Usuários de ônibus de Criciúma, cidade no Sul de Santa Catarina,
ficaram por duas horas sem transporte coletivo na madrugada de hoje
depois do incêndio a coletivos ocorridos na noite de ontem.
Foram quatro incêndios a ônibus no Estado, três em Criciúma e um em
Florianópolis. Algumas linhas tiveram seu período de funcionamento
reduzido ou foram suspensas --as empresas não informaram quais operações
foram interrompidas.
Os ônibus da empresa Forquilhinha, que atua em parte de Criciúma,
deixaram de operar entre 4h e 6h. O serviço também será interrompido na
madrugada de amanhã, no mesmo período, segundo a empresa, por questões
de segurança.
Após os atentados, a Polícia Militar de Criciúma decidiu escoltar
ônibus de transporte coletivo. O apoio de policiais começou a ser
implantado por volta das 21h, três horas depois do primeiro ataque.
São cerca de 200 viagens de ônibus no perímetro urbano de Criciúma
com escolta da polícia. E, segundo a PM, a previsão é que esse número
dobre a partir da madrugada da próxima segunda, quando todo o efetivo
estará em operação.
Outras medidas para reforçar a segurança também foram tomadas, como o
patrulhamento em 12 vias consideradas de risco. Entre elas estão a
rodovia Luís Rosso e as avenidas Universitária, Monte Negro e Progresso.
Já em Florianópolis, segundo a PM, não houve solicitação de escolta
por parte das empresas de ônibus e a situação está normalizada.
Os casos estão sendo investigados pela Polícia Civil, que suspeita
de uma ligação dos incêndios com a rebelião ocorrida na tarde de ontem
no presídio Santa Augusta, em Criciúma.
No início do ano passado, 97 pessoas foram indiciadas sob suspeita
de atacar um total de 43 ônibus. A investigação aponta para uma ação
ordenada por uma facção criminosa.
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