Especialistas disseram que o líder palestino foi envenenado.
Um dirigente da Organização para a Libertação da Palestina (OLP) pediu hoje (7) que seja aberta uma investigação internacional para esclarecer as circunstâncias da morte do ex-presidente Yasser Arafat, em 11 de novembro de 2004."Da mesma maneira que foi instituída uma comissão de investigação internacional sobre o assassinato de Rafik Hariri (ex-primeiro-ministro do Líbano, morto em um atentado em Beirute em 2005), deve ser criada uma comissão para investigação a morte de Arafat", disse Wassel Abu Yussef, membro do Comitê Executivo da OLP.
>> Cientistas suíços constatam que Yasser Arafat pode ter sido envenenado
Ontem, a emissora Al Jazeera divulgou um relatório de 108 páginas produzido por especialistas suíços e segundo o qual são de 83% as chances de Arafat ter sido envenenado com polônio radioativo. Os especialistas convocaram uma coletiva de imprensa para esta quinta-feira para dar mais detalhes sobre o relatório, que causou furor na imprensa internacional.
Diante disso, o governo de Israel se apressou em negar um envolvimento com a morte de Arafat. "Nunca tomamos a decisão de fazer mal fisicamente [a Arafat]", disse o ministro da Energia de Israel, Silvan Shalom, que em 2004 era responsável pelo Ministério das Relações Exteriores do país.
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