplomatas.
Entre os que comparecerão ao último adeus ao ex-presidente e
ex-primeiro-ministro israelense, um dos pais fundadores de Israel e o
líder dos Acordos de Paz de Oslo, estará o presidente da Autoridade
Palestina, Mahmoud Abbas.
O ex-presidente e Nobel da Paz Shimon Peres morreu nesta quarta-feira,
aos 93 anos, duas semanas após sofrer um acidente vascular cerebral.
O ex-presidente israelense e prêmio Nobel da Paz, Shimon Peres, está
"entre a vida e a morte", segundo pessoas próximas, depois que seu
estado piorou nesta terça-feira (27), após sofrer há duas semanas um
acidente vascular cerebral (AVC).
Shimon Peres, de 93 anos, é o último sobrevivente da geração dos
fundadores do Estado de Israel, e foi um dos que participou dos acordos
de Oslo assinados com os palestinos nos anos 1990.
Peres ganhou o prêmio Nobel da Paz em 1994 junto com Yitzhak Rabin e
Yasser Arafat "por seus esforços a favor da paz no Oriente Médio".
As mensagens de apoio enviadas por personalidades de todo o mundo
demonstram o respeito internacional que ganhou após décadas de carreira
política.
Shimon Peres foi vítima de um AVC no dia 13 de setembro, e foi
hospitalizado no centro Tel Hashomer de Ramat Gan, o maior hospital
israelense perto de Tel Aviv, onde foi sedado e conectado a um
respirador no setor de cuidados intensivos.
Seus médicos falaram imediatamente de estado crítico, mas depois
indicaram que sua situação era estável, e mais tarde apontaram uma certa
melhora.
Inclusive planejaram reduzir sua ajuda respiratória e os sedativos para avaliar sua reação.
No entanto, seu estado se deteriorou nesta terça-feira, indicou à AFP
uma fonte próxima a ele que pediu o anonimato. "Sua saúde está muito,
muito complicada. Seus médicos estão preocupados", acrescentou.
"O presidente está entre a vida e a morte", reconheceu.
Seus filhos e netos estavam no hospital, acrescentou a mesma fonte.
Sequelas "permanentes"
Uma porta-voz do hospital, Lee Gat, assegurou que Peres "está em um estado muito, muito grave. Somos menos otimistas".
"Os danos sofridos pelo cérebro são permanentes", admitiu pela
primeira vez. Até agora, os médicos haviam evitado falar das sequelas do
AVC.
Mais de 15 milhões de pessoas no mundo, sobretudo idosas, sofrem
todos os anos um AVC, de acordo com a Federação Mundial do Coração, com
sede em Genebra. Cerca de seis milhões de pessoas morrem desta doença
que ocorre quando a circulação do sangue é interrompida e o cérebro fica
privado de oxigênio e nutrientes.
Desde 13 de setembro, o papa Francisco, os presidentes americano,
Barack Obama, e russo, Vladimir Putin, e o ex-primeiro-ministro
britânico Tony Blair enviaram mensagens de solidariedade.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, desejou a ele "uma rápida e
completa recuperação", acrescentando que Peres era "um trabalhador
incansável em busca da paz entre israelenses e palestinos".
Um sábio da nação
Peres, apesar de ter participado das grandes batalhas da curta
história de Israel e suas agudas controvérsias políticas, construiu a
imagem de um político de consenso, sendo considerado um "sábio" da
nação.
Foi ministro em inúmeros governos, assumiu em várias ocasiões o cargo
de primeiro-ministro e, depois, de presidente do Estado de Israel de
2007 a 2014. Ocupou praticamente todos os cargos de alto nível no país,
desde a Defesa, passando pelas Finanças e também Política Exterior.
Entrou na política aos 25 anos graças ao "velho leão", David Ben Gurion, fundador de Israel.
Peres também é considerado o pai do programa nuclear israelense.
Apesar dos acordos de Oslo e das negociações de paz, os palestinos
têm uma visão muito mais turva de quem garantiu as primeiras colônias
judaicas na Cisjordânia e ainda era primeiro-ministro quando a aviação
israelense bombardeou o povoado libanês de Cana, matando 106 civis em
abril de 1996.
Aos 93 anos continuou sendo uma figura muito ativa através de seu
Centro Peres para a Paz, que promove a convivência entre judeus e
árabes.
Em uma ocasião revelou que o segredo de sua longevidade consistia em
fazer ginástica todos os dias, comer pouco e beber uma ou duas taças de
um bom vinho.
O candidato a prefeito do Rio Pedro Paulo (PMDB) escolheu, neste
domingo (25), um dos polos culturais mais tradicionais da cidade, a
Feira de São Cristóvão, para chamar a atenção para o risco de
empobrecimento do diálogo e a estagnação de conquistas caso seus
adversários sejam eleitos. Ao lado do prefeito Eduardo Paes e do
presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), Pedro conversou
com comerciantes e foi recebido com repente, samba e bençãos – na forma
de uma imagem do Padre Cícero, presenteada pelo cordelista Mestre
Egídio, e de uma camisa da procissão centenária do Círio de Nazaré, do
Pará. Rodrigo Maia, Pedro Paulo e Eduardo Paes visitaram a Feira de São Cristóvão neste domingo (25)“O
Rio de Janeiro não pode ser entregue àqueles que já faliram a cidade.
Temos que seguir o caminho da cultura diversa e democrática dos últimos
oito anos. Olhar para todos e priorizar quem mais precisa de espaço,
quem até recentemente não tinha voz”, afirmou o candidato, que
aproveitou a ocasião para defender a multiplicidade cultural e religiosa
do Rio.
“Esta cidade é diversa, múltipla e precisa permanecer
assim. Precisa compreender todas as culturas, todas as crenças, todas as
linguagens e todas as pessoas que vêm em busca de oportunidades e que
trazem com elas práticas e hábitos que fazem do Rio a cidade rica que é.
Mas é fundamental que se faça um alerta aqui: uma coisa é a religião
estar, como sempre esteve, na construção da nossa identidade cultural e
social. É parte do que faz do Rio uma cidade tão única. Mas misturar
religião com política é uma ameaça muito grande a todas as nossas
conquistas sociais recentes. Inclusive culturais”, acentuou,
referindo-se ao risco da eleição do candidato Crivella, sobrinho do
bispo Edir Macedo e aliado de Garotinho.
A sete dias do primeiro
turno, Pedro Paulo falou que seguirá a mesma rotina que sempre adotou:
“acordar cedo, dormir tarde, multiplicar os apoios em cada canto dessa
cidade, conversando principalmente com os que mais precisam do poder
público”, além de provocar uma reflexão nos cariocas:
“É urgente
que os eleitores entendam o que está em jogo: minha candidatura é o
única opção que oferece à cidade os avanços que observamos nos últimos
anos. Além dela, há a da Jandira e do Freixo, que representam o
radicalismo, a intolerância em relação ao diálogo com a política e um
modelo de cidade com uma visão atrasada, que levou o país à falência. É
isso que está em jogo. E não é surpresa para ninguém que o bispo
Crivella, o bispo Macedo e a família Garotinho estejam morrendo de medo
de que eu seja o adversário, porque eles sabem que eu sou o único que
pode afastar do horizonte do Rio o atraso que representaria ter estas
pessoas no poder”, ressaltou Pedro Paulo.
Comentando o cenário da
disputa eleitoral, em que Pedro figura em segundo lugar, empatado com
Marcelo Freixo e Jandira Feghali, o prefeito Eduardo Paes mostrou
confiança no segundo turno e elevou o tom contra os adversários.
“Tenho
certeza de que o Pedro vai para o segundo turno porque confio na
compreensão do carioca da gravidade da situação de se ter uma disputa
entre candidatos como Crivella e Freixo, ou Crivella e Jandira. Não é
nada pessoal, mas eles não têm a menor condição de governar a cidade.
Está na hora daqueles que pensam a cidade, que desejam um futuro de
desenvolvimento e geração de oportunidades, como mostramos ser possível
nos últimos sete anos e meio, embarcarem na campanha do Pedro. Assim
derrotaremos o bispo no segundo turno”, disse.
Rodrigo Maia fez coro, destacando a capacidade administrativa do governo Paes, que teve no Pedro Paulo seu principal gestor.
“A
cidade do Rio está dando o exemplo que nem a crise federal, provocada
pela aliança comandada no Rio da Jandira e do Freixo, nem a enfrentada
pelo Estado, tiveram nenhum tipo de interferência nas finanças
municipais. A cidade do Rio fez as Olimpíadas, continua investindo em
equipamentos públicos fundamentais de saúde e educação e continua
pagando seu servidor em dia. São provas de que a cidade do Rio tem uma
gestão de qualidade, e em todas as decisões que trouxeram o Rio até este
momento, há a assinatura do Pedro Paulo”.
O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, vetou nesta sexta-feira
um projeto de lei que teria permitido iniciar processos contra o governo
da Arábia Saudita em tribunais americanos por seu papel nos atentados
de 11 de setembro de 2001.
Em uma comunicação oficial ao Senado, o presidente afirmou que não
assinará esse projeto de lei, conhecido como "Lei de Justiça contra
Promotores do Terrorismo", porque "elimina a imunidade soberana" de
governos que não foram designados Estados promotores do terrorismo pelo
governo dos EUA.
Obama, que menciona seus oito anos de campanha contra o terrorismo da
Al Qaeda na carta, assegura que esta lei "arranca o assunto (de fazer
justiça pelos atentados) das mãos de nossos profissionais de segurança
nacional e política externa e o coloca nas mãos de querelantes privados e
tribunais".
A maioria dos congressistas, tanto democratas como republicanos,
considera que há provas que altos funcionários sauditas estiveram
implicados na rede de financiamento dos atentados de 11/9, nos quais
morreram cerca de 3.000 pessoas, e que, portanto, as vítimas têm direito
a processos coletivos contra o Estado saudita.
Obama argumentou que esta legislação priva governos estrangeiros de
proteções de imunidade consagradas pela lei, ao mesmo tempo em que
prejudica as relações e a segurança de diplomatas e tropas em um país
que é um parceiro e não é considerado promotor do terrorismo em nível
estatal.
Além disso, a Casa Branca teme que esta legislação permita que, com a
desculpa da reciprocidade, o governo americano ou seus funcionários
sejam processados em tribunais de outro país.
Dezenas de familiares de vítimas dos atentados do 11/9 protestaram na
terça-feira em frente à Casa Branca para pedir que Obama não vetasse
este projeto de lei e lhes permitisse processar o governo saudita nos
tribunais americanos.
Esta legislação voltará agora ao Congresso, onde será necessária uma
maioria superior aos dois terços de ambas câmaras para revogar o veto
presidencial, algo que ocorreria pela primeira vez nos quase oito anos
de mandato de Barack Obama.
Abraz alerta para altos custos da doença e sugere criação do auxílio-cuidador.O Cotidiano convidou o médico geriatra, especialista em Doença de Alzheimer e diretor científico da Associação Brasileira de Alzheimer/Regional (Abraz-DF),Otávio Castelo, para explicar a doença porque muitos confundem Alzheimer com demência.
Ele disse que existe a família de doenças que leva o nome de demência,
que afeta fisicamente o cérebro. Então o cérebro entra no processo de
degeneração, morte de suas células e isto dá duas consequências: a
pessoa altera a cognição e o comportamento.
Mas o que tem a ver Alzheimer com demência? "Demência é uma família de
doenças e o Alzheimer é a mais comum. Metade ou 60% dos casos de
demência no Brasil são devidos à doença de Alzheimer", explica o médico.
Sobre os custos da doença de Alzheimer, o médico disse que ela dura de
quatro a 20 anos, vai cada vez mais piorando e não tem cura.
Saiba mais sobre as demências e o Alzheimer nesta entrevista, no player acima.
segunda-feira, 19 de setembro de 2016
De acordo com a Brigada Militar, jovem estava na calçada quando foi morto. Após a morte, polícia teve que usar balas de borracha para conter confusão.
Um jovem de 18 anos foi morto com um tiro no rosto após uma confusão em frente a uma boate na cidade de Encantado,
no Vale do Taquari, no final da madrugada deste sábado (17). De acordo
com informações da Brigada Militar, a vítima foi identificada como
Alisson Moraes Spegiorini.
De acordo com o relato de testemunhas coletado pela Brigada Militar no
local do crime, o jovem estava em frente à boate, quando se aproximou da
porta por causa de uma briga, e acabou sendo atingido por um disparo no
rosto. Ainda de acordo com os relatos, o autor do disparo teria sido um
segurança do local, que fugiu pelos fundos com a chegada da polícia.
Segundo as informações preliminares repassadas pela BM, ainda não se sabe se o jovem estava envolvido na confusão.
O Samu chegou ao local para atender o caído no chão, mas constatou a
morte. Enquanto a equipe aguardava a chegada da perícia, a ambulância
chegou a ser depredada por cerca de 30 pessoas que estavam no local.
De acordo com a Brigada Militar, como foi constatada a morte, a equipe
da Samu não poderia retirar o corpo do jovem do local até a chegada dos
peritos. A polícia militar foi acionada, e também teria sido atacada.
Balas de borracha foram usadas para dispersar quem estava no local.
O caso foi registrado pela Delegacia de Polícia de Lajeado, que ficará
responsável pela investigação. Imagens de câmeras foram recolhidas pela
polícia.
Após ataques em Nova York e Nova Jersey, candidata democrata destaca a
própria experiência no combate ao terrorismo e afirma que, com discurso
anti-islâmico, rival republicano ajuda extremistas.
Após ataques a bomba em Nova York e Nova Jersey, a candidata democrata à
presidência dos EUA, Hillary Clinton, afirmou nesta segunda-feira
(19/09) ser a mais qualificada para combater o terrorismo no país.
"Sou a única candidata na corrida que esteve envolvida em decisões
difíceis para retirar terroristas do campo de batalha. Eu sei como fazer
isso", destacou Hillary, em uma coletiva de imprensa.
A democrata afirmou que a ameaça ao país é real, ressaltando sua
determinação em combatê-la. A candidata acusou ainda seu adversário
republicano, Donald Trump, de ajudar extremistas a angariar militantes
com seu discurso anti-islâmico.
Em resposta à insistência de Trump em afirmar que há uma ligação entre
terrorismo e migração e à promessa do magnata de fechar as fronteiras do
país, Hillary pediu que os eleitores não se distraíssem com a retórica
do adversário.
"Estamos indo atrás dos vilões e vamos pegá-los, mas não vamos perseguir uma religião inteira", ressaltou a democrata.
"Acima de tudo, quero dizer aos americanos que sejamos vigilantes, não
tenhamos medo. Enfrentamos ameaças no passado. Sei que enfrentaremos
este novo perigo com a mesma coragem e a mesma prudência. Escolhemos a
determinação, não o medo", declarou Hillary e insistiu na necessidade de
um trabalho em conjunto com aliados na luta contra o terrorismo.
Um dos pontos-chave da campanha de Hillary é sua experiência em
política externa. A candidata foi secretária de Estado durante o governo
de Obama entre 2009 e 2013. Na corrida eleitoral, ela cita com
frequência seu papel na captura e morte de Osama Bin Laden, em 2011.
Os homicídios cometidos por policiais militares na cidade do Rio de
Janeiro aumentaram 85% nos quatro meses (de abril a julho) que
antecederam os Jogos Olímpicos Rio 2016, na comparação com o mesmo
período do ano passado. De abril a julho deste ano, o Instituto de
Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro registrou 168 homicídios
decorrentes de operações policiais contra os 91 do ano passado. O
aumento chegou a 103% somente entre abril e junho.
Os dados fazem
parte do relatório Legado de Violência: Homicídios pela Polícia e
Repressão a Protestos na Olimpíada Rio 2016, lançado hoje (15) pela
Anistia Internacional. Desde janeiro, 244 pessoas morreram nessas
condições. Em 2015, foram 200 mortes de janeiro a julho, evidenciando um
aumento de 22% no número de homicídios cometidos por policiais em
serviço. Em todo o estado, esse número chegou a 470 de janeiro a julho
deste ano, frente aos 408 no mesmo período de 2015, cerca de 16% de
aumento. Se comparado com os meses que antecederam a abertura dos Jogos,
o aumento foi de cerca de 56% frente ao mesmo período do ano passado.
A
assessora de Direitos Humanos da Anistia Internacional, Renata Neder,
chamou a atenção para o fato de que as autoridades tiveram sete anos
para adotar medidas que evitassem ou reduzissem os homicídios
decorrentes de operações policiais.
“A Polícia do Rio de Janeiro é
conhecida por matar muito e, com a intensificação das operações e do
número de policiais, os homicídios também aumentaram, é pura
matemática”, lamentou Renata. Ela disse que o que se espera agora é que
esses homicídios sejam devidamente e rapidamente investigadas e os
autores, responsabilizadas. "A impunidade nos casos de violência
policial alimenta o ciclo de violência da Polícia.”
O relatório é
complementar ao documento A Violência não Faz Parte deste Jogo: Riscos
de Violações de Direitos Humanos nas Olimpíadas Rio 2016”, lançado em
junho de 2016.
Hoje também a Anistia entregou à Secretaria de
Segurança Pública do Estado do Rio de Janeiro um documento com cerca 210
mil assinaturas de pessoas de mais de 20 países em defesa dos direitos
humanos na Rio 2016.
Durante a Olimpíada, o Comando Geral da
Polícia Militar informou à Anistia que 12 pessoas foram mortas em
operações policiais na cidade do Rio em 15 dias, entre 5 e 21 de agosto,
e 44 pessoas foram mortas em eventos onde as forças de segurança não
estavam envolvidas.
A Polícia também relatou que esteve envolvida
em 217 confrontos (tiroteios) durante operações de segurança no estado
no período da Olimpíada. Pelo menos dois policiais foram mortos em
serviço na cidade nos primeiros dez dias da realização dos jogos.
As
operações mais violentas ocorreram nas áreas mais carentes e
inviabilizadas pelo Poder Público, ressaltou Renata, como as favelas de
Acari, o bairro da Cidade de Deus, a favela do Borel, complexos de
Manguinhos, Alemão e Maré, entre outras comunidades. “Não é possível que
se garanta a segurança de uma parcela da população à custa da segurança
de outra parcela”, afirmou Renata. As estatísticas oficiais mostram
que, entre janeiro de 2009 e julho de 2016, mais de 2,7 pessoas foram
mortas pela polícia somente na cidade do Rio de Janeiro.
A anistia
também destacou o aumento da repressão contra as manifestações públicas
com uso abusivo de armas menos letais. como gás lacrimogêneo, bombas de
efeito moral e balas de borracha, além da detenção arbitrária de alguns
manifestantes. A remoção de pessoas com faixas ou blusas com mensagens
de protesto de áreas de competição também foi destacada na publicação,
como sinal de censura à liberdade de expressão.
Renata salientou
que casos de violação de direitos humanos relacionados à preparação de
megaeventos seguem um padrão em todo o mundo e que os organizadores
precisam repensar esse modelo atual de grandes jogos. “Esperamos que os
organizadores aprendam com a experiência da cidade do Rio de Janeiro,
que sediou três megaeventos em um período de 10 anos, e incorporar
salvaguardas para a proteção de direitos humanos nos próximos contratos
com cidades-sedes das futuras Olimpíadas.”
Representantes da
Anistia Internacional reuniram-se com integrantes do Comitê Olímpico
Internacional na Suíça neste ano e alertado sobre os riscos de
violações. “O contrato da cidade-sede será revisto em setembro, e este é
o momento propício para que essa salvaguarda seja feita para as futuras
Olimpíadas”, disse Renata.
Sobre as denúncias contidas no
relatório, a Secretaria de Estado de Segurança divulgou nota dizendo que
sua prioridade é a preservação da vida, a convivência pacífica e a
redução de índices de criminalidade no estado. A secretaria informou que
investe desde 2007 no processo de pacificação nas comunidades, na
diminuição do uso de fuzis, na implantação do Sistema de Metas e
Acompanhamento de Resultados. Alem disso, diz que criou o Centro de
Formação do Uso Progressivo da Força e a Divisão de Homicídios, que
passou a investigar os homicídios decorrentes de oposição à intervenção
policial.
Desde o início da guerra na Síria, em março de 2011, mais de 300 mil
pessoas, entre elas cerca de 86 mil civis, morreram no país. O alerta
foi nesta terça-feira (13) pelo Observatório Sírio dos Direitos Humanos.
As informações são da Agência Ansa.
O último balanço do grupo,
que coleta os dados sobre o conflito entre rebeldes e o governo de
Bashar al-Assad, registra um aumento de 9 mil mortos se comparado ao
último relatório, divulgado em agosto. Entre as vítimas civis,
calcula-se que mais de 15 mil eram crianças ou adolescentes. Trégua
Ainda
de acordo com a OSDH, o cessar-fogo temporário acordado com as forças
rebeldes está em vigor em grande parte do país em seu segundo dia.
No
entanto, acusações de violações da trégua pelos dois lados vêm sendo
denunciadas, desde ontem à noite, na imprensa local. A agência oficial
de notícias Sana acusou "grupos armados" de ter atuado em Aleppo. Segundo a emissora árabe Al Jazeera, por sua vez, o regime de Assad registrou mais de 14 violações na última madrugada.
O
governo da Turquia também declarou ter atacado alvos na Síria após
terem registrado disparos de morteiros na fronteira entre os dois
países. ONU
O porta-voz do Escritório das
Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários, Jens Laerke,
disse que o organismo está disposto a proporcionar ajuda humanitária
para a população síria assim que as partes respeitarem a trégua,
permitindo o acesso dos comboios às áreas afetadas com segurança.
"Precisamos de um ambiente sem risco de morte", concluiu. Itália
O
presidente da Itália, Sergio Mattarella, defendeu hoje, durante visita a
Sofia, capital da Bulgária, que a União Europeia (UE) "não pode ser
apenas um espectador" da crise na Síria. Histórico
A
Síria vive uma guerra civil desde 2011, quando opositores ao regime de
Assad iniciaram uma rebelião armada para tirar o ditador do poder,
inspirados pela Primavera Árabe. Sem sucesso, o conflito continua até
hoje e o grupo extremista Estado Islâmico domina grandes porções de
terra do norte do país.
Manifestação, organizada pela Frente Povo Sem Medo
e pela Frente Brasil Popular, pretende seguir em direção ao parque do
Ibirapuera, na zona sul
Agência Brasil
Manifestação na Paulista neste domingo (11) teve início por volta das 14h
Manifestantes se reúnem desde as 14h de neste
domingo (11) na Avenida Paulista, região central de São Paulo, em ato
contra o governo do presidente Michel Temer. Organizado pela Frente Povo
Sem Medo e pela Frente Brasil Popular, a manifestação pretende sair em
passeata até o Parque do Ibirapuera, na zona sul da cidade.
Guilherme
Boulos, representante do Movimento dos Trabalhadores sem Teto (MTST),
grupo que integra a Povo sem Medo, disse que, além dessa, novas
mobilizações continuarão sendo convocadas no país. "Tem tido
manifestações nos últimos dez dias. Talvez tenha sido o período mais
intenso de mobilização nos últimos anos no Brasil. Teve mobilização
quase todo dia", afirmou.
"Estamos na rua porque temos no Brasil
hoje um governo ilegítimo, sem voto, que fraudou a soberania do voto
popular e que, ao mesmo tempo, quer aplicar um programa que também não
foi eleito pelo povo brasileiro, de ataque brutal aos direitos
trabalhistas, previdenciários e sociais", explicou Boulos.
Clima
Segundo
ele, isso vai gerar uma grave sequela na sociedade, "nas próximas
gerações inclusive, se agora não formos para rua resistir e barrar esse
projeto. Isso é o que está em jogo hoje". Os manifestantes carregam
bandeiras e cartazes pedindo "Fora Temer" e "Diretas Já". O clima na
Avenida Paulista é tranquilo, com música no carro de som da organização e
com pessoas de diversas faixas etárias participando do ato.
Presente
ao ato, o presidente do Partido dos Trabalhadores falou da importância
das manifestações dos últimos dias. "Todas essas manifestações estão
voltadas para combater o golpe e agora combater o golpe significa
eleições gerais, significa aumentar a pressão das ruas, mas também dar
uma resposta na eleição. Aqui em São Paulo, por exemplo, os três
candidatos que lideram as pesquisas apoiaram o golpe", concluiu Boulos.
A defesa da ex-presidente Dilma Rousseff pediu ao Tribunal Superior
Eleitoral (TSE) uma nova perícia sobre as empresas que prestaram
serviços à campanha eleitoral que elegeu em 2014 a chapa da petista e do
então vice e atual presidente da República, Michel Temer, por
considerar o laudo pericial "insuficiente, incompleto e impreciso".
Há cerca de duas semanas, peritos da Justiça Eleitoral constataram que
três empresas - Rede Seg, VTPB e Focal - não apresentaram documentos
suficientes para comprovar a prestação de todos os serviços contratados
pela campanha.
Segundo os peritos judiciais, as empresas não apresentaram documentos
que possam comprovar "se os bens e serviços contratados pela chapa
presidencial eleita em 2014 foram integralmente produzidos e entregues à
campanha, não afastando nessa hipótese o desvio de finalidade dos
gastos eleitorais para outros fins que não o de campanha".
Diligências
A defesa de Dilma informou ter apresentado ontem (8) parecer técnico divergente ao TSE elaborado por um auditor independente.
"O parecer contábil divergente, contendo mais de 8 mil páginas, em 37
volumes de documentos, concluiu pela insuficiência do laudo pericial
elaborado pelos peritos judiciais (de apenas 200 páginas), que deixou de
analisar documentos indispensáveis, bem como de realizar diligências e
vistorias necessárias", informou hoje (9), por meio de nota, o advogado
de Dilma, Flávio Caetano.
De acordo com o advogado, o parecer divergente comprovou que os
serviços contratados com as empresas Focal, VTPB e Rede Seg foram
"devidamente prestados, inexistindo qualquer suspeita de que tivesse
havido desvios de valores".
A oposição venezuelana e os apoiadores do governo fizeram novos
protestos nesta quarta-feira nas principais cidades do país em mais uma
demonstração do embate social por conta do referendo revocatório contra o
presidente Nicolás Maduro.
Com bandeiras da Venezuela, opositores e chavistas se encontraram nas
ruas das 24 sedes do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), que amanheceram
fechadas e fortemente protegidas pela polícia.
Em Los Teques, a 30 km de Caracas, aproximadamente 1.500
manifestantes de um e outro lado se reuniram separados por apenas um
quarteirão e divididos por uma grade metálica e filas de policiais. Não
houve incidentes até o momento, segundo a equipe da AFP presente no
local.
"Temos que fazer algo, o voto e o protesto pacífico são as únicas
armas que temos. O governo controla quase todos os poderes e não faz
mais do que inventar para evitar o revogatório", afirmou à AFP Rosmina
Castillo, de 52 anos.
Em Caracas, os opositores e chavistas se concentraram em algumas praças e parques.
"Estamos aqui defendendo a revolução do ataque da direita apátrida.
Firmes com Maduro", declarou Alexander Rangel, um trabalhador da empresa
estatal de petróleo, na cêntrica Praça Venezuela.
Às 12H00 locais (16H00 GMT, 13H00 horário de Brasília), o hino foi
cantado na Praça Brión, no leste, onde os opositores se concentraram. Na
maior parte do país os manifestantes não conseguiran chegar às sedes do
poder eleitoral,
"Exigimos que se cumpra a Constituição, temos direito ao referendo",
declarou o porta-voz da opositora Mesa de la Unidad Democrática (MUD),
Jesús Torrealba.
A oposição exigirá do CNE, que acusa de ser aliado do governo, que
acelere o referendo. Ao mesmo tempo, Maduro acusa os opositores de
buscarem a violência e um golpe de Estado.
A MUD considera o referendo uma "válvula de escape" ao mal-estar e
angústia dos venezuelanos com a escassez de quase 80% dos alimentos e
remédios, assim como pela maior inflação do mundo, que o FMI projeta em
720% para este ano.
Maduro, que segundo pesquisas privadas tem uma impopularidade de
aproximadamente 75%, atribui a crise à queda dos preços do petróleo e ao
que chama de "guerra" econômica de empresários e políticos de direito
que, segundo ele, pretendem instalar um governo neoliberal fiel aos
Estados Unidos, após 18 anos.
A MUD acusa o CNE de adiar o processo para que o governo ganhe tempo:
se o referendo acontecer até 10 de janeiro de 2017 e Maduro perder,
novas eleições presidenciais serão convocadas; caso a votação aconteça
depois desta data, mesmo que o mandato seja revogado ele será
substituído por seu vice-presidente.
O governo afirma que não acontecerá um referendo em 2016 porque a
oposição iniciou os procedimentos de maneira tardia, por conta de
conflitos internos.
"Não há nenhuma possibilidade, talvez em março", repete o número dois do chavismo, Diosdado Cabello.
Para acelerar o processo, a oposição exige que o CNE fixe a data e as
condições para a coleta de quatro milhões de assinaturas (20% do padrão
eleitoral), necessárias para que o referendo revogatório seja
convocado.
A Justiça Eleitoral encontrou os primeiros de indícios
irregularidades na prestação de contas de candidatos às eleições de
outubro. De acordo com levantamento feito em parceira com o Tribunal de
Contas da União (TCU), foram identificados 38,9 mil doadores suspeitos,
1,4 mil despesas com indícios de irregularidades e 34% de
irregularidades do total de contas analisadas. No caso de doações
suspeitas, foram encontradas doações de pessoas mortas. O
presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Gilmar Mendes, disse que as
irregularidades podem resultar na impugnação das candidaturas pelo
Ministério Público EleitoralMarcelo Camargo/Agência Brasil De
acordo com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro
Gilmar Mendes, as irregularidades podem resultar na impugnação das
candidaturas pelo Ministério Público Eleitoral (MPE). "Nós temos que
acompanhar isso com rigor. Já tivemos no passado mortos que votavam.
Agora, temos mortos que doam", disse Mendes.
Os dados fazem parte
da primeira lista de indícios de irregularidades encontradas na
prestação de contas dos candidatos às eleições de outubro. Neste ano,
passou a vigorar nova regra, instituída pela Reforma Eleitoral aprovada
no ano passado, na qual os partidos e candidatos são obrigados a enviar à
Justiça Eleitoral dados sobre arrecadação e despesas de campanha a cada
72 horas. Com a nova lei, as doações de empresas foram proibidas e
foram permitidas somente doações por pessoas físicas, limitadas a 10% do
rendimento do ano anterior.
Antes da vigência da nova regra, os
dados eram enviados somente três vezes durante a campanha, com duas
prestações parciais e prestação de contas finais. Para analisar os
dados, o TSE firmou um convênio com o TCU, que vai apresentar relatórios
semanais ao tribunal.
De acordo com Aroldo Cedraz, presidente do
TCU, os dados representam 34% de irregularidades do total de contas
analisadas. "Há indícios claros de várias irregularidades. Para vocês
terem uma ideia são 34% de irregularidades que nós estamos verificando,
no primeiro momento, em relação aos doadores. Em relação aos
fornecedores, 2% de irregularidades. Mas, claro, isso nós iremos passar
às mãos do presidente do TSE, que poderá encaminhar esses dados aos
juízes eleitorais dos municípios para que possam checar melhor esses
dados", disse.
Foram analisadas 114,5 mil doadores e 60,9 mil fornecedores.
O presidente Michel Temer classificou hoje (3) de "pequenos e
depredadores" os protestos que ocorreram nos últimos dias contra o impeachment da
ex-presidente Dilma Rousseff em algumas cidades brasileiras. De acordo
com ele, as manifestações são reações naturais diante do momento
"politicamente complicado", mas não comprometem o início do governo
porque são promovidas por "40 pessoas que quebram carro".
Temer
está desde ontem na China, onde presenciou encontro com investidores
estrangeiros e vai participar da Cúpula de Líderes do G-20 (grupo das 20
maiores economias do planeta). Neste sábado, ele se encontrou com o
diretor-geral da Organização Mundial do Comércio, o brasileiro Roberto
Azevêdo.
"É natural que alguns grupos se reúnam para protestar.
Agora, foram grupos pequenos e depredadores. Não foi uma manifestação
democrática. Uma manifestação democrática é aquela que eventualmente
pode sair às ruas e pregar uma ideia", disse. Protestos contra o governo
Ao
ser perguntado se considera que os protestos podem comprometer o início
do seu governo, ele respondeu: "As 40 pessoas que quebram carro? Tem
que perguntar para os 204 milhões de brasileiros e para os membros do
Congresso Nacional".
Na avaliação do presidente, depredações não
estão previstas na "ordem normativa". Ele disse ser natural a ocorrência
de manifestações. "Até me surpreenderia se houvesse unanimidade, e a
unanimidade não é inteligente. Eu gostaria que você me fizesse essa
pergunta [sobre a popularidade] daqui a dois anos. Muitas vezes há
também um desconhecimento", disse.
"Não há uma norma legal que
autorize a depredação. O que está acontecendo lá são movimentos
depredatórios", afirmou, complementando que, apesar dos apelos que tem
feito nos últimos meses por um governo de união nacional, "pacificar
logo no primeiro dia é absolutamente impossível".
Temer também
concedeu entrevista a jornalistas chineses na cidade de Hangzhou, onde
participará nos próximos dias da 11ª Cúpula do G20. Ontem, ele teve um
encontro bilateral com o presidente da China, Xi Jinping.
Desde a
última quarta-feira (31), quando os senadores condenaram Dilma por
crime de responsabilidade, Temer foi alvo de protestos em Recife, Belo
Horizonte, Rio de Janeiro e Salvador. Em São Paulo, manifestantes também
têm ido às ruas contra a violência policial após uma estudante ter sido atingida no olho.
Os atores
Michael Fassbender e Alicia Vikander foram os protagonistas do segundo
dia do Festival de Cinema de Veneza, na Itália, com o filme "The Light
Between Oceans" ("A Luz Entre Oceanos").
Apesar de derramar lágrimas do público, o longa não recebeu muitos elogios da crítica.
Mesmo assim, Fassbender e Vikander foram o principal atrativo da
programação de hoje, por terem iniciado um romance durante as gravações
do filme. Fassbender, de 39 anos, admitiu, porém, que se sentiu
intimidado quando conheceu Vikander, de 27 anos, vencedora do Oscar de
Melhor Atriz Coadjuvante por "A Garota Dinamarquesa". "Fiquei com medo
quando Alicia chegou, ela era tão feroz e ávida.
Lembrei de como eu era quando estava começando. Eu realmente senti que tinha que fazer minha parte, ser tão presente quanto ela".
"Conheço
bem essa situação, porque eu também era assim nos meus primeiros
trabalhos, quando tinha diante de mim a possibilidade de ser notado.
Isso me obrigava a dar o melhor de mim. Esta luta para ganhar a atenção
máxima do diretor
e das câmeras me forçava a agir à altura", disse o astro. Para produzir
o filme, o diretor Derek Cianfrance propôs que Vikander e Fassbender
uma temporada sozinhos em uma ilha deserta para que se conhecessem
melhor. No fim de 2014, veio a notícia de que eles estavam namorando.
Adaptação
de um best-seller, "A Luz Entre Oceanos" conta uma história ambientada
em Janus Rock, uma ilha a 160 km da Austrália, após a Primeira Guerra
Mundial. Fassbender interpreta o sobrevivente da Frente Ocidental Tom
Sherbourne que tenta se recuperar dos traumas de guerra. Vikander
interpreta Isabel que, apesar do luto por seus irmãos mortos, tem
energia suficiente para viver um romance. Abatido por uma tragédia, o
casal precisa enfrentar a dúvida moral sobre adotar uma criança cuja mãe
ainda está viva.
"Me apaixonei completamente pelo personagem, um
homem com um passado sombrio sobre o qual não fala, mas, ao mesmo tempo,
é leal e generoso, capaz de violar princípios éticos por amor", disse
Fassbender. "Mais que uma história de amor, 'The Light Between Oceans'
quer ser uma lição de vida na qual o perdão e a compreensão ajudam a
seguir adiante".