sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Crise por eventual calote pode ser pior que a de 2008, adverte Tesouro dos EUA

Protesto no Congresso (Reuters)
Estimativa é a de que paralisação tenha custado ao país US$ 300 milhões por dia
Um calote inédito dos Estados Unidos seria "catastrófico" para a economia americana – palavras do próprio Tesouro do país – e "desastroso" para o resto do mundo, nas palavras de um especialista brasileiro.
Mas é exatamente esse o retrato que um relatório do Tesouro pintou, com cores fortes, nesta quinta-feira para tentar pressionar o Congresso a negociar a elevação do teto da dívida americana, que precisa ser concluída nas próximas duas semanas.
Por falta de entendimento entre congressistas republicanos e democratas, os Estados Unidos estão pelo terceiro dia consecutivo com os serviços públicos federais paralisados.
Se os efeitos econômicos dessa paralisação já são notáveis – analistas estimam que custe ao país US$ 300 milhões por dia –, pior são as perspectivas sobre o que pode acontecer até o fim do mês, se o Congresso continuar dividido e não conseguir negociar a elevação para o teto da dívida americana.
"Os mercados creditícios podem congelar, o valor do dólar pode despencar e as taxas de juros nos Estados Unidos podem disparar, potencialmente resultando em uma crise financeira e uma recessão que ecoariam os eventos de 2008 ou pior", alertou nesta quinta-feira o Tesouro em um relatório.
Os Estados Unidos estão prestes a atingir o teto do seu endividamento – US$ 16,7 trilhões – e o Tesouro precisa da autorização do Congresso para continuar rolando os compromissos através de novos empréstimos.
Se os congressistas não chegarem a um acordo até o próximo dia 17, o órgão ainda poderia saldar seus compromissos por cerca de duas semanas. Mas sem um acordo final acabaria decretando o calote dos seus títulos.
"A sequência do que poderá acontecer é uma grande incógnita, porque não se conhece nenhum caso de um país com a importância dos Estados Unidos que tenha dado um calote na sua dívida", disse à BBC Brasil o professor de Economia Internacional da PUC-SP Antônio Carlos Alves dos Santos.
"As consequências seriam desastrosas para a economia mundial como um todo. No caso do Brasil a situação seria complicada, porque a situação econômica do país já não é muito boa, e não queremos um choque externo que teria ainda mais impacto na economia brasileira."

Prejuízos de antemão

Muitos analistas acreditam que, com o governo americano paralisado e o prazo para um acordo sobre a dívida dobrando a esquina, as negociações sobre estes dois temas no Congresso acabariam coincidindo.
Protesto no Congresso (AFP)
Os EUA estão prestes a atingir o teto do seu endividamento: US$ 16,7 trilhões
Foi o presidente Barack Obama quem sugeriu que em vez de avançar conjuntamente, os dois temas possam seguir conjuntamente trancados.
Em uma entrevista à rede de TV CNBC, ele disse que não vai negociar a dívida com o partido Republicano enquanto a sigla estiver, segundo ele, "refém" de uma "ala extremista" agindo por motivações ideológicas.
Os "extremistas" a que o presidente se refere são os membros do grupo chamado Tea Party, que condicionam a reabertura das torneiras do governo federal a um adiamento da lei da saúde aprovada em 2010.
Nesta quinta-feira, o presidente voltou à carga contra os republicanos afirmando que, "por irresponsável que seja uma paralisação do governo, uma paralisação econômica resultante de um calote seria muito pior".
Ecoando as palavras do presidente, o relatório do Tesouro afirma que a simples possibilidade de um calote pode injetar pânico nos mercados financeiros e espalhar efeitos negativos pela economia.
Em 2011, quando o Congresso também viveu um impasse, mas conseguiu elevar o teto da dívida antes do esgotamento de todas as medidas extraordinárias, as incertezas se traduziam em volatilidade nos mercados, elevação das taxas de risco e dos juros das hipotecas, desconfiança na economia e reduções no consumo e gasto de indivíduos e empresas – ultimamente, em um baque na própria atividade econômica.
"Como vimos dois anos atrás, as incertezas sobre se a nossa nação vai saldar suas dívidas dentro do prazo ferem a nossa economia", disse o secretário do Tesouro, Jacob Lew.
"Adiar a elevação do teto da dívida até o último minuto é exatamente o que a nossa economia não precisa", disse Lew. "Nossa nação trabalhou duro para se recuperar da crise de 2008, e o Congresso deve elevar o teto da dívida antes que a recuperação seja posta em risco."

Pressão de Wall Street e do FMI

Os prospectos são tão negativos que, curiosamente, os mercados mantiveram certa calma nos primeiros dois dias da paralisação do governo. Os principais indicadores americanos operaram em queda, mas o mercado ainda acredita que haverá acordo para desviar o país do abismo.
"É um cenário de consequências tão terríveis que temos até dificuldade de pensar nele", diz o professor da PUC-SP. "Mas é claro que à medida que se aproxime o dia 17 de outubro, seremos obrigados a pensar nele com mais realismo."
O panorama da economia mundial, ele argumentou, é "grave" comparado a 2011: Grécia, Portugal e Irlanda são fonte de instabilidade na União Europeia e a economia brasileira registra um crescimento "medíocre"
A possível crise da dívida e os efeitos sobre a economia mundial foram pauta de uma discussão entre o presidente Obama e líderes empresariais de Wall Street esta semana.
Nesta quinta-feira, a diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde, ecoou essas preocupações e fez pressão sobre o Congresso americano para que negocie a elevação do teto da dívida.
Em uma palestra sobre os desequilíbrios que ainda acarretam incertezas para a economia mundial, Lagarde disse que "em meio ao desafio fiscal, as atuais incertezas políticas em relação ao orçamento e o teto da dívida não ajudam".
"A paralisação do governo é ruim o suficiente, mas o fracasso em elevar o teto da dívida seria muito pior", disse Lagarde. "Poderia prejudicar seriamente não apenas a economia americana, mas toda a economia global."
A chefe do FMI disse que solucionar o impasse no Congresso o mais rápido possível "é uma missão urgente".

quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Perseguição policial perto do Capitólio, nos EUA, termina em tiros

Prédio onde está Congresso foi fechado; uma motorista furou bloqueio em frente à Casa Branca, provocando tiros

Uma mulher dirigindo um carro preto tentou furar um bloqueio em frente à Casa Branca nesta quinta-feira (3), provocando uma perseguição policial que terminou em tiros perto do Capitólio, nos EUA, afirmaram autoridades e testemunhas.
Os disparos perto do Capitólio, prédio onde funciona o Congresso americano, ocorreram enquanto deputados debatiam uma forma de colocar fim a uma paralisação do governo dos EUA . A polícia fechou o complexo por cerca de uma hora e as duas Casas do Congresso entraram em recesso imediato.
Há duas semanas: Ataque a prédio da Marinha nos EUA mata 13
AP
Policias se reúnem perto do Capitólio, em Washington, após relatos de tiros
O estado de saúde da motorista não foi esclarecido depois que a polícia disparou contra seu veículo. Autoridades foram vistas fazendo massagem cardíaca por alguns minutos em uma pessoa perto do banco do motorista do carro. A pessoa, então, foi levada para outro local. De acordo com fontes ouvidas pela Reuters, a suspeita estaria morta.
Segundo testemunhas e autoridades ouvidas pela agência Associated Press, a perseguição teve início quando um carro com placa de Connecticut acelerou em direção à entrada da Casa Branca, furando um bloqueio. Quando a motorista não conseguiu passar pelo segundo bloqueio, ela virou o carro na direção oposta, atingindo um oficial do serviço secreto, e acelerou novamente, informou B.J. Campbell, um turista que passava pelo local.
De acordo com a CNN, ela fugiu ao avistar carros da polícia perto do local. Testemunhas afirmaram que cerca de 20 veículos da polícia com sirenes ligadas perseguiram o carro preto que seguia em direção ao Capitólio.
"O carro estava tentando fugir. Mas começou a ir por cima do canteiro e por cima do meio-fio", disse Matthew Coursen, que estava a caminho a um escritório legislativo quando viu o veículo passando por ele. "O carro foi encurralado e foi quando vi um oficial de algum tipo sacar sua arma e disparar contra o veículo."
Coursen acompanhou o incidente da janela de seu táxi. "Eu pensei comigo: 'O carro foi fechado. O carro vai desistir'", disse. "Aí, o policial pegou sua arma. O veículo tentou escapar. Então os tiros foram disparados."
Não ficou claro se a motorista estava armada.
Edmund Ofori-Attah, um turista que estava no local, afirmou que caminhou em direção à cena, por curiosidade. "Então eu ouvi os disparos" e me joguei no chão, relatou.
O chefe de segurança do Senado, Terrance Gainer, disse havia uma criança no carro junto à mulher. Ofori-Attah afirmou que a criança aparentava ter 2 ou 3 anos de idade. Segundo Terrance, a criança foi levada para um hospital.
A polícia não deu informações oficiais sobre o estado de saúde da motorista. Um policial ficou ferido em um acidente de carro resultante da perseguição e foi retirado do local em um helicóptero, de acordo com a polícia. A polícia também informou que o incidente foi um acontecimento isolado, e não tem relação com terrorismo.
O senador democrata Bob Casey afirmou a jornalistas que estava caminhando do Capitólio para o prédio do Senado, do outro lado da rua, quando viu várias motocicletas da polícia correndo em alta velocidade.
"Segundos depois", disse Casey, "ouvimos três, quatro, cinco pops", que, segundo ele, eram disparos. Ele afirmou que os policiais colocaram Casey e outros turistas atrás de um carro para protegê-los.
O Capitólio, a Casa Branca, entre outros prédios ficaram fechados por cerca de uma hora após o incidente. O trecho da Avenida Pensilvânia em frente à Casa Branca também foi bloqueado para pedestres. 
Os relatos de tiros ocorrem em meio à paralisação do governo dos EUA e duas semanas depois que um ex-oficial entrou armado no prédio da Marinha em Washington e matou 12 pessoas .

José Serra já havia se decidido por PSDB

Aliado diz que ex-governador já havia tomado a decisão de permanecer no partido há 20 dias
Um integrante do PSDB garantiu que o ex-governador José Serra já havia tomado a decisão de permanecer no partido 20 dias atrás. Em dois encontros com o governador Geraldo Alckmin, na semana passada, teria comunicado essa decisão. Em outras reuniões, inclusive com o senador mineiro Aécio Neves, pré-candidato à presidência da República, teria negociado sua permanência. Mas lideranças tucanas não confirmaram a informação e demonstraram cautela ao falar sobre os próximos passos do ex-governador.
Serra deve ser candidato à Câmara dos Deputados ou ao Senado. Há no PSDB quem deseja vê-lo presidente da Câmara, no caso de uma vitória de Aécio. Ou como líder da oposição, se Aécio não chegar ao Planalto.
Outra corrente defende a candidatura ao Senado. "É muito cedo ainda. Não adianta colocar o carro na frente dos bois. O PSDB é um partido orgânico. Tem um ritual a ser cumprido. O importante é que foi excelente a permanência dele. O ex-governador tem muito a contribuir e deve ser dado o devido valor a essa decisão", diz o presidente do PSDB em São Paulo, Duarte Nogueira.
Ele disse que, desde o início, não acreditava na saída de Serra. "Era um feeling. Mas, qual a razão para ele sair? Para ser candidato a presidente, tudo bem. Mas quais as condições que ele teria? O Serra tem estofo. Não iria ter um desgaste desnecessário", avaliou Nogueira. Defensor entusiasta da candidatura Aécio, o secretário de Energia de São Paulo, José Anibal, comemorou. "Foi um sinal de que ele está dentro da política de convergir todas as forças com o mesmo propósito", afirmou.
PL da terceirização vai para a fila
A bancada do PT na Câmara dos Deputados afirma ter recebido a garantia de que a PL 4330, que regulamenta a terceirização, somente será votada em plenário depois das eleições. Assim, na prática, fica para 2015.
15% para a saúde pode ser aprovado
Políticos próximos ao ministro da Saúde, Alexandre Padilha, dizem que estão bem encaminhadas no Senado as negociações para a aprovação da proposta de destinar 15% da receita líquida da União para a área da saúde, até 2018.
O que é que a Bahia tem
O prefeito de Salvador, ACM Neto (DEM), falará a empresários sobre "Gestão Metropolitana: como inovar na administração pública", em evento do LIDE, na próxima terça-feira, no hotel Caesar Park Faria Lima, em São Paulo.
Marinho atrai prefeito do PSDB
O único prefeito do PSDB eleito na região do ABC paulista, Gabriel Maranhão, de Rio Grande da Serra, decidiu migrar para o PV. Foi levado pelo colega petista Luiz Marinho, de São Bernardo. O PV na região é aliado do PT. O ex-prefeito de Rio Grande Kiko Teixeira, também tucano, tomou a mesma decisão. A cidade tem um orçamento de R$ 60 milhões. Após interceder junto ao governo federal, Marinho conseguiu R$ 41 milhões para mobilidade urbana no município.
Tucanos ficam sem poder na região do ABC
Em Santo André, a segunda maior cidade do ABC, o PSDB não tem hoje sequer um vereador. Em São Bernardo, tem dois, mas eles não se opõem a Marinho. Quem faz oposição é o PPS. A maior liderança do PSDB na cidade, o deputado federal e ex-prefeito William Dib, não deve disputar a reeleição. Políticos locais alertam Alckmin para "olhar o ABC".

Presidente do TSE sugere que Marina Silva procure partido que tenha afinidade

A presidente do Tribunal Superior Eleitoral, ministra Cármen Lúcia, vai comandar, no início da noite desta quinta-feira, 03, o julgamento que define o futuro do partido Rede Sustentabilidade, projeto da ex-senadora Marina Silva. A horas da decisão, em entrevista exclusiva ao Broadcast Político, a ministra disse que não pode antecipar expectativas e o voto que vai dar no caso, mas sinalizou com uma sugestão a Marina Silva.
Na opinião da ministra, para que a ex-senadora se candidate à Presidência da República nas eleições gerais do ano que vem, o que nas palavras dela "seria legítimo e bom para o povo", a Constituição exige apenas que ela esteja filiada a um partido. "É legítimo ela buscar já um grupo que tenha essa afinidade de discurso", afirmou a presidente do TSE, ao ressaltar que o País tem 32 partidos que poderiam servir de opção a Marina.
Na avaliação da ministra, "é claro que esse partido (Rede Sustentabilidade) representaria uma trajetória, uma vertente a que ela se propõe, mas eu tenho certeza que ela tem uma força muito maior do que apenas essa circunstância". E garantiu que na sessão desta quinta-feira, o TSE vai apreciar a matéria "sem nenhuma pressão".
Leia abaixo os principais trechos da entrevista e assista a versão em vídeo TV Estadão:
O vice-procurador-geral Eleitoral, Eugênio Aragão, deu um parecer contrário à criação do Rede Sustentabilidade. O TSE vai seguir a mesma linha? O parecer tem, digamos, um peso. Mas não se respeita como parâmetro para julgamento. Não se pode ter uma ideia do que pode acontecer. Terça-feira, o processo saiu do Ministério Público e foi para a ministra relatora. Agora temos que aguardá-la.
Isso significa que não podemos dar como certo nenhum tipo de decisão? Não, nenhum.
Neste ano de manifestações populares, um dos pontos que ficou visível foi a falta de identificação popular com partidos políticos. A Marina carrega uma proposta diferente de comunicação. O fato de ela não conseguir criar o partido poderia deixar um vácuo nessa demanda social? A senadora Marina Silva é uma figura muito importante na história do Brasil. Ela tem uma história muito bonita, tem uma história de força, um diálogo com parcela significativa da sociedade que representa um reclamo. Mas o que a Constituição exige para que alguém seja candidato, se ela quiser ser candidata, e eu acho que seria uma aspiração legítima e boa para o povo, é que ela esteja filiada a um partido. Não é que ela tenha um único partido ou que ela tenha criado um partido para isso.
Então ela poderia se filiar a uma outra legenda? Se a senadora com esta representação entender de cumprir essa função importante, com certeza ela haverá de encontrar caminhos partidários, ainda mais num País como o nosso que já tem hoje 32 partidos. É claro que esse partido (Rede Sustentabilidade) representaria uma trajetória, uma vertente a que ela se propõe, mas eu tenho certeza que ela (Marina) tem uma força muito maior do que apenas essa circunstância. É legítimo ela buscar já um grupo que tenha essa afinidade de discurso, que ela é capaz de catalisar. Então eu acho que uma coisa não prejudica a outra.
É possível que as regras sejam adaptadas, se for considerado que há um censo de justiça e interesse público? Eu não sei o que a relatora vai apresentar. Pode ser que a relatora apresente que está tudo de acordo com a lei e evidentemente será deferido.
O processo de coleta de assinaturas e validação nos cartórios é burocrático? A crítica no Brasil é o contrário. A crítica que a imprensa, por exemplo, na semana passada mais fez foi que havia uma facilidade demasiada para criar partidos, tanto que temos 32. Hoje nós temos um processo de biometria em andamento na Justiça Eleitoral e que é um programa de Estado, porque é mais seguro, porque de alguma forma impede ou dificulta a corrupção nessa situação de identificação de pessoas. Isso no futuro pode ser aproveitado exatamente para melhorar e mudar essa legislação.
O TSE pode se sentir pressionado pelo argumento de que a Rede seria um partido legítimo que não foi aprovado apenas por um problema de prazo? Juiz não vota sob pressão. A senadora Marina é muito correta nisso. Ela mesma diz que está fazendo pedidos no sentido de que seja julgado, mas ela não pressiona, até porque não se pressiona juiz. E juiz não se impressiona com pressão. Como dizia Rui Barbosa, "o bom ladrão salvou-se, para o juiz covarde não há salvação".
No caso do Solidariedade, o vice-procurador-geral eleitoral, Eugênio Aragão, deu parecer favorável ao partido, ao mesmo tempo em que pediu investigação da Polícia Federal por suspeita de fraude nas assinaturas. Não é uma contradição? Não. O papel do Ministério Público é esse mesmo, fiscalizar a aplicação da lei, está correto. Se ele tem dúvida, ele tem que mandar que se investigue. Na dúvida se investiga, até para garantir que está tudo certo. O Ministério Público deu o parecer favorável e foi com base nesse parecer que o relator encaminhou dizendo que estava tudo certo. Qualquer dúvida, qualquer falha, se resolve agora pelo Ministério Público.

Tiros forçam fechamento temporário do Congresso dos EUA

Pelo menos um policial ficou ferido nesta quinta-feira em um incidente envolvendo o disparo de tiros perto do prédio do Capitólio, onde funciona o Congresso dos Estados Unidos, em Washington.
Segundo um oficial da polícia da capital americana, o incidente ocorreu quando um carro dirigido por uma mulher, com uma criança a bordo, decidiu ignorar um bloqueio policial perto da Casa Branca.
O carro então seguiu em direção ao Capitólio, sendo perseguido por viaturas policiais. Em meio a tiros, o carro então bateu perto do prédio do Congresso.
Uma testemuinha disse à BBC que ouviu entre dez e 12 tiros sendo disparados.
Ainda não está claro o que ocorreu com a mulher. Segundo a agência de notícias Associated Press, ela foi presa, mas a agência Reuters informa que ela foi baleada e morta perto do capitólio.
A Associated Press informou também que a criança, que aparenta ter entre dois e três anos, foi levada a um hospital.

Fechamento

O ocorrido levou a polícia em Washington a decretar o fechamento temporário do Congresso.
A polícia disse que considera o incidente “isolado” e que não há indicações de que ele tenha relação com atividades terroristas.
Ele ocorreu em um momento em que o país vive uma paralisação parcial dos serviços federais, forçada por uma disputa política sobre o orçamento do país.
Até o momento, também não há indícios de que o ocorrido nesta quinta-feira tenha relação com a paralisação.
Há duas semanas, Washington foi palco de outro tiroteio, que ocorreu em uma instalação da Marinha na cidade, deixando 13 mortos, incluindo o atirador.

Congresso dos EUA em Washington é fechado após tiros do lado de fora

Três pessoas teriam ficado feridas no tiroteio.

Atirador teria sido detido pela polícia americana.Tiros foram disparados perto do Capitólio, sede do Congresso dos Estados Unidos em Washington, nesta quinta-feira (3).  Os tiros foram disparados fora do prédio, ferindo pelo menos três pessoas, segundo a imprensa local. O atirador teria sido detido pela polícia.

O incidente provocou o fechamento do Congresso americano e da Suprema Corte. Como precaução, a Casa Branca também teve o acesso fechado para pedestres após o tiroteio.

Segundo as agências "France Presse" e "Reuters", um policial, um assessor do Senado e um oficial da polícia do Capitólio teriam ficado feridos.

O americano Marc Schloss, que estava no prédio do Senado no momento do incidente, postou em seu perfil no Twitter uma foto de diversos policiais armados correndo pelas imediações, carregando armas em punho.

“No Capitólio, policiais estão correndo com armas depois de um aviso sobre um tiroteio”, escreveu Marc.

Diretor da ANS renuncia após denúncias de ligação com planos de saúde

A Comissão de Ética Pública da Presidência da República recomendou à presidente Dilma Rousseff que demitisse o diretor de gestão da Agência Nacional de Saúde (ANS), Elano Rodrigues de Figueiredo, por ter omitido que advogava em prol de planos de saúde contra a própria agência. Após o presidente do colegiado comunicar a decisão ao gabinete presidencial, Figueiredo se antecipou e entregou o cargo.
Elano Rodrigues de Figueiredo omitiu as informações docurrículo ao ser sabatinado no Senado Federal para ocupar o cargo. Na avaliação da Comissão de Ética, o então diretor “podendo apresentar currículo detalhado (...) optou por omitir a atuação em favor de entidades reguladas pelo órgão que passaria a compor”.
“Não há como negar que a omissão impediu o pleno acesso do público, em especial dos parlamentares responsáveis por aprovar ou recusar sua indicação, às informações necessárias para que fosse traçado seu perfil profissional, a probidade de sua conduta e a integridade dos seus posicionamentos”, alega um trecho do voto de 33 páginas do relator doprocedimento, Mauro Menezes.
Na interpretação do relator, com a omissão, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, “foi ludibriado” pelo então diretor da ANS. Ao final, Menezes recomenda, “diante da gravidade da conduta verificada”, que Dilma o destituísse do cargo. O voto foi seguido por todos os membros da Comissão de Ética. Segundo o presidente do colegiado, Américo Lacombe, disse que o que levou à recomendação de exoneração foi a omissão e não o fato de Figueiredo ter advogado contra a ANS.

Adotada na infância, mulher descobre ser neta de comandante nazista

Jennifer Teege | AFP
Jennifer Teege foi adotada e sabia pouco sobre história da família biológica
A alemã-nigeriana Jennifer Teege descobriu já adulta ser neta de Amon Goeth, o célebre comandante nazista do campo de concentração de Plaszow, em Hamburgo, no norte da Alemanha.
Goeth tornou-se mundialmente conhecido ao ser retratado no filme A Lista de Schindler, o grande vencedor do Oscar de 1994, que conta a estória, baseada em fatos reais, de como um industrial alemão salvou mais de 1 mil judeus da morte ao empregá-los em sua fábrica durante a Segunda Guerra Mundial.
Teege é fruto de um breve relacionamento entre sua mãe, filha de Goeth, e um estudante nigeriano. Ela, que acaba de publicar o livro Amon, My Grandfather Would Have Shot Me ("Amon, meu avô, teria atirado em mim", em tradução livre), contou, em entrevista ao serviço Mundial da BBC, como a descoberta de suas raízes mudou sua vida.
Leia o relato.
"Há cinco anos, eu estava em um biblioteca em Hamburgo, no norte da Alemanha, e vi um livro envolvido em um pano vermelho que imediatamente chamou minha atenção.
O título, traduzido para o inglês, era I Have to Love My Father, Right? (Eu tenho que amar meu pai, certo?, em tradução livre). Estampava na capa a foto pequena de uma mulher que me parecia familiar.
Então comecei a folheá-lo. Havia muitas fotos e à medida que virava as páginas, percebi que havia algo errado.
No final, a autora resumia alguns detalhes sobre a mulher da capa e sua família e percebi que se encaixavam perfeitamente com o que eu sabia sobre a minha família biológica.
E entendi que se tratava de um livro sobre a história da minha família.
A mulher na foto era minha mãe e seu pai era Amon Goeth, comandante do campo de concentração de Plaszow, perto de Cracóvia.

Adoção

Minha mãe não tinha me contado nada. Ela me deu à adoção pouco depois que nasci, então não cresci com ela.
Poucas semanas depois do meu nascimento, fui entregue a um orfanato e, às vezes, recebia visitas da minha mãe. Aos sete anos, fui adotada por uma família e, depois disso, não tive mais contato com minha mãe, com exceção de uma vez.
Eu já tinha mais de 20 anos, e ela provavelmente não me contou nada para me proteger – provavelmente ela achou que seria melhor se não soubesse nada sobre meu passado real, sobre a verdade, sobre minha família, sobre meu avô.
E fiquei totalmente chocada quando descobri a história, era como se alguém tivesse puxado meu tapete.
Eu levei o livro para casa e o li da primeira à última página. Havia detalhes sobre a minha mãe, sobre minha avó e meu avô, Amon Goeth.

Libertação

Com o tempo, comecei a sentir o impacto daquela história sobre mim. Por ter sido adotada, eu sempre soube muito pouco sobre meu passado. E ter me confrontado com ele foi algo muito sério.
Amon Goeth | Museu do Holocaust
Goeth no campo de concentração de Plaszow. Ele foi condenado à morte por crimes de guerra.
Eu tinha assistido ao filme A Lista de Schindler, em que Ralph Fiennes (ator inglês) faz o papel do meu avô. Mas nunca poderia imaginar que eu e Goeth éramos ligados geneticamente e isso foi muito angustiante.
Senti-me parte de sua história, mas ao mesmo tempo distante – o que não aconteceu com minha mãe, porque ela cresceu com a minha avó e deve ter sido muito difícil para ela deixar o passado para trás.
Eu tento não deixar o passado para trás, mas quero colocá-lo no lugar ao qual ele pertence. Isso não significa que eu vou ignorá-lo, mas não quero deixar que ele domine a minha vida.
Eu não sou um reflexo dessa parte da família, mas ainda estou muito conectada a ela. E espero achar uma forma de integrá-la à minha vida.
É uma história única, muito atípica e de significado profundo. Aborda a questão universal de como lidar com o peso do passado no presente e deveria mostrar como este passado pode ser libertador".

Brasileiras desafiam guerra na Síria para cuidar de civis

Civis na Síria
Civis ajudados por brasileiras sofriam com a falta total de atendimento básico de saúde
As brasileiras Bianca Dias Amaral e Letícia Pokorny percorreram durante horas um trajeto perigoso para entrar ilegalmente em um país de onde 2 milhões de pessoas já fugiram: a Síria.
Com alguns meses de diferença, as duas partiram da Turquia com o mesmo objetivo: chegar a dois hospitais no norte do país para ajudar civis, vítimas da guerra ou de problemas decorrentes dela, como a escassez total de serviços básicos de saúde.
Como os dois hospitais - ambos mantidos pela ONG Médicos Sem Fronteiras (MSF) - ficavam em áreas controladas pelos rebeldes, as duas tiveram que cruzar a fronteira ilegalmente.
"Foi muito assustador. Atravessei um descampado por umas três horas e, o tempo todo, ia ouvindo os bombardeios, sem parar. Quando cheguei em uma rodovia de terra, tive de correr por uns 500 metros, sem olhar para trás", conta Bianca, uma obstetra de 30 anos que, para o desespero de sua família, foi para Síria em sua primeira missão no MSF.
Já a fisioterapeuta Letícia, de 37 anos, havia acabado de passar alguns meses na Líbia quando foi chamada para ir para Síria, sua 11º missão para a ONG.
Com bagagens diferentes, elas contam à BBC Brasil os desafios que enfrentaram, os medos e também os momentos recompensadores.
  • Bianca Dias Amaral, obstetriz
Bianca Dias Amaral
BBC Brasil - Como você foi chamada para ir à Síria?
Bianca Dias Amaral - Quando o pessoal do MSF me ligou perguntando se eu queria ir para a Síria, fiquei muito surpresa, porque normalmente eles mandariam pessoas mais experientes para um local assim. Então pedi um dia para pensar. Após 12 horas, estava convicta de que não iria. Porque mesmo indo com uma ONG desse porte, há coisas contras as quais você não pode se proteger. Quando liguei para comunicar minha decisão, conversando com a coordenadora, eu aceitei, pois vi que era exatamente isso que eu queria. Embarquei no começo de abril e fiquei até o fim de junho.
BBC Brasil - Como era sua rotina lá?
Bianca - Meu trabalho envolvia justamente a área da saúde básica, algo que ficou totalmente comprometido com a guerra, já que os hospitais foram destruídos e a maioria dos profissionais fugiu. Fazia partos, pré-natal, consultas. O ritmo de trabalho era intenso, porque além do trabalho durante o dia, também corria para o hospital toda vez que uma grávida chegava para ter o bebê. Em 9 semanas, só em 3 noites não fui chamada.
BBC Brasil - Você sentia que estava em um país em guerra?
Bianca - Após um mês e meio, houve um grande ataque. Bombas caíram perto do hospital. As paredes tremiam e o barulho era ensurdecedor. Atendemos dezenas de feridos. Depois, ficamos sabendo que as tropas do governo estavam marchando em nossa direção. E não sabíamos se iam conseguir nos tirar de lá ou não. Esse foi meu pior momento. Uma hora, percebi que estava respirando muito ofegante, mas eu não estava correndo nem nada, estava sentada na minha cama, parada. Estava em pânico.
BBC Brasil - E vocês foram retirados no final? Como foi?
Bianca - Sim. Quando saí, senti um misto de alívio por deixar aquele lugar, algo bem egoísta, com uma sensação frustração, por estar abandonando as pessoas que já haviam sido abandonadas por todo mundo. Mas a situação melhorou e voltamos depois de alguns dias.
BBC Brasil - Como foi trabalhar em um país muçulmano?
Bianca - Eu usava véu e blusa cobrindo os braços, o que às vezes era complicado por causa do calor. Mas nunca sofri nenhum tipo de preconceito por ser mulher. Também me fez aprender um pouco de árabe, principalmente os termos ligados a parto, seja alguma palavra técnica até a saudação que eles fazem quando o bebê nasce. E achei curioso que, em vez do marido, é a sogra que acompanha a gestante na hora do parto.
BBC Brasil - No que essa missão te marcou?
Bianca - Fiquei muito impressionada com o comprometimento dos sírios que, apesar de tudo, decidiram ficar no país e resolveram ajudar, como a minha tradutora, que era estudante de literatura em Aleppo antes de a guerra estourar. Meu jeito de trabalhar não mudou tanto, mas, pessoalmente, sou outra. Mudou tudo. Minhas preocupações, minhas prioridades.
BBC Brasil - Pra onde você vai agora?
Bianca - Vou para o Quênia por 14 meses. E estou torcendo para minha mãe ter esquecido sobre o ataque ao shopping da capital. Mas é uma missão mais tranquila, em que serei a supervisora de saúde da mulher, com serviços como pré-natal, parto, ações relacionadas ao HIV, violência sexual.
  • Letícia Pokorny, fisioterapeuta
Leticia Pokorny
BBC Brasil - Como você foi parar na Síria?
Letícia - Eu tinha acabado uma missão de cinco meses na Líbia e já tinha dito que queria ir para Síria. De repente, me ligaram perguntando: Quer ir semana que vem? Topei na hora. Fui no final de junho, e fiquei 6 semanas.
BBC Brasil - O que sua família disse quando você contou para onde estava indo?
Letícia - Ah, essa já era minha 11ª missão, então eles já estavam acostumados. Na verdade, todos me acham meio louca, mas também me admiram. O meu trabalho acabou incentivando meu pai - que é urologista - a se inscrever no MSF e a ir a uma missão na África. Quando ele voltou, após seis semanas, disse: "Agora eu consigo conversar contigo, filha". E ele já está louco para ir de novo.
BBC Brasil - Qual era sua função lá na Síria?
Letícia - Fui escalada para montar o serviço de fisioterapia local para tratar especialmente pacientes vítimas de queimaduras. Isso porque, diante do conflito, não há combustível para vender e as pessoas começam a "destilar" no quintal de casa, para consumo próprio ou para conseguir um dinheiro extra. E, claro, há muitos acidentes. Mais de 50% dos queimados lá são vítimas desse tipo de acidente doméstico. A fisioterapia ajuda a evitar complicações após queimaduras, com impedir a fraqueza muscular e "descolar" tecidos colados (como na região das axilas).
BBC Brasil - Qual foi foi a parte mais difícil?
Letícia - Sem dúvida, trabalhar com crianças. Elas não entendem que aquele exercício tão dolorido para quem está com a pele queimada vai ser recompensador. Os pais, no começo, tampouco entendem. Imploram para a gente parar. "Por favor, pare de machucar meu filho", me pedem. Mas depois veem o quanto ajuda, e são super gratos. Algumas famílias são mais duras e conseguem aguentar ver as crianças com dor. Mas às vezes é você quem precisa ser mais dura.
BBC Brasil - Algum caso te marcou?
Letícia - Lembro de um menino de 9 anos, que sofreu queimaduras de combustível nas pernas. O caso dele não era tão grave, mas ele simplesmente não caminhava porque a família não o incentivava a andar, já que isso causaria dor e eles queriam poupá-lo. Fiquei muito chocada. Uma criança simplesmente desaprendendo a andar. Chamei a mãe da criança, expliquei, mas não adiantou. Na semana seguinte, chamei o pai e endureci a conversa, ameacei internar o menino. Funcionou. E em 15 dias, ele estava andando normalmente. Nesses casos, é preciso firmeza, tendo um cuidado em respeitar a cultura deles, claro.
BBC Brasil - E com adultos?
Letícia - Nesse hospital sírio, tratei de um homem que havia sido arremessado a 40 metros de distância após a explosão de um tanque de combustível. Ele tinha perdido a esperança. Mas depois de dias de tratamento, lembro do filho dele gritando pelo hospital: "Meu pai melhorou! Ele conseguiu sentar na cama!". Quando ele saiu do hospital foi incrível. Só de ver os olhos e o sorriso dele, me bastou.
BBC Brasil - Você sofreu algum tipo de preconceito?
Letícia - Nenhum, foi mais fácil do que eu esperava. Na Líbia por exemplo, eu não podia tocar homens, então, tinha de trabalhar junto com um fisioterapeuta homem.
BBC Brasil - Como o brasileiro é visto lá na Síria?
Letícia - É sempre muito bem-vindo. O brasileiro se adapta melhor e tem mais imaginação. É preciso saber lidar com situações assim, adversas - e o brasileiro faz isso bem.
BBC Brasil - Como se preparar para uma missão dessas?
Letícia - Meses depois desses anos, ainda me choco, vejo coisas de cair o queixo. Mas simplesmente não tem como se preparar para isso.

quarta-feira, 2 de outubro de 2013

PDT pede que Justiça cancele registro do Solidariedade

Partido questiona a legitimidade das assinaturas coletadas para a criação do novo partido
O PDT ingressou nesta quarta-feira (2) com um mandado de segurança no TSE (Tribunal Superior Eleitoral) pedindo que a Justiça Eleitoral anule o registro partidário concedido na semana passada ao Solidariedade, partido criado pelo deputado Paulinho da Força, ex-presidente do PDT em São Paulo.
O PDT alega que houveram irregularidades no processo de criação da nova sigla e cita o caso da contabilização de assinaturas falsas e da duplicação de assinaturas em alguns cartórios eleitorais. O partido ainda acusa Paulinho de utilizar a estrutura de sindicatos para falsificar e arregimentar assinaturas, o que é proibido por lei.
"Nosso inconformismo decorre dos métodos fraudulentos adotados por seu mentor, Paulo Pereira da Silva, e o seu grupo sindical, utilizando-se da estrutura da Central Sindical a que está inextricavelmente ligado para estruturar seu novo partido, fazendo uso de assinaturas falsificadas, listagens de servidores do legislativo e de outras categorias sindicalizadas que sequer suspeitavam que seus nomes estavam sendo usados", diz o mandado de segurança.
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Bancada do Solidariedade terá de 30 a 35 deputados
TSE aprova criação do partido Solidariedade
Os pedetistas pedem que o caso seja analisado em regime de urgência, alegando que pode ser diretamente afetado pela criação do Solidariedade, já que o grupo de Paulinho no PDT deve seguí-lo no novo partido, fazendo com o que o PDT perca recursos do fundo partidário e tempo de TV.
Em nota distribuída no fim da tarde, Paulinho afirma que o PDT agiu em "um ato de claro desespero". O deputado destaca que as assinaturas contestadas pelo PDT não foram computadas no processo de criação do partido porque acabaram descartadas.
"O PDT quer criar um factoide para desestimular os parlamentares que pretendem migrar para a nova legenda. O TSE reconheceu que o partido tem representatividade desde seu nascimento, coisa que, não é de hoje, vem faltando ao PDT, legenda comandada de forma centralizada, pouco democrática e por pessoas que não têm votos", diz a nota.

Com reputação em queda, USP deixa elite de ranking de universidades

A universidade brasileira melhor colocada no ranking anual elaborado pela Times Higher Education (THE) caiu dezenas de posições e deixa o top 200 após dois anos consecutivos. A queda da Universidade de São Paulo (USP) no World University Rankings se deve principalmente a um declínio na reputação, conforme aponta uma pesquisa divulgada nesta quarta-feira que ouviu milhares de acadêmicos de todo o mundo. A única outra representante do país na lista das 400 melhores é a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que também caiu várias posições.
O mau desempenho do Brasil foi destacado pela THE: "más notícias para o Brasil, que perde sua única representante na prestigiosa lista do top 200", afirmou a instituição. A USP, 158º colocada no ano passado, ficou na faixa entre as posições 226 e 250. Já a Unicamp, em 251-275 em 2012, caiu para o grupo das 301-350 melhores.
O editor do ranking, Phil Baty, atribui a baixa na reputação da USP na pesquisa que avalia a reputação - um dos 13 pontos analisados na lista - como fator determinante para a queda.
"Esse foi um ano ruim para o Brasil nos rankings. Um país com seu tamanho e poderio econômico precisa de universidades com nível mundial para encorajar o crescimento baseado em inovação, então será um sério golpe que não apenas o Brasil perdeu sua representante no top 200 (a Universidade de São Paulo), mas também que a Unicamp tenha se afastado ainda mais do bloco de elite", afirmou o editor do ranking.
Paradoxalmente, porém, o próprio instituto britânico responsável pela lista apontou em março a USP como a universidade brasileira com melhor reputação no mundo e única representante da América do Sul na lista das instituições de ensino superior mais prestigiadas por acadêmicos. A Unicamp também teve sua reputação celebrada à época, quando a universidade estava entre as 150 mais prestigiadas do mundo, de acordo com a THE.
A performance da USP, conforme análise do instituto, caiu em diversos aspectos: em particular na proporção entre alunos de doutorado e graduação, um dos fatores que determinam quão intensivo é o ambiente de aprendizado. Também houve queda no número de títulos de doutorado recebidos pelos docentes - que, segundo os responsáveis pelo ranking, determina o quanto uma instituição é comprometida com o desenvolvimento da próxima geração de acadêmicos. Apesar disso, Elizabeth Gibney, uma das responsáveis por elaborar o ranking, acredita que "não há razão para as universidades (na América do Sul) não melhorarem".
"Apesar das más notícias, o país continua tendo bolsões de excelência em pesquisa (a USP está no top 100 mundial de ciências da vida) e é encorajador que haja movimentos para reforçar a sua garantia de qualidade. A internacionalização proporcionada pelo programa Ciência sem Fronteiras também é bastante animadora, mas os resultados dos rankings darão mais relevância à necessidade de aumentar o uso do inglês nas universidades brasileiras", acredita Phil Baty.
Ranking mundial
Pelo terceiro ano consecutivo, o Instituto de Tecnologia da Califórnia (Caltech) lidera a lista de melhores universidades do mundo elaborada pela Times Higher Education. Habitual primeira colocada em rankings semelhantes, a Universidade Harvard ficou em segundo lugar, empatada com a Universidade de Oxford - uma das únicas três instituições britânicas presentes no top 10, dominado pelos Estados Unidos. O Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT) e as universidades de Stanford, Princeton, Cambridge, Chicago e da Califórnia em Berkeley, além do Imperial College London, completam a lista.
Para elaborar o World University Rankings, são levados em consideração 13 indicadores que levam em conta as principais missões de uma universidade - como ensino, pesquisa, transferência de conhecimento e visibilidade internacional. A lista, divulgada anualmente pela Times Higher Education, está em sua décima edição.

Parlamento italiano dá voto de confiança a Letta

O primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, recebeu o voto de confiança da Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (2). Com 435 votos favoráveis e 162 contrários, Letta conseguiu, assim, evitar que seu governo de coalizão caísse. O premier já havia vencido a votação no Senado, com um placar de 235 a 70. Seu êxito na Casa foi possível graças à repentina mudança de posição do ex-primeiro-ministro Silvio Berlusconi, líder do partido de centro-direita Povo da Liberdade (PDL).
Berlusconi, que há semanas vinha ameaçando derrubar o governo italiano, mudou de opinião na última hora e votou a favor de Letta no Senado.   
"Hoje é um dia histórico", disse Letta em um pronunciamento na Câmara dos Deputados. Segundo o premier, o voto de confiança lhe oferece "condições mais claras" para governar. "A Itália não precisa de um governo qualquer, mas sim, de um governo em plenitude de suas funções, com uma clara maioria que o apoia", destacou Letta, sem deixar de criticar as ameaças de Berlusconi.   
"É necessário que não existam mais chantagens do tipo 'ou se faz isso ou o governo cai', até porque já foi demonstrado que o governo não cai", afirmou.   
Berlusconi começou a ameaçar a estabilidade do governo após correr o risco de ter seu mandato cassado no Senado. O ex-premier, que responde a uma série de processos judiciais, foi condenado em última instância a quatro anos de prisão por fraude fiscal. A pena, posteriormente, foi reduzida a um ano e pode ser cumprida em reclusão domiciliar ou com trabalhos comunitários. Diante das condenações de Berlusconi, uma comissão especial de senadores está analisando se o ex-premier perderá seu lugar no Senado. A comissão deve dar uma resposta sobre o caso nas próximas semanas.

Recuo de Berlusconi garante sobrevivência de governo italiano


ROMA, 2 Out (Reuters) - O primeiro-ministro italiano, Enrico Letta, obteve o voto de confiança do Parlamento nesta quarta-feira depois que Silvio Berlusconi, enfrentando uma revolta em seu próprio partido, voltou atrás em sua ameaça de derrubar o governo.
À medida que dezenas de senadores de centro-direita se prepapavam para desafiar seu líder e magnata da mídia e salvar a coalizão de esquerda e direita liderada por Letta, Berlusconi recuou abruptamente e disse que também apoiaria o premiê de centro-esquerda, poucos dias depois de desencadear a crise retirando seus ministros do gabinete de Letta.
Após um debate no Senado, acalorado em alguns momentos e no qual recebeu repetidas acusações de semear o caos na tentativa de deter sua expulsão iminente do parlamento na esteira de uma pena por evasão fiscal, Berlusconi disse: "Decidimos, não sem alguma luta interna, apoiar o governo".
O mercado financeiro reagiu positivamente. As ações da Bolsa de Milão subiram quase 2 por cento e os ganhos nos títulos de dez anos do governo caíram para 4,34 por cento, patamar mais baixo do dia.
Mas a solução da crise, sete meses após uma eleição inconclusiva, deixa grandes pontos de interrogação a respeito da habilidade de Letta de lidar com problemas profundos na economia da Itália que atormentam seu parceiros no euro.
A declaração de apoio tardia de Berlusconi causou um sorriso de espanto no primeiro-ministro, que àquela altura parecia certa da vitória com o apoio de rebeldes da centro-direita.
Berlusconi escondeu o rosto com as mãos depois de falar. No que pode ser um de seus últimos atos no Senado antes dos procedimentos para sua remoção começarem, na sexta-feira.
O bilionário de 77 anos depositou seu voto junto com os 235 outros para manter Letta no cargo. Mais tarde, quando saía, ele foi assediado por observadores.
Letta, apoiado por seu próprio Partido Democrata (PD) e por Berlusconi e seu Povo da Liberdade (PDL), só teve a oposição de outros partidos, que amealharam 70 votos contra ele.
O premiê, que assumiu em abril após um pleito sem maioria clara em fevereiro, disse que irá seguir adiante com um programa de medidas fiscais para manter as depauperadas finanças públicas italianas sob controle e reformas para controlar a pior recessão em 60 anos.
Ele também se comprometeu com uma reforma da amplamente criticada lei eleitoral, que dá às duas casas do Parlamento poderes iguais e torna difícil para qualquer partido obter uma maioria funcional.
Entretanto, a natureza surpreendente da vitória deixa uma série de perguntas sem resposta a respeito da estabilidade do governo e do futuro do movimento político de centro-direita na Itália, que chegou perto da implosão à medida que a votação se aproximava.
Tendo começado como voto de confiança em Letta, o dia se tornou um teste para Berlusconi, cujo controle outrora inquestionável sobre a ala conservadora do espectro político enfrentou sua maior ameaça desde que entrou na política duas décadas atrás.
Sua declaração a favor de Letta coroou um dia que oscilou entre o drama de alta voltagem e o que um político centrista chamou de farsa, já que uma rebelião partidária inédita persuadiu o três vezes ex-prêmie de que não fazia sentido continuar resistindo.

Amador registra rara cobra de 2 cabeças na Grã-Bretanha


Foto de víbora com duas cabeças feita por Gordon Crook
--- Gordon Crook só confirmou que se tratava de víbora de duas cabeças após rever a foto no computador
Um fotógrafo amador britânico conseguiu registrar com sua câmera uma imagem rara de uma víbora de duas cabeças.
Gordon Crook, do condado de North Yorkshire, no centro da Grã-Bretanha, diz ter notado a cobra enquanto fazia uma caminhada pela região, mas que somente depois de analisar a foto teve a certeza do que se tratava.
"Num primeiro momento, pensei que era um reflexo ou uma dupla exposição", conta.
"Depois descarreguei a foto no computador e vi que era bem evidente que ela tinha duas cabeças", disse.
John Williamson, gerente de programa da ONG Amphibian and Reptile Conservation Trust (Fundação para Conservação de Anfíbios e Répteis, em tradução livre), ficou surpreso em ver a foto do animal, que descreveu como um par de jovens cobras gêmeas xifópagas.
Ele explicou que provavelmente durante o desenvolvimento o ovo fertilizado começou a se separar, mas por alguma razão esse processo foi interrompido.
A sobrevivência de um animal nessas condições muito além da incubação é rara, segundo ele.
Outro especialista, John Baker, membro da British Herpetological Society (Sociedade Britânica de Herpetologia) concorda: "É uma coisa muito pouco usual, uma descoberta rara. Não tenho conhecimento de nenhuma outra víbora de duas cabeças registrada antes na Grã-Bretanha".

ONG pede que multinacionais boicotem açúcar de terras sob disputa no Brasil

Plantação de cana em Ponta Porã, MS (Foto: Oxfam)
ONG quer que compradores de açúcar evitem áreas que estão em litígio
A ONG Oxfam deu início nesta quarta-feira a uma campanha para pressionar as multinacionais produtoras de alimentos a se responsabilizar pela origem de suas matérias-primas e deixar de comprar commodities que tenham sido produzidas em terras em litígio.
De acordo com relatório elaborado pela Oxfam, o comércio internacional de açúcar tem incentivado compras e expropriações de terras em países como o Brasil, contribuindo para conflitos agrários e prejudicando comunidades indígenas e pequenos produtores.
O documento divulgado pela ONG diz que muitas das terras adquiridas para a produção de açúcar na última década "estão relacionadas a violações dos direitos humanos, perda dos meios de subsistência e fome para os pequenos produtores e suas famílias".
Representantes do setor argumentam, no entanto, que a Justiça brasileira ainda não tomou decisão definitiva quanto à posse das terras em questão e aguardam uma posição das autoridades para rever a compra de produtos cultivados nestas áreas.
O Brasil, maior produtor de açúcar, é citado em dois casos pelo relatório: em Pernambuco, segundo a Oxfam, uma comunidade de pescadores perdeu o acesso a suas terras após ter sido expulsa para dar lugar a uma usina de produção de açúcar que supre gigantes do setor.
E, no Mato Grosso do Sul, o relatório diz que "há claros elos entre a expansão do agronegócio e o extraordinário nível de violência contra populações indígenas".
Os produtores de açúcar da região dizem que a ideia de um boicote não faz sentido porque a eventual ocupação irregular de terras seria um crime sob a lei brasileira e teria sido denunciada pelo Ministério Público Federal - o que, segundo eles, não aconteceu.
"Desconheço processos relacionados a isso no Mato Grosso do Sul", afirma Carlo Daniel Coldibelli, assessor jurídico da Famasul (Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul).

Relatos de violência

A Oxfam argumenta que, ao mesmo tempo em que a área cultivada com cana-de-açúcar triplicou entre 2007 e 2012, o Mato Grosso do Sul passou a apresentar "a maior taxa de violência contra índios - 37 dos 60 deles assassinados no Brasil no ano passado foram mortos no Estado", segundo dados fornecidos por grupos como a Pastoral da Terra e o Conselho Indigenista Missionário.
O antropólogo Marcos Homero Ferreira Lima, do Ministério Público Federal no Mato Grosso do Sul, diz que muitas das mortes registradas no Estado se devem a conflitos agrários entre os próprios índios, que passam a disputar entre si as terras não ocupadas pelos cultivos.
Área reivindicada por índios guarani-kaoiwá usada no plantio de cana no Mato Grosso do Sul (Reuters)
ONG diz que muitas terras de cana 'estão relacionadas a violações de direitos humanos'
Mas até mesmo esses conflitos internos são consequência indireta da concentração fundiária na região e da lentidão em demarcar terras para confirmar sua posse, segundo Ferreira Lima.
"Com a valorização dos terrenos, (produtores) tentam impedir que eles se tornem território indígena e lançam mão de artifícios, como recursos na Justiça, para evitar demarcações", diz o antropólogo à BBC Brasil. "Os ânimos têm se acirrado bastante."
Ao mesmo tempo, acrescenta Ferreira Lima, o Estado é omisso em garantir a segurança dos indígenas, o que também tende a criar um ambiente propício à violência.
O governo brasileiro rejeita a alegação de omissão na demarcação de terras e diz que busca uma alternativa para viabilizar um acordo entre as partes envolvidas na disputa por terras.
O Ministério da Justiça criou recentemente um grupo de trabalho para rever o processo de identificação das terras e fazer uma avaliação financeira de áreas em disputa.
Após as primeiras reuniões do novo grupo, o ministro José Eduardo Cardozo afirmou que "não há uma solução uniforme" para o problema e que, em alguns casos, só um acordo entre as partes envolvidas pode evitar que os conflitos sejam prolongados pela lentidão da Justiça.

Avanço agrícola

Segundo a Oxfam, os indígenas também estariam sendo afetados pelo desmatamento provocado pelo avanço agrícola, pelos pesticidas usados nos cultivos e pelo trânsito gerado pelas plantações, que teria causado acidentes na região.
A ONG cita especificamente uma usina adquirida pela multinacional Bunge em Ponta Porã para a produção de açúcar e etanol e que, segundo o relatório, adquire sua matéria-prima de plantações localizadas em áreas indígenas.
A Bunge informou à BBC Brasil que, como o governo brasileiro nunca oficializou a posse das terras aos povos indígenas, "a empresa continua a honrar contratos com produtores para a compra da cana dessas terras".
"Prometemos não renovar esses contratos (em 2014). Se, até lá, as terras forem consideradas indígenas, interromperemos as compras imediatamente", diz comunicado da empresa.
A Bunge é fornecedora de grandes empresas do setor de alimentos que estão entre as que a Oxfam quer pressionar em sua campanha.
"As grandes empresas de alimentos e bebidas raramente possuem terras, mas dependem da terra para obter as matérias-primas de que necessitam, entre elas o açúcar", diz a ONG.
"As empresas do ramo alimentício precisam reconhecer esse problema com urgência e tomar providências para garantir que as violações do direitos de populações à terra e os conflitos agrários não façam parte de suas cadeias de fornecimento."

Políticas de proteção

A ONG argumenta que multinacionais do setor "carecem de políticas suficientemente fortes para impedir que a apropriação e a disputa por terras façam parte de suas cadeias de fornecimento".
Simon Ticehurst, diretor da Oxfam no Brasil, diz que a ONG entrou em contato com as matrizes das multinacionais do setor alimentício e, em alguns casos, houve interesse em adotar políticas de proteção a pequenos proprietários de terras. "Mas não sabemos ainda se no nível desejado pela nossa campanha", afirmou.
"Há pouco controle das empresas, não apenas em relação a terras como também a temas como direitos trabalhistas", diz Ticehurst. "Mas a questão das terras é o elo mais frágil."
No mundo, a ONG cita também conflitos de terras no Camboja e "compras de terra em grande escala" em países como Moçambique, Sudão e Zâmbia, que podem gerar problemas semelhantes.
No total, diz a ONG, o comércio mundial de açúcar movimenta US$ 47 bilhões. No ano passado, foram produzidas 176 milhões de toneladas da matéria-prima.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Troca-troca de partidos marca eleições de 2014

Enquanto futuro de Marina ainda é incerto, Serra afirma que continua no PSDB

As eleições de 2014 estão sendo marcadas pelo intenso troca-troca de partidos por parte dos seus possíveis candidatos. O prazo para filiação, que termina no dia 5 de outubro, está se aproximando e os políticos que ainda vivem impasses para escolher sua legenda terão que tomar uma decisão. A data fatídica segue gerando apreensão em possíveis concorrentes nas eleições de 2014, com destaques para Marina Silva, os irmãos Cid e Ciro Gomes e a ex-prefeita de Fortaleza, Luizianne Lins. O ex-governador de São Paulo José Serra, que cogitou abandonar o PSDB, anunciou nesta terça-feira (1) a permanência no partido.
No centro dos holofotes políticos dos últimos meses, Marina Silva é o principal nome na corrida contra o tempo para garantir filiação. O caso da ex-senadora é mais trabalhoso que o dos demais, pois tem como objetivo criar uma legenda nova. O partido Rede Sustentabilidade, idealizado por Marina, vem sofrendo esquemas de boicote contra a sua formação, que precisava reunir 492 mil assinaturas de apoio exigidas em lei para a formalização da sigla.
A ex-senadora afirma que foram coletadas 910 mil assinaturas, das quais 668 mil foram encaminhadas aos cartórios eleitorais, responsáveis por validar as assinaturas dos apoiadores. Segundo Marina, o Rede Sustentabilidade certificou cerca de 450 mil assinaturas, mais as 95 mil que foram anuladas sem motivação pelos cartórios eleitorais estaduais.
Ainda lutando para obter o registro, o futuro de Marina segue incerto, com três possibilidades: com a aprovação do Rede, Marina Silva se candidata à presidência pela sua própria legenda; caso a formação da sigla seja recusada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Marina se filia a outro partido para se garantir na corrida presidencial de 2014; ou a ex-senadora não se integrará a nenhuma agremiação existente e desiste da eleição do ano que vem.
Já com José Serra, do PSDB, o caso era menos burocrático que o de Marina Silva, mas tão polêmico quanto. O ex-governador de São Paulo finalmente anunciou a permanência no partido tucano, mas viveu um impasse ao longo de 2013, tendo que decidir se concorreria às prévias internas do PSDB, ao lado de Aécio Neves, para definir o presidenciável do partido em 2014, ou se desistiria da presidência, deixando o caminho livre para o senador mineiro.
Após ser sondado pelo presidente do PPS, Roberto Freire, e cogitar deixar o partido em busca de uma candidatura à presidência sem impedimentos, Serra divulgou em sua conta do Facebook que não haveria mudanças no seu futuro político e que continua no PSDB. Na mensagem divulgada, Serra afirma que sua prioridade é "derrotar o PT" e que o PSDB seria a "trincheira adequada para lutar por esse propósito". Serra não afirmou se concorreria a algum cargo em 2014. Dentro do PSDB, Aécio segue como principal nome para concorrer contra Dilma Rousseff.
A ex-prefeita de Fortaleza e atual líder do PT no Ceará, Luizianne Lins, passou por momentos conturbados para decidir seu futuro em 2014 quando foi convidada pelo possível presidenciável Eduardo Campos (PSB), governador de Pernambuco, para concorrer ao governo do Ceará em 2014. Porém, após reunião com o presidente do partido, Rui Falcão, realizada nesta segunda-feira (30), Luizianne confirmou seu apoio à candidatura de Dilma pela reeleição. Com a decisão, Luizianne deve recusar o convite de Eduardo Campos e seguir no quadro do PT.
O convite feito à Luizianne e o rompimento do PSB com o governo da presidente Dilma ainda motivou a saída do partido socialista por parte dos irmãos Cid Gomes, governador do Ceará, e Ciro Gomes, ex-ministro, que já parecem estar com o passaporte carimbado para o Partido Republicano da Ordem Social (PROS), um dos recém-criados em 2013 e que tem todo o respaldo do governo federal. O anúncio sobre a filiação deve ser realizado ainda nesta terça-feira (1).
Com essa dança das cadeiras de políticos e criação de novos partidos, parece que a legenda mais prejudicada deve ser o PDT. Por conta da aprovação das duas mais novas legendas, o Solidariedade e o PROS, o PDT, uma das oito maiores forças políticas da Câmara dos Deputados, deve perder, ao menos, sete dos seus 26 deputados federais na Casa.
Se as previsões se confirmarem, seis deputados pedetistas devem migrar para o Solidariedade, partido idealizado pelo deputado Paulo da Força Sindical (SP), ex-integrante do PDT. Já o PROS, criado por Eurípedes Júnior, deve ser o destino do deputado Salvador Zimbaldi (SP). A situação do PDT ainda piora se o TSE finalmente aprovar a legenda de Marina Silva, a Rede Sustentabilidade, que ainda deve abocanhar os deputados pedetistas Miro Teixeira (RJ) e Reguffe (DF).

Cientistas usam raio para carregar celular

Mais de 200 anos depois de Mary Shelley escrever sobre a energia de um raio dando vida ao monstro Frankenstein, cientistas copiaram sua ideia para alimentar um telefone.
A experiência foi realizada na Universidade de Southampton, na Grã Bretanha, em colaboração com a Nokia.
A fabricante de celulares alertou seus clientes para "não tentar isso em casa". Aproveitar a natureza dessa forma poderia fornecer fontes de energia em que o suprimento de eletricidade é pequeno, explicaram os especialistas.

Grande passo

Usando um transformador, a equipe de cientistas recriou um raio dentro do laboratório. Eles fizeram 200.000 volts cruzarem o ar em um espaço de 30 centímetros.
"Essa descoberta prova que aparelhos podem ser carregados por meio de uma corrente que passa pelo ar. Isso é um grande passo em direção ao entendimento de uma força natural como o raio e o aproveitamento de sua energia", disse Neil Palmer, do laboratório de alta voltagem da Universidade de Southampton.
O raio é uma descarga de eletricidade que ocorre quando ocorre um desiquilíbrio da carga elétrica entre a núvem e a superfície da terra.
Em média três pessoas morrem por ano ao serem atingidas por raios na Grã-Bretanha, de acordo com a Sociedade Real para a prevenção de Acidentes.
Encontrar novas formas de carregar telefones celulares e extender a vida útil de suas baterias é a prioridade das indústrias do setor.
"É certamente uma ideia impressionante", disse Ben Wood, da empresa de análise CCS Insigh.
"Se você vive em um vilarejo remoto na Índia pode se beneficiar do desenvolvimento de um aparelho comunitário que carrega telefones", disse.

Ministério Público se manifesta contra registro da Rede, partido de Marina

Segundo o vice-procurador eleitoral, partido não obteve número mínimo de 492 mil assinaturas para obtenção do registro; caso deve ser julgado pelo TSE na quinta-feira

O Ministério Público Eleitoral (MPE) enviou nesta terça-feira (1º) parecer ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) contra a concessão de registro ao partido Rede Sustentabilidade, da ex-senadora Marina Silva. O pedido de registro da legenda deve ser julgado pelo tribunal ainda esta semana. Para participar das eleições do ano que vem, o partido tem que ser registrado até o dia 5 de outubro, um ano antes do primeiro turno das eleições de 2014.
Futura Press
'A minha confiança me faz olhar apenas o plano A', diz Marina sobre Rede
O tempo curto, segundo Marina, não a faz pensar em se filiar a um outro partido para disputar o Palácio do Planalto. “ Sinalizar com outro partido seria denunciar a própria desconfiança (na criação da Rede). A minha confiança me faz olhar apenas o plano A”, afirmou.
Segundo o vice-procurador eleitoral Eugênio Aragão, o partido não obteve número mínimo de 492 mil assinaturas necessárias para obtenção do registro. De acordo com Aragão, a Rede Sustentabilidade conseguiu validar 442.500 assinaturas. “No caso em apreço, constata-se que o ora requerente não obteve o número mínimo necessário de apoiamentos”, disse Aragão.
Sobre acusação da ex-senadora de que os cartórios eleitorais teriam anulado assinaturas sem justificativa, Aragão disse que o dever de comprovar a veracidade das assinaturas é do partido. “Não seria razoável cobrar dos cartórios eleitorais discriminação individualizada sobre o porquê de cada uma dessas 98 mil assinaturas não terem sido reconhecidas e contabilizadas. Provar a autenticidade das assinaturas é ônus do partido e não dos cartórios”, disse Aragão.
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Ontem (30), a ministra Laurita Vaz, do TSE, concedeu prazo de 24 horas para que o MPE se manifestasse. Para obter registro, o partido precisa validar 483 mil assinaturas, o que corresponde a 0,5% dos votos registrados na última eleição para a Câmara dos Deputados.
Segundo Marina Silva, o partido coletou 868 mil assinaturas e tem 550 mil validadas, número superior ao mínimo solicitado pela lei eleitoral. De acordo com a ex-senadora, os números são divergentes porque, durante o processo de validação de assinaturas de apoiadores nos tribunais regionais eleitorais, os cartórios atrasaram os procedimentos e anularam 95 mil delas sem justificativa.
Sobre a eventual possibilidade de ficar de fora das eleições de 2014, Maria descartou a chance da presidente Dilma Rousseff de encontrar condições mais fácies para a sua reeleição com a sua ausência. “Uma eleição para presidência pode ser tudo, menos fácil”. Ela comentou ainda as declarações do ex-presidente Lula de que o cenário para a viabilização da Rede é muito difícil. “Ele sabe das dificuldades de construir um partido para participar do processo político”, disse.

Ao paralisar governo, oposição abraça risco político nos EUA

As manchetes dos jornais americanos desta terça-feira expressam incredulidade com o fracasso colossal do Congresso americano de chegar a um acordo para financiar o governo federal no curto prazo.
O que parecia um jogo infantil de batata-quente horas atrás começou a ter repercussões sobre o funcionamento das instituições americanas: cerca de 800 mil trabalhadores federais serão afetados – vão ficar em casa, trabalhar sem remuneração ou apenas parcialmente; agências e departamentos federais processando todo tipo de formalidades para empresas e indivíduos vão deixar trabalho acumular; e criou-se um potencial para a proliferação de pequenos dramas privados, como o possível cancelamento de dezenas de cerimônias de casamento marcadas para ocorrer na National Mall, a zona de museus, parques e jardins que é o cartão-postal de Washington.
À medida que o impasse se arraste, as repercussões serão maiores também sobre os principais atores políticos envolvidos nele.
Uma pesquisa de opinião divulgada na manhã desta terça-feira pela universidade Quinnipiac indicou que o ônus recairá principalmente sobre o partido Republicano: 74% de 1,5 mil pessoas entrevistadas por telefone na semana passada desaprovam o desempenho dos parlamentares da sigla nesse tema – o pior nível histórico de popularidade dos legisladores republicanos, segundo a universidade.
Os congressistas democratas também merecem a censura do eleitor, ainda que em menor intensidade (60% na pesquisa da Universidade Quinnipiac), enquanto a aprovação do presidente democrata Barack Obama supera levemente a desaprovação (49% a 45%).

Obstáculo ideológico

Não é a primeira vez que as desavenças do Congresso paralisam o governo federal americano – a última ocorreu durante o governo Clinton, em 1995-96 – mas desta vez o elemento ideológico dificulta que se vislumbre um horizonte para a crise.
Os deputados republicanos querem que qualquer resolução para custear o governo federal nas próximas semanas inclua o adiamento do item crucial da reforma da saúde capitaneada por Obama em 2010: a obrigatoriedade de que todos os americanos estejam cobertos por um plano de saúde a partir de janeiro do ano que vem.

Obama pede que republicanos permitam fim da paralisação

O presidente Barack Obama pediu mais uma vez na tarde desta terça-feira que os republicanos permitam que o governo volte a cumprir com suas obrigações.
Obama disse que a paralisação da administração é culpa de uma "uma facção de um partido", em uma das casas do Congresso, que decidiu que não gosta de uma lei (que torna o seguro saúde mais acessível para a população).
O presidente americano também disse que o governo sem sendo mantido refém pelo Partido Republicano por causa de demandas ideológicas.
"Chantagem política" é a palavra que a Casa Branca está usando para se referir a essa tática. Nesta terça-feira, o porta-voz do presidente, Jay Carney, reiterou que a reforma da saúde foi aprovada pelo Congresso (em 2010), confirmada pela Suprema Corte (em meados do ano passado) e corroborada pelos eleitores nas urnas (em novembro do mesmo ano).
Os republicanos, ele disse, estão tentando obter à força uma vitória que não conseguiram por nenhum processo legislativo, judicial ou eleitoral.
O governo não quer abrir a porta para fazer concessões na reforma da saúde em troca de algumas semanas de financiamento. "Daqui a 45 dias, o que eles vão pedir para financiar o governo?", questionou Carney na CNN. "Retrocessos na legislação que protege os direitos das mulheres?"
Nesta terça-feira, o Senado rejeitou a quarta resolução da Câmara de Representantes que propunha um adiamento da legislação da saúde em troca de reabrir as torneiras federais.

Influência do Tea Party

Por outro lado, muitos deputados republicanos eleitos em distritos conservadores – de olho nos interesses imediatos do seu eleitorado – argumentam que foram eleitos para derrubar a lei do Obamacare e querem fazê-lo a todo custo.
Eles pertencem ao chamado movimento conservador Tea Party, que o governo acusa de "manter o país refém" para servir aos seus propósitos.
Muitos analistas acreditam que, sem a influência do Tea Party, o partido republicano concordaria com uma resolução "limpa", ou seja, autorizando o financiamento do governo sem o penduricalho legal que bloqueia o Obamacare.
Em um artigo no jornal The New York Times, o articulista Joe Nocera apontou o dedo para o presidente da Câmara, o republicano John Boehner, acusado de ser incapaz de controlar as facções mais extremas do seu partido.
Se o impasse perdurar, Boehner e os mais radicais podem sentir os efeitos negativos de uma estratégia mal calculada, indica a pesquisa da Universidade Quinnipiac.
Enquanto os americanos estão divididos quanto à sua aprovação do Obamacare (45% aprovam a lei e 47% desaprovam), 58% das pessoas são desfavoráveis a que os congressistas usem o financiamento do setor público federal como arma contra a legislação (contra 38% que acham a estratégia válida).
"Os americanos certamente não morrem de amores pelo Obamacare, mas eles decididamente rejeitam a teoria dos republicanos de que a lei é tão ruim que vale a pena paralisar o governo federal por ela", disse o responsável pela pesquisa, Peter A. Brown.

Senado dos EUA rejeita plano republicano de negociar fundos ao governo

O Senado dos Estados Unidos, de maioria democrata, rejeitou nesta terça-feira uma proposta aprovada pela câmara baixa, controlada pelos republicanos, para abrir uma negociação que permita financiar o governo no meio da paralisação parcial da Administração que entrou em vigor depois da meia-noite.
Com 54 votos contra e 46 a favor, o Senado rejeitou a medida republicana que sugeria a formação de um comitê de conferência, mecanismo que é reservado a situações extraordinárias para possibilitar a congregação de vários membros de ambas as câmaras do Congresso. Neste caso, a proposta é atenuar as diferenças em relação a uma lei em particular.
Além disso, essa medida seguia condicionando o financiamento do governo aos atrasos na aplicação da reforma da saúde promulgada em 2010, algo que não agrada os democratas e nem o presidente Obama.
Após a votação, o líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, reiterou que seu partido não negociará essa questão com os republicanos e culpou os "radicais" do movimento conservador Tea Party pela paralisação parcial da Administração federal iniciada pela falta de fundos.
Por sua parte, o líder da minoria republicana no Senado, Mitch McConnell, denunciou a "rejeição obstinada" dos democratas em alcançar acordos na câmara baixa.
No dia em que se inicia o novo ano fiscal, o Congresso foi incapaz de aprovar os fundos necessários para que o governo siga funcionando, fundamentalmente pelo empenho do ala mais conservadora dos republicanos em vincular esse financiamento ao desmantelamento da reforma da saúde, uma das maiores conquistas de Obama.
Essa situação fez com que os EUA amanhecessem hoje com o governo parcialmente paralisado pela primeira vez em 17 anos, uma situação que deixará 800 mil funcionários em casa e que não será resolvida rapidamente, principalmente por causa da polarização política vista no Congresso.
Obama fará hoje uma declaração sobre a paralisação da atividade de parte da Administração federal a partir das 12h25 locais (13h25 de Brasília) na Casa Branca.
Nesse pronunciamento, o presidente americano também deverá abordar os chamados "mercados de seguros médicos", uma disposição fundamental da reforma da saúde que facilitará seguro de saúde para milhões de cidadãos.

Sonda espacial da Nasa encontra plástico na maior lua de Saturno

Sonda espacial Cassini encontra propileno na maior lua de Saturno; a descoberta reforça a confiança dos cientistas em encontrar mais materiais químicos na atmosfera de Titã.
É de brinquedo? Claro que não, mas a sonda espacial Cassini lançada pela Nasa, identificou pela primeira vez na maior lua de Saturno e fora do planeta Terra, o material ao qual se fabrica recipientes para alimentos, brinquedos e diversas outras coisas; estou falando do propileno.
De acordo com a Agência Espacial Norte Americana, pequenas quantidades de propileno foram detectadas nas camadas mais baixas da atmosfera de Titã, que orbita o planeta Saturno e seus satélites. Na verdade, a descoberta fora publicada ontem, segunda-feira, 30 de setembro na revista Astrophysical Journal Letters.
Em outra oportunidade já havia sido identificado o material na lua de Saturno, mas desta vez a sonda espacial Cassini conseguiu comprovar a existência do material, sendo que para os astrônomos a identificação e comprovação do propileno, acaba com uma misteriosa lacuna deixada nas primeiras observações feita pela sonda Voyager 1 em 1980 na maior lua do planeta dos anéis.
Para o cientista Michael Flasar, do Centro Espacial Goddard da Nasa, essa comprovação reforça a confiança em encontrar mais coisas escondida na atmosfera de Titã, onde ele declara dizendo que: “Esse sucesso reforça nossa confiança de que vamos encontrar ainda mais produtos químicos escondidos há muitos e muitos anos na atmosfera da maior lua de Saturno”.
Ainda de acordo com os cientistas do centro espacial, a lua Titã é um dos poucos corpos do Sistema Solar com uma atmosfera formada basicamente por hidrocarbonetos, compostos de átomos de carbono e hidrogênio, que se juntam ao oxigênio, enxofre e nitrogênio. Vale lembrar que estes compostos são substâncias químicas base do petróleo e dos combustíveis fósseis aqui em nosso planeta.

Fome atinge uma em cada oito pessoas no mundo, diz relatório da ONU

Uma em cada oito pessoas no mundo está cronicamente desnutrida, disseram agências de alimentação da Organização das Nações Unidas (ONU) nesta terça-feira, advertindo os líderes mundiais de que algumas regiões não vão conseguir diminuir pela metade o número de famintos até 2015.
No último relatório sobre insegurança alimentar, as agências da ONU estimaram que 842 milhões de pessoas sofreram fome crônica em 2011-13, ou 12 por cento da população mundial, abaixo dos 17 por cento registrados em 1990-92.
O novo número era menor do que a última estimativa de 868 milhões em 2010-12 e de 1,02 bilhão em 2009, mas o relatório disse que o progresso em cumprir a Meta de Desenvolvimento do Milênio, de diminuir pela metade a prevalência de fome no mundo até 2015, era irregular.
Era improvável que muitos países conseguissem cumprir a meta adotada pelos líderes mundiais na ONU em 2000, disseram a Organização para a Agricultura e a Alimentação (FAO), o Programa de Alimentação Mundial (WFP) e o Fundo Internacional para o Desenvolvimento da Agricultura (Ifad).
"Os (países) que passaram por conflitos durante as duas últimas décadas têm mais risco de ver reveses significativos na redução da fome", diz o relatório.
"Países sem saída para o mar enfrentam desafios persistentes no acesso aos mercados mundiais, enquanto países com infraestrutura pobre e instituições fracas enfrentam restrições adicionais".
A FAO, WFP e o Ifad definem desnutrição, ou fome, no relatório Estado da Insegurança Alimentar no Mundo de 2013, como "não ter comida suficiente para uma vida ativa e saudável" e uma incapacidade de "atender às necessidades energéticas da dieta".
Políticas destinadas a incentivar a produtividade agrícola e a disponibilidade de alimentos eram cruciais na redução da fome, mesmo onde a pobreza estava disseminada, disseram as agências.
"Quando combinadas com proteção social e outras medidas que aumentam as rendas de famílias pobres para comprar alimentos, elas podem ter um (efeito) positivo ainda maior e estimular o desenvolvimento rural", disseram.
Transferências de dinheiro, três vezes maiores do que a assistência de desenvolvimento oficial, têm um impacto significativo sobre a segurança alimentar ao levarem a dietas melhores e reduzirem a fome, disseram.
A grande maioria de pessoas que sofre de fome, ou 827 milhões, vive em países em desenvolvimento, onde a prevalência da desnutrição está estimada em 14,3 por cento, mostrou o relatório.
A África continua sendo a região com a mais alta prevalência de desnutrição, com mais de uma em cada cinco pessoas desnutridas, enquanto a maioria dos desnutridos está no sul da Ásia.

Polícia usa tinta invisível para identificar ladrões de carro

Yafet Askale | Crédito: AP
Yafet Askale negou acusação, mas substância comprovou crime
Um ladrão foi preso em Londres depois de ter sido borrifado sem saber com tinta invisível dentro de um carro que tentava roubar.
A substância só pode ser observada sob luz ultravioleta e deixa o rosto com um brilho fluorescente.
Yafet Askale, de 28 anos, foi detido após arrombar um carro usado pela polícia como isca para atrair criminosos.
Ele negou a acusação de roubo do veículo, mas foi condenado por um tribunal de Harlesden, no noroeste de Londres.
Segundo a polícia, a tinta comprovou que Askale esteve dentro do carro.
Uma série de itens roubados, incluindo um laptop, também foi apreendida junto com o ladrão.
Askale foi condenado a 49 horas de trabalho de serviço comunitário e obrigado a pagar 400 libras (R$ 1,4 mil) em custos processuais.
A polícia informou ainda que está fornecendo kits de tinta invisível aos moradores da região para que eles possam marcar suas propriedades e, mais tarde, comprovar a autoria de roubos.