A explosão de um artefato no setor comercial
de uma estação de metrô no bairro Las Condes, em Santiago, deixou oito
pessoas feridas. Ao menos duas delas se encontram em estado grave e
foram submetidas a reanimação, enquanto outras sofreram amputação de
extremidades e foram levadas a vários hospitais.
O
incidente aconteceu pouco depois das 14h (mesmo horário de Brasília),
na hora do almoço, quando um extintor cheio de pólvora explodiu dentro
de uma lixeira, em uma lanchonete localizada no centro comercial da estação Escuela Militar.
O local foi isolado pela polícia. A imprensa local divulgou versões nas quais dois jovens foram vistos deixando uma bolsa no local onde ocorreria a explosão e, logo depois, irem embora em um veículo.
O
porta-voz do governo chileno, Álvaro Elizalde, afirmou que se tratou de
“um ato terrorista” e advertiu que as autoridades vão usar a lei
antiterrorismo. De acordo com uma nota oficial do governo chileno,
Elizalde considerou a explosão como um “feito atroz, que merece as
sanções mais enérgicas da nossa legislação”.
O ministro do
Interior e Segurança Pública, Rodrigo Peñalillo, condenou o ocorrido no
metrô de Santiago e prometeu encontrar e punir os responsáveis.
“Posso assegurar-lhes que o governo não vai descansar até que essas
pessoas estejam atrás das grades. […] É um objetivo do Estado do Chile e
que deve mobilizar todas as forças políticas”.
Peñalillo
falou em invocar a lei antiterrorismo para levar os responsáveis à
Justiça. A lei é utilizada para julgar pessoas que perpetuem o terror
por meio de atos de violência, provocando medo na população.
Estiveram
no local o promotor Christian Toledo e o subsecretário de Interior,
Mahmud Aleuy. Toledo conduz a investigação de uma série de explosões
ocorridas nos últimos dois meses em Santiago, e que geraram preocupação
do governo, como admitiu Peñalillo, em 29 de agosto.
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