A comissão externa da Câmara que vai analisar denúncias de que
funcionários da Petrobras teriam recebido propina da companhia holandesa
SBM Offshore já definiu uma primeira agenda de trabalho. A primeira
reunião da comissão será na próxima terça (8), às 10 horas.
A SBM
Offshore fornece equipamentos à Petrobras e teria pagado propina para
conseguir contratos de locação de plataformas petrolíferas entre os anos
de 2005 e 2012.
Para apurar a denúncia, a comissão vai fazer
visitas à Controladoria Geral da União, Tribunal de Contas da União,
Ministério Público Federal e à própria Petrobras para recolher
informações. Em seguida, o grupo deve seguir para a Holanda, onde fica a
sede da SBM.
Investigação interna
Nesta quarta, a
SBM divulgou um comunicado onde afirma não ter detectado, em
investigação interna conduzida por um conselho independente, indícios de
pagamentos irregulares a funcionários públicos no Brasil.
Mas o coordenador
da comissão externa, deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL), acha
necessária a visita. "Hoje a SBM diz que não identificou a quem, mas
identificava que realmente havia sido pago. Vamos seguir o dinheiro;
vamos ver o que realmente aconteceu".
No comunicado, a
SBM confirma que pagou 139 milhões de dólares em comissões para um
agente, e não como propina a funcionários da Petrobras. Mas um
ex-funcionário da empresa afirma que esse valor teria sido pago por meio
de outras empresas que trabalhavam como representantes comerciais da
SBM no Brasil.
Viagem desnecessária
O deputado Luiz
Alberto (PT-BA), também integrante da comissão externa, afirma que as
novas informações fazem com que a investigação perca o sentido.
"Essa
viagem à Holanda é absolutamente desnecessária. Na terça-feira (8),
quando a comissão externa for discutir o roteiro de trabalho, eu vou
levantar novamente o questionamento sobre a necessidade da continuidade
da comissão externa".
Integrantes
A comissão externa
da Câmara sobre a Petrobras terá cinco integrantes da base governista:
Luiz Alberto (PT-BA), Lucio Vieira Lima (PMDB-BA), Paulo Magalhães
(PSD-BA), Anthony Garotinho (PR-RJ), e Mário Negromonte (PP-BA); e três
integrantes da oposição: Onyx Lorenzoni (DEM-RS); Carlos Sampaio,
(PSDB-SP) e Fernando Francischini (SDD-SP), ou Alexandre Roso (PSB-RS).
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