sexta-feira, 11 de abril de 2014

Protestos sobre a violência obstétrica acontecem hoje pelo país

Manifestantes querem discussões mais amplas sobre a violência obstétrica no Brasil.

Um ato nacional toma hoje as ruas de 32 cidades brasileiras. Batizada de “Somos todas Adelir”, a manifestação foi convocada por meio do site somostodxsadelir.wordpress.com, em solidariedade ao caso de Adelir de Goés, 29 anos, que, no último dia 1º, foi obrigada pela justiça do Rio Grande do Sul a fazer uma cesárea.
Em São Paulo (SP), o protesto começou às 13h no Largo São Francisco e até o momento estão presentes cerca de 150 pessoas. "Eu estou aqui por minha filha que vai nascer e por tantas mulheres que sofrem violência obstétrica. Acho um abuso o Brasil ter um número tão alto de cesáreas", conta Raquel Franz, 27 anos, grávida de 22 semanas e uma das manifestantes.
O movimento tem a promessa durar 24 horas. A principal reivindicação é uma ampla discussão nos Ministérios Públicos sobre a violência obstétrica, de acordo com Ana Lúcia Keunecke, advogada da Artemis, ONG voltada para a promoção da autonomia feminina. “No caso de Adelir, foram desrespeitados tratados internacionais de direitos humanos. É um precedente perigoso a justiça interferir dessa forma na autonomia do indivíduo”, diz.
Segundo a advogada, violência obstétrica é a apropriação do corpo e dos processos reprodutivos das mulheres pelos profissionais de saúde, por meio do tratamento desumanizado, abuso da medicalização e patologização dos processos naturais.

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