A Justiça Militar do Egito condenou hoje (3) 11 integrantes da
Irmandade Muçulmana, entidade que apoia o presidente deposto Mohamed
Mursi, à prisão perpétua. Eles foram condenados por crimes de agressão a
militares na região de Suez, no Nordeste do país, após uma repressão
contra os simpatizantes de Mursi. São as primeiras condenações de
membros do movimento depois da destituição e detenção de Mursi, em 3 de
julho.
O julgamento de 64 membros e simpatizantes da Irmandade
Muçulmana, em Suez, começou no último dia 24. Segundo a decisão
judicial, os integrantes do movimento dispararam tiros na direção dos
militares, em 14 de agosto. A Justiça Militar também condenou 45 membros
da entidade a cinco anos de prisão e absolveu oito réus.
Desde a
destituição de Mursi há dois meses, as autoridades egípcias lançaram
ofensiva contra a Irmandade Muçulmana. A estimativa é que mais de 1.000
pessoas morreram e cerca de 2 mil foram detidas.
O guia supremo do movimento, Mohamed Badie, e vários dirigentes foram detidos, acusados de incitação à violência e assassinatos.
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