Rio de Janeiro – A Divisão de Homicídios (DH) da Polícia Civil destacou
hoje (7) cerca de 50 agentes para as buscas pelo corpo do auxiliar de
pedreiro Amarildo de Souza, desaparecido desde 14 de julho. Segundo o
delegado Rivaldo Barbosa, responsável pelo caso, a polícia foi informada
de que um corpo tinha sido encontrado na comunidade e os agentes foram
até lá. Eles tiveram a ajuda de bombeiros, com cães farejadores. O corpo
não foi encontrado, e as buscas prosseguem.
"O local vasculhado, conhecido como Dioneia, é uma área extensa de
mata, que fica distante da Unidade de Polícia Pacificadora (UPP). Nós
ainda estamos trabalhando com duas hipóteses: se o crime foi praticado
por policiais militares ou traficantes", disse Barbosa.
Ontem (6), com base em depoimentos que havia colhido, a polícia fez
investigações na Rocinha, com o objetivo de refazer os últimos passos de
Amarildo. Hoje serão ouvidas mais quatro pessoas, entre elas policiais
militares, que poderão ajudar a localizar o pedreiro.
O delegado também não descartou fazer uma reconstituição do caso. Na
segunda-feira (5), ele ouviu 14 policiais militares da Unidade de
Polícia Pacificadora (UPP) da Rocinha. Abordado por policiais na
comunidade, Amarildo foi levado para a base da UPP e não foi mais visto.
Na manhã de sábado (3), agentes e o delegado da Divisão de Homicídios
ouviram depoimentos e fizeram uma perícia na sede da UPP na comunidade.
Peritos usaram luminol, sustância química que permite encontrar
vestígios de sangue, mesmo que o local tenha sido limpo. O resultado do
exame ainda não foi divulgado.
Os investigadores querem descobrir por que os aparelhos de GPS dos
carros da UPP e duas câmeras de segurança da comunidade não estavam
funcionando no dia do desaparecimento de Amarildo. Os policiais tentam
encontrar imagens gravadas por câmeras de prédios e de pontos comerciais
de São Conrado, na zona sul, que possam ajudar a esclarecer o caso.
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