Os funcionários do Metrô participam hoje (15) de um ato na região
central da cidade para chamar a atenção para reivindicações que foram
negadas pela empresa nas três reuniões feitas durante o período de
campanha salarial da categoria. De acordo com o Sindicato dos
Metroviários de São Paulo, são cerca de 9.500 trabalhadores com
data-base em 1º de maio.
Os metroviários fizeram uma manifestação
em frente ao Hotel Marabá, onde foram feitas as reuniões para negociação
salarial, e saíram em passeata, passando pela Câmara Municipal em
direção à Secretaria dos Transportes Metropolitanos, também no centro da
cidade, para tentar uma conversa com o secretário, Jurandir Fernandes.
Segundo
informações do sindicato, o objetivo é negociar diretamente com o
governo estadual, devido à falta de avanços durantes as conversas com os
representantes da empresa.
Os trabalhadores reivindicam 35,47% de
reajuste salarial (7,95% referentes a perdas salariais mais 25,5% de
aumento real por produtividade), equiparação salarial, 36 horas
semanais, reposição do quadro de funcionários e fim da privatização e da
terceirização.
Uma cuidadora foi presa em Anápolis (GO) na terça-feira por
agredir uma idosa de 81 anos. A agressão foi descoberta durante a troca de
turno, quando outra cuidadora notou hematomas no rosto da vítima e avisou a
família – que, por sua vez, chamou a polícia. As informações são do Bom Dia
Goiás.
“Ela pegou uma chinela, tava no banheiro, tomando banho. Aí eu
levantei para ir no banheiro lá de fora. Quando eu levantei para ir, ela pegou e
me bateu na testa, bateu tudo assim. (...) E eu achei ruim foi ela me bater
assim, me machucar desse jeito. Mas o que que há de fazer?”, diz a idosa, que
não quis ser identificada, à TV.
No Instituto Médico Legal (IML) foi comprovado o ataque. Segundo a
polícia, a vítima sofria com as agressões há mais de um mês. “Essas agressões,
elas evoluem com o tempo. Elas começam com xingamentos, evoluem para lesões
leves – até para lesões mais graves, como é o caso, e até óbitos”, diz o
delegado Manoel Vanderic.
Divina Caetano Rocha dos Santos, 52 anos, foi presa em flagrante.
“Que ela aprenda a lição, que idoso é uma pessoa que a gente ama, que a gente
tem que ter carinho”, diz a filha da vítima, que também não quis ser
identificada.
A presidente Dilma Rousseff vetou integralmente nesta
quarta-feira (14) o trecho da Medida Provisória 627/13 que alterava o
modelo de aplicação de multas às operadoras de planos de saúde. As
mudanças foram incluídas no texto pelo relator da MP, deputado Eduardo
Cunha (PMDB-RJ). A MP foi aprovada em abril na Câmara e no Senado.
Originalmente,
a MP 627, que foi transformada na Lei 12.973/14, tratava apenas da
tributação dos lucros obtidos por multinacionais brasileiras no exterior.
Ao
explicar as razões do veto no Diário Oficial da União, a presidente
afirmou que “a medida reduziria substancialmente o valor das penalidades
aplicadas às operadoras, com risco de incentivo à prestação inadequada
de serviço de saúde”. Além disso, para Dilma Rousseff, o dispositivo
enfraqueceria a atuação da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS), responsável pela fiscalização das operadoras de planos de saúde no País. Quantidade de multas
A
parte vetada reduzia a quantidade de multas aplicadas às operadoras nos
casos de infrações da mesma natureza. Assim, no caso de duas infrações
iguais – por exemplo, cobrar adicionalmente por serviço já previsto em
contrato –, seria aplicada apenas a multa de maior valor. Se os valores
fossem iguais, valeria apenas uma delas. Para mais de duas multas por
infrações semelhantes, o texto previa um fator multiplicador, que
variava de 2 a 20 vezes, conforme uma tabela incluída na MP.
Para
exemplificar, se uma operadora fosse multada cinco vezes em um semestre
com multa de R$ 5 mil, em vez de pagar R$ 25 mil, ela pagaria R$ 10 mil
(fator de multiplicação 2 pela tabela). Com o veto, as operadoras
continuarão sendo multadas com valores de R$ 5 mil a R$ 1 milhão por
infrações de diferentes naturezas nas relações com os usuários e por
infringências a normas da ANS.
Pelo Twitter, o deputado
Eduardo Cunha afirmou que não foi o autor de todo o texto votado,
atribuindo o produto final da MP 627 ao Congresso Nacional.
Em relação à parte específica dos operadores de planos de saúde, Cunha
afirmou que o veto já era defendido por ele publicamente. “Eu avisei aos
deputados que isso seria vetado, e mesmo assim eles decidiram incluir
na MP”, sustentou. Honorários de advogados
Foi
vetado também o dispositivo que dispensava o contribuinte de pagar os
valores de sucumbência (honorários pagos pela parte perdedora de ação
judicial) quando houver desistência para participar de parcelamentos
legais de dívidas com a União.
A presidente afirma que a exclusão
desse trecho se justifica porque o contribuinte em débito teria um
incentivo a ingressar em juízo mesmo quando não lhe coubesse razão, já
que não contaria com o risco de vir a arcar com o ônus da sucumbência.
Entre
os outros nove dispositivos vetados pela presidente Dilma Roussef está o
que altera o Código Brasileiro de Aeronáutica (Lei 7.565/86) para
incluir novas definições sobre aeroportos de uso público e privado. De
acordo com o Planalto, a mudança no conceito dos aeródromos públicos,
prevista na MP, deixaria de fora serviços por eles prestados, tais como
aerodesporto (como acrobacia aérea e paraquedismo) e de instrução, além
de criar um desarranjo regulatório. Isenção pneus
Outro
item retirado da nova lei é a isenção de PIS/Pasep e de Cofins para
fabricantes de pneus e câmaras de ar localizados na Zona Franca de
Manaus (ZFM) que vendem esses produtos com borracha natural produzida
por extrativistas. A mensagem de veto sustenta que o dispositivo gera
perda de receita sem a devida compensação, ferindo a Lei de
Responsabilidade Fiscal (Lei Complementar 101/00).
Foram também
vetados a inclusão de novas regras para devedores de empréstimos rurais
junto aos fundos constitucionais de financiamento do Nordeste (FNE) e do
Norte (FNO). E a criação de duas novas possibilidades de aplicação do
Adicional de Frete para a Renovação da Marinha Mercante (AFRMM), que
atualmente devem estar vinculadas ao financiamento da renovação da frota
marinha (indústria naval).
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) e o Ministério da Saúde
anunciaram hoje (14) a suspensão de 161 planos de saúde de 36
operadoras. Do total, 29 planos e 26 operadoras já haviam sido
suspensos. Passaram a integrar a lista 132 planos e mais dez empresas.
>> Confira a lista no site da ANS
Os
dados fazem parte do nono ciclo de Monitoramento da Garantia de
Atendimento. A proibição da venda de planos é resultado das reclamações
de consumidores que tiveram prazos para consultas, exames e cirurgias
descumpridos ou coberturas indevidamente negadas. No último ciclo, foram
registradas 13.079 reclamações referentes a 513 operadoras.
De
acordo com o levantamento, 21 operadoras saíram da lista de suspensão e
16 tiveram os serviços parcialmente reativados – o que beneficiou
diretamente 1,3 milhão de consumidores que têm contratos com 82 planos
de saúde.
O diretor-presidente da ANS, André Longo, lembrou que o
monitoramento é feito a cada três meses, desde 2011, e resulta em medida
cautelar e na suspensão dos planos que tiveram pior desempenho. A
expectativa do governo é que 1,7 milhão de consumidores que contrataram
os planos de saúde em questão devem ter problemas assistenciais sanados.
“As
pessoas estão cada vez mais informadas sobre o processo de
monitoramento”, disse. “Elas estão se apropriando do direito de serem
atendidas em momento oportuno”, completou.
O ministro da Saúde,
Arthur Chioro, destacou que a ANS obteve 86,3% de resolução na mediação
de conflitos entre os consumidores e as operadoras, sem a necessidade de
abertura de processos administrativos.
“Ter o índice zero [de
reclamação] passa a ser uma meta perseguida para quem quer uma imagem
qualificada no mercado”, disse. “A suspensão da venda obriga a operadora
a continuar com suas estratégias de mercado e se qualificar”,
completou.
O Monitoramento da Garantia de Atendimento usa como
base todas as reclamações referentes a problemas assistenciais que
chegam aos canais da ANS, como rol de procedimentos, período de carência
dos planos, rede de atendimento, reembolso e autorização para
procedimentos.
As reclamações devem ser solucionadas pelas
operadoras em até cinco dias úteis. O consumidor tem dez dias úteis para
informar se o problema foi resolvido.
A notíciade
que prefeitos, ex-prefeitos, vereadores e servidores públicos de 20
cidades baianas são suspeitos de participar do desvio de pelo menos R$
70 milhões dos cofres públicos causou a indignação de representantes de
entidades da sociedade civil que trabalham com educação. Segundo a
Polícia Federal (PF), boa parte do dinheiro foi desviado do Fundo de
Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos
Profissionais da Edução (Fundeb), entre 2009 e 2014. A PF, no entanto,
diz ter encontrado indícios de que a quadrilha operava, pelo menos,
2001. Entre outras coisas, o grupo desviava parte do dinheiro que
deveria ser pago a professores do ensino fundamental a título de
gratificações.
“Isso é quase um homicídio coletivo, pois tira de
milhares de crianças a possibilidade de receber uma educação de
qualidade, única forma delas romperem o ciclo de exclusão e de pobreza”,
declarou a diretora-executiva do movimento Todos Pela Educação,
Priscila Cruz, chamando a atenção para o fato de que os municípios
baianos apresentam alguns dos piores indicadores em termos de qualidade
da educação.
“Em geral, os resultados alcançados pelos estudantes
baianos são baixíssimos. Apenas 16% dos alunos do 3º ano do ensino
fundamental apresentam o nível de domínio da escrita que se espera da
sua faixa etária. Além disso, as taxas de matrícula são baixas e há
pouca oferta de educação integral. Esses R$ 70 milhões poderiam muito
bem ser investidos na formação de professores”, acrescentou Priscila
Cruz.
“Com 30 milhões, nós faríamos muita coisa. Ampliaríamos
nossa atuação para outras localidades, oferecendo ações de formação
continuada, mobilização política de valorização do ensino público e
produção de conhecimento”, disse à Agência Brasil Ludmila Meira,
coordenadora administrativa-financeira do Instituto Chapada de Educação e
Pesquisa, Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (Oscip)
que oferece cursos de formação continuada em municípios da Chapada
Diamantina e do semiárido baiano.
De acordo com a coordenadora, em
2013, com R$ 800 mil repassados pelas prefeituras parceiras, o
instituto desenvolveu ações que beneficiaram aproximadamente 4 mil
professores e 61 mil alunos, em 450 escolas de 19 municípios da Chapada
Diamantina e do semiárido baiano, além de 320 coordenadores pedagógicos e
70 técnicos de secretarias municipais.
Coordenador da Campanha
Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara lembrou que a construção
de uma creche para atender a 240 crianças em período parcial custa, em
média, R$ 1,5 milhão – mesmo valor do custo estimado para a manutenção
mensal.
“E a falta de vagas em creches é um problema sério na
Bahia e em outros estados”, comentou Cara, destacando que o desvio de
dinheiro público é algo sempre muito grave, sobretudo quando ocorre em
áreas sensíveis como a educação. “Porque o recurso já é insuficiente. E a
falta de verba inviabiliza o pagamento de um salário adequado aos
professores e nas escolas”, um problema que pode ser verificado em
outros estados, completou.
Para o integrante da Campanha Nacional
pelo Direito à Educação, a solução para evitar o desvio ou a má
aplicação de dinheiro público repassado por meio do Fundeb é fortalecer
os Conselhos de Acompanhamento e Controle Social do Fundeb no âmbito da
União, dos estados, do Distrito Federal e dos municípios.
“Se o
sistema de controle social do Fundeb funcionasse adequadamente, a PF
teria menos trabalho. Só que os conselheiros não têm recebido a devida
qualificação; a sociedade desconhece o trabalho que esses conselhos
desenvolvem e o espaço que os conselheiros têm dentro das prefeituras
não é apropriado”, acrescentou Cara.
A Comissão Municipal da Verdade, discutiu hoje (13), as acusações de
enterro, como indigentes ou não reclamados, de pessoas identificadas. De
acordo com o Ministério Público do Estado de São Paulo, que aderiu ao
Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID), cerca
de 3 mil pessoas com nome conhecido foram sepultadas pelo Serviço de
Verificação de Óbitos da Capital (SVOC) com essa classificação na cidade
de São Paulo de 1999 até hoje.
Para a promotora de Justiça Eliana
Vendramini, a discussão do assunto na Câmara Municipal é essencial para
mudar a forma como trabalham a Delegacia Especializada de Desaparecidos
e o Serviço de Verificação de Óbitos da Capital. Segundo ela, os dois
órgãos erraram contra seres humanos que têm direitos a serem reparados.
“Essas 3 mil pessoas foram enterradas como indigentes. Por que o SVOC,
tendo uma verba pública para identificação e procura das famílias, não
faz isso com o nome da pessoa?”, questionou.
O Ministério Público
abriu um inquérito civil para coibir novas práticas como essa e punir os
casos ocorridos nos últimos anos. Os procuradores tentarão firmar um
termo de ajuste de conduta com os dois órgãos para conseguir a exumação
dos corpos, traslado, sepultamento digno e reparação de dano moral.
“Para
mudar essa realidade, propomos uma comissão para a elaboração de um
projeto de lei para que tudo fique alinhado com as normas federais.
Também queremos uma investigação no Grupo de Combate ao Crime Organizado
para conhecer bem o destino dos órgãos e corpos que foram usados para a
pesquisa”, explicou a promotora.
Segundo Eliana, a prefeitura de
São Paulo não cumpre a lei federal 8.501, de 1992 ,que determina que
corpos de indigentes não reclamados usados para estudo tenham os nomes
publicados por dez dias em jornais de grande circulação, além de
fotografias em arquivos. Ela destacou que a comparação com bancos de
material genético também ajudaria a prevenir o enterro de pessoas
identificadas como indigentes.
“Temos um banco de material
genético muito bom da Universidade de São Paulo para crianças e
adolescentes desaparecidos. O ideal seria que o IRGD [Instituto de
Identificação Ricardo Gumbleton Daunt], que só nos identifica
criminalmente, tenha um banco datiloscópico de desaparecidos para cruzar
os dados quando um corpo aparecer”, declarou.
O presidente da
Comissão Municipal da Verdade, Gilberto Natalini, reforçou que o grupo
se interessou pelo assunto devido aos numerosos corpos enterrados na
Vala de Perus, local onde foram deixados corpos de presos e torturados
políticos mortos pela ditadura. Ele proporá que os vereadores façam um
ofício ao governo estadual para que o nome das pessoas enterradas como
não reclamadas nos últimos dez anos seja publicado nos jornais.
“O
assunto é muito complexo e deprimente porque enterrar, durante décadas,
como indigentes pessoas com identificação e procuradas pela família é
gravíssimo. O que nos parece é que está havendo um desentrosamento entre
os órgãos responsáveis do estado e do município diretamente envolvidos
em receber os corpos e dar a destinação correta. A comissão está se
debruçando sobre isso e temos um compromisso para ajudar a articular
esses órgãos”, criticou Natalini.
O arqueólogo submarino americano Barry Clifford anunciou, nesta
terça-feira, ter encontrado na costa do Haiti os restos da famosa
caravela "Santa Maria", que levou Cristóvão Colombo à América em 1492.
"Toda evidência geográfica, de topografia submarina e arqueológica
sugere, de maneira muito forte, que são os restos da famosa nau
capitânia de Colombo, a 'Santa Maria'", destaca a nota divulgada por
Clifford, líder de duas expedições de exploração e de reconhecimento do
norte do litoral haitiano.
"Estou confiante em que a escavação completa dos restos do navio
revelará a primeira prova arqueológica marinha da descoberta da América
por parte de Colombo", acrescentou o especialista, que dará uma
entrevista coletiva nesta quarta-feira, em Nova York.
Clifford, de 68 anos, especialista na exploração de restos de
naufrágios, fez em 2003 uma primeira expedição e tirou fotografias da
embarcação submersa, sem se dar conta, na época, de que poderia se
tratar da nau de Colombo que encalhou em um recife, em 25 de dezembro de
1492.
O lugar coincide com o que foi descrito por Colombo em seu diário.
Não muito longe, está o forte construído em terra pelo explorador
genovês.
"É o monte Everest dos naufrágios", comemorou Clifford, em entrevista ao canal americano CNN.
Em sua primeira expedição, Clifford fotografou um canhão que poderia
ser do final do século XV. Isso o levou a pensar que o casco que vira
submerso alguns anos antes talvez fosse a "Santa Maria" - "o navio que
mudou o curso da história humana", acrescentou.
Ele decidiu voltar ao local no início da maio e constatou que o canhão e outros objetos haviam sido pilhados.
Barry Clifford anunciou que voltará ao Haiti em junho para se reunir com as autoridades e decidir os próximos passos.
Em 3 de agosto de 1942, Colombo zarpou do porto de Palos, no sudoeste
da Espanha, com as caravelas "Santa Maria", "Pinta" e "Nina", com o
objetivo de encontrar uma rota para a Ásia. Em 12 de outubro do mesmo
ano, Colombo desembarcou na ilha de Guanahani, identificada pelos
historiadores como parte do arquipélago das Bahamas, popularmente
conhecida como a "descoberta da América".
Colombo continuou sua expedição pelo Caribe, chegando a Cuba em 28 de
outubro e à ilha Hispaniola, ou ilha de Santo Domingo, em 6 de
dezembro.
Depois do naufrágio da "Santa Maria", no final de 1492, e da
construção do forte, em janeiro de 1493, Colombo voltou à Espanha com as
outras duas caravelas de sua primeira expedição para informar a rainha
Isabel do resultado da viagem.
Graduado em História e Sociologia pela Universidade de Western State
no Colorado (oeste dos Estados Unidos), Barry Clifford é membro do
"Clube dos Exploradores", uma associação profissional internacional
multidisciplinar fundada em 1904 e com sede em Nova York.
Ele já conquistou prêmios e distinções, como o Prêmio Rolex-Lowell
Thomas 2005 para Arqueologia Marinha, e é membro do gabinete do
presidente da National Geographic Society.
Beirute, 13 - A organização internacional Human Rights Watch (HRW)
acusou o governo da Síria de bombardear três cidades com barris de cloro
no mês passado. O grupo alega ter provas concretas das ações. "As
provas sugerem fortemente que os helicópteros do governo sírio lançaram
barris de cloro contra cidades do norte da síria em meados de abril",
afirma a HRW, uma ONG com sede em Nova York. Segundo um
comunicado da organização, as forças leais ao presidente Bashar Assad
podem ter usado gás de cloro embalados dentro de bombas, em ataques
militares no norte sírio. Pelo menos 11 pessoas morreram nesses
conflitos e outras 500 ficaram feridas. As afirmações do Human Rights
Watch foram baseadas em entrevistas com 10 testemunhas, vídeos e
fotografias. O gás clorificado não é extremamente letal, mas a
HRW disse que as bombas foram utilizadas para aterrorizar moradores e
causar pânico geral entre os inimigos. O governo da Síria ainda
não comentou as acusações, mas alega que os rebeldes já utilizaram o
cloro em ataques passados. Fonte: Associated Press.
Policiais da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha, na
Gávea, zona sul da cidade trocaram tiros, com criminosos neste domingo
(11), em dois pontos diferentes da comunidade. Em um deles, um
traficante acabou preso.
Por volta das 8h30 da manhã de ontem,
policiais do Grupamento Tático de Polícia de Proximidade da Unidade de
Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha estavam em patrulhamento pela
localidade conhecida como Valão, quando encontraram um grupo armado. Ao
verem os policiais, os bandidos atiraram. Os militares revidaram e os
criminosos fugiram. O caso foi registrado na 11ª DP (Rocinha) e buscas
foram feitas na região na tentativa de encontrar os criminosos, mas não
foram localizados.
Duas horas e meia depois, por volta das 11h, na
Rua 2, também na Rocinha, equipes de policiais receberam uma denúncia
anônima e conseguiram encontrar um grupo armado concentrado nesta rua, e
houve novo confronto com os criminosos. Durante a ação, os policiais da
UPP prenderam Marcos Felipe Marinho Gonçalves da Silva, de 20 anos que
estava com mandado de prisão aberto por tráfico de drogas e porte ilegal
de armas de uso restrito.
De acordo com informações do setor de
inteligência da UPP Rocinha, Marcos chefiava o tráfico na Cruzada São
Sebastião, no Leblon. Outros dois suspeitos foram detidos e encaminhados
para a 14ª DP. Marcos Felipe depois de ouvido na delegacia foi
encaminhado para o sistema penitenciário, pois tinha mandado de prisão
expedido pela Justiça.
Rebeldes pró-Rússia expressaram
confiança que o leste da Ucrânia tenha decidido pelo autogoverno em
referendo realizado neste domingo, com alguns dizendo que a votação
representa a independência e outros afirmando que abre caminho para uma
união com a Rússia.
Bem antes do fechamento das urnas, um líder separatista disse
que a região vai formar seus próprios órgãos estatais e suas Forças
Armadas depois do referendo, formalizando uma divisão que começou com a
invasão armada de prédios públicos em uma série de cidades do leste, no
mês passado.
Outro líder disse que a votação não mudaria o status da região,
mas simplesmente mostraria que o Leste quer decidir seu próprio
destino, seja como parte da Ucrânia, como nação independente ou como
parte da Rússia.
A atmosfera quase festiva em locais de votação em algumas áreas
escondia a possível gravidade das implicações do referendo. Em outros
locais, houve confrontos entre separatistas e militares e disputas sobre
as cédulas de votação e pelo controle de uma torre de TV.
Na cidade portuária de Mariupol, no sudeste, onde houve cenas
de violência na semana passada, havia apenas oito postos de votação para
uma população de meio milhão. As filas se formaram ao longo de centenas
de metros, sob um dia de sol e clima de animação.
Em outros pontos, houve violência. Um homem morreu em um
confronto na cidade de Krasnoarmeisk, no leste, de acordo com a agência
de notícias Interfax-Ucrânia.
Líderes ocidentais, confrontados com uma assertividade russa
não vista desde a Guerra Fria, ameaçaram impor mais sanções nas
áreas-chave de energia, serviços financeiros e engenharia se Moscou
continuar com o que eles consideram ser esforços para desestabilizar a
Ucrânia.
A União Europeia declarou o referendo ilegal neste domingo e
pode anunciar algumas medidas modestas já na segunda-feira, limitada
pela relutância do bloco em abalar as relações comerciais com a Rússia.
Moscou nega qualquer papel nos combates na Ucrânia ou ter
ambição de absorver a região leste ucraniana, que tem maioria da
população de língua russa, após ter anexado a península da Crimeia
depois de um referendo em março.
Uma tentativa de
linchamento terminou com quatro pessoas feridas a facadas por volta das
14h deste sábado, em Ribeirão das Neves, região metropolitana de Belo
Horizonte, Minas Gerais. As informações são da Polícia Militar.
A
confusão começou quando um homem, morador do bairro de Florença, colou
imagens pornográficas no muro de sua casa e passou a convidar crianças a
entrarem para ver mais fotos. Os moradores da região se revoltaram e
invadiram a residência para linchá-lo.
Na briga o irmão do homem desferiu golpes de facas
contra os invasores, ferindo quatro pessoas, nenhuma em estado grave. O
rapaz que desferiu as facadas conseguiu fugir e ninguém foi preso,
segundo a PM.
A ofensiva contará com 30 mil militares da Marinha, Exército e Aeronáutica.
As Forças Armadas do Brasil
desencadearam a partir deste sábado uma nova etapa para busca e
apreensão de drogas na extensão da fronteira: a Operação Ágata 8. A
ofensiva contará com 30 mil militares da Marinha, Exército e
Aeronáutica. Além da busca por entorpecentes, as forças de segurança
nacional se mobilizaram para combater o contrabando, crimes ilegais,
tráfico de armas, imigração e garimpo ilegal.
Em sua oitava edição, a Operação Ágata
faz parte do Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) e envolve 12
ministérios e 20 agências governamentais, além do ministério da Defesa
que coordena as ações ao lado do Estado-Maior Conjunto das Forças
Armadas (EMCFA) e das forças de segurança federais, estaduais e
municipais.
Entre as ações são feitas: vigilância do
espaço aéreo, operações de patrulha e inspeção nos principais rios e
estradas que servem de via de entrada no País.
A operação é previamente avisada aos dez países que fazem fronteira com o Brasil, devido a movimentação bélica envolvida.
As Forças Armadas também atuam com
atividades cívicas durante as tarefas, como atendimento médico,
odontológico e hospitalar em regiões carentes. Nas últimas sete edições
280 mil procedimentos de saúde foram realizados e 219 mil medicamentos
distribuídos pelos militares.
Evandro Wirganovicz, quarto suspeito preso temporariamente no caso, é irmão de Edelvania.
A Polícia Civil do Rio Grande do Sul prendeu um novo suspeito de
envolvimento na morte de Bernardo Uglione Boldrini, cujo corpo foi
encontrado no dia 14 de abril às margens de um rio em Frederico
Westphalen. Evandro Wirganovicz foi preso na cidade na tarde deste
sábado. A prisão é de caráter temporário.
>> 'Prefiro partir', teria dito mãe de Bernardo em carta
Evandro
é irmão Edelvania Wirganovicz, amiga de Graciele Ugulini, madrasta de
Bernardo e mulher de Leandro Boldrini, pai do garoto. Edelvania,
Graciele e Leandro também estão presos preventivamente por suspeita de
envolvimento na morte do menino, ocorrida no dia 4 de abril em Três
Passos. Pai e madrasta do menino foram presos por suspeita de envolvimento na morteNa
próxima terça-feira, 13 de maio, a polícia de Três Passos entregará
inquérito da morte de Bernardo. No mesmo dia, serão fornecidos mais
detalhes sobre a suspeita de envolvimento de Evandro, cuja prisão
temporária foi aceita hoje pelo Juiz Fernando Vieira dos Santos, da
Comarca de Três Passos. De acordo com o informe divulgado pela Justiça
gaúcha, há indícios de participação ou ocultação de cadáver por parte de
Evandro. O caso
Bernardo Uglione Boldrini, 11 anos,
desapareceu no dia 4 de abril, em Três Passos, depois de – segundo a
versão da família - dizer ao pai que passaria o fim de semana na casa de
um amigo.
O corpo do garoto foi encontrado no dia 14 de abril, em
Frederico Westphalen, dentro de um saco plástico e enterrado às margens
do rio Mico. Na mesma noite, o pai, o médico Leandro Boldrini, a
madrasta Graciele Ugulini, e a assistente social Edelvânia Wirganovicz
foram presos pela suspeita de envolvimento no crime.
Segundo a Polícia Civil, o menino foi dopado antes de ser morto, possivelmente com uma injeção letal.
Milhares de Camisas Vermelhas, um movimento pró-governo da Tailândia,
saíram às ruas neste sábado em Bangcoc para advertir a oposição sobre o
risco de "guerra civil" em caso de queda do governo interino, após a
destituição da primeira-ministra Yingluck Shinawatra.
"Os Camisas Vermelhas não podem aceitar a nomeação antidemocrático e
inconstitucional de uma primeira-ministra", afirmou Jatuporn Prompan,
líder do movimento.
Nas ruas há seis meses, os manifestantes contrários ao governo querem
instaurar um "conselho do povo" não eleito para "reformar" o sistema.
Eles consideram que o sistema está afetado pela corrupção, depois de
anos de governo de Thaksin Shinawatra, irmão de Yingluck Shinawatra, a
primeira-ministra destituída na quarta-feira pelo Tribunal
Constitucional.
Mas o pedido de adiamento indefinido das eleições e as críticas
abertas à democracia provocam inquietação, inclusive em Washington, que
insistiu esta semana na necessidade de eleições nesta monarquia
constitucional, que está há vários meses sem Parlamento.
O líder dos Camisas Vermelhas denunciou neste sábado que a oposição
pediu ao presidente do Senado, adversário político do partido no
governo, a designação de um novo primeiro-ministro. Os manifestantes
antigovernamentais não reconhecem o chefe de Governo interino e rejeitam
as eleições legislativas previstas para 20 de julho.
"Seria o começo de um desastre para o país e levaria a uma guerra
civil", disse Jatuporn aos simpatizantes do governo, que exibiam fotos
da ex-primeira-ministra Yingluck Shinawatra.
Quase 3.000 policiais foram mobilizados para garantir a segurança da manifestação, organizada no subúrbio ao oeste de Bangcoc.
Paralelamente, milhares de manifestantes antigovernamentais iniciaram
na sexta-feira o que chamam de "batalha final", com um acampamento
diante da sede do governo.
Não foram registrados incidentes, apesar das manifestações
antagonistas. Desde o início da crise, há seis meses, pelo menos 25
pessoas morreram no país.
Thaksin Shinawatram foi derrubado em 2006 por um golpe de Estado e
vive no exílio para evitar uma condenação por fraude financeira. Mas a
política tailandesa gira ao redor dele, que é acusado de comandar o
governo à distância.
Supostos atiradores ligados à Al Qaeda
atacaram o palácio presidencial do Iêmen nesta sexta-feira e tentaram
matar o ministro da Defesa dentro do carro dele, escolhendo alvos
importantes em uma aparente represália à maior incursão do Exército
contra militantes em quase dois anos.
Quatro soldados foram mortos em uma troca de tiros que durou
cerca de uma hora quando militantes atacaram o portão principal do
palácio na capital, Sanaa, disse uma fonte de segurança.
Mais tarde se ouviu uma explosão perto de um edifício usado
pelos serviços de inteligência do governo em outro distrito da cidade,
relataram moradores à Reuters. Não havia nenhuma informação de imediato
sobre a causa da detonação.
No sul, o ministro da Defesa, Muhammad Nasir Ahmad, escapou de
uma tentativa de assassinato por supostos atiradores da Al Qaeda, que
atacaram um comboio que levava ele e uma série de altos funcionários de
segurança na província de Shabwa.
A violência coroou uma série de dias turbulentos no Iêmen -
país que Washington vê como um dos principais campos de batalha em sua
campanha global contra militantes islâmicos - e seus aliados ocidentais.
Citando ataques recentes contra alvos ocidentais no Iêmen, os Estados Unidos fecharam a sua embaixada em Sanaa ao público.
Caminhão ficou atravessado na pista após colisão com ônibus e carreta no sentido São Paulo da pista, na altura do km 56
Um
ônibus, um caminhão e uma carreta colidiram no km 56 da rodovia Fernão
Dias, na pista sentido São Paula, na região de Mairiporã, na manhã desta
sexta-feira (09). Após a colisão, o caminhão ficou atravessado na pista
e provocou cerca de 14 quilômetros de lentidão.
Acidente grave envolvendo ônibus, caminhão e carreta deixa feridos na manhã desta sexta-feira (09), na rodovia Fernão Dias
De acordo com o Corpo de Bombeiros, pelo menos
duas viaturas foram no local para realizar o atendimento. Uma pessoa
teria sofrido ferimentos leves e não precisou ser levada para um
hospital.
De acordo com a concessionária que admistra a
rodovia, houve derramamento de carga de borracha na pista. Às 10h30, o
tráfego neste sentido fluia pela faixa 3 e pelo acostamento. Havia
lentidão do km 42 ao km 56, entre as regiões de Atibaia e Mairiporã
(SP). Equipes da Concessionária estão no local e trabalham no
atendimento à ocorrência, limpeza, remoção dos veículos e liberação da
via.
Na pista sentido Belo Horizonte, há lentidão do km
62 ao km 56, na região de Mairiporã, devido ao acidente na pista de
sentido contrário, que restringe o tráfego na faixa 1. Os veículos
seguem pela faixa 2.
Foi lançada nesta quinta-feira (8) a campanha mundial “Brasil, chega
de bola fora”, promovida pela Anistia Internacional. O objetivo é
defender o direito à liberdade de expressão e manifestação pacífica
durante a Copa do Mundo, tendo em vista os projetos de lei que tramitam
no Congresso Nacional e que podem levar à restrição de direitos e à
criminalização de manifestantes.
Foram mobilizadas 20 seções da
Anistia Internacional em diversos países para coletar assinaturas online
nos endereços cartaoamarelo.org.br e aiyellowcard.org. A petição será
entregue à presidente Dilma Rousseff e ao presidente do Congresso
Nacional, Renan Calheiros, no início de junho.
De acordo com a assessora de direitos humanos da Anistia
Internacional Brasil, Renata Neder, a petição pretende dar um cartão
amarelo ao governo brasileiro, como um aviso de que o mundo inteiro está
de olho na garantia do direito à manifestação pacífica.
A
campanha defende a regulamentação do uso de armas chamadas de “menos
letais”, além de treinamento adequado aos agentes de segurança que atuam
em manifestações. “A gente teve muitos casos de uso excessivo e
desnecessário da força durante esses protestos, inclusive com o uso
inadequado das armas chamadas menos letais, como gás lacrimogêneo e bala
de borracha, o que resultou em muitas pessoas lesionadas, inclusive com
lesões graves, que perderam o olho, perderam a visão, foram severamente
agredidas pela polícia”, diz Renata.
Ela também destaca o uso
inadequado da legislação para enquadrar os manifestantes detidos. “Em
São Paulo, foi a Lei de Segurança Nacional; no Rio de Janeiro, a Lei de
Organizações Criminosas. Muitas pessoas sendo enquadradas pelo crime de
formação de quadrilha, uma legislação que não tem nada a ver com o
contexto dos protestos, e sim com o crime organizado. Na nossa
avaliação, isso é uma tentativa de criminalizar os manifestantes”,
afirma.
Outro problema, segundo a Anistia Internacional, é a falta
de investigação dos abusos cometidos pelas forças de segurança. “Não há
mecanismos claros de investigação e responsabilização dos eventuais
abusos cometidos pela polícia, então todas essas denúncias feitas por
manifestantes que sofreram agressões e violações não estão sendo
devidamente investigadas e os responsáveis não estão sendo levados à
Justiça, isso é muito grave”.
Em junho do ano passado, em meio à
escalada de violência registrada em passeatas, a Anistia Internacional
enviou para todos os governadores e secretários de Segurança Pública dos
estados um guia de boas práticas para o policiamento de manifestações.
Ele foi feito com base em princípios estabelecidos pela ONU e traz
recomendações às autoridades sobre modos de ação policial que assegurem o
direito às manifestações pacíficas e evitem incidentes violentos. O
documento completo, em inglês, está disponível na internet.
Durante
o lançamento da campanha, a Anistia Internacional informou que vai
monitorar as manifestações que devem ocorrer durante a Copa do Mundo e
relatar qualquer abuso que seja cometido.
Rio Ônibus informou que mais de 300 coletivos foram depredados em diversos pontos da cidade.
A população do Rio de Janeiro foi pega de surpresa na manhã desta
quinta-feira (8/4) pela greve dos rodoviários, que decidiram na tarde da
quarta-feira (7) por uma paralisação de 24 horas. A decisão partiu de
um grupo de dissidente do Sindicato dos Rodoviários do município do Rio
que rejeitou o acordo fechado em abril entre a entidade representativa e
o sindicato patronal, a Rio Ônibus. A maioria dos trabalhadores não
conseguiu chegar ao seu destino e a cidade teve cerca de 90% da sua
frota de ônibus fora das ruas, segundo a comissão de greve. A Rio Ônibus
divulgou que 325 coletivos foram depredados até às 10h30min, em
diversos pontos do Rio.
Um dos representantes da comissão de
greve, Hélio Teodoro, afirma que a categoria aguarda uma nova assembleia
para discutir o acordo salarial, que segundo ele foi fechado entre os
sindicatos sem a participação dos empregados. A negociação concedeu
reajuste salarial de 10% e aumento do Ticket Alimentação de R$ 120 para
R$ 150 com desconto de R$ 10. No entanto, a comissão de greve reivindica
um reajuste salarial de 40% e ticket alimentação no valor de R$ 400. "A
nossa classe quer um salário de, pelo menos, R$ 2.200,00, para que a
negociação seja justa. E o que nos revoltou também foi a forma
arbitrária com que o acordo foi fechado, só ficamos sabendo do aumento
concedido quando recebemos os nossos contra cheques esse mês. Um
absurdo", disse o motorista Luiz Cláudio Rocha, da empresa São Salvador,
localizada no Centro. Luiz Cláudio contou que a classe recebeu nesta
quarta o pagamento já com o reajuste retroativo de abril.
Os
grevistas revindicam ainda melhorias nas condições de trabalho e o fim
da dupla função do motorista, que muitas vezes também desempenha a
função de cobrador. “Estamos abertos para negociar, mas os 10% que foram
dados, nós não vamos aceitar. Vamos continuar batendo na mesma tecla
até nos receberem”, garantiu Teodoro. O grupo de dissidentes está
divulgando um novo protesto para esta sexta-feira, às 15 horas, na
Candelária.
Desde a madrugada, foram montados piquetes nas
entradas das 44 empresas de ônibus cujas linhas circulam pela capital
fluminense, para impedir os motoristas de saírem para trabalhar. Na
empresa São Salvador, no Centro, apenas sete coletivos conseguiram sair,
cinco deles retornaram horas depois já depredados. A Rio Ônibus
informou que 325 veículos tinham sido depredados até às 10h30min, em
diversas áreas da cidade.
O presidente do Rio Ônibus, Lélis
Teixeira, considera o movimento dos rodoviários ilegítimo, já que houve
uma negociação com o sindicato que representa a categoria e devidamente
assinado junto ao Ministério do Trabalho. Segundo Lélis, o acordo que
deveria ser fechado em junho, foi adiantado para abril, por causa da
Copa do Mundo, e é o maior concedido em todo o país, firmado em 10%.
Lésli considerou que a negociação foi "dura" e a Rio Ônibus procurou
estudar com a entidade representativa dos rodoviários o acordo que mais
beneficiaria a classe, sem passar de um teto que levaria a um repasse
para o consumidor.
Com relação aos atos de depredação dos
coletivos, Lélis disse que a Rio Ônibus apurou que eles aconteceram em
áreas próximas às garagens das empresas, por elementos que chegavam em
motos, de carro e até caminhando, com pedaços de madeira e sempre pediam
para os passageiros saírem dos coletivos. De acordo com a avaliação de
Lélis, as ações parecem orquestradas e muito violentas.
O
Sindicato dos Motoristas e Cobradores de ônibus do Rio de Janeiro
(Sintraturb-Rio) informou, em nota, que o reajuste acordado com a Rio
Ônibus foi analisado tendo como base as negociações de outros estados.
De acordo com o sindicato, a proposta foi discutida em assembleia e foi
"aprovada por ampla maioria”. O Rio de Janeiro tem cerca de 40 mil
rodoviários. Trabalhadores foram os mais afetados pela paralisação
Desde
a madrugada os pontos de ônibus da capital fluminense e da Baixada
Fluminense já estavam lotados. No Terminal Rodoviário Américo Fontenele e
na Central da Brasil a movimentação era muito grande. A diarista Isabel
Guimarães teve que adiar a sua viagem para Taubaté, em São Paulo,
porque perdeu o horário de partida do ônibus na Rodoviária Novo Rio. "Eu
não sabia sobre a greve dos rodoviários hoje e quando cheguei na
Avenida Brasil o trânsito estava todo parado, tinha um grupo de
manifestantes parando os ônibus e muita gente nervosa. Estamos
acostumados a ver esses protestos pela televisão, jornais, quando a
gente vê assim, tão perto, assusta muito. E a gente sem ônibus, fica
realmente sem chão.", contou a diarista.
A auxiliar de serviços
gerais Janaína Santos, de 42 anos, é a favor da reivindicação dos
rodoviários, apesar dos transtornos causados à população. "Eles (rodoviários) têm o direito de pedir aumento e tudo mais. Os nossos
patrões precisam entender a situação", disse ela. Já a doméstica Rosa
Cleia, de 40 anos, acha que a greve prejudica a população, que fica
impedida de cumprir os seus compromissos. "Eu, por exemplo, estou aqui no Terminal Rodoviário Américo Fontenele desde às 7h e já são 10h e
não consegui sair daqui e chegar ao trabalho. E nem sei como vou fazer
para chegar a Zona Sul", contou ela.
"Essa greve nos pegou de
surpresa. Fazer o que? Agora é procurar uma alternativa para chegar ao
trabalho", afirmou o auxiliar de serviços gerais Sebastião Oliveira, de
53 anos. Sebastião, que reside em Xerém, contou que levou mais de duas
horas até o Centro do Rio, pela Linha Vermelha.
A primeira-ministra tailandesa, Yingluck Shinawatra, foi destituída
do seu cargo por decisão do Tribunal Constitucional da Tailândia, que a
julgou culpada de abuso de poder, informou a Corte nesta quarta-feira
(7).
A premier foi considerada culpada de abuso de poder em
relação a transferência de um alto funcionário pouco depois de ser
eleita em 2011.
Porém o governo de Yingluck poderá permanecer
no cargo até a formação de um novo executivo, com exceção dos ministros
envolvidos (a maior parte) na transferência "inconstitucional" do
ex-chefe do Conselho de Segurança nacional, Thawil Pliensri.
O governo já era considerado interino a partir do momento na qual o
Parlamento foi dissolvido pela própria Yingluck em dezembro passado,
para participar das novas eleições em dois de fevereiro, porém a votação foi anulada.(ANSA)
Uma corte da Tailândia ordenou, nesta
quarta-feira, que a primeira-ministra Yingluck Shinawatra deixe seu
cargo, após considerá-la culpada de abuso de poder, prolongando uma
crise política que tem gerado protestos violentos e levado a economia do
país à beira da recessão.
A decisão vai irritar os apoiadores de Yingluck, mas a corte
permitiu que ministros não implicados no caso contra ela continuem nos
seus cargos, uma decisão que poderia amenizar as manifestações nas ruas.
Após a decisão, o gabinete disse que o ministro do Comércio,
Niwatthamrong Boonsongphaisan, que também é vice-primeiro-ministro,
substituiria Yingluck, e que o governo provisório prepararia os planos
para realizar eleições em 20 de julho.
"A responsabilidade do governo provisório agora é organizar uma
eleição assim que possível", disse Niwatthamrong, ex-executivo de uma
companhia pertencente a Thaksin Shinawatra, irmão de Yingluck, e também
ex-primeiro-ministro deposto pelos militares em 2006.
"Espero que a situação política não se inflame após isso", disse Niwatthamrong depois da decisão da corte.
A crise política na Tailândia coloca a classe média de Bangcoc e
os governantes ligados à realeza em oposição aos partidários de
Yingluck e Thaksin, na maioria pobres e do meio rural. Thaksin vive no
exílio para evitar uma sentença de prisão de 2008 também por abuso de
poder.
Yingluck, que enfrentou seis meses de violentos protestos na
capital que buscavam derrubar seu governo e encerrar a considerável
influência política de seu irmão, agradeceu ao povo tailandês em um
pronunciamento na televisão.
"Em meu tempo como primeira-ministra eu dei todo meu trabalho
para o benefício da minha população… eu nunca cometi nenhum ato ilegal,
tal como fui acusada de cometer", disse Yingluck.
Apesar de sua remoção do poder, não há um final óbvio em vista
para o tumulto na Tailândia, e manifestantes contrários a Yingluck e seu
governo ainda pressionam por reformas políticas antes das novas
eleições.
O juiz que emitiu a sentença na Corte Constitucional disse que
Yingluck abusou de sua posição ao transferir um chefe de segurança para
outro cargo em 2011, com a finalidade de que um parente pudesse se
beneficiar com a mudança de cargo.
Partidários de Yingluck acusam a Corte Constitucional de tomar
uma decisão tendenciosa contra governos leais a Thaksin. Em 2008, a
corte forçou a saída de dois primeiros-ministros ligados a Thaksin.
Supostos militantes do Boko Haram
sequestraram durante a noite oito meninas de uma aldeia perto de um dos
seus redutos no nordeste da Nigéria, disseram a polícia e os moradores
nesta terça-feira.
O rapto das meninas, com idades entre 12 a 15 anos, ocorre
depois do sequestro de outras 200 estudantes pelo grupo militante
islâmico no mês passado.
Lazarus Musa, um morador da aldeia de Warabe, disse à Reuters que homens armados abriram fogo durante o ataque.
"Eles eram muitos, e todos carregavam armas. Chegaram em dois
veículos pintados na cor do Exército. Eles começaram a atirar na nossa
aldeia", disse Musa por telefone de sua aldeia na região montanhosa de
Gwoza, principal base do Boko Haram.
Uma fonte da polícia disse que as meninas foram levadas em caminhões, junto a gado e aos alimentos saqueados.
O líder do Boko Haram, Abubakar Shekau, ameaçou em um vídeo
divulgado para a imprensa na segunda-feira vender no mercado as meninas
raptadas de uma escola secundária em 14 de abril.
Os sequestros por parte dos islamitas, que dizem estar lutando
por um Estado islâmico na Nigéria, chocaram um país acostumado à
violência na região nordeste.
"Muita gente tentou correr para trás da montanha, mas quando
ouviram tiros, eles voltaram", disse Musa. "Os homens do Boko Haram
estavam entrando nas casas, mandando as pessoas para fora de suas
casas."
O Boko Haram, a principal ameaça à segurança do maior produtor
de energia da África, está se tornando mais ousado e aparentemente mais
bem armado do que nunca. Os sequestros em massa de abril ocorreram no
dia da explosão de uma bomba, também reivindicada pelo Boko Haram, que
matou 75 pessoas nos arredores de Abuja, no primeiro ataque contra a
capital em dois anos.
O fracasso dos militares em encontrar as meninas em três
semanas levou a protestos no nordeste, Abuja e Lagos, a capital
comercial do país.
A Justiça de Mato Grosso absolveu os policiais militares
Weslley Fagundes e Higor Montenegro envolvidos no assassinato do
estudante da Guiné-Bissau, Toni Bernardo da Silva, torturado até a
morte, aos 27
anos, no dia 22 de setembro de 2011, na pizzaria Rola Papo, em Cuiabá,
capital
do Estado. Só o empresário Sérgio Marcelo Silva da Costa foi condenado a
dois
anos e oito meses de reclusão, em regime aberto. Os três participaram do
espancamento, que repercutiu internacionalmente.
A juíza Marcemila Mello Reis, da 3ª Vara Criminal de Cuiabá,
assegura, na sentença, que o comportamento de Toni causou a tragédia, porque ele
estava extremamente alterado. “A vítima foi o agente provocador dos fatos, e seu
comportamento foi decisivo para o desenrolar dos acontecimentos”.
O local do crime é próximo à Universidade Federal de Mato Grosso
(UFMT), onde Toni estudou através um projeto de intercâmbio. Ele fazia parte de
uma comunidade de africanos.
Toni passava por uma fase complicada na vida pessoal e, no dia em
que morreu, segundo laudo policial, havia ingerido drogas e álcool. Depois
disso, foi à pizzaria onde teria pedido dinheiro às pessoas de forma
desconfortável.
A noiva do empresário disse em depoimento que, apesar do casal já
ter negado a dar esmola, o rapaz ficou por ali incomodando e chegou a passar a
mão na região do peito dela. Depois disso, o empresário desferiu vários socos no
estudante, derrubando mesas e cadeiras, até chegar próximo onde estavam os
policiais militares Weslley e Higor e seus familiares. Os PMs entraram na
briga.
A estudante Diela, que faz parte da comunidade africana em Cuiabá,
não aceita isso como argumento. “Isso justifica a morte de Toni?”, questiona
Diela, que também é da Guiné-Bissau, conterrânea e amiga da vítima. O problema
para ela, neste caso, foi a cor da pele de Toni. “Nascer pobre e preto no Brasil
é uma condenação”. O estudante africano Ernani, que também é da comunidade de
estudantes africanos, reforçou que não há dúvida. “Se Toni fosse loiro, morreria
assim?”
Alguns meses após o crime, a professora Janaína Pereira, que mora
próximo à pizzaria, chegou a contar publicamente que, devido à gritaria, correu
até o portão de casa e viu tudo acontecer. Ela teme pela própria vida por ser
testemunha ocular. Segundo ela, os três acusados desferiram uma série descomunal
de golpes de chutes e pontapés, quando Toni já estava sem forças. “Um deles foi
tão forte que se Toni tivesse sobrevivido perderia um dos testículos”, relatou
durante audiência pública sobre o caso.
Conforme a juíza, várias pessoas bateram na vítima e não somente
os três acusados. Conforme laudo médico, a morte de Toni se deu por asfixia
mecânica, decorrente de uma fratura na traqueia.
Apesar da força dos fatos, ao sentenciar a juíza levou em conta o
fato dos “envolvidos não terem antecedentes criminais”. A sentença, assinada na
última sexta-feira, mais de dois anos após o crime, desagrada o movimento negro,
que entende que este foi mais um violento caso de racismo.
“Vamos denunciar esse absurdo em âmbito local, nacional e
internacional”, avisa o jornalista João Negrão, da coordenação da União dos
Negros pela Igualdade (UNEGRO) do Distrito Federal e membro do Conselho de
Defesa do Negro do Distrito Federal. “Além disso, vamos entrar em contato com
familiares do Toni, para saber se desejam recorrer a instâncias superiores no
Brasil”.
O UNEGRO do Distrito Federal já havia denunciado o Estado de Mato
Grosso à Comissão de Direitos Humanos da Organização dos Estados Americanos
(OEA). E agora levará o caso também à Corte Interamericana de Direitos Humanos,
onde tramitam casos que configuram como injustiça.
O grupo militante islâmico Boko Haram
assumiu nesta segunda-feira a autoria do sequestro de mais de 200
meninas no mês passado na localidade de Chibok, no nordeste da Nigéria, e
ameaçou "vendê-las no mercado", segundo informou a agência de notícias
francesa AFP, citando um vídeo como fonte.
"Eu sequestrei as suas meninas. Vou vendê-las no mercado, por
Deus", disse no vídeo Abubakar Shekau, líder do Boko Haram, segundo a
AFP, que costuma ser o primeiro órgão da mídia a receber os vídeos de
Shekau. Não foram dados mais detalhes.
Em 14 de abril, militantes islâmicos invadiram um colégio
feminino em Chibok, no Estado de Borno, e colocaram centenas de
adolescentes em caminhões, seguindo então em direção a uma área remota
na fronteira com Camarões.
Os nigerianos estão acostumados a notícias sobre a violência
dos militantes islâmicos no norte do país, mas o caso de Chibok chocou a
população do país, o mais populoso da África.
O nome Boko Haram significa "a educação ocidental é
pecaminosa", no idioma hausa, e sua atuação é vista como a principal
ameaça à segurança da Nigéria, importante país produtor de petróleo.
O retorno do feriado é tranquilo nas estradas paulistas na tarde
deste domingo. O tráfego para caminhões está bloqueado na Rodovia dos
Bandeirantes, no sentido São Paulo, do km 48 ao 23.
A Rodovia Presidente Dutra tem congestionamento
em Taubaté, no sentido capital, do km 105 ao 109. O motorista enfrenta
dificuldades também em Piraí, do km 229 ao 227.
A Rodovia Régis Bittencourt tem engarrafamento em
Embu das Artes, do km 284 ao 282.
Lentidão ainda na Rodovia Fernão Dias, em
Mairiporã, do km 56 ao 59.
O Sistema Anchieta-Imigrantes segue com tráfego
tranquilo, assim como o sistema Ayrton Senna-Carvalho
Pinto.
Os eleitores de três municípios voltam às urnas hoje (4) para
escolher prefeito e vice-prefeito. Cabeceiras (GO), Mossoró (RN) e
Francisco Dantas (RN) terão nova eleição devido à cassação dos mandatos
dos candidatos vencedores do pleito de 2012, anulado pela Justiça. Os
prefeitos e vice-prefeitos das três cidades foram considerados culpados
pela compra de votos.
Em Cabeceiras, onde há cerca de 6 mil
eleitores, o prefeito e o vice-prefeito eleitos em 2012, Nadir de Paiva e
Bim de Oemis, foram considerados inelegíveis por oito anos pelo
Tribunal Regional Eleitoral (TRE) de Goiás. Estão na disputa pela
prefeitura, neste domingo, os candidatos Antônio Cardoso da Silva (PSL),
Joaquim Machado Sobrinho (PP), Everton Francisco de Matos (PSL) e
Wanderson Gonçalves de Melo (PP).
Maior das três cidades, Mossoró
reúne 167.246 eleitores. A prefeita Claudia Regina e seu vice,
Wellington Carvalho, também foram declarados inelegíveis por oito anos
por abuso de poder político e econômico e conduta vedada a agente
público, além de compra de votos. Concorrem à prefeitura eleições hoje
Francisco José Lima Silveira Júnior (PSD), Gutemberg Henrique Dias
(PCdoB), Josué de Oliveira Moreira (PSDC) e Raimundo Nonato Sobrinho
(PSOL).
No município de Francisco Dantas, foi decretada a
inelegibilidade do prefeito Gilson Dias e do vice, Ribeiro Alecrim. O
TRE do Rio Grande do Norte deferiu apenas o registro do candidato
Wandeilton Bezerra de Queiroz, da coligação Unidos por Francisco Dantas
(PMDB/PSD/PSB/PTB), para concorrer nas eleições deste domingo. A cidade
tem 2.356 eleitores.
A presidente Dilma Rousseff foi aclamada como pré-candidata
do Partido dos Trabalhadores à Presidência da República, nesta
sexta-feira (2), no XIV Encontro Nacional do PT. O encontro reuniu as
principais lideranças
do PT e de partidos aliados, entre eles o ex-presidente Luiz Inácio
Lula da Silva, a própria presidente Dilma Rousseff e o presidente do PT,
Rui Falcão.
Lula começou seu discurso parabenizando a presidente pela aprovação do Marco Civil da Internet
e pelo pronunciamento de 1º de maio. O ex-presidente lembrou que os
números conseguidos em 12 anos de governos progressistas são
impressionantes. “Foram desapropriados 49 milhões de hectares de terra”,
exemplificou, “isso é 55% do que foi feito desde o descobrimento do
Brasil. Precisa fazer mais, mas não podemos esquecer do que foi feito”. Em encontro do PT, Lula confirma que Dilma é candidata à reeleiçãoLula
afirmou ainda que o Brasil tem um atraso histórico na área de educação,
só tendo sua primeira universidade em 1930, muito depois que outros
países latino-americanos. “Nós estamos recuperando isso. Passamos de 3
milhões para 7 milhões de universitários”.
Os dados
comparativos do Brasil com outros países do mundo também foram
ressaltados por Lula. “Tenho certeza que muita gente aqui não sabe. São
dados que deveriam ser notícia, mas não são”, afirmou ao citar que o
Brasil é hoje a 7a economia
mundial – e será a 5a até 2016 -, o 2o maior país exportador de
alimentos, a 4a indústria naval e o 5o destino de investimentos
externos. “Precisamos ver o que era o país e o que virou hoje”.
A presidente Dilma lembrou que o Brasil resistiu à crise econômica
mundial: “O Brasil não se rendeu. Soubemos defender o emprego e o
salário, os dois maiores bens dos trabalhadores”. Ela ressaltou ainda
que nosso país foi um dos que melhor passou pela crise, gerando milhões
de postos de trabalho enquanto em diversos outros países, trabalhadores
perderam seus empregos.
“Temos maior programa
habitacional do mundo, fizemos o maior programa de ensino técnico da
história desse país e levamos médicos a todos os municípios do Brasil”,
afirmou Dilma. “Fizemos muito, mas tenho certeza que podemos fazer ainda
mais”.
“Eu não fui eleita para afrouxar salário de trabalhador,
para mudar nome da Petrobras ou para fazer o Brasil se curvar a
organismos internacionais. Fui eleita para governar de cabeça erguida e é
isso que continuarei fazendo”, desabafou.
Depois de pedir que
todos levantassem seus crachás em aprovação à pré-candidatura de Dilma,
Rui Falcão lembrou que as pesquisas mostram que o povo brasileiro quer
mudança: “Só continuando com Dilma podemos continuar mudando. Só quem
mudou tanto pode mudar mais e melhor”.
Pelo menos 42 pessoas foram mortas em
combates entre apoiadores e oponentes da Rússia no sul da Ucrânia, que
terminaram com os manifestantes pró-Rússia presos em um edifício em
chamas, trazendo o país para mais perto da guerra.
Rebeldes pró-Rússia no leste libertaram sete observadores
militares europeus neste sábado, após mantê-los como reféns por oito
dias, enquanto Kiev continuou com campanha militar para retomar
território detido por rebeldes na área.
O tumulto no porto de Odessa no Mar Negro, que acabou em
incêndio em edifício sindical, foi de longe o pior incidente na Ucrânia
desde levante em fevereiro que terminou com o presidente pró-Russo
fugindo do país.
Também espalhou a violência do centro da zona separatista no
leste para uma área longe da fronteira russa, levantando a possibilidade
de que as turbulências se disseminem mais amplamente pelo país, que tem
população de 45 milhões e é do tamanho da França.
O massacre em Odessa veio no mesmo dia do maior esforço até
agora do governo de Kiev para reassegurar o controle sobre áreas
separatistas no leste, a centenas de quilômetros de distância, onde
rebeldes pró-Rússia fortemente armados proclamaram a "República Popular
de Donetsk".
Um grupo que aplicava golpes em políticos foi preso pela Polícia
Federal (PF) de Jales, no interior de São Paulo, na manhã desta sexta-feira em
um flat da cidade de São José do Rio Preto, no interior de São Paulo. O golpe
consistia em conseguir milhares de dólares afirmando que eles iriam trocá-los
por recursos de sobra de campanhas passadas de deputados e senadores de
Brasília.
A investigação federal denominada “Mala Preta”, em alusão à mala
utilizada pelos golpistas para levar os recursos financeiros obtidos, teve
início no mês de abril quando a PF obteve informações que um grupo estaria
fazendo reuniões com políticos e pretensos políticos da região de São José do
Rio Preto. Os golpistas diziam que os recursos eram provenientes de “caixa dois”
de campanhas passadas e estariam dispostos a trocá-los por dólares a uma cotação
bem mais alta que a oficial.
As vítimas conseguiam valores de 50 a 250 mil dólares para serem
trocados por reais. Os golpistas trocavam os dólares verdadeiros por reais
falsos. Os pacotes eram lacrados com fitas semelhantes às da Casa da Moeda e com
cédulas de real verdadeiras nas extremidades dos pacotes e falsas no interior
dos mesmos para ludibriar as vítimas.
Na manhã de desta sexta-feira, policiais federais disfarçados que
haviam se hospedado no flat onde o grupo aplicaria um golpe prenderam em
flagrante delito duas pessoas. uma de 43 anos, produtor rural de Divinópolis,
Minas Gerais, que se passava por assessor financeiro e político de deputados e
senadores de Brasília e outra de 35 anos, corretora de imóveis de Taquara, Rio
de Janeiro, que se passava por secretária do assessor. Ambos estavam no saguão
do flat aguardando uma vítima no momento em que foram presos. Eles utilizavam os
nomes falsos de Francisco José Tavares e Cristiane Tavares Campos.
O terceiro preso, de 50 anos, é investigador da Polícia Civil do
Rio de Janeiro. Ele dava cobertura para a dupla do lado de fora do Flat. Os
federais encontraram com ele uma mala preta com aproximadamente 300 mil reais
entre cédulas verdadeiras e cédulas semelhantes às de cinquenta reais. Ele
estava portando uma pistola Taurus, calibre .40, de propriedade da Polícia Civil
do Rio de Janeiro.
Em outro Hotel, na Rodovia Washington Luis em Rio Preto, outra
mala com aproximadamente 300 mil reais em cédulas verdadeiras e semelhantes às
verdadeiras foi localizada. Os presos estavam hospedados naquele local e
pretendiam fugir para o Rio de Janeiro e Divinópolis após a concretização do
golpe.
Uma agenda contendo diversos nomes também foi encontrada pela PF
com os presos. Os nomes ali indicados serão investigados para a coleta de mais
provas. Várias das vítimas não procuram a polícia em razão da origem dos dólares
perdidos.
Tropas ucranianas lançaram ofensiva para tentar retomar Slaviansk; Moscou pede fim imediato de ações punitivas.
São Paulo – O governo ucraniano lançou hoje (2) uma
operação "punitiva" para tentar retomar a cidade oriental de Slaviansk,
controlada pelos separatistas. De acordo com Dimitri Peskov, porta-voz do presidente russo, Vladmir Putin, a manobra"destruiu de fato a esperança" de um acordo pacífico para a crise.
Segundo Peskov, o acordo de Genebra, acertado em 17 de
abril na cidade suíça por EUA, Rússia, Ucrânia e União Europeia, não tem
mais viabilidade frente à operação lançada pelo governo de Kiev, que já
teve dois helicópteros derrubados. Moscou acusou a Ucrânia de usar
poder aéreo contra a população civil.
"Falando em geral, enquanto a Rússia faz esforços para
diminuir a tensão e regular o conflito, o regime de Kiev ordenou à sua
aviação de combate disparar contra cidades e povoados", afirmou Peskov.
"Durante uma recente visita a Minsk, Putin já disse que uma ação assim
seria criminosa", assinalou o porta-voz, em referência às advertências
de dias passados do Kremlin às autoridades ucranianas contra uma
operação no sudeste do país contra as milícias pró-russas.
O ministro das Relações Exteriores russo, Serguei
Lavrov, exigiu que o governo ucraniano cesse "imediatamente a operação
de castigo" e pediu ao Ocidente o fim de sua "política destrutiva em
relação à Ucrânia".
Em comunicado, o chanceler chegou a acusar Kiev de
utilizar na operação das Forças Armadas "terroristas" do grupo
ultranacionalista "Setor Direito". Lavrov qualificou de "inaceitável
qualquer tipo de ingerência externa nos fatos da Ucrânia" e lembrou que
"Washington nunca desmentiu com clareza anteriores evidências sobre a
presença na Ucrânia de membros de uma organização militar privada. Como
se sabe, estas organizações militares privadas não trabalham no exterior
sem o consentimento do Departamento de Estado norte-americano".
Operação militar
Na manhã de hoje (2), tropas ucranianas lançaram uma
operação para retomar o controle de Slaviansk. Os soldados chegaram a
conquistar nove postos de controle e a bloquear a cidade "totalmente, as
entradas e as saídas", segundo declarou o líder das chamadas "forças de
autodefesa", Igor Strelkov, ao canal russo Rossia 24.
"Todas as estradas estão interrompidas e de todas as
direções chegam blindados e soldados. Eles estão utilizando contra nós
até 20 helicópteros, de combate e de transporte de tropas", afirmou
Strelkov. Em resposta, os separatistas pró-russos derrubaram dois
helicópteros ucranianos, matando dois pilotos. Um separatista também foi
morto. Segundo os serviços de segurança ucranianos, a derrubada dos
helicópteros motra que há "especialistas estrangeiros" lutando ao lado
dos manifestantes pró-Rússia. O autoproclamado prefeito de
Slaviansk, Viacheslav Ponomariov, afirmou que seus homens não se
renderiam e que "ajuda" não especificada estava a caminho, segundo o
jornal The Guardian. Ponomariov também informou que os
observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa
(OSCE) que haviam sido detidos pelos pró-russos sob a acusação de serem
espiões da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), estão a
salvo e foram transferidos para um local seguro, "fora da zona de
combate". Segundo Ponomariov, em declarações divulgadas pelo canal Dozhed,
a operação das forças militares ucranianas já causou cinco mortes em
Slaviansk: três separatistas e dois civis foram mortos. O líder
pró-russo pediu ao povo que não saia de suas casas e acusou
nacionalistas do Setor Direito de atacar a população civil. "Os
militares ucranianos estão lutando de forma leal. Mas o Setor Direito
atira contra a população pacífica que está ajudando a construir
barricadas", afirmou.
A ofensiva rebelde em áreas controladas pelo regime de Bashar al
Assad na guerra civil síria voltou a ganhar força nesta sexta-feira.
Dois atentados com carros-bombas em duas localidades da província de
Hama mataram pelo menos 18 pessoas nesta manhã, incluindo 11 crianças.
Segundo a agência estatal de notícias SANA, outras 50 pessoas ficaram
feridas. A agência relatou que “dois terroristas” foram os autores da
matança. As localidades atacadas estão a 20 quilômetros de distância uma
da outra. Ambas são de maioria alauíta, o grupo religioso ao qual
pertence a família Assad e boa parte dos seus partidários na Síria.
Ninguém reivindicou ainda a autoria do duplo atentado.
Na terça-feira, outros atentados e uma série de ataques com morteiros mataram mais de 100 pessoas em Damasco e num bairro alauíta de Homs, que é uma das cidades mais disputadas nos mais de três anos de guerra civil na Síria.
Diversas agências de notícias e uma emissora libanesa de televisão
próxima a Assad informaram nesta sexta-feira sobre um cessar-fogo na
Cidade Velha de Homs. A trégua contempla, segundo essas fontes, a
retirada dos insurgentes armados para posições dos rebeldes ao norte da
cidade. Se for mantido, esse acordo poderia representar uma vitória
parcial para Assad em sua ofensiva contra os bastiões rebeldes. Homs é
um dos símbolos da revolta contra o regime e da sua resistência na
guerra civil. Assad disse neste mês que vê um “ponto de inflexão” na
luta. Acredita que ela está sendo resolvida a seu favor.
O regime está buscando emitir sinais de segurança mediante a convocação de eleições presidenciais para o próximo dia 3 de junho.
Com o país arrasado e dividido e com toda a oposição mobilizada em
armas ou no exílio, é difícil conceber como a votação poderá ser
realizada. Seja como for, ninguém dúvida de que Assad vencerá. Em 2007 e
em 2000, ele se proclamou vitorioso com quase 100% dos votos, um índice
que seu pai e antecessor, Hafez al Assad, chegou a conquistar nos
trinta anos em que presidiu esta república dinástica. Para este ano, há
23 aspirantes teóricos inscritos para as eleições, uma novidade em
relação aos pleitos anteriores, nas quais só era possível votar em
Assad.
Enquanto em Damasco prosseguem os preparativos para o concorrido
simulacro eleitoral de junho, os civis do pró-governo sofrem com a nova
ofensiva rebelde, e o Exército leal a Assad continua atacando com fúria
bairros rebeldes na cidade de Aleppo, no norte. A aviação governamental
bombardeou um colégio na quarta-feira nessa cidade. Segundo o
Observatório Sírio dos Direitos Humanos, pelo menos 20 pessoas morreram
no ataque. Na quinta-feira, um novo bombardeio deixou pelo menos 33
mortos num mercado controlado pelos insurgentes. Assad continua
utilizando “bombas de barril”, que são artefatos primitivos, mas
devastadores. Seu efeito indiscriminado em zonas civis já levou as
Nações Unidas a condenarem seu uso.
As eleições de junho acontecerão assim, no meio de uma escalada
sangrenta que parece incontrolável e que já custou mais de 150.000 vidas
desde 2011.
O ex-diretor da Petrobras Paulo Roberto Costa, preso na Operação
Lava Jato da Polícia Federal (PF), foi transferido na tarde desta sexta-feira
do Presídio Estadual de Piraquara II (PEP II) para a carceragem da PF em
Curitiba, no Paraná.
A secretária de Justiça do Paraná, Maria Tereza Uille Gomes, havia
encaminhado pedido ao juiz federal Sergio Fernando Moro, da 13ª Vara Federal em
Curitiba, para que Costa fosse transferido para a Penitenciária Federal de
Catanduvas por medida de segurança, segundo a assessoria de imprensa da
Secretaria de Justiça.
De acordo com a assessoria, a grande repercussão do caso poderia
fazer com que o ex-diretor fosse hostilizado por outros presos. A penitenciária
federal teria condições de oferecer mais segurança ao detento.
O juiz federal decidiu pela transferência para a carceragem da PF,
onde Costa já havia permanecido anteriormente. Ele fora transferido para
Piraquara após relatar ter sofrido ameaças de um agente da PF.
Pelo menos quatro pessoas foram mortas e
várias ficaram feridas em confrontos entre ativistas pró-Rússia e
defensores de uma Ucrânia unida em Odessa, aprofundando as diferenças na
cidade em que grande parte da população fala russo.
Os lados opostos já haviam se enfrentado outras vezes na cidade
portuária no mar Negro, mas os confrontos nunca haviam resultado em
mortes.
Alguns moradores disseram temer que agora os dois grupos possam
tentar se vingar, possivelmente aumentando a pior onda de violência na
cidade desde que o presidente Viktor Yanukovich foi deposto em
fevereiro.
A polícia regional afirmou que bombas de gasolina, pedras e dispositivos explosivos foram lançados durante os confrontos.
Os novos líderes pró-Ocidente da Ucrânia acusaram Moscou de
apoiar grupos pró-Rússia para tentar desestabilizar um país que tenta
desesperadamente se recuperar da revolta que levou à derrubada de
Yanukovich.
O Kremlin nega ter qualquer papel nos protestos no leste e sul
da Ucrânia, dizendo que a população de etnia russa está simplesmente
protegendo os seus direitos contra uma possível agressão por líderes
pró-Ocidente de Kiev.
A presidente Dilma Rousseff se reunirá
com o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo nesta
sexta-feira, antes do Encontro Nacional do PT, que terá a participação
dos dois no final do dia.
Segundo a assessoria do Palácio do Planalto, Dilma deveria embarcar para São Paulo no final da manhã.
O encontro entre os dois ocorre num momento em que cresce o
movimento "Volta, Lula", que defende que o ex-presidente seja o
candidato do PT neste ano, o que tem sido negado repetidamente pelo
próprio Lula. Os assessores, porém, não informaram o que será discutido
na conversa e nem o local da reunião.
O encontro do PT servirá para debater as estratégias para a
disputa de reeleição da presidente, as alianças eleitorais nos Estados e
o programa de governo para um possível segundo mandato de Dilma.
A presidente lidera a disputa eleitoral deste ano, segundo as
pesquisas mais recentes, mas sua vantagem em relação aos principais
adversários, o presidente do PSDB, senador Aécio Neves (MG), e o
presidente do PSB, Eduardo Campos, tem diminuído.
Numa pesquisa divulgada pela Confederação Nacional dos
Transportes (CNT) nesta semana, Dilma registrou a maior rejeição entre
os principais candidatos à Presidência. Mais de 43 por cento dos
entrevistados disseram que não votariam na petista de jeito nenhum.
A 1º Vara Judicial da Comarca de Três Passos (RS) negou o pedido de revogação da prisão temporária do médico Leandro Boldrini, pai
do menino Bernardo. Leandro, a madrasta do garoto, Graciele Boldrini e a
assistente social Edelvania Wirganovicz estão sendo mantidos em prisão
pela polícia do Rio Grande do Sul, por suspeita de envolvimento na morte
de Bernardo.
Na decisão, o juiz Marcos Agostini escreve que a revogação da prisão temporária nesse momento,
seria medida “temerária e prejudicial” para o desenvolvimento do
trabalho policial, que ainda investiga os fatos. O magistrado ainda
afirma que o caso “exige prudência” e. ao final das investigações. “será
possível uma melhor análise da prova produzida”.
O pedido
de Jader Marques, advogado de Leandro Boldrini, foi protocolado na
última quarta-feira. Boldrini está em prisão temporária desde o dia 14
de abril. Segundo o juiz, a prisão foi decretada por 30 dias e é
“imprescindível” aguardar o término das investigações e o período
preventivo.
Ao pedir a revogação da prisão, a defesa de Leandro
Boldrini afirmou que as declarações da madrasta afastaram o envolvimento
dele no caso. Ainda segundo o juiz, o depoimento de Graciele não é
estranho. “Não é de estranhar que ela negue a participação do
investigado Leandro no fato, em nítida tentativa, ao que parece, de
proteger seu convivente e pai de sua filha”, diz o magistrado.
Procurado, Jader Marques não estava disponível para entrevistas.
Levantamento feito pela NTU (Associação Nacional das Empresas de
Transportes Urbanos) aponta que ao menos 237 ônibus foram incendiados no
país neste ano em meio a protestos ou ataques criminosos.
Na noite de quinta-feira (1), ônibus foram queimados em São Bernardo do
Campo (Grande SP) e Sorocaba (a 99 km de SP). Nesta semana, nove ônibus
foram incendiados em protestos no Rio.
A NTU, que reúne cerca de 500 empresas --responsáveis por 90% do
transporte público no país--, divulgou uma "manifestação pública" contra
os incêndios.
No texto, a entidade cobra ações do poder público para conter a "onda
de violência" e diz que o setor já teme pela continuidade dos serviços
em algumas localidades, especialmente perto da Copa do Mundo.
A frota de ônibus urbanos do país soma mais de 107 mil veículos, segundo a associação.
Veja a manifestação pública da NTU:
"Incêndios criminosos estão aterrorizando o transporte público por
ônibus no Brasil. Passageiros, motoristas e cobradores enfrentam
diariamente o dilema da insegurança nos seus deslocamentos diários.
Somente nos primeiros quatro meses deste ano, 237 ônibus foram
incendiados nas cidades brasileiras --número que cresce diariamente.
Frente a essa situação, a Associação Nacional das Empresas de
Transportes Urbanos, entidade representativa das empresas operadoras de
ônibus urbanos, vem a público expor a preocupação com o descontrole
desses vandalismos e com o estado de insegurança que coloca em risco a
vida de milhares de brasileiros.
Cada vez é maior a insegurança e o risco empresarial da atividade, o
que nos leva a temer pela continuidade desse serviço, que é essencial
para a vida nas cidades.
Além do valor à vida, que é incomensurável, o prejuízo material é imenso e arcado unicamente pelas empresas operadoras.
Diante do exposto, a NTU e suas mais de 500 empresas associadas, que
são responsáveis por realizar 90% do serviço de transporte público
coletivo nas cidades brasileiras, apelam aos poderes públicos para que
tomem providências com o objetivo de conter essa onda de violência que
compromete o serviço justo no momento em que o País se prepara para o
maior evento esportivo do planeta, a Copa do Mundo."
As Forças Armadas ucranianas começaram hoje (2) uma operação militar
em Slaviansk, no Sudoeste do país, para retomar o controle da cidade,
informou a imprensa russa e ucraniana.
Os milicianos pró-russos
abateram dois helicópteros, em que um dos pilotos morreu e o outro foi
capturado, de acordo com o presidente da Câmara da cidade, Viacheslay
Ponomariov.
O líder das chamadas Forças de Autodefesa, Igor
Strelkov, disse que a cidade está bloqueada pelas tropas ucranianas e
que 20 helicópteros foram usados na ofensiva.
"Todas as estradas
estão cortadas, e de todas as direções estão chegando carros blindados e
soldados (...). Eles [os ucranianos] utilizaram 20 helicópteros contra
nós, de combate e transporte de tropas. O inimigo bloqueou a cidade por
completo, as entradas e saídas", disse Strelkov a um canal de televisão
russo.
Outros meios de comunicação informam que, além de tiros e explosões, ouviu-se uma sirene de alerta na cidade.
Um
porta-voz dos pró-russos disse à Agência RIA Nóvosti que o "ataque está
apontado para vários pontos de controle ao mesmo tempo". Acrescentou
que já tinham chegado "blindados e veículos militares" e que dois
helicópteros "desembarcam soldados que atacam os pontos de controle". Há
informações de vários feridos entre as tropas pró-russas.
O
governo de Kiev ainda não confirmou a operação e os meios de comunicação
ucranianos relatam os acontecimentos por meio de informações das
agências russas.
O Ministério do Negócios Estrangeiros russo
advertiu, nessa quinta-feira, as autoridades de Kiev que, na hipótese de
lançamento de uma ofensiva, poderiam existir "consequências
catastróficas".
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, acusou nessa quinta-feira
(1º) o governo dos Estados Unidos de voltar a conspirar contra Caracas e
condenou a "ingerência grosseira e insolente" nos diálogos com a
oposição, destacando que não aceitará nenhum tipo de condicionamento.
"Tenho provas novas da participação de funcionários da Embaixada dos
Estados Unidos em conspiração diretamente com os guarimberos -
promotores de barricadas e vandalismo -, com os setores que dirigem uma
tentativa de golpe de Estado", disse.
Nicolás Maduro falou para
milhares de simpatizantes que saíram ontem às ruas de Caracas para
marcar o Dia Mundial do Trabalhador.
Há quase três meses são
registrados diariamente protestos em várias regiões da Venezuela, que
deixaram até agora pelo menos 42 mortos, mais de 600 feridos e mais de
2.360 detidos.
No dia 10 de abril, o governo e a oposição
venezuelana iniciaram um processo de diálogo, que tem como promotores o
Vaticano, o Brasil, o Equador e a Colômbia.
Segundo Nicolás
Maduro, "primeiro foi o presidente [Barack] Obama, que disse estar muito
preocupado com o povo da Venezuela". Ele questionou o fato de o governo
norte-americano não se concentrar nos “40 milhões de pobres que há nos
Estados Unidos. Criticou ainda as recentes declarações da subsecretária
adjunta de Estado dos EUA para o Hemisfério Ocidental, Roberta Jacobson,
de que é importante que "o diálogo na Venezuela comece a dar
resultados", ao mesmo tempo em que questionou o direito norte-americano
de interferir em um diálogo político num país estrangeiro.
Para
Maduro, o secretário de Estado norte-americano, John Kerry, ameaçou
Caracas ao dizer que "enquanto houver diálogo na Venezuela, os Estados
Unidos não atuarão contra o país". Em sua opinião, a declaração é
infeliz e vai ser levada à mesa de diálogo e à União de Nações
Sul-Americanas (Unasul).
"Os Estados Unidos não devem meter-se nos
processos de paz e de diálogo que iniciei na Venezuela", disse, ao
acusar Washington de pretender afastar os representantes da oposição das
mesas de diálogo.
Maduro denunciou que o recente homicídio de
Eliézer Otaiza, ex-diretor dos Serviços de Inteligência e Prevenção, foi
promovido por setores "da direita venezuelana e jornalistas corruptos".
Ele apelou aosvenezuelanos para que construam entre todos a
estabilidade política e econômica, acabem com a guerra econômica e a
especulação, acrescentando que a "revolução criou condições sociais,
legais e materiais para dar estabilidade à classe operária, qualidade e
proteção".
Segundo o presidente, desde a morte de Hugo Chávez o
país vive "tempos difíceis". Ele pediu a defesa do socialismo, porque "é
tempo de definições, não de dúvidas".
O ato promovido pela Força Sindical para marcar o Dia do Trabalho
reuniu milhares de pessoas na Praça Campo de Bagatelle, em Santana, zona
norte de São Paulo. Pelo menos 250 mil pessoas participaram dos
eventos, segundo a Polícia Militar. O presidente da Força Sindical,
Miguel Torres, elencou as principais reivindicações do ato. “Pela
valorização do salário mínimo, o fim do fator previdenciário, uma
política de valorização do aposentado, o fim das terceirizações, uma
política de 10% do PIB (Produto Interno Bruto) para educação. Essas são
as nossas bandeiras”.
Miguel Torres também comentou sobre o
pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff feito ontem (30), em que
anunciou a correção da tabela do Imposto de Renda. “Nós temos uma
defasagem de 68% na tabela do imposto de renda. Ontem, ela (Dilma)
reajustou em 4,5%, o que não é nem a inflação deste ano”, disse Miguel.
O
senador Aécio Neves (PSDB-MG) participou do ato. Para o senador, da
oposição, o pronunciamento teve caráter eleitoral e a correção anunciada
também é insuficiente. "As medidas que ela (presidenta Dilma) anuncia
vêm na direção daquilo que já vínhamos defendendo há muito tempo. O
reajuste não atende ao crescimento inflacionário", disse. No
pronunciamento, Dilma Rousseff não informou o percentual de correção. Já
a Secretaria de Imprensa da Presidência da República disse que a taxa
será 4,5%.
O ex-governador de Pernambuco Eduardo Campos (PSB)
também esteve no evento e defendeu mais diálogo entre os sindicatos e o
governo. "O movimento sindical reclama muito do baixo diálogo com o
governo brasileiro. O Brasil precisar ter diálogo, diálogo com
empresários, com os sindicalistas, porque o diálogo é fundamental, ouvir
a verdade, ouvir as críticas".
Já o secretário-geral da
Presidência da República, Gilberto Carvalho, assegurou que a correção do
imposto de renda "tem sido permanente". "Com muita segurança, olhando
nos olhos de vocês, podemos garantir que seguiremos lutando pelos
trabalhadores. Nós estamos na luta todos os anos".
O ministro do
Trabalho, Manoel Dias, destacou que o país "vive o melhor momento" para
os trabalhadores e que não há indícios de aumento do desemprego. Para
ele, o Brasil vai agilizar a criação de vagas e deve investir na
qualificação profissional.
Istambul amanheceu paralisada com diversos serviços de transporte suspensos.
Grupos de manifestantes e a Polícia entraram nesta
quinta-feira em confronto quando uma manifestação convocada por vários
sindicatos tentou avançar rumo à praça Taksim, fechada por ordem do
governo, para comemorar a festa do Primeiro de Maio, segundo informa a
imprensa local.
Os primeiros choques foram registrados no bairro de
Sisli como no de Besiktas, ambos a cerca de dois quilômetros de Taksim,
onde as forças de segurança bloquearam com blindados as manifestações
dos sindicatos.
Todos os acessos à praça estão fechados por cercas
metálicas e só se permite o acesso aos moradores ou a quem trabalha na
região, segundo o jornal Hürriyet Daily News.
Os agentes usaram em alguns momentos granadas de gás
lacrimogêneo e balas de borracha para dispersar grupos menores de
manifestantes.
Istambul amanheceu paralisada em grande parte, com um
enorme contingente policial rodeando a praça Taksim, e o serviço de
vários meios de transporte, como embarcações, bondes, ônibus e metrô,
suspenso para dificultar a afluência de manifestantes.
A Ucrânia ordenou a expulsão do adido
militar da Rússia, dizendo tê-lo "flagrado" recebendo informações
confidenciais sobre a cooperação do país com a Organização do Tratado do
Atlântico Norte (Otan) durante a revolta armada que Kiev diz ser
dirigida por Moscou.
Nesta quinta-feira, o Ministério das Relações Exteriores
declarou que o diplomata foi detido no dia anterior e declarado persona
non grata.
O serviço de segurança da Ucrânia disse se tratar de um oficial
de inteligência russo que vinha coletando informações sobre "a
cooperação militar e política entre Ucrânia e Otan".
"Em 30 de abril, ele foi flagrado recebendo material
confidencial de sua fonte", disse uma porta-voz do serviço de segurança
da Ucrânia, Maryna Ostapenko. Ela descreveu a fonte como um coronel das
forças armadas ucranianas.
A Ucrânia diz que a Rússia está por trás da queda de cidades
grandes e pequenas do leste, pólo industrial do país, nas mãos de
separatistas pró-Rússia durante o último mês, muitas vezes envolvendo
atiradores mascarados bem organizados e usando uniforme militar.
A Rússia nega qualquer participação na rebelião, mas alertou
que se reserva o direito de intervir para proteger russos étnicos após a
anexação da Crimeia no final de março, e concentrou dezenas de milhares
de tropas em sua fronteira oeste com a Ucrânia.
Ostapenko disse que o adido foi entregue à embaixada russa com
ordens de partir, embora não saiba ao certo se ele já o fez. Não houve
resposta imediata de Moscou, que, como Kiev, comemora o feriado de 1º de
maio.
Mais dois policiais militares foram baleados durante troca de tiros
no Complexo do Alemão. Na noite desta quarta-feira, um PM do Batalhão de
Operações Especiais levou um tiro na perna quando fazia uma ronda na
Favela Nova Brasília. Houve confronto com traficantes na comunidade.
Já
nesta quinta-feira (1º), uma guarnição da UPP do Alemão fazia
patrulhamento na localidade conhecida como Largo do Mineiro, quando
avistou criminosos armados. Houve troca de tiros e um PM foi atingido no
rosto. Ele foi levado ao Hospital Getúlio Vargas, na Penha, onde passa
por cirurgia.
O policiamento continua reforçado no Complexo do Alemão, com apoio de 200 policiais de outras UPPs.
Quatro
ônibus foram queimados na Estrada do Itararé, em Bonsucesso, um dos
acessos ao Alemão, na noite de segunda-feira. Criminosos também
invadiram e depredaram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do local.
Três pessoas foram detidas.
Na noite do último domingo, Dalva
Arlinda de Assis, de 72 anos, morreu após tiroteio entre policiais e
traficantes na Favela Nova Brasília.
Gerry Adams, presidente do Partido Republicano Irlandês, diz nada ter a ver com crime.A polícia da Irlanda do Norte deteve Gerry Adams. O presidente do
Partido Republicano Irlandês, Sinn Féin, está a ser ouvido por causa do
rapto, homicídio e ocultação de cadáver de uma mulher, em 1972. Gerry
Adams apresentou-se quarta-feira às autoridades, garantindo nada ter a
ver com o assassinato de Jean Mcconville, uma viúva católica, com dez
filhos, que fora acusada pelo IRA de ser informadora da polícia. A
mulher foi sequestrada pelo grupo terrorista irlandês, mantida sob
sequestro e executada. O corpo foi enterrado numa praia a 80 quilómetros
de Belfast e só foi encontrado em 2003. Gerry Adams nunca negou a associação ao ira, mas recusa ter estado envolvido nas atividades criminosas violentas do grupo.