Atualização: Depois de quase 20 horas fora do ar, a conexão internacional de internet na Síria foi restaurada, como afirma a empresa de monitoramento Renesys.
O governo do país diz que o corte de internet se deu devido a problemas
em um cabo de fibra ótica, algo que David Belson, diretor de produtos
da rede Akamai, acredita ser "improvável". Belson afirma que o
rompimento de apenas um cabo - a Síria possui quatro provedores de
internet ativos - não seria capaz de encerrar as atividades de internet em todo o país como o ocorrido ontem (7).
A Síria teve sua conexão
de internet internacional cortada nesta terça-feira (7) devido à
intensificação dos conflitos da guerra civil que domina o país há dois
anos, segundo dados do Google e de outras empresas de internet.
O Relatório de Transparência do Google identificou a interrupção do
tráfego para as páginas sírias por volta das 16 horas (horário de
Brasília) de ontem. As informações são da agência de notícias Reuters.
As páginas de relatório da gigante da Web continuaram apresentando interrupção no tráfego de internet
do país mesmo quatro horas depois que a inatividade foi identificada.
"Vimos isso duas vezes antes", afirmou Christine Chen, gerente sênior do
Google para questões de liberdade de expressão. "Isso aconteceu na
Síria em novembro e no Egito na primavera árabe".
Neste momento,
não é possível identificar a autoria da interrupção de conexão na Síria a
menos que um grupo ou uma pessoa em específico assuma a
responsabilidade pelo caso - em novembro do ano passado, governo e
forças rebeldes sírias se acusaram mutuamente de terem sido responsáveis
pelo corte de internet no território. O Google também mostrou que a
interrupção está distribuída em todo o país e ainda não se sabe se a conexão de internet local continua ativa.
Interromper a conexão e privar uma nação inteira da ferramenta de comunicação internacional é possível, já que os endereços de IP possuem especificações geográficas e o governo tem controle sobre as prestadoras e operadoras de internet
no país. Por enquanto, nenhum representante da Síria fora do país e nem
a Organização das Nações Unidas (ONU) foram contatados e puderam
fornecer mais informações sobre a situação das comunicações na região.
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