A situação da presidente argentina, Cristina Kirchner,
não mudará o voto de 95% dos eleitores no pleito legislativo do próximo
dia 27 de outubro, segundo uma pesquisa divulgada neste domingo pelo
jornal La Nación.
Cinco dias depois de Cristina ter sido operada para
retirar um hematoma do cérebro e a apenas 14 dias das eleições, a doença
da governante parece não ter modificado a decisão dos argentinos, como
reflete a pesquisa realizada pela Poliarquia Consultores.
Segundo a enquete, 95% dos consultados disseram que não
mudariam seu voto por causa do problema de saúde da presidente, enquanto
só 4% responderam que sim, e o 1% restante assegurou não saber ou não
preferiu não opinar.
A realização da pesquisa se baseia no que ocorreu nas
eleições presidenciais de 2011, um ano depois da morte de Néstor
Kircher, marido da governante e ex-chefe do Governo argentino, que gerou
uma onda de empatia em relação a Cristina e ajudou na recuperação de
sua imagem, disse o La Nación.
Nessas eleições, a presidente obteve 54% dos votos com
os quais ganhou um segundo mandato. No entanto, segundo a pesquisa da
Poliarquia, nesta ocasião 88% dos entrevistados mantém a mesma imagem de
Cristina que antes da operação, enquanto esta melhorou apenas para 6% e
piorou para 5% dos argentinos.
A mesma pesquisa, baseada em 1.500 consultas telefônicas
realizadas entre segunda-feira passada e sexta-feira em 40 grandes
centros urbanos de mais de 10 mil habitantes de todo o país, mostra a
opinião dos cidadãos com relação ao vice-presidente, Amado Boudou, à
frente do Executivo enquanto durar a convalescença da governante.
Boudou tenta manter a normalidade governamental desde
segunda passada, no meio da desconfiança levantada pelos seus supostos
laços com casos de corrupção e enriquecimento ilícito, e do pouco apoio
que recebe da própria equipe de governo que o relegou ao segundo plano.
Nessa linha, a enquete indica que 38% dos entrevistados o
consideram "nada capacitado" para representar Cristina, 26% o vê "pouco
capacitado", e apenas 15% acredita que o vice é "muito capacitado" ou
"bastante capacitado".
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