domingo, 13 de outubro de 2013

Bombeiros negam que barco estava superlotado em tragédia no Amapá

Comandante da corporação diz que embarcação, com capacidade para cem pessoas, tinha 70.
Um passeio que terminou em tragédia. Na manhã deste sábado (12), um barco que participava de um evento religioso tradicional em Macapá, no Amapá, naufragou. Até o fim da noite de ontem eram ao menos 12 mortos. As causas do acidente ainda estão sendo investigada. Os bombeiros negam que a embarcação estivesse superlotada, como relatou alguns sobreviventes.
O comandante geral do Corpo de Bombeiros do Amapá, Miguel Rosário, afirma que o barco é de porte médio. Segundo ele, a embarcação com capacidade para cem pessoas, tinha cerca de 70, ou seja, estava dentro do limite.
Miguel chegou a essa conclusão após analisar fotos tiradas de dentro da embarcação antes do acidente.
— O barco não tem superlotação, estava normal.
A informação é contraditória a relatada por alguns sobreviventes. Segundo eles, o veículo levava mais de cem pessoas quando a capacidade era de apenas 40.
Miguel também afirma que o mais provável é que a embarcação tenha batido em um banco de areia, perdeu a estabilidade e afundou.
— Possivelmente bateu num banco de areia porque tombou muito rápido.
Ele também não confirma a possibilidade do barco ter naufragado após uma explosão.
— Isso não é verídico.
Até a noite deste sábado (12) de acordo com o Corpo de Bombeiros, cerca de 10 pessoas ainda estavam desaparecidas.  As buscas serão retomadas às 5h30 deste domingo (13).
Entre as vítimas estão o comandante do barco e uma criança. A embarcação foi alugada pelo Sindicato dos Servidores Públicos. O R7 entrou em contato com o órgão que informou que todos estão abalados com o naufrágio e não quiseram se pronunciar sobre o fato por telefone.
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Investigações
A Marinha informou que as causas do acidente ainda são desconhecidas. Segundo a capitania dos portos, o barco estava com os documentos necessários, havia sido fiscalizado, dispunha de coletes salva-vidas para todos os passageiros e o comandante tinha habilitação. Dentro do veículo estavam adultos e crianças, entre 4 e 10 anos.
Todos estavam participando de uma procissão religiosa pelo Círio de Nazaré. No final do percurso, próximo ao destino final, que era Macapá, houve o naufrágio. Segundo a Capitania dos Portos, na área em que o acidente aconteceu não havia vento forte e o tempo era estável. O local onde aconteceu o naufrágio tem de 2 a 3 metros de profundidade.
Por causa do acidente, o prefeito de Macapá, Clécio Luís, decretou luto oficial por três dias.

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