Os
Estados Unidos e outros países criticaram duramente a Coreia do Norte
nesta terça-feira depois que o país realizou um novo teste nuclear.
O secretário americano de Defesa, Leon Panetta,
considerou as ambições militares do país uma "séria ameaça" aos Estados
Unidos. Durante um discurso, ele comparou a Coreia do Norte ao Irã, que
também têm recebido críticas pelo suposto desenvolvimento de armas
nucleares."Estamos vendo o que a Coreia do Norte fez nas últimas semanas – um teste nuclear e outro com míssil. Eles representam uma séria ameaça aos Estados Unidas. Temos de estar preparados para lidar com eles."
Antes o presidente Barack Obama havia qualificado o teste como "um ato altamente provocativo" e pediu que a comunidade internacional desse a uma resposta "rápida" e "com credibilidade".
'Grave violação'
O Conselho de Segurança da ONU está reunido em Nova York para decidir o que fazer em relação ao novo teste norte-coreano.Para o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, o teste foi uma "clara e grave violação" das resoluções da organização.
Principal aliada da Coreia do Norte na região, a China convocou o embaixador norte-coreano para expressar sua "grande insatisfação e uma firme oposição" em relação ao teste.
Ele também foi condenado pelos vizinhos Coreia do Sul e Japão. O chanceler russo, Sergei Lavrov, pediu que fossem retomadas as conversações sobre o programa de armas nuclearas da Coreia do Norte.
‘Hostilidade’
Pyongyang alegou que o teste foi uma resposta à "hostilidade" americana e ameaçou intensificar tais atividades."O último teste foi apenas o primeiro ato. Se os Estados Unidos continuarem a complicar a situação com sua hostilidade, não teremos outra alternativa a não ser tomar ações ainda mais duras", disse a chancelaria norte-coreana em um comunicado.
A Coreia do Norte confirmou ter tido sucesso no teste nuclear, o terceiro que já realizou. Segundo o país, o dispositivo nuclear detonado foi "pequeno e leve".
No entanto, apesar do suposto uso de um dispositivo menor que os anteriores, a explosão teve o dobro da força do teste realizado em 2009, segundo o registrado por cientistas na Áustria que monitoraram o incidente.
Os dois outros testes nucleares norte-coreanos foram feitos em 2006 e em 2009. Em janeiro, o governo do país anunciou que faria um novo teste em resposta a sanções da ONU.
Esse terceiro teste foi confirmado horas depois de uma atividade sísmica ser registrada na região.
Sanções
As sanções impostas pela ONU à Coreia do Norte foram ampliadas após o país lançar um foguete em dezembro, um ato condenado pela ONU.Em uma mensagem desafiadora, Pyongyang disse que não se curvará às resoluções do programa nuclear da ONU.
"Os Estados Unidos e seus aliados estão bastante enganados se achavam que a Coreia do Norte iria respeitar resoluções inteiramente insensatas contra o país", diz a mensagem.
Para a correspondente da BBC na Coreia do Sul Lucy Williamson, o problema, como sempre, é como a comunidade internacional vai reagir sem desatar uma crise ainda maior – a Coreia do Norte já é alvo de várias sanções que, até agora, não dissuadiram os testes nucleares do país.
Lucy Williamson afirma ainda que há discussões sobre novas sanções, mas acredita-se que a apenas a China é capaz de impor pressão real sobre o regime norte-coreano.
Ao desafiar a ONU e lançar um novo teste nuclear, Pyongyang impõe um teste público para o novo líder do Partido Comunista chinês, Xi Jinping, diz a correspondente.
eu acho que a coreia do norte é uma forte ameaça para outros países!
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