domingo, 8 de dezembro de 2013

Presidente da Venezuela enfrenta primeiro teste eleitoral

Venezuelanos votam para prefeitos e assembleias municipais em meio a crescentes problemas econômicos

O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, enfrenta seu primeiro teste eleitoral desde que foi eleito há quase oito meses, enquanto venezuelanos vãos às urnas neste domingo para julgar a resposta de seu governo aos crescentes problemas econômicos do país. A falta de mesários em alguns centros de votação atrasou a abertura das urnas em algumas cidades.
AP
Ruas tomadas por propagandas eleitorais em Caracas, na Venezuela (7/12)
A votação para prefeitos e assembleias municipais no país polarizado deve ser competitiva depois que Maduro derrotou o líder da oposição Henrique Capriles por margem estreita na eleição realizada em abril para escolher o sucessor de Hugo Chávez, que morreu de câncer em março. Capriles recusou-se a aceitar os resultados, alegando fraude.
Desde então, os problemas econômicos da Venezuela se aprofundaram, com a inflação chegando a um aumento de 54% e com a escassez de produtos desde papel higiênico a leite se espalhando enquanto cai o preço da moeda nacional no mercado negro.
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Sem ser surpreendente, a desaprovação ao governo de Maduro tem crescido, especialmente dentro da coalizão de ideólogos de esquerda e entre os membros do Exército que ele herdou de Chávez.
Mas o ex-motorista de ônibus de 51 anos conseguiu retomar o impulso ao lançar-se contra grupos e empreendimentos que, segundo ele, travam uma "guerra econômica" contra o governo socialista. Entre as medidas mais populares: a tomada de controle de várias empresas de varejo e o corte de preços em TVs de plasma, geladeiras e outros equipamentos.
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Luis Vicente Leon, de uma empresa de pesquisas local, diz que a ofensiva ajudou a melhorar a aprovação do presidente para um pouco mais de 50%, quase o mesmo nível de apoio que tinha na eleição em abril. Em setembro, ele estava com uma popularidade de 41%.
Diferentemente da oposição, que alega ser alvo de uma campanha de Maduro para intimidar a mídia que transmite seus eventos, candidatos pró-governo também foram ajudados por uma ampla cobertura de aparições quase diárias do presidente.
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Maduro também decretou este domingo como um feriado nacional de "lealdade e amor" a Chávez, cujo legado continua forte entre os venezuelanos pobres.
A oposição tenta conquistar votos em grandes cidades - atualmente ela detém o controle de apenas três dos dez principais distritos mais populosos, incluindo a capital Caracas - e alcançar um vitória simbólica ao obter a maioria da votação nacional. Nas últimas eleições municipais, em 2008, ela alcançou 46 municípios, com outros dez indo para facções dissidentes do chavismo.
Candidatos governistas detêm o poder nos remanescentes 337 distritos em jogo neste domingo, muitos deles em áreas rurais, e esperam coibir os ganhos da oposição ao conquistar Maracaibo, a segunda maior cidade do país.

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