A Comissão Nacional da Verdade tomou conhecimento
da operação de busca e apreensão realizadas ontem (14) pelo Ministério
Público Federal e a Polícia Federal no Hospital Central do Exército
(HCE) em Benfica, Rio de Janeiro. O coordenador da Comissão, Pedro
Dallari, recebeu telefonema do procurador da República Antônio Cabral,
que relatou a operação.
A CNV considerou graves duas constatações feitas pelo MPF: a de que aquela unidade
do Exército ocultou da comissão documentos que foram objeto de
diligência conjunta da Comissão Nacional da Verdade e da Comissão da
Verdade do Rio realizada em 23 de setembro deste ano e a informação de
que membros e integrantes da delegação foram objeto de investigação
preliminar daquela unidade militar.
Na ocasião da visita ao HCE, membros das duas comissões se reuniram com o diretor
do hospital, general Vitor Cesar, e este informou não dispor dos
prontuários médicos do período investigado pela Comissão. Entretanto, a
diligência do MPF constatou a existência de prontuários de 1940 à 1969 e
de 1974 à 1983.
Na diligência, o MPF encontrou uma pasta
com nomes, fotografias e informações de integrantes das duas comissões.
A CNV esclarece que, a pedido do ministério da Defesa, uma lista
somente com nomes foi enviada previamente para a confecção de crachás
para facilitar o acesso de todos às dependências do hospital.
Hoje de manhã, o coordenador
da CNV comunicou o ocorrido ao Ministro da Defesa, Celso Amorim, e
solicitou providências da pasta para o rápido esclarecimento dos graves
fatos apurados pelo MPF.
Os fatos apurados pelo MPF serão objeto da reunião do colegiado da CNV na próxima quarta-feira (19/11) em São Paulo.
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