O coordenador da Comissão Nacional da Verdade (CNV), Pedro
Dallari, pediu providências ao Ministério da Defesa a respeito de
documentos encontrados no Hospital Central do Exército (HCE) sobre
presos políticos na época da ditadura militar. O local foi vistoriado ontem (14) por procuradores do Ministério Público Federal (MPF), com o apoio de agentes da Polícia Federal, que cumpriram mandado judicial de busca e apreensão.
Dallari
foi informado da operação pelo procurador da República Antônio Cabral e
comunicou o ocorrido ao ministro da Defesa, Celso Amorim, solicitando
providências da pasta para o rápido esclarecimento dos graves fatos
apurados pelo MPF. As informações foram divulgadas em nota distribuída
hoje (15) pela CNV.
“A CNV considerou graves duas constatações
feitas pelo MPF: a de que aquela unidade do Exército ocultou da comissão
documentos que foram objeto de diligência conjunta da Comissão Nacional
da Verdade e da Comissão da Verdade do Rio feita em 23 de setembro
deste ano e a informação de que membros e integrantes da delegação foram
objeto de investigação preliminar daquela unidade militar”, destacou a
comissão em trecho da nota.
A operação feita ontem já havia sido
detalhada em nota publicada pelo MPF. “Os procuradores dirigiram-se
inicialmente à garagem de ambulâncias e ao setor de manutenção, onde,
segundo as investigações do MPF, os documentos estariam ocultos.
Posteriormente, foram à Seção de Informações [S-2] do hospital e lá, em
uma sala com cofre, encontraram um dossiê com notícias e documentos
referentes a Raul Amaro [dissidente político Raul Amaro Nin Ferreira,
morto no dia 12 de agosto de 1971, nas dependências do HCE], bem como
uma pasta com nomes e fotografias dos integrantes das comissões Nacional
e Estadual da Verdade.”
Na diligência, foi encontrada uma pasta
com nomes, fotografias e informações de integrantes das duas comissões. A
CNV esclareceu que, a pedido do Ministério da Defesa, uma lista somente
com nomes foi enviada previamente para a confecção de crachás para
facilitar o acesso de todos às dependências do hospital. Um dos
objetivos da operação era buscar documentos de pessoas falecidas durante
o regime ditatorial, incluindo o dissidente político Raul Amaro,
segundo a nota do MPF.
Os fatos apurados pelo MPF serão
discutidos em uma reunião do colegiado da CNV, na próxima quarta-feira
(19), em São Paulo. Procurado, o Ministério da Defesa informou, através
de sua assessoria, que não faz cometários referentes ao trabalho da CNV.
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