Investigação iniciada em março apura esquema bilionário de lavagem.
Agentes recolheram papéis na Petrobras e colheram quatro depoimentos.
A Polícia Federal informou nesta sexta-feira (11) que foram cumpridos
16 mandados de busca, quatro de condução coercitiva (quando o suspeito é
levado a depor) e um de prisão temporária na segunda fase da operação
Lava Jato, deflagrada nesta manhã. O balanço foi divulgado pela
Superintendência da instituição no Paraná e o nome da pessoa presa não
foi informado.
De acordo com a Polícia Federal, diversos documentos foram recolhidos
e mais de R$ 70 mil foram apreendidos nesta sexta. "Todo o material
deverá ser entregue à Superintendência Regional da PF no Paraná na tarde
de sábado. A pessoa presa nesta manhã permanecerá na cidade de São
Paulo", disse a PF na nota.
Segundo a PF, ainda faltam ser cumpridos dois de condução coercitiva e
um de prisão temporária, pois as pessoas não foram localizadas.
No balanço, a PF informou que os mandados foram cumpridos nas cidades
de São Paulo, Campinas, Rio de Janeiro, Macaé e Niterói. Segundo a
instituição, não foram apreendidos computadores, somente documentos e
dinheiro.
saiba mais
PF diz que Petrobras colaborou e entregou documentos para apreensão
Polícia Federal nega em nota ter feito escuta ilegal em cela de doleiro
A operação Lava Jato foi deflagrada pela PF em março deste ano e
resultou na prisão do ex-diretor de Refino da Petrobras Paulo Roberto
Costa e do doleiro Alberto Youssef, suspeito de chefiar suposto esquema
de lavagem de dinheiro esquema de lavagem de dinheiro e evasão de
divisas que teria movimentado cerca de R$ 10 bilhões.
Nesta tarde, a PF divulgou nota na qual afirmou que "não foi
necessário" cumprir os mandados de busca e apreensão expedidos pela
Justiça Federal do Paraná na sede da Petrobras, no Rio de Janeiro, que
autorizavam o recolhimento de documentos. Os policiais foram recebidos
por Graça Foster, presidente da estatal, que autorizou a entrega do
papéis.
Lava Jato
A Operação Lava Jato foi deflagrada em 17 de março. Na ocasião, a PF
executou mandados em Curitiba e outras 16 cidades do Paraná, além de
cidades de outros seis estados.
O esquema, segundo a polícia, envolve personagens do mercado
clandestino de câmbio no Brasil. Um dos líderes da organização
criminosa, de acordo com a polícia, é o doleiro Alberto Youssef, preso
no dia em que foi deflagrada a operação.
No dia 20 de março, a operação Lava Jato prendeu também o ex-diretor
de Refino e Abastecimento da Petrobras, Paulo Roberto Costa. A polícia
investiga as ligações de Costa com o doleiro Youssef. Segundo a PF,
quando foi preso, no Rio, Costa estava tentando destruir material que
pode ser usado como provas nas investigações.
Youssef, que está preso no Paraná, solicitou à Justiça Federal
investigação sobre a origem de suposta escuta clandestina instalada na
cela onde se encontra, na Superintendência da Polícia Federal em
Curitiba. A PF divulgou nota nesta sexta-feira (11) na qual afirmou não
ter feito escutas telefônicas ilegais e que investigará o aparelho
encontrado no local.
Ao G1, o advogado do doleiro, Antônio Figueiredo Basto, relatou que
as escutas eram feitas em tempo real por meio de um aparelho GSM, que
usa chip de celular. "Esse equipamento estava escondido na cela e foi
encontrado pelo meu cliente. É um absurdo tudo isso e, acima de tudo, é
ilegal", disse.
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