O PSDB apresentará na semana após a Páscoa seu plano de medidas centrais
para a reforma política, afirmou ontem à reportagem o presidente
nacional do partido, senador Aécio Neves (MG). Em uma palestra em Lima,
no Peru, Aécio disse acreditar que as mudanças no sistema sejam
aprovadas "dentro de 2 ou 3 meses".
O pacote tucano terá cinco eixos: fim da reeleição e mandato de
cinco anos; voto distrital misto; cláusula de barreira; financiamento
misto de campanha; e fim das coligações proporcionais. "O Brasil tem uma
última grande oportunidade de fazer uma reforma política que enxugue o
quadro partidário. Se não fizermos agora, na próxima eleição teremos 40
partidos no Congresso", afirmou Aécio. "Não há quem possa achar que isso
é governável. Infelizmente, o governo vai na contramão do bom senso e
estimula a criação de novos partidos, achando que isso enfraquece a
oposição e aliados do governo, como o PMDB."
O modelo proposto pelo PSDB para extinguir a reeleição -
instituto criado na primeira gestão do tucano Fernando Henrique Cardoso,
em 1997 - e criar mandatos de cinco anos manteria as regras para os
atuais detentores de cargos, com mudança gradual até que as eleições
municipais coincidam com as gerais, em 2022. O voto distrital misto é
bandeira tradicional do partido. A ideia vai contra o modelo desejado
pelo PMDB, que luta pelo voto majoritário, apelidado de "distritão", e a
ideia do PT, que prefere o voto só na legenda, em lista fechada. Com o distrital misto, metade do Legislativo seria eleito em
votação majoritária em distritos eleitorais, e a outra metade seria
composta por votação em lista partidária. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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