”Palavras contra o
Ebola” é o título da campanha, que objetiva promover o conhecimento,
alívio do medo e a criação de uma comunidade de apoio global para acabar
com a doença.
A entidade ressalta que um dos fatores mais
importantes para diminuição de casos foi a redução, por meio da
informação, de práticas não seguras de sepultamento, durante as quais os
cadáveres, ainda contagiosos, eram manuseados por parentes em luto. Em
alguns lugares, essas práticas inseguras permanecem.
Autoridades
da Libéria, Guiné e de Serra Leoa, os três países mais afetados pelo
ebola, informam que ainda há resistência por parte das comunidades em
cooperar com as medidas de saúde pública, havendo até violência contra
os profissionais.
O último paciente liberiano com sintomas do
ebola recebeu alta no dia 3 de março. Até o dia 15 não houve registros
de novos caos. Entretanto, são necessários 42 dias da alta do último
paciente para o país ser considerado livre da doença.
Dados da OMS
indicam que mais de 24 mil pessoas foram contaminadas pelo vírus ebola.
Em geral, a doença se manifesta entre o quinto e o vigésimo primeiro
dia depois de a pessoa ter contato com o vírus.
Inicialmente, o
principal sintoma é a febre, que pode ser acompanhada de dor no corpo,
na cabeça, garganta, nos músculos, além de náuseas, vômitos e diarreia.
Em pouco tempo, a pessoa começa a ter sangramentos na pele, boca e
intestino, podendo gerar a morte do paciente.
Conforme a Cruz
Vermelha, o movimento quer romper com o estigma contra os profissionais
da assistência à saúde e contra os sobreviventes. A intenção é educar as
comunidades sobre a prevenção da doença.
As entidades apelam às
comunidades internacionais para que o ímpeto do combate à doença
continue, de modo a garantir que as populações no Oeste da África não
sejam abandonadas.
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