O chefe do Estado-Maior Conjunto das forças armadas dos EUA, general
Martin Dempsey, disse que a suposta ameaça terrorista que levou o
governo do país a fechar a maioria de suas embaixadas no Oriente Médio
neste fim de semana é "mais específica" do que outras ameaças recentes,
mas era dirigida "amplamente" contra interesses ocidentais, e não apenas
os dos EUA.
Dempsey e vários congressistas norte-americanos
apareceram nos programas de debates de domingo na televisão para falar
sobre a suposta ameaça e defender os programas da Agência de Segurança
Nacional (NSA) para espionar os usuários de telefones e de internet nos
EUA e em todo o mundo.
"Há uma corrente significativa de ameaças,
e estamos reagindo a ela. A ameaça veio de um ramo da Al Qaeda", disse
Dempsey durante o programa "This Week", da rede ABC, referindo-se à
organização terrorista que anos atrás era liderada por Osama bin Laden.
Segundo o general, o alvo do ataque não foi especificado, mas o objetivo
era claro. "A intenção é atacar interesses do Ocidente, e não só dos
EUA", acrescentou.
Além de fechar temporariamente várias
embaixadas, o governo do presidente Barack Obama emitiu um alerta de
segurança sobre viagens internacionais válido para todo o mês de agosto.
Altos funcionários do governo dos EUA disseram que estão especialmente
focados no Iêmen, onde atua a Al Qaeda na Península Arábica.
"Esta
é provavelmente uma ameaças mais específicas e com mais credibilidade
que eu já vi, talvez desde o 11 de setembro de 2001", disse o deputado
Michael McCaul (Partido Republicano/Texas), presidente do Comitê de
Segurança Doméstica da Câmara. Falando ao programa "Face the Nation", da
CBS, McCaul afirmou que a suposta ameaça é notável por causa do vínculo
com a Al Qaeda na Península Arábica. "A especialidade deles é o uso de
explosivos químicos contra o setor de aviação", acrescentou.
O
deputado Peter King (Republicano/Nova York), membro do Comitê de
Inteligência da Câmara, disse no programa "This Week" que a suposta
ameaça "é muito específica em termos de ser enorme e em termos de quando
aconteceria, mas não especificou quando será. E, vocês sabem,
presume-se que ela provavelmente acontecerá no Oriente Médio, em uma das
embaixadas ou perto delas, mas não há nenhuma garantia quanto a isso.
Poderia, basicamente, ser na Europa, ou nos EUA; ou poderia ser uma
série de ataques combinados".
Vários políticos entrevistados
durante o fim de semana defenderam o programa de espionagem global da
NSA, que provocou indignação em vários países. "O programa da NSA está
mostrando seu valor novamente", disse o senador Lindsay Graham
(Democrata/Carolina do Sul) no programa "State of te Union", da CNN. As
informações são da Dow Jones.
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