Os pacientes do hospital Divina Providência, em Porto Alegre,
passaram por momentos de pavor nesta manhã. Por volta das 7h, três
assaltantes armados invadiram o local por um acesso secundário e
renderam funcionários, anunciando um assalto. Ao tentarem roubar um
cofre supostamente mantido no interior do hospital, os bandidos atacaram
uma cafeteria que fica no andar térreo, chamando a atenção da segurança
do prédio.
No momento em que os bandidos foram surpreendidos
pelos seguranças da casa de saúde, houve troca de tiros. Na tentativa de
fuga, eles revidaram contra os guardas, mas acabaram atingidos. Um dos
bandidos morreu na hora, e os outros dois foram presos. Ainda na
tentativa de fugir do local, os bandidos feridos colidiram o carro
contra uma mureta do pátio do hospital.
Conforme Sérgio
Albuquerque Frederes, diretor de relacionamentos institucionais do
Divina Providência, o local conta com reforçado sistema de segurança, o
que permitiu a ação rápida dos guardas. O hospital seguiu com os
atendimentos de rotina e previamente agendados sem alterações. Nada foi
levado.
O papa Francisco expressou neste domingo (1°) sua preocupação com os
confrontos registrados na República Centro-Africana (RCA), para onde ele
viaja no final do mês, durante uma viagem pela África.
"Os
dolorosos episódios destes últimos dias intensificaram a delicada
situação da RCA", disse, durante o Angelus do primeiro domingo de
novembro, quando é realizada a festa de Todos os Santos.
"Peço
que as partes envolvidas deem fim a este ciclo de violências. Estou
espiritualmente próximo dos padres da paróquia Nossa Senhora de Fátima,
em Bangui, que acolhem muitos refugiados", completou.
A RCA passa
por um conflito humanitário que já causou o deslocamento de quase 1
milhão de pessoas. Atualmente, tropas francesas estão no país. Viagens
Entre
os dias 25 e 30 de novembro, a agenda papal inclui passagens por
Quênia, Uganda e RCA. Em 2015, o religioso já visitou Cuba, Estados
Unidos, Equador, Bolívia, Paraguai, Bósnia e Herzegovina, Sri Lanka e
Filipinas.
Pelos números apresentados, governo está autorizado a obter déficit primário de até R$ 117,9 bi.
O deputado Hugo Leal (Pros-RJ) apresentou nesta quinta-feira (29) o
parecer ao projeto do governo que altera a meta de resultado primário
deste ano (PLN 5/15). Leal acolheu os números sugeridos pelo Executivo
nesta semana. Com isso, a meta oficial de 2015 sai de um superávit de R$
66,3 bilhões para o conjunto do setor público (União, estados, Distrito
Federal e municípios) para um déficit de R$ 48,9 bilhões.
O
governo federal pode acumular déficit de R$ 51,8 bilhões. A novidade do
parecer em relação à sugestão do governo é que Leal definiu, em números,
todos os abatimentos que poderão ser feitos na meta fiscal do governo
federal.
Pelos números apresentados pelo deputado, o governo está
autorizado, este ano, a obter um déficit primário de até R$ 117,9
bilhões.
O valor é a soma do déficit de R$ 51,8 bilhões mais os
abatimentos de R$ 11,1 bilhões (frustração de receita de concessões) e
R$ 55 bilhões (pagamentos que o Tesouro terá que fazer por exigência do
Tribunal de Contas da União). Este último número é que não consta no PLN
5.
Leal decidiu incluí-lo após a oposição cobrar, nesta quarta,
em reunião do colégio de líderes da Comissão Mista de Orçamento (CMO), a
definição do valor exato do resultado primário. A redação proposta pelo
governo traz o abatimento pela frustração de receita, mas não prevê um
número para os pagamentos que o Tesouro terá que fazer por determinação
do TCU.
Esse passivo refere-se às “pedaladas” encontradas pelo
tribunal na análise das contas de 2014 da presidente Dilma Rousseff. São
dívidas do Tesouro com o BNDES, o Banco do Brasil, a Caixa Econômica
Federal e o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) não
contabilizadas no balanço da União. Leal explicou ontem aos líderes que o
projeto não trazia um valor para este passivo porque o TCU e
o Ministério Público junto ao tribunal não haviam chegado a um consenso
sobre o tamanho da dívida.
Com o relatório apresentado nesta
quinta-feira, a flexibilização da meta em função do pagamento dos
passivos fica autorizada, mas sujeita ao limite máximo de até R$ 55
bilhões. “Deixar a meta sem um piso não contribuiria para o
restabelecimento da confiança indispensável à superação do momento
adverso”, disse Leal. Entes federados
O déficit do
governo federal de R$ 117,9 bilhões não é, porém, um número fechado. O
valor poderá subir caso os estados, o Distrito Federal e os municípios
superem a sua meta de R$ 2,9 bilhões de superávit, incluída no PLN 5. O
deputado manteve a redação original que autoriza a compensação mútua das
metas entre o governo federal e os entes federados.
Ou seja, o
que eles fizerem acima de R$ 2,9 bilhões poderá ser apropriado pelo
governo, ampliando o déficit primário final. Nesta quinta, o Banco
Central divulgou o resultado primário até setembro, e os entes federados
acumulam saldo positivo de R$ 16,4 bilhões, bem acima da meta anual
deles. Hoje, isso daria ao governo R$ 13,5 bilhões a mais de deficit. Crise
Hugo
Leal procurou, no parecer, explicar as razões que levaram o governo a
propor, pela segunda vez no ano, a alteração do resultado primário. A
LDO foi aprovada com uma meta de R$ 66,3 bilhões para o setor público,
sendo R$ 55,3 bilhões para o governo federal.
Posteriormente, em
agosto, foi enviado o PLN 5, que reduziu a meta geral para R$ 8,7
bilhões, e a do governo federal para R$ 5,8 bilhões. Ontem, o governo
reconheceu a impossibilidade de fechar o ano com saldo positivo, e
enviou ao deputado a proposta de deficit que ele acolheu.
Segundo
Leal, a deterioração do cenário fiscal foi muito mais forte do que a
projetada inicialmente pelo governo e por analistas de mercado. A
receita pública caiu mais de R$ 197 bilhões em relação à lei
orçamentária. Já as despesas cresceram, principalmente as obrigatórias,
que não podem ser contingenciadas.
“Torna-se evidente que a
deterioração do cenário fiscal não comporta a meta prevista no PLN 5,
muito menos a meta de superavit inicialmente fixada”, disse Leal. Ele
afirmou ainda que o governo vem fazendo um esforço para equacionar o
deficit público e restabelecer a confiança dos agentes econômicos.
“Mesmo diante das adversidades, não há abandono da disciplina fiscal”,
afirmou. Votação
O relatório do deputado será
colocado em votação na Comissão de Orçamento. O governo trabalha para
que o processo se inicie na próxima terça (3). Antes da reunião, o
colégio de líderes vai discutir a pauta de votações. PT divulga agenda para retomar desenvolvimento com justiça social
O ministro da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini, afirmou nesta
segunda-feira (26), logo após a reunião da coordenação política da
presidente Dilma Rousseff com os ministros, quer o governo não pretende
diminuir os recursos para o Bolsa Família.
"Na minha opinião, há condições de fechar o orçamento sem mexer nos
recursos do Bolsa Família, que é um dos programas que fundamenta a
questão social. Não podemos fechar essa porta", sintetizou Berzoini.
Na semana passada, o relator do Orçamento de 2016, deputado Ricardo
Barros (PP-Pr), propôs um corte de R$ 10 bilhões dos R$ 28,8 bilhões
previstos para o programa no ano que vem. Berzoini disse que respeita a
proposta "séria e responsável" do relator, mas acrescentou que o tema -
polêmico, segundo ele - deve ser tratado de maneira "mais refletida e
fundamentada".
Na coletiva, Berzoini disse, ainda, que o governo ainda não definiu o
tamanho do déficit nas contas públicas de 2015, que será anunciado nos
próximos dias. "Ainda não há definição por parte da equipe econômica.
Tratamos dessa questão em outras reuniões da semana passada e
acreditamos que a equipe econômica, dialogado com Tribunal de Contas, e
buscando consolidar expectativas macroeconômicas, expectativa de
arrecadação para este ano, qual vai ser a perspectiva para o ano que
vem, possamos definir esse número e apresentar ao país”.
Na semana passada, o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, disse que
o déficit primário deve ser de cerca de R$ 50 bilhões, equivalente a
0,8% do Produto Interno Bruto (PIB). Antes de assumir o déficit, o
governo trabalhava com uma meta fiscal de superávit de R$ 8,74 bilhões
(0,15% do PIB).
Segundo Berzoini, a segunda revisão da meta fiscal em menos de três
meses e a perspectiva de déficit não devem comprometer a credibilidade
internacional do Brasil porque o quadro mundial também é desfavorável
para outros países.
“Não podemos considerar uma situação isolada a que o Brasil vive.
Temos expectativa de que com medidas anunciadas pelos ministros da
Fazenda, Joaquim Levy, do Planejamento, Nelson Barbosa e pela
presidenta Dilma, possamos convergir para a estabilidade das
expectativas: precisamos reduzir inflação para algo mais próximo da
meta, precisamos construir as condições para ter taxas de juros mais
baixas e precisamos para isso ter orçamento mais equilibrado”, listou.
O ministro citou a conversa com prefeitos na última semana e disse
que o governo vai voltar a reunir governadores para buscar apoio a
propostas que levem a um “pacto de equilíbrio fiscal”. Articulação política
Além do Orçamento, Ricardo Berzoini disse que a agenda de negociações
com o Congresso esta semana tem como prioridades matérias que visam a
reequilibrar as contas públicas, entre elas o projeto de lei que permite
a repatriação de recursos não declarados à Receita Federal; e as
propostas de emenda à Constituição que tratam da recriação da
Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e da
prorrogação da Desvinculação de Receitas da União até 2023.
“Não ignoramos as dificuldades, porque são medidas que têm algum grau
de polêmica. Mas, ao mesmo tempo, estamos convencidos de que avança na
Câmara e no Senado a compreensão sobre a necessidade para o país de
realizar esse trabalho integrado com prefeitos, governadores, deputados e
senadores para assegurar que o Brasil tenha os instrumentos para
superar as dificuldades orçamentárias”, disse.
A presidenta Dilma Rousseff sobrevoou, na manhã deste sábado (24),
regiões afetadas pelas chuvas no Rio Grande do Sul. Em Canoas, Dilma se
reuniu com autoridades locais e destacou a importância da ação integrada
entre as esferas de governo para prestar assistências às vítimas de
desastres naturais.egundo a presidente, a política do governo federal tem sido voltada
para prestar atendimento imediato à população atingida e garantindo o
acesso dos municípios e dos cidadãos a recursos federais. Ela destacou
também uma ação coordenada entre as defesas civis dos municípios e dos
estados, com apoio do governo federal, para auxiliar no processo de
enquadramento à legislação da situação de emergência. Dilma sobrevoou áreas afetadas pelas enchentes“Além
dos 66 municípios que nós já reconhecemos como Estado de Emergência, e
vamos, junto com a equipe do governo estadual, até os prefeitos e tomar
as providências necessárias para que se cumpram os requisitos para que
eles possam ser enquadrados em Estado de Emergência. Por que isso?
Porque nós usamos recursos públicos e nós não podemos usar recursos
públicos sem atender à lei. Então vamos fazer uma ofensiva no sentido de
assegurar que os prefeitos tenham condições disso”, afirmou a presidenta em entrevista coletiva após reunião para avaliar os danos causados pela chuva na região.
Dilma também ressaltou que os moradores das cidades atingidas pela
chuva terão acesso aos recursos do FGTS e deverão ser beneficiadas com
moradias construídas pelo Programa Minha Casa Minha Vida. “Uma parte do programa Minha Casa Minha Vida é sempre para pessoas que perderam casas em situação de extremo risco”, assinalou.
Dilma
informou também que o governo decretou, em caráter de exceção, o
enquadramento dos municípios de Pelotas, Gravataí e Porto Alegre, em
situação de emergência. “As populações [dos três municípios] vão ter
acesso às mesmas condições que outras prefeituras que têm enquadramento
garantido. Eles vão ser excetuados porque [o município] não atingiu
ainda o percentual de danos, mas as pessoas foram atingidas, então
flexibilizamos, enquadramos as pessoas”, afirmou.
A Defesa Civil do Rio Grande do Sul registra 132 cidades prejudicadas
pelas chuvas que castigam o estado desde o inicio do mês, com 177 mil
pessoas atingidas, 6.408 famílias desalojadas e 1.353 desabrigadas. Em
Porto Alegre, mais de 10 mil pessoas tiveram as residências alagadas, e
1,5 mil estão fora de casa.Santa Catarina
Dilma vai sobrevoou a
região mais afetada pelas enchentes em Santa Catarina. Ela foi recebida
pelo governador Raimundo Colombo e foi até Rio do Sul, no Alto Vale do
Itajaí, onde se reuniu com prefeitos da região. A presidente retorna a
Brasília à noite.
Quase 30 mil pessoas de 97 cidades catarinenses
já foram prejudicadas pela chuva de outubro, segundo relatório da Defesa
Civil do estado. Há 1.790 desabrigados e 2.933 desalojados em Santa
Catarina.
Até a tarde de sexta-feira (23), os seguintes municípios
catarinenses declararam situação de emergência: Abelardo Luz,
Agronômica, Angelina, Caxambu do Sul, Chapadão do Lageado, Chapecó, Dona
Emma, Itajaí, Ituporanga, Lebon Régis, Papanduva, Presidente Getúlio,
Quilombo, Rio do Sul, Salete, São Cristóvão do Sul e Trombudo Central.
Homem brigou com agentes quando exigiram seus documentos.
Um israelense confundido com um agressor palestino foi morto pela Polícia de Jerusalém nesta quinta-feira, dia 22.
O
jovem de 28 anos teria discutido com agentes de segurança após pedirem
que apresentasse seus documentos, explicou o porta-voz da Polícia, Micky
Rosenfeld.
Ele tentou desarmar os policiais e foi baleado por
um segurança privado nas redondezas. Assustados, guardas abriram fogo
contra o homem, que não sobreviveu aos ferimentos.
Netanyahu - Episódio, uma mostra das altas tensões na região, foi
registrado enquanto o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu,
se encontra com secretário de Estado norte-americano, John Kerry, na
Alemanha para debater a situação.
Durante o encontro, Kerry destacou a necessidade de "uma solução política" para as desavenças regionais.
O
norte-americano, que planeja se encontrar nos próximos dias com
autoridades palestinas, disse apresentar "um cauteloso otimismo" após
reunião com o premier. Histórico - Nos últimos dias, uma série de
ataques de palestinos armados de facas foram registrados em Israel,
escalando a tensão na região. Como resposta, autoridades do governo
israelense pediram que as pessoas carreguem armas para se proteger.
Recentemente,
um israelense chegou a atirar contra um conterrâneo pensando que fosse
árabe. No começo da semana, um imigrante da Eritreia foi morto ao ser
confundido com um agressor.
Dez israelenses foram mortos desde
o início da onda de ataques, em sua maioria vítimas de esfaqueamentos.
No lado palestino, foram registradas 48 mortes, sendo 27 de agressores e
as demais resultado de confrontos com tropas israelense.
Após ser presa no domingo (18) por atropelar e causar a morte de dois
homens que pintavam uma ciclofaixa na Zona Norte de São Paulo, Juliana
Cristina da Silva, de 28 anos, foi liberada do 89º Distrito Policial na
tarde desta terça-feira (20) ao pagar fiança de cerca de R$ 15 mil.
Juliana responderá ao processo em liberdade e terá de entregar a
carteira de habilitação, além de comparecer ao Fórum da Barra Funda a
cada dois meses e comunicar à Justiça caso se ausente da cidade por mais
de 30 dias.
Ela e a advogada não declaram nada à imprensa. O responsável pela
decisão de permitir a Juliana responder o processo em liberdade é o juiz
Paulo de Abreu Lorenzino, do Departamento de Inquéritos Policiais.
Juliana foi autuada em flagrante por homicídio culposo, lesão corporal e
fuga sem prestar socorro.
Os dois operários eram funcionários de uma empresa terceirizada que prestava serviços para a CET. Ambos eram do Piauí.
Raimundo Barbosa dos Santos, de 38 anos, chegou a São Paulo há 19
anos em busca de uma vida melhor. Ele vivia na Brasilândia, na Zona
Norte, com a mulher e quatro filhos. José Airton morava em Francisco
Morato, na Grande São Paulo, e tinha dois filhos.
A notícia de que
a motorista Juliana Cristina da Silva, de 28 anos, responsável pelo
atropelamento de dois operários em São Paulo será colocada em liberdade,
revoltou os familiares das vítimas.
O acidente aconteceu na madrugada de domingo. José Airton e Raimuno
Barbosa pintavam uma ciclofaixa em Santana, na Zona Norte, quando foram
atropelados. A motorista fugiu do local, mas foi parada por testemunhas
depois de percorrer cerca de 3 km. A Polícia Militar foi acionada e ela
foi levada ao 73º DP.
Logo após o acidente, Juliana foi submetida
ao exame de etilometria pela polícia e apresentou resultado de 0,85
miligrama por litro de ar – quase três vezes o limite para se configurar
o crime de embriaguez ao volante, que é de 0,34 mg/l.
(Reuters) - A
presidente Dilma Rousseff afirmou neste domingo, durante viagem à
Suécia, que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, permanece no cargo,
após especulações de que deixaria o governo, e reiterou que a CPMF é
crucial para que o país volte a crescer.
"O ministro Levy fica", disse a presidente em entrevista coletiva em Estocolmo, na Suécia.
Ao ser questionada sobre declarações do presidente do PT, Rui
Falcão, em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo, de que o ministro
deveria deixar o cargo, caso resista a mudanças na política econômica,
Dilma disse que a opinião dele não é a do governo.
"A gente respeita a opinião do presidente do PT, até porque ele
é o presidente do partido que integra a base aliada, do partido mais
importante, mas isso não significa que seja a opinião do governo",
afirmou a presidente.
Ainda falando sobre Levy, Dilma negou ter discutido com o
ministro em reunião na sexta-feira a possível saída dele do cargo, como
chegou a ser noticiado pela coluna Radar, da revista Veja, em sua versão
na Internet. E também afirmou que o ministro não falou sobre alguma
insatisfação dele no cargo.
"Se ele fica, é porque concordamos com a política econômica
dele”, afirmou a presidente. “Não tinha nenhuma insatisfação dele. Eu
não sei como é que saem essas informações, elas são muito danosas”,
disse.
Segundo Dilma, durante a reunião de sexta-feira, da qual também
participaram os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner, e do
Planejamento, Nelson Barbosa, foram discutidas estratégias para garantir
que se aprovem no Congresso Nacional as principais medidas que vão
levar ao equilíbrio fiscal.
"Vai ser muito importante que a gente aprove um conjunto de
medidas até o final do ano... Uma especificamente: a CPMF", disse a
presidente.
"O Brasil precisa aprovar a CPMF para que a gente tenha um ano
de 2016 estável do ponto de vista do reequilíbrio das nossas finanças",
afirmou a presidente, ressaltando que também está em discussão como
aprovar a Desvinculação de Receitas da União (DRU), que permite ao
governo remanejar livremente parte do que arrecada, e outras medidas
provisórias que integram o ajuste fiscal.
Segundo Dilma, a CPMF é "crucial" para o país voltar a crescer.
“Sem a CPMF é muito difícil” que o país alcance o reequilíbrio fiscal e
volte a crescer, avaliou.
“É um grau de dificuldade máximo. Nós precisamos estabilizar as
contas públicas para que o país volte a crescer, para que se perceba
que o Brasil tem uma solidez fiscal”, disse.
O presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Carf, Ataídes Oliveira (PSDB-TO), confirmou que colocará em votação na próxima semana o pedido de quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico de Juliano Nardes. Ele é sobrinho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Augusto Nardes e está sendo investigado, segundo a relatora Vanessa Grazziotin (PCdo B-AM), por suposta participação no processo que envolveu a Rede Brasil Sul (RBS) no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais.O requerimento para a quebra dos sigilos será formulado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP).
A CPI realizou hoje (15) uma acareação entre dois ex-funcionários do escritório de advocacia de José Ricardo da Silva, ex-conselheiro do Carf: Gegliane Bessa, ex-assistente administrativo, e Hugo Borges, responsável por diversas funções, entre elas a de motorista.
Gegliane Bessa confirmou que realizou pagamentos em espécie para Juliano Nardes. O sobrinho do ministro do TCU teria, inclusive, reclamado de que "estaria faltando" dinheiro em um dos repasses, segundo contou a ex-funcionária do escritório de advocacia.
Segundo Vanessa Grazziotin, a comissão tem em seus arquivos uma planilha indicando que, apenas em 2010, os repasses do escritório de advocacia para Juliano Nardes representam cerca de R$ 1 milhão. Nas anotações, também aparece a expressão "tio", que Gegliane não soube informar a que contexto se referia.
A ex-funcionária garantiu não ter tido acesso a nenhum contrato de Juliano Nardes com o escritório e não indicou que tipo de serviço ele prestaria.
Vanessa observou que Augusto Nardes era o "real proprietário" da empresa Planalto Soluções, depois repassada a seu sobrinho. Ela disse achar "muito estranho" que quantias vultosas tenham sido pagas a Juliano Nardes em espécie, considerando-se a possibilidade de haver um contrato formal de prestação de serviços.
Para Ataídes Oliveira, tanto Gegliane Bessa quanto Hugo Borges foram "usados pela quadrilha que comandava o escritório de advocacia".
Os ex-funcionários confirmaram ainda que houve o pagamento em espécie para outros ex-conselheiros do Carf dentro do escritório de advocacia.
Hugo Borges disse também que muitos processos eram decididos na sala de José Ricardo da Silva. Depois, segundo ele, toda a papelada era levada ao Carf apenas para a votação final.
Os dois ex-funcionários disseram que os ex-ministros Erenice Guerra (Casa Civil) e Silas Rondeau (Minas e Energia) frequentaram o escritório durante um certo período e se reuniram com José Ricardo da Silva, "mas depois sumiram".
Presidente fez mais uma reunião semanal com o grupo de coordenação política nesta manhã no Palácio do Planalto; participam do encontro o vice-presidente, Michel Temer, e 11 ministros; governo deve ter semana difícil após decisão do TCU pela rejeição das contas e promessa do presidente da Câmara em analisar todos os pedidos de impeachment contra Dilma até esta quarta-feira.A presidenta Dilma Rousseff está reunida com o vice-presidente Michel Temer, 11 ministros e líderes do governo no encontro semanal de coordenação política, no Palácio do Planalto. Durante o fim de semana e o feriado, Dilma fez várias reuniões com ministros e auxiliares para discutir o cenário político.
Participam da coordenação política de hoje (13) os ministros da Casa Civil, Jaques Wagner; da Secretaria de Governo, Ricardo Berzoini; da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva; da Defesa, Aldo Rebelo; das Comunicações, André Figueiredo; dos Transportes, Antônio Carlos Rodrigues; de Minas e Energia, Eduardo Braga; da Secretaria de Aviação Civil, Eliseu Padilha; do Esporte, George Hilton; das Cidades, Gilberto Kassab; e da Saúde, Marcelo Castro; além dos líderes do governo no Senado, senador Delcídio Amaral; no Congresso, senador José Pimentel; e na Câmara, deputado José Guimarães. Ontem, Berzoini se reuniu no fim da tarde com deputados da bancada do PT no Palácio do Planalto, a pedido dos parlamentares.Esta semana, o governo vai continuar enfrentando dificuldades políticas após decisões desfavoráveis do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dificuldades em votações no Congresso. Na última quarta-feira (7), o TCU recomendou ao Congresso a rejeição das contas do governo em 2014. Na terça-feira (6), a maioria dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu reabrir ação de investigação eleitoral em que o PSDB pede a cassação dos mandatos de Dilma e Temer. No Congresso, fracassaram as duas tentativas de votação dos vetos presidenciais que, se derrubados, vão elevar os gastos públicos.
As indicações iniciais sugerem que o Estado Islâmico foi responsável pelas explosões na capital turca Ancara e o foco das investigações é o grupo radical islâmico, disseram à Reuters duas fontes sêniores de seguranças da Turquia neste sábado.
Uma das fontes disse que as explosões de sábado - que um partido de oposição pró-curdo disse que foram mortas 128 pessoas - contêm semelhanças extraordinárias com um ataque suicida em julho na cidade de Suruc, perto da fronteira com a Síria e também acusou o Estado Islâmico.
"Este ataque foi no estilo de Suruc e todos os sinais são de que foi uma cópia daquele ataque... os indícios apontam para o Estado Islâmico", disse a fonte em condição de anonimato.
"Todos os sinais indicam que o ataque pode ter sido realizado pelo Estado Islâmico. Nós estamos completamente focados no Estado Islâmico", disse a segunda fonte à Reuters.
O parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) recomendando a rejeição das contas de 2014 do governo federal foi entregue hoje (9) à Secretaria Legislativa do Congresso Nacional. A secretaria informou ter recebido o documento no fim da manhã. A recomendação para que as contas da presidenta Dilma Rousseff sejam rejeitadas foi aprovada por unanimidade pelos ministros doTCUna quarta-feira (7).Ontem (8), o presidente do Congresso, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), informou que encaminharia o parecer à Comissão Mista de Orçamento (CMO) logo que ele chegasse ao Congresso. Renan disse que o parecer seguirá regras e prazos.
“O TCU aprovou uma recomendação, um parecer prévio. A palavra final será do Congresso Nacional, na forma do regimento. Todo julgamento, inclusive político, tem de se submeter às regras e prazos”, afirmou Renan Calheiro em entrevista aos jornalistas.
O trâmite para análise das contas presidenciais tem início após a chegada do parecer à CMO. Na comissão, o relator designado tem até 40 dias para entregar o relatório. A partir daí, os congressistas têm 15 dias para apresentar emendas e o relator mais 15 para elaborar o texto final de um projeto de decreto legislativo (PDC). Só a partir daí é que as contas são de fato apreciadas.
Investigado por uma série de escândalos, o presidente da Fifa, Joseph Blatter, pode ser suspenso pelos próximos 90 dias. O Comitê de Ética, que está reunido na Suíça, recomendou nesta quarta-feira a suspensão do suíço do cargo enquanto as investigações contra ele continuam.
Uma decisão final para definir se Blatter deixa o cargo temporariamente será tomada nesta quinta-feira. No cargo há 17 anos, o atual presidente da Fifa tem vivido momentos de instabilidade após a revelação do maior escândalo da história da entidade, em uma investigação comandada pelo FBI. Blatter foi reeleito em maio, mas chegou a anunciar sua renúncia ao cargo no início de junho. Na ocasião, ele afirmou que ficaria até que fossem realizadas novas eleições, provavelmente no início do ano que vem.Nas últimas semanas, tem aumentado a pressão sobre o suíço. O secretário-geral e braço direito dele, Jérome Valcke, foi afastado do cargo há duas semanas por suspeita de envolvimento em esquema de venda ilegal de ingressos da Copa do Mundo. A própria Justiça suíça abriu investigação contra Blatter por suspeitas de má administração e apropriação indébita. Depois, na semana passada, alguns dos principais patrocinadores da Fifa - como Coca-Cola, Mc Donald's e Visa - recomendaram a saída do presidente do cargo imediatamente "pelo bem do jogo". No entanto, o advogado de Blatter já afirmou que o suíço não abandonará o posto. Veja quem é o homem que está no comando da Fifa há quase duas décadas.
Carreira
Blatter nasceu em uma família humilde na cidade alpina de Visp. Segundo relatos, ele era o "rei do playground" na escola primária, nos anos 1940, e o único menino local com talentos futebolísticos de nível profissional.Terminada a escola, Blatter seguiu um caminho comum entre homens suíços nos anos 1960 e 1970: fez o serviço militar obrigatório, chegando ao cargo de coronel. No Exército, ele fez contatos que lhe seriam úteis mais tarde. Blatter trabalhou, então, na indústria de relógios e cresceu no ramo de gerenciamento esportivo, atuando na Federação Suíça de Hóquei no Gelo antes de entrar na Fifa como diretor técnico, em 1975. Quando ele foi eleito presidente da entidade pela primeira vez, em 1998, houve uma certa celebração nacional no país natal de Blatter, segundo o parlamentar suíço Roland Buechel, defensor de mais transparência no comando do futebol."Ficamos orgulhosos de ter um suíço no comando de uma organização internacional tão importante", disse ele à BBC no início deste ano. Em Visp, a antiga escola de Blatter foi rebatizada em homenagem a ele. Seu retrato está pendurado na parede, e dias esportivos geralmente são batizados com seu nome. Ele costuma ser recebido afetuosamente quando visita a cidade. "Ele é muito descomplicado, muito acessível", contou Hans-Peter Berchtold, editor de esporte do jornal localWalliserbote. No entanto, Berchtold admitiu que, no que diz respeito às acusações de corrupção na Fifa, até mesmo os velhos conhecidos de Blatter "não são cegos". "Todo o mundo sabe que há problemas na Fifa", ele disse. "Mas eles não acham que Sepp Blatter deva ser responsabilizado por todos eles."Ceticismo
Berchtold argumentou que há muitos aspectos positivos na gestão de Blatter, como a promoção do futebol em países em desenvolvimento, o fato de uma primeira Copa do Mundo ter sido realizada na África e, mais recentemente, o compromisso com um processo de reforma na Fifa.
Mas é exatamente disso que alguns dos críticos de Blatter discordam. "Ele teve 17 anos para melhorar a governança na Fifa", disse Eric Martin, chefe do setor suíço da ONG anticorrupção Transparência Internacional.
Em 2011, um painel independente reunido pela Fifa propôs um pacote de reformas. A decisão da entidade - de ignorar as recomendações para mandatos fixos, limites de idade e divulgação total da renda obtida - foi criticada pela ONG.
"Na Suíça, mudamos regularmente de presidente", agregou Martin. "Tenho certeza que a Fifa conseguiria fazer o mesmo depois de 17 anos (de mandato de Blatter)."
E, enquanto alguns velhos amigos o descrevem como sensato e aberto, outros que trabalharam com Blatter afirmam que ele não gosta de enfrentar oposição - e citam a rápida saída de cena de colegas que ousaram questioná-lo.Blatter rejeitou bruscamente uma sugestão para participar de um debate televisionado ao lado dos demais candidatos à presidência da Fifa.
Questionado certa vez a respeito das críticas a seu comando da entidade - sendo as mais estridentes delas vindas de Alemanha e Inglaterra -, Blatter respondeu que ele poderia "perdoar, mas não esquecer".
'Don Blatterone'
Na Suíça, muitos se perguntavam como Blatter conseguiu manter o controle da Fifa por tanto tempo, em meio a tantas acusações de corrupção, e ainda assim parecer intocável.Um jornal suíço o chamou, em tom jocoso, de "Poderoso Chefão, o Don Blatterone" - mas nenhuma investigação conseguiu encontrar provas de seu eventual envolvimento em subornos."Ele foi um sobrevivente", disse Buechel. "Nada colava nele, sempre há alguém entre ele e (casos de) suborno." "Posso lhe dizer com segurança que ele não é 'subornável'", defendeu Hans-Peter Berchtold. "Dinheiro não é o que o motiva." Buechel e Martin acreditam que a determinação de Blatter em manter seu cargo tornou-se prejudicial à entidade, ao não dar espaço para o surgimento de sucessores. O que emerge, então, é um homem com uma carreira mais longeva do que seus três casamentos e que tanto críticos como simpatizantes apontam como alguém que não conseguia imaginar sua vida longe da Fifa. No entanto, sem o mesmo apoio de antes, ele parece ter sido forçado a mudar de ideia.
Pelo menos 48 pessoas morreram e 92 ficaram feridas nesta segunda-feira em três atentados com carros-bomba no Iraque.
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No primeiro deles, ocorrido em uma estação de micro-ônibus próxima de
um mercado na cidade de Al Khales, no leste do país, o saldo foi de 36
mortos e 54 feridos. Uma fonte dos serviços de segurança locais informou
à Agência Efe que a explosão causou graves danos materiais em lojas e
veículos estacionados nas imediações.
Além disso, outro carro-bomba explodiu na cidade de Al Zubair, na
província de Basra, no sul do Iraque, o que causou outras dez mortes e
deixou 30 feridos.
O grupo terrorista Estado Islâmico (EI) reivindicou em fóruns
jihadistas este último ataque e disse que ele teve como alvo uma
concentração de "xiitas apóstatas", mas divulgou números diferentes de
vítimas: 70 mortos e feridos.
No terceiro atentado, duas pessoas morreram e outras oito sofreram
ferimentos por causa da explosão de outro veículo no bairro de Al
Huseiniya, no leste de Bagdá, acrescentou a fonte dos serviços de
segurança.
A Advocacia-Geral da União (AGU) anunciou neste domingo (4) que
pedirá o afastamento do relator do processo sobre as contas do governo
Dilma Rousseff em 2014 no Tribunal de Contas da União (TCU), ministro
Augusto Nardes. Segundo o advogado-geral da União, Luís Inácio Adams, a
intenção é apresentar o pedido nesta segunda-feira (5). O ministro
manifestou sua opinião sobre o processo antes da conclusão do
julgamento. "É vedado ao magistrado manifestar por qualquer meio de
comunicação opinião sobre processo pendente de julgamento seu ou de
outro. Essa regra está reproduzida integralmente no regimento interno do
TCU", afirmou Adams, que concedeu entrevista neste domingo ao lado dos
ministros da Justiça, José Eduardo Cardozo, e do Planejamento, Nelson
Barbosa.
O Tribunal de Contas da União irá julgar na próxima quarta-feira (7),
às 17h, o processo sobre as contas do governo Dilma. O relator da
matéria, ministro Augusto Nardes, irá recomendar a rejeição das
contas. Formado em administração de empresas, Nardes foi vereador pelo
Arena em Santo Ângelo, entre 1973 e 1977. Foi deputado estadual pelo
PDS, entre 1986 e reeleito em 1990 já pelo Partido Progressista
Renovador. Em 1994 elegeu-se deputado federal, sendo reeleito em 1998 e
2002. Tornou-se ministro do TCU em 2005, ao vencer em votação secreta na
Câmara dos Deputados contra o deputado José Pimentel (PT-CE).
Adams argumentou que Nardes deu várias entrevistas à imprensa nas
quais manifestava "explicitamente" as posições em relação ao julgamento,
que ainda não foi finalizado. De acordo com Adams, o ministro
demonstrou "clara intencionalidade de reprovação numa fase ainda de
elaboração dos relatórios sobre as contas do governo federal".
Adams lembrou que os ministros do TCU estão submetidos às mesmas
regras de todos os magistrados do país. "Falar antes é uma situação de
impedimento e de prejuízo ao processo. Nesse caso, se agrava pela
reiteração e pela intenção. Há uma intenção de rejeição. Quando
magistrado quer fazer história, ele passa a ser agente político",
disse. Adams afirma que AGU reuniu mais de duas mil páginas com
declarações de Nardes antecipando opinião e voto. "Essa prática, que é
vedada, foi reiterada" e piorou desde o dia 11 de setembro.
O ministro José Eduardo Cardozo reforçou que ministros e juízes não
podem divulgar posicionamento antes do fim do processo: "Quem prejulga
não julga. Você tem que ouvir tudo, estar atento a tudo. Um juiz que dá
opinião antes do julgamento acaba se vinculando publicamente a uma
postura."
O deputado federal Wadih Damous (PT) comentou a decisão de Luís
Inácio Adams de pedir o afastamento de Augusto Nardes da relatoria do
julgamento. "Está certíssimo. Sem sombra de dúvidas Augusto Nardes não
poderia antecipar sua opinião. Ele está sendo parcial. Nenhum julgador
pode manifestar sua opinião antes do julgamento. Isto fere os autos. O
ministro do STF, Gilmar Mendes, também é useiro e vezeiro em fazer
isso", criticou Damous.
O deputado acrescentou: "Este é o paradoxo do Brasil. A presidenta
Dilma, contra quem não há qualquer prova específica de má conduta, é
julgada por um presidente da Câmara que tem contas na Suíça, mas que
nega ter; suas contas são analisadas pelo Tribunal de Contas da União
cujo presidente e seu filho sofrem acusações; e tem um pedido de
impeachment que será analisado por um plenário cuja metade dos
parlamentares responde a processos... É o retrato do Brasil", criticou. Análise no TCU
Em junho, o TCU fez um primeiro pedido de esclarecimentos sobre as
contas de 2014, com prazo de 30 dias para resposta. O prazo foi
estendido em duas oportunidades, após inclusão de novos fatos ao
processo.
A análise técnica das contas do governo realizada anualmente pelo TCU
é atribuição definida na Constituição Federal de 1988. Após sua
conclusão, o parecer é enviado ao Congresso Nacional, que tem a
competência para emitir o julgamento das contas.
O parecer do TCU consiste em avaliação do relatório sobre os
orçamentos e a atuação governamental, elaborado por diversos órgãos e
consolidado pela Controladoria-Geral da União, bem como o Balanço Geral
da União, elaborado e consolidado pela Secretaria do Tesouro Nacional.
Trata-se de um diagnóstico sistêmico efetuado pelo TCU sobre aspectos
relevantes do desempenho e da conformidade da gestão pública federal no
ano que passou. Julgamento das contas
Nardes já havia afirmado que o julgamento das contas deve ocorrer o
quanto antes, pois, segundo ele, já foram dadas todas as oportunidades
para o governo fazer a sua defesa.
No dia 11 de setembro, o relator recebeu novas explicações do governo
sobre as contas de 2014. O documento justificava o uso de decretos
editados pela presidente Dilma Rousseff que abriram créditos
suplementares sem autorização prévia do Congresso Nacional.
O governo também argumentou que não há irregularidades na manobra de
atraso de pagamentos a bancos públicos e diz que esse procedimento já
foi realizado pelos governos Fernando Henrique Cardozo e Luiz Inácio
Lula da Silva.
Dias de chuva intensa haviam
"preparado o terreno". E a região, vulnerável, não aguentou mais e
cedeu. O deslizamento de terra começou às 21h30 (horário local) da
última quinta-feira na Guatemala, e as consequências dele podem ser
sentidas até hoje.
Parte de um terreno de 100 metros de altura entrou em colapso em uma
área humilde do país chamada Santa Catarina Pinula, 15 km ao sul da
Cidade da Guatemala.
Quase dois dias depois da tragédia, o saldo de mortos ainda não é
definitivo. Por enquanto, foram 44 vítimas fatais, segundo o Ministério
Público local, enquanto pelo menos 350 pessoas seguem desaparecidas, de
acordo com a Coordenadoria Nacional para Redução de Desastres (Conred).
Mas a tragédia já estava anunciada há algum tempo. Autoridades locais
garantem terem advertido os moradores da região em 2008 de que aquela
era uma área de risco – e o último aviso teria sido dado no fim do ano
passado.
Um relatório solicitado pelas autoridades confirmava a instabilidade
do terreno devido à erosão que afetava as ladeiras da encosta.
Com o tempo, as enchentes do rio Pinula, que corre atrás do morro,
fizeram com que a área sofresse de "solapamento e erosão em terrenos e
moradias", de acordo com esse relatório oficial. Mas nada mudou. E menos
de um ano depois, a terra cedeu.
A intensa temporada de chuvas, que começou em maio e deixou quase
meio milhão de desabrigados, acabou desencadeando o a tragédia.
"Essa é uma de tantas tragédias que acontecem na Guatemala (…). Somos
muito vulneráveis a esse tipo de catástrofes, que têm acontecido em
todas as partes", disse o membro da Conred, Alejandro Maldonado.
Segundo ele, o deslizamento aconteceu por uma "combinação de
fatores", sendo a erosão e algumas redes de esgoto ilegais como os
principais deles.E ainda há medo de que algo parecido volte a acontecer.
Calcula-se que até 300 mil pessoas na área metropolitana da capital
residam em condições similares às dos moradores de Santa Catarina
Pinula.
Ainda há mais 230 assentamentos considerados "de risco", localizados em barrancos ou ladeiras de terra em condições instáveis.
Situação
Segundo a porta-voz do Ministério Público, Julia Barrera, somente 20 das 44 vítimas fatais já foram identificadas.
As autoridades já disseram que a quantidade de mortos deverá aumentar nos próximos dias.
O deslizamento também deixou 34 feridos, outras 48 pessoas estão
sendo tratadas em abrigos e 125 casas sofreram danos graves na aldeia de
El Cambray II em Santa Catarina Pinula.
Bombeiros, militares, socorristas e até voluntários participam das buscas – são cerca de 1.200 pessoas na operação de resgate.
Com a ajuda de escavadeiras, de pás e de cães, eles tentam encontrar mais sobreviventes da tragédia.
Neste
sábado, também foi resgatado Noé Arévalo, um bombeiro voluntário que
acabou soterrado durante a noite quando trabalhava nas buscas. Segundo
David Cajas, membro do grupo de Bombeiros Voluntários, Arévalo tinha
acabado de tirar três corpos dos escombros quando foi soterrado.
A quantidade de pessoas que estava na região no momento do
deslizamento ainda não está clara, e as autoridades explicaram que havia
muita gente morando ali de maneira irregular e, por isso, é difícil
saber com exatidão o número de moradores da área.
O presidente da Guatemala, Alejandro Maldonado – pai do membro do Conred – esteve acompanhando de perto as buscas.
Ele lamentou o "incidente infeliz" e pediu cooperação para solucionar essa "emergência".
Testemunhas do drama
"Meu
marido está agora aqui com uma pá cavando a terra para encontrar nosso
filho", disse Marta Guitz, uma jornalista da agência Reuters.
"Quando
chegamos, encontramos a passagem fechada e nossa casa soterrada. Meu
filho Dany David González, de 17 anos, estava lá dentro, nos esperando
para jantar."
Outra testemunha, Marleni Pu, de 25 anos, relatou que ela e seus
familiares perderam tudo. "Estamos todos aqui, tios, primos, sobrinhos,
toda a minha família. São seis casas no total dos meus parentes que
acabaram embaixo da terra", disse à AP.
Testemunhas do desastre contaram terem escutado um grande estrondo seguido de uma imensa nuvem de poeira.
No ano passado, a temporada de chuvas na Guatemala – que vai de maio a
novembro – terminou com 29 mortos e afetou quase 10 mil casas. A deste
ano é a mais devastadora. E o saldo será ainda mais trágico.
O risco de que uma lei viole preceitos basilares da Constituição
Federal e também estadual é suficiente para que seus efeitos sejam
suspensos. Assim entendeu o desembargador Sérgio Rui, do Órgão Especial
do Tribunal de Justiça de São Paulo, ao suspender lei da capital
paulista que criou 660 cargos de auxiliares parlamentares na Câmara
municipal.
Conforme a Lei Municipal 16.234/2015, cada gabinete ganha 12 vagas e a
escolha é de livre indicação do vereador, dependendo apenas de nomeação
pelo presidente do Legislativo, sem concurso público. A seccional
paulista da Ordem dos Advogados do Brasil questionou a norma, declarando
que apresenta “insanáveis vícios de inconstitucionalidade”, ofendendo o
princípio da proporcionalidade e a obrigatoriedade do concurso.
O argumento tem como base o artigo 115, incisos 1° e 5º da
Constituição do Estado de São Paulo, os quais reproduzem dispositivos da
Constituição Federal ao fixar que atribuições devem ter natureza
técnica, burocrática e operacional, não se enquadrando no conceito
jurídico constitucional de atribuição “de direção de chefia e de
assessoramento”.
A ação foi ajuizada pelo presidente da OAB-SP, Marcos da Costa, e
pelo presidente da Comissão de Direito Administrativo da entidade, Adib
Kassouf Sad, depois de aprovação do conselho seccional paulista. Para
Costa, o concurso seria fundamental para viabilizar que os cargos
públicos fossem ocupados pelos mais aptos.
A Câmara alegava que a lei não aumentaria as despesas, pois os
vereadores usariam parte da verba mensal, de R$ 130 mil mensais, à qual
já têm direito. Esse argumento também é equivocado, na avaliação do
presidente da OAB-SP, por entender que ter receita em caixa não
justifica “o mau uso dos recursos públicos” , em época de crise
econômica.
O desembargador concedeu liminar para suspender a aplicação da lei até que seja julgado o mérito do processo. Com informações da Assessoria de Imprensa da OAB-SP.Clique aqui para ler a decisão.
Processo 2205673-34.2015.8.26.0000
O governo se prepara para anunciar nesta
sexta-feira, com uma declaração à imprensa da presidente Dilma Rousseff,
a reforma ministerial, mesmo ainda havendo impasses com o PMDB e o PT e
dúvidas sobre onde mais será possível cortar para cumprir a meta de
extinguir 10 ministérios, prometida pela presidente.
O Planalto chegou a estudar tirar o status de ministério da
Controladoria-Geral da União, mas concluiu que isso poderia arranhar a
imagem do governo, disse à Reuters uma fonte palaciana.
Em meio a um dos maiores casos de corrupção já investigados no
país, com a operação Lava Jato, e com o governo batalhando para
convencer que é transparente e investiga, retirar o status de ministério
da CGU e partilhar suas atribuições por diversos ministérios poderia
ser um mau passo, avaliam fontes do governo.
Até a tarde desta quinta-feira o Planalto também não tinha uma
definição do PMDB sobre o que o partido faria para preencher os sete
ministérios ofertados por Dilma. O partido ainda não conseguiu fechar
uma indicação para o sétimo ministério, a Ciência e Tecnologia, por
disputas internas.
A bancada da Câmara ainda não aceitou o ministério e reivindica
Portos, alegando que havia sido oferecido aos deputados Saúde e uma
pasta de infraestrutura. Em princípio, o ministério ficaria com Helder
Barbalho, que vai perder a pasta de Pesca, reincorporada à Agricultura.
Dilma tentou oferecer Ciência e Tecnologia a Eliseu Padilha,
que hoje está com Aviação Civil, e a Helder, para tentar liberar um dos
ministérios da infraestrutura para a Câmara, mas nenhum dos dois
ministros se interessou pela troca.
Perguntada se a reforma estava pronta para ser anunciada, uma
fonte ligada à presidente afirmou que sim. “Só falta o PMDB”, afirmou a
fonte, que pediu anonimato. E acrescentou: “Falta encontrar um lugar
para Padilha.”
Ligado ao vice-presidente Michel Temer, o ministro foi
essencial durante o período em que o vice fez a coordenação política do
governo e conseguiu acertar a distribuição de cargos de terceiro e
segundo escalões, que emperravam a relação do governo com a base aliada.
Dilma reconhece o trabalho do ministro e quer contentá-lo e agradar a
Temer. No fim do dia, a presidente o chamou em seu gabinete.
Dilma ofereceu Ciência e Tecnologia para o PMDB na
quarta-feira, mas pedindo que fossem apresentados outros nomes que
tivessem ou ligação com a área ou pelo menos força política, como
informou a Reuters. Até agora o partido não teria apresentado
alternativas.
A outra ponta a ser definida é quem irá ocupar a chefia do
Ministério da Cidadania, que reunirá Direitos Humanos, Igualdade Racial e
Mulheres. Inicialmente, a ideia era que Miguel Rossetto assumisse o
cargo, mas os movimentos sociais reclamam que um homem e branco não
seria um bom sinal. Alguns nomes chegaram a ser citados, como os das
deputadas Moema Gramacho (PT-BA) e Erika Kokay (PT-DF). Não se sabe,
também, qual seria o destino de Rossetto.
quarta-feira, 30 de setembro de 2015
O equilíbrio do terror é uma teoria elaborada na época da chamada Guerra Fria, quando a União Soviética e seus aliados do Pacto de Varsóvia por um lado, e os Estados Unidos da América e seus aliados da Organização do Tratado do Atlântico Norte
(OTAN/NATO) por outro, entraram numa corrida ao armamento de tal modo
perigoso que nenhuma das eventuais partes beligerantes podia esperar
vencer um hipotético conflito armado.
Nesta época desenvolveram-se consideravelmente os mísseis balísticos e os diferentes tipos de armas nucleares. As potências constituídas representavam forças capazes de "fazer desaparecer o planeta várias vezes",
segundo uma expressão popular muito em voga na época. A assombrosa
quantidade de armamento tido por qualquer dos lados conduziu a
negociações, antes de se chegar a acordos de desarmamento parcial.
E como a URSS e os EUA se temiam mutuamente não queriam ser o 1º a
atacar (guerra mesmo declarada), daí o equilibrio; viviam uma "guerra
fria", espionando-se mutuamente e competindo, mas nenhum queria ser o
primeiro a desencadear um conflito aberto.
A doutrina subjacente a esta expressão entende-se como a capacidade
de cada bloco antagónico para aniquilar o opositor por meio de um ataque
nuclear massivo em caso de ser agredido: o primeiro que tentasse
destruir o outro tinha a certeza de ser destruído por sua vez, anulando
completamente a motivação de desenvolver tal ataque. Este equilíbrio
convertia-se paradoxalmente em garantia para a paz e foi de facto o que evitou que as duas superpotências se enfrentassem abertamente durante o tempo em que conviveram.
Dois corpos foram encontrados carbonizados em um terreno baldio no Residencial Paiaguás, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá, na manhã desta terça-feira (29).
A polícia suspeita que os corpos sejam de duas moradoras de Poconé,
cidade a 104 km da capital, que estão desaparecidas, de acordo com o
delegado Geraldo Gezzoni, da Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa
(DHPP), que investiga, tanto o sumiço, quanto a duplo homicídio.
O
delegado informou que os parentes das vítimas, que já haviam registrado
boletim de ocorrência na polícia pelo sumiço de Simone da Luz Feitosa
Souza, de 37 anos, e da filha dela, Aline Feitosa Souza, de 16, devem
fazer exame de DNA nesta terça-feira e o resultado deve apontar se os
corpos são delas.
O G1 tentou, mas não conseguiu ouvir os familiares das desaparecidas até a publicação desta reportagem.
"Provavelmente,
as mortes ocorreram ontem à noite. Mas precisamos do resultado do exame
para verificar se são das pessoas que encontram-se desaparecidas",
afirmou o delegado, que está colhendo depoimentos de testemunhas do
caso. Segundo ele, ainda não há nenhuma suspeita de quem tenha cometido o
crime. Os restos mortais localizados pela polícia foram levados para o
Instituto Médico Legal (IML), em Cuiabá.
Uma
mensagem com uma foto de Simone e da filha foi divulgada pela família
nesta terça-feira em aplicativos de celular, dizendo que elas sumiram no
Centro de Cuiabá, às 8h30.
A mensagem diz: "Mãe estava de uniforme da escola e calça jeans e a filha
de short preto e blusa branca. Moram em Poconé, mas estudam em Cuiabá,
vêm todos os dias estudar e vão embora, mas até agora a família não tem
notícias do paradeiro".
Turistas que acampavam na praia Rainbow Beach, em Queensland, na Australia, passaram por um grande susto no último sábado, 26.
Uma enorme cratera se abriu no meio da praia, engolindo barracas de
camping, trailers e carros que estavam estacionados na areia. Ninguém
saiu ferido.
De acordo com o jornal britânico Daily Mail, cerca de 140 pessoas foram retiradas da área, entre elas, crianças.
Ainda segundo a imprensa da região, esta seria a segunda vez, em quatro
anos, que um buraco do tipo se abre no mesmo local. Em entrevista, os
turistas contaram que em poucos segundos a água "engoliu" parte da
praia.
Guardas alertaram para os turistas não se aproximarem da área onde o buraco foi aberto, pelo risco que correm.
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) – seção Pará e a Frente Brasil
Popular, que reúne entidades de movimento sociais de vários ramos de
atuação, entregaram na manhã desta sexta-feira (25) uma carta de
agradecimento ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) e do
Conselho Nacional de Justiça (CNJ), ministro Ricardo Lewandowski. O
documento congratulava o STF pela decisão de 17/9, que declarou
inconstitucional a doação empresarial para campanhas eleitorais e
partidos políticos."O Brasil vive uma crise institucional e a defesa da democracia tal qual
foi feita pelo STF merece reconhecimento de toda a sociedade. O Supremo
pôs fim no germe da corrupção política brasileira, que é o financiamento
privado de campanhas”, justificou o representante da Frente, Marcos
Araújo. " A matéria está encerrada. A maioria expressiva (dos ministros)
entendeu que o financiamento de campanha política por empresas está
proibido e vale já a partir das eleições de 2016. A ata já foi
publicada”, reforçou o ministro Lewandowski.
A ação que contestou
as contribuições empresariais no financiamento político foi movida em
2013 pela OAB, com o argumento de que o poder econômico desequilibra a
disputa eleitoral.
A carta de agradecimento ao presidente do
Supremo e do CNJ foi entregue logo após a cerimônia de lançamento no
Pará do projeto Audiências de Custódia, implantado pelo Conselho
Nacional de Justiça em todo o país.
O papa Francisco condenou enfaticamente a
busca por ganhos materiais e poder, dizendo aos líderes mundiais
reunidos na sede da Organização das Nações Unidas (ONU) que a ganância
está destruindo os recursos do planeta e agravando a pobreza.
“Uma sede egoísta e sem limites por poder e prosperidade
material leva ao mau uso dos recursos naturais disponíveis e à exclusão
dos fracos e desfavorecidos”, disse o papa em discurso na
Assembleia-Geral da ONU em Nova York.
O líder espiritual dos 1,2 bilhão de católicos no mundo condenou a “ofensa grave” da exclusão econômica e social.
“A realidade dramática de toda essa situação de exclusão e
desigualdade, com os seus efeitos evidentes, tem me levado, em união com
todo o povo cristão e muitos outros, a avaliar a minha séria
responsabilidade relacionada a isso e a falar”, afirmou.
Em sua primeira viagem a Nova York, o pontífice argentino
também orou no memorial do 11 de Setembro, no momento mais tocante de
sua visita, provavelmente.
Ele comandou um serviço ecumênico no local onde em 11 de
setembro de 2001 aviões que foram dominados por militantes islâmicos
derrubaram o World Trade Center, matando quase 3.000 pessoas.
"Aqui a dor é palpável", disse Francisco, depois de ver os
espelhos d'água que marcam as Torres Gêmeas. "Em oposição a cada
tentativa de criar uma uniformidade rígida, podemos e devemos construir a
unidade com base em nossa diversidade de línguas, culturas e
religiões", afirmou o papa, ladeado por representantes de outras
religiões.
O primeiro papa da América Latina, Francisco tem criticado o capitalismo sem controle nos dois anos do seu papado.
Na sexta-feira, ele teve um público de pessoas poderosas na
ONU, que celebra os seus 70 anos. Acredita-se que a Assembleia-Geral
neste ano atraiu o maior número de líderes na história da organização.
Francisco, de 78 anos, pediu aos líderes mundiais a luta contra
o tráfico de pessoas, o incentivo à educação para meninas e o fim da
destruição da biodiversidade que, segundo ele alertou, ameaça a
“existência da espécie humana”.
Ele chegou a Nova York na noite de quinta-feira, depois de
fazer um apelo ao Congresso dos Estados Unidos ajude a cicatrizar muitas
das divisões do país, como a polêmica sobre a imigração.
O papa tem chamado a atenção na sua visita de seis dias aos EUA
pelo fato de usar um pequeno carro Fiat para se locomover em Washington
e Nova York, num gesto de modéstia.
O ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal (STF),
estendeu por mais 30 dias o prazo para que o presidente da Câmara dos
Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apresente sua defesa à corte. Em
agosto, Cunha foi denunciado por corrupção e lavagem de dinheiro na
Operação Lava Jato.
O prazo passará a contar a partir da publicação da decisão no Diário da Justiça, o que está previsto para ocorrer nos próximos dias.
De acordo com o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, Eduardo
Cunha recebeu US$ 5 milhões para viabilizar, em 2006 e 2007, a
contratação de dois navios-sonda pela Petrobras com o Estaleiro Samsung
Heavy Industries.
O negócio foi formalizado sem licitação e
ocorreu com intermediação do empresário Fernando Soares, conhecido como
Fernando Baiano, preso há nove meses em Curitiba, e do ex-diretor da
Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró. Todos são investigados
pela Operação Lava Jato.
O caso foi descoberto após depoimento de
Júlio Camargo, que fez acordo de delação premiada. Conforme a denúncia,
Camargo também participou do negócio e recebeu US$ 40,3 milhões da
Samsung Heavy Industries para efetivar a contratação.A denúncia foi rebatida com “veemência” por Eduardo Cunha, que chamou de
“ilações” os argumentos apresentados por Janot. Na época, o deputado se
disse inocente e aliviado, “já que o assunto passava para o Poder
Judiciário”.
O papa Francisco disse nesta quarta-feira a
bispos da Igreja Católica Romana dos EUA que os crimes de abuso sexual
de menores por clérigos não devem nunca se repetir, reconhecendo os
danos causados pelos anos seguidos de escândalos na Igreja Católica
norte-americana.
Nas declarações dadas na Catedral de São Mateus, em Washington,
no segundo dia desde sua chegada aos EUA, o papa não pronunciou as
palavras “abuso sexual”, mas se referiu ao escândalo ao falar sobre
“momentos difíceis” e a prestação de auxílio às vítimas.
“Eu sei o quanto a dor dos últimos anos tem pesado sobre vocês,
e tenho apoiado seus compromissos generosos para trazer alívio às
vítimas... e em trabalhar para garantir que tais crimes nunca serão
repetidos”, disse Francisco aos bispos, que aplaudiram.
As feridas decorrentes do escândalo, em que os padres que
abusavam de crianças eram removidos de paróquia para paróquia em vez de
serem expulsos e denunciados às autoridades judiciais, continuam abertas
e drenando as finanças da igreja.
A igreja dos EUA já teve que absorver um forte golpe financeiro
ao fechar acordos em dinheiro e arcar com outros custos que somaram
cerca de 3 bilhões de dólares, sendo forçada a vender ativos e cortar
gastos.
O pontífice prometeu extirpar “o flagelo” do abuso sexual da
Igreja Católica Romana, e em junho passado criou uma corte no Vaticano
para julgar os clérigos acusados de encobertar ou deixar de prevenir o
abuso sexual de menores.
Nesta quarta-feira, David Clohessy, diretor de uma rede de
pessoas que foram abusadas por padres, ele mesmo agredido sexualmente
por um padre quando criança, disse não ter se impressionado com as
palavras do papa.
“É terrivelmente decepcionante. Os bispos tem sido covardes,
não corajosos, e ainda são”, disse Clohessy em uma entrevista por
telefone. “Quaisquer medidas relutantes e tardias que tenham tomado
foram forçadas a eles pelas pessoas mais corajosas desta crise, as
vítimas de abusos e suas famílias.”
Após reunião na tarde desta terça-feira (22), em que decidiram manter
a sessão do Congresso para apreciação de vetos, os líderes partidários
no Senado reconheceram que não é possível fazer uma estimativa do
resultado da votação. Para eles, decidir o destino dos vetos tornou-se
uma questão inadiável, mesmo que não seja possível prever o humor do
Congresso.
O líder do PMDB, senador Eunício Oliveira (CE),
explicou que a resolução de prosseguir com a sessão não tem nada a ver
com uma possível melhora na contabilidade do governo em relação ao
quórum necessário para manter os vetos.
— Não sei se tinha ontem e não sei se teremos hoje. O fato é que
estamos há quase seis meses com a pauta do Congresso fechada, sem
votarmos, por causa disso. Chegou o momento que nós estamos tomando a
decisão de fazer a votação. Acho que o Congresso tem bastante maturidade
para fazer a avaliação com tranquilidade.
Logo no início da
reunião, o líder do governo, senador Delcídio do Amaral (PT-MS), se
adiantou e defendeu a abertura da sessão. Ele sustentou que é importante
que o Congresso tome iniciativa na atual conjuntura de crise.
—
Precisamos dar um sinal, tranquilizar a economia. Essa é uma decisão
importante, porque nós precisamos de uma vez por todas resolver essa
questão do Congresso. Espero que votem com bom senso e deem uma resposta
positiva para que a gente avance — disse.
Mesmo sustentando essa posição, Delcídio admitiu que a manutenção dos vetos da presidente Dilma Rousseff não está garantida.
— Sabemos que, pelo momento político do Congresso, não é uma situação
fácil. Estamos trabalhando nisso desde a semana passada e vamos
aguardar o resultado mais tarde. Só acaba quando termina — acrescentou.
O
presidente do Senado, que preside as sessões do Congresso, Renan
Calheiros (PMDB-AL), não se manifestou ao final da reunião de líderes.
No início da tarde, em um apelo à responsabilidade fiscal, Renan havia
manifestado o desejo de adiar a votação dos vetos, sob o temor de
"potencializar o risco Brasil".
No total, 32 vetos presidenciais
estão na pauta da sessão conjunta. Alguns deles recaem sobre temas que
podem afetar severamente os cofres públicos e até comprometer o ajuste
fiscal do governo, como o reajuste salarial do Judiciário, a extinção do
fator previdenciário, a isenção de PIS/Cofins para óleo diesel e a
extensão da correção do salário mínimo para aposentados e pensionistas.
— Temos um rombo no orçamento que ainda não foi coberto. De repente,
ao discutir cortes para tapar esse buraco, aparecem vários vetos que
superam todo o ajuste fiscal que nós fizemos com muito sacrifício
durante todo este ano — alertou Eunício Oliveira.
O líder do PMDB
criticou a falta de interesse do governo federal pela Agenda Brasil,
conjunto de propostas reunidas pelo Senado para a retomada do
crescimento. Sem um plano concreto, advertiu, os indicadores negativos
continuarão prevalecendo.
— Nós tínhamos uma pauta construída por
nós e ampliada por membros da oposição, que o governo não deu a devida
atenção. Os congressistas estão muito preocupados. Você viu o que
aconteceu hoje em relação ao dólar, o tamanho do buraco que estamos
presenciando na economia. Há insegurança. O Brasil não pode continuar
nessa expectativa negativa que estamos assistindo — alertou o senador.
Para Delcídio do Amaral, alguns dos temas vetados, e que podem ser
ressuscitados caso os vetos sejam derrubados, são “extremamente nocivos”
para a economia brasileira. Pelos cálculos do líder do governo, o
reajuste do Judiciário e a isenção do diesel podem custar,
respectivamente, R$ 25 bilhões e R$ 64 bilhões nos próximos quatro anos,
e os custos para a Previdência podem chegar a R$ 1 trilhão até 2050.
O
senador destacou, também, que a oposição precisa se colocar acima das
disputas políticas e ter responsabilidade com o destino da estrutura
fiscal do país.
O líder do DEM, senador Ronaldo Caiado (GO),
confirmou que a decisão de sustentar a sessão foi unânime entre os
líderes. Ele disse que seu partido fechou questão pela derrubada dos
vetos, mas reconheceu que é impossível antever o resultado. Caiado
afirmou, ainda, que não se pode atribuir um futuro agravamento dos
problemas econômicos do país à eventual queda dos vetos.
— Não podemos escolher um segmento do funcionalismo e tentar
demonizá-lo, responsabilizá-lo por todo o caos que o governo impôs ao
país. Essa situação chegou pela incapacidade de governança e pela
corrupção instalada no governo — criticou.
O senador lembrou também que, no Senado, a base do governo votou a favor do reajuste do Judiciário.
A
mesma opinião foi manifestada pelo líder do PSDB, senador Cássio Cunha
Lima (PB). Ele rechaçou a tese de que a oposição estaria “jogando
contra” a estabilidade do país ao defender a derrubada dos vetos, e
garantiu que seu partido votará de forma ponderada.
— A oposição
não levou o país para a beira do precipício, quem colocou o país lá foi o
governo da presidente Dilma Rousseff. Nós, da oposição, pelo
compromisso e responsabilidade que temos com o país, não vamos dar o
último empurrão para que ela caia nesse precipício levando o Brasil
junto — disse.
Os líderes oposicionistas ressaltaram também a
possibilidade de, na sessão do Congresso, haver a comparação entre os
votos dos parlamentares agora e quando as matérias vetadas passaram pelo
Congresso pela primeira vez.
Auditores registraram diversos casos de adolescentes expostos a riscos graves.
Fiscais do Ministério do Trabalho flagraram 263 adolescentes em
trabalho irregular em 14 estabelecimentos, em Porto Alegre, da Arcos
Dorados, dona da franquia da rede McDonald's. Foram lavrados no total 45
autos de infração contra a empresa.
Na operação da SRTE/RS (Superintendência Regional do Trabalho e Emprego
no Rio Grande do Sul), foi constatado o uso inadequado de EPI
(Equipamentos de Proteção Individual), o que pode, segundo o órgão,
explicar a incidência de funcionários com queimaduras pelo corpo.
A ação faz parte da estratégia do ministério nas redes de alimentação
rápida com foco na proteção dos adolescentes que trabalham nessas
franquias. Leia mais noticias de Brasil e Política Separada por trabalhar muito, mulher leva R$ 20 mil em processo trabalhista
Nas vistorias, os auditores registraram diversos casos de adolescentes
operando chapas quentes e fritadeiras e expostos a riscos graves, o que é
proibido pelas normas do ministério. Os funcionários não utilizavam, de
forma adequada, os EPIs para proteção dos braços.
A fiscalização encontrou marcas de queimaduras em adolescentes que
operaram esses equipamentos, sem que o empregador tenha providenciado a
emissão da CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) para os possíveis
danos ocorridos nas cozinhas. R7 Play: assista à Record onde e quando quiser
Em nota, o auditor fiscal do Trabalho da SRTE/RS, Roberto Padilha,
afirmou que em quatro estabelecimentos foi constatado o desvio de função
de adolescente aprendiz. Isso porque os aprendizes que estavam
matriculados no curso de Aprendizagem Comercial em Serviços de Vendas,
do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Comercial), trabalhavam em
funções na cozinha, atividade que não condizia com o curso. Padilha
afirmou que, nos casos envolvendo menores de 16 anos, o empregador
também foi autuado por recrutar irregularmente mão de obra infantil, sem
o efetivo enquadramento na condição de aprendiz. Nessa situação,
estavam 14 adolescentes.
A auditoria determinou, com base na CLT (Consolidação das Leis
Trabalhistas), a mudança de função dos adolescentes irregulares, a
adaptação dessas funções ou ainda a delimitação de suas atividades. Trabalhador que usava nariz de palhaço para vender chips receberá R$ 2.000 por danos morais
Quatro jovens foram mortos no início da madrugada deste sábado, 19,
em uma pizzaria na região central de Carapicuíba, na Grande São Paulo.
Duas vítimas tinham 16 anos, uma tinha 17 e a outra 18. Nenhum suspeito
foi identificado até agora. Dados da Secretaria de Segurança Pública
indicam que esta foi a 15ª chacina do ano em São Paulo.
Segundo a polícia, há pelo menos três versões
para o crime. Na primeira, os jovens estavam conversando em uma
pizzaria quando homens ocupando um carro cinza chegaram e atiraram nas
vítimas; na outra, os atiradores teriam chegado em motos. A última
versão apura se os assassinos conheciam as vítimas, pois teria ocorrido
uma discussão entre eles antes do crime.
Investigadores
do 1º Distrito Policial estão nas ruas em busca de imagens de câmeras
de segurança que possam ter gravado os criminosos. Por enquanto, está
descartada a possibilidade de o crime ter ligação com outras chacinas ocorridas na cidade e que tiveram a participação de policiais militares.
Em
13 de agosto, uma série de ataques deixou 19 mortos e 5 feridos em
Osasco e Barueri, cidades vizinhas a Carapicuíba, em menos de duas
horas. Essa foi a maior chacina da história de São Paulo. A Corregedoria
da Polícia Militar investiga a participação de PMs no crime.
O total de mortos no ataque desta sexta-feira a uma base das Forças
Aéreas do Paquistão (PAF), perto da cidade de Peshawar, na região norte,
aumentou para 42, sendo 16 militares que rezavam em uma mesquita, dez
soldados que trabalhavam, três civis e 13 insurgentes, informou o
diretor-geral do escritório de relações públicas do exército (ISPR),
Asim Bajwal.
Em entrevista coletiva, ele disse que o ataque aconteceu no começo da
manhã em um acampamento da PAF na área de Badaber. De acordo com ele, os
13 insurgentes atacaram a base militar em dois pontos diferentes.
"Os terroristas usaram lança-granadas e rifles automáticos para
atravessar as portas e entrar na base aérea", afirmou o militar.
Segundo Bajwal, os insurgentes vinham do Afeganistão e "o ataque foi planejado, executado e controlado do país vizinho".
"É cedo para dizer mais. Nosso departamento de inteligência está investigando", afirmou.
O porta-voz garantiu que os militares que morreram pertenciam às forças
aéreas, mas não deu informação sobre as três vítimas civis.
Em comunicado, o primeiro-ministro paquistanês, Nawaz Sharif, condenou
ação e a classificou de "ataque terrorista". Ele informou que os
militares possuem "o total apoio da nação" e que "em breve todas as
redes terroristas serão eliminadas do Paquistão".
Através de um texto enviado à Agência Efe, Muhammad Khurasani,
porta-voz do principal grupo talibã do país, o TTP, reivindicou o ataque
realizado por "uma unidade insurgente" contra as forças aéreas do
Paquistão na região de Badaber.
No escrito, ele disse que no ataque os talibãs tinham matado 50
militares paquistaneses, embora os insurgentes tenham o hábito de dar
informações falsas sobre o alcance de suas ações.
Badaber faz fronteira com a região de Khyber, onde, em outubro, o
exército paquistanês iniciou uma ofensiva contra os insurgentes, que se
somou a outra lançada em junho de 2014 a área tribal do Waziristão do
Norte, a operação "Zarb-e Azb". Pelo menos 3.500 insurgentes e 300
membros das forças de segurança paquistaneses morreram nessa campanha,
segundo dados oficiais.
Em dezembro, como vingança por estas operações o TTP realizou um
ataque, que deixou 151 pessoas mortas, sendo 125 crianças, em uma escola
de Peshawar.
Votaram a favor da proibição o
relator do caso, Luiz Fux, e os ministros Joaquim Barbosa, Dias Tofffoli
e Luís Roberto Barroso (que votaram em dezembro de 2013); Marco Aurélio
Mello e Ricardo Lewandowski (que proferiram voto em abril do ano
passado); além de Rosa Weber e Cármen Lúcia, que votaram nesta quinta. Plenário do STF decidiu pela proibição de doações de empresas a campanhas eleitoraisA
favor da manutenção das doações por empresas, votaram somente Gilmar
Mendes (em voto lido nesta quarta), Teori Zavascki, que já havia se
manifestado em abril do ano passado, e Celso de Mello. Mendes havia
pedido vista em dezembro de 2013.
Com a decisão do STF, a
presidente Dilma Rousseff pode vetar trecho de uma proposta
recém-aprovada pelo Congresso Nacional que permite as doações de
empresas para partidos políticos. Se a nova lei for sancionada sem
vetos, outra ação poderá ser apresentada ao STF para invalidar o
financiamento político por pessoas jurídicas.
Na sessão desta
quinta, o relator Luiz Fux relembrou seu entendimento sobre as doações
por empresas, argumentando que a proibição levaria à maior igualdade na
disputa eleitoral.
Os três últimos votos sobre a questão foram
proferidos na sessão desta quinta-feira. O decano da Corte, ministro
Celso de Mello, afirmou que as empresas podem fazer doações e defender
seus interesses no Legislativo. No entanto, limites de contribuições são
necessários para coibir abusos. “A Constituição não tolera a prática
abusiva, o exercício abusivo do poder econômico”.
A ministra
Carmen Lúcia votou contra a continuidade do financiamento privado de
campanhas políticas. Para a ministra, a influência das doações desiguala
a disputa eleitoral entre os partidos e internamente, pois o candidato
passa a representar os interesse das empresas e não do cidadão em sua
função pública.
Para a ministra Rosa Weber, o poder econômico das
doações de empresas desequilibra o jogo politico. “A influência do poder
econômico culmina por transformar o processo eleitoral em jogo político
de cartas marcadas, que faz o eleitor um fantoche”.
A maioria dos
ministros acompanhou o voto do relator, Luiz Fux, proferido no ano
passado. Segundo o ministro, as únicas fontes legais de recursos dos
partidos devem ser doações de pessoas físicas e repasses do Fundo
Partidário, garantidos pela Constituição.
Pela regra atual, as
empresas podem doar até 2% do faturamento bruto obtido no ano anterior
ao da eleição. Para pessoas físicas, a doação é limitada a 10% do
rendimento bruto do ano anterior. Gilmar Mendes abandona plenário após desentendimento com Lewandowski
Nesta
quarta-feira, o ministro Gilmar Mendes abandonou o plenário após se
desentender com o presidente da Corte, Ricardo Lewandowski.
Em seu
pronunciamento, Mendes criticou a OAB por ter entrado com a ação para
proibir as doações de empresas. Segundo o ministro, a entidade criou uma
articulação com o PT para que o Supremo mudasse a lei sem passar pelo
Congresso. O ministro ainda afirmou que a OAB e o partido tentam
envolver a Corte em uma conspirata.
Gilmar Mendes abandonou a
parte final da sessão após se desentender com o presidente da Corte,
Ricardo Lewandowski, quando o presidente deu a palavra ao representante
da OAB, depois da proclamação do voto no qual Mendes se posicionou a
favor do financiamento privado de campanhas políticas. >> OAB/RJ: "Gilmar Mendes mostrou postura autoritária e mesquinha" >> Postura de Gilmar Mendes é "grosseira, arbitrária e incorreta", afirma OAB Gilmar Mendes abandonou a parte final da sessão após se desentender com o presidente da Corte, Ricardo Lewandowski>> Gilmar Mendes abandona sessão do STF após desentendimento com Lewandowski
>> Randolfe comemora decisão do STF pelo fim do financiamento empresarial de campanhas
>> Presidente do PT diz que partido estuda ação judicial contra Gilmar Mendes