O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou nesta
sexta-feira um decreto que limitará a imigração e os refugiados de
alguns países de maioria muçulmana e disse separadamente que quer que os
EUA deem prioridade aos sírios cristãos que fogem da guerra civil.
Trump havia prometido as medidas, chamadas de "seleção
extrema", durante a campanha eleitoral do ano passado, dizendo que
impediriam que militantes entrassem nos Estados Unidos do exterior. Mas
grupos de direitos civis condenaram o decreto como prejudicial e
discriminatório.
Os detalhes do decreto não estavam disponíveis imediatamente.
"Estou estabelecendo novas medidas de controle para manter
os terroristas islâmicos radicais fora dos Estados Unidos da América.
Não os quero aqui", disse Trump no Pentágono.
"Nós só queremos acolher em nosso país aqueles que apoiarão nosso país e amarão profundamente nosso povo", acrescentou.
Separadamente, Trump disse que os sírios cristãos terão
prioridade quando se trata de solicitar o estatuto de refugiado, mas
especialistas jurídicos disseram que distinguir uma determinada religião
pode ser classificada como uma violação da Constituição dos Estados
Unidos.
"Se eles estão pensando em uma exceção para os cristãos, em
quase todo outro contexto legal discriminar em favor de uma religião e
contra outra religião poderia violar a Constituição", disse Stephen
Legomsky, um ex-conselheiro-chefe dos Serviços de Cidadania e Imigração
dos EUA no governo Obama.
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