O prefeito de Washington, Vincent Gray, afirmou nesta terça-feira
que as falhas de segurança que facilitaram o tiroteio de ontem, no qual
morreram 12 pessoas, ocorreram por causa de cortes no orçamento federal.
"Os cortes são para economizar dinheiro do governo federal e assim se
investe menos em determinadas tarefas, o que pode colocar a população
em perigo", afirmou Gray em entrevista à "CNN".
O tiroteio da última segunda-feira, no qual o suposto atirador,
identificado como o ex-reservista naval Aaron Alexis, também morreu
ocorreu na sede do Comando de Sistemas Navais, o maior dos cinco da
Marinha de Guerra americana.
A instalação naval, às margens do rio Anacostia, se encontra a menos
de dois quilômetros do Congresso dos EUA e a menos de seis da Casa
Branca.
Segundo as autoridades, Alexis, um terceirizado que trabalhava na
área de computação, entrou na base usando o cartão de identificação de
outro empregado, e talvez portando uma escopeta que tinha adquirido
recentemente na Virgínia.
No ataque, ele usou também uma fuzil AR-15 que, segundo as pesquisas
iniciais, pode ter sido utilizado para ferir alguma das vítimas.
"É incrível como isso pôde ocorrer", disse Gray, que descreveu o
Estaleiro Naval como "uma das instalações mais protegidas do país".
O desacordo entre o presidente Barack Obama e a maioria republicana
na Câmara dos Representantes conduziu, desde março, a cortes automáticos
em todas as despesas do governo federal, que afetaram especialmente as
Forças Armadas.
"Obviamente há 12 pessoas que pagaram o preço por este homem ter entrado na base", acrescentou Gray.
Alexis tinha recebido baixa da Reserva Naval, aparentemente por
problemas de conduta, e tinha antecedentes criminais por incidentes
violentos.
Gray acrescentou que teria sido quase impossível que uma pessoa com tais antecedentes se aproximasse de seu escritório.
"Absolutamente zero", afirmou. "A averiguação de antecedentes deveria
ter sido completa. Não há dúvidas de que se o passado deste homem
tivesse sido rapidamente revelado, ele não teria atuado em cargos de
confiança".
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