CARACAS, 13 Out (Reuters) - Agentes de segurança do Estado prenderam o
prefeito da terceira maior cidade da Venezuela por suposta corrupção
após o presidente do país, Nicolás Maduro, ter pedido a legisladores
poderes para governar por decreto, que ele diz precisar para combater a
corrupção.
O prefeito de Valência, Edgardo Parra, membro do
Partido Socialista, foi preso em sua casa na noite de sábado pela
agência nacional de inteligência Sebin, disse um representante do
gabinete do procurador-geral. Foi a prisão de um político de mais alto
nível até agora, na campanha anti-corrupção do presidente.
A
oposição na Venezuela diz que o pedido de Maduro por mais poderes, feito
na semana passada, tem o combate da corrupção apenas como pretexto. O
governo nega, e diz que a prisão de Parra prova que o governo irá
combater a corrupção onde quer que ela exista.
"Nós não vamos
proteger quem comete crimes envolvendo recursos públicos, que são
sagrados, porque isso é dinheiro do povo. Não há intocáveis aqui", disse
à mídia estatal Francisco Ameliach, o governador do estado de Carabobo e
outro membro do partido no poder.
Valência, uma cidade de cerca
de dois milhões de habitantes, é a capital de Carabobo. Um comunicado do
gabinete do procurador-geral disse que os agentes da Sebin tinham
encontrado "elementos criminosos de interesse" durante a incursão para
prender o prefeito.
O comunicado acrescentou que outras duas
pessoas foram detidas e acusadas de executarem "uma espécie de gabinete
paralelo", que administrava a relação de mais de uma dúzia de
cooperativas e empresas com a prefeitura.
O movimento contra Parra
chega antes da esperada aprovação da Assembleia Nacional da solicitação
de Maduro para obter poderes de decreto durante 12 meses, em um
processo usado pela última vez durante o governo de 14 anos de seu
antecessor, o falecido Hugo Chávez.
Maduro diz que os poderes são
essenciais para que ele possa intensificar uma campanha anti-corrupção
que incluiu a prisão do chefe de uma grande empresa estatal de
mineração, e que descobriu o roubo de 84 milhões de dólares de um fundo
financiado parcialmente pela China.
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