Subiu para 17 o número de mortos no naufrágio do barco Capitão Reis
1, que afundou na manhã de sábado, em Macapá (AP), ao fim da procissão
fluvial do Círio de Nazaré. Segundo o secretário de Comunicação do
Estado, Carlos Henrique Schmidt, duas pessoas seguem desaparecidas.
Das
17 vítimas, 16 já foram identificadas. A última vítima localizada não
constava na lista de passageiros divulgada pelo Sindicato dos Servidores
Públicos Federais do Amapá, que havia alugado o barco. Segundo o
secretário, possivelmente a vítima seja um dos tripulantes da
embarcação, já que seu corpo foi encontrado quando o barco foi içado.
As
buscas foram novamente interrompidas na noite desta segunda-feira,
devido à falta de visibilidade, e devem ser retomadas na manhã de
terça-feira.
O barco Capitão Reis 1 foi alugado pelo Sindicato dos
Servidores Públicos Federais Civis no Estado do Amapá (Sindsep) e,
segundo o governo estadual, transportava cerca de 60 pessoas, o que
excedia o limite de passageiros da embarcação. De acordo com a Capitania
dos Portos, o barco foi vistoriado antes de partir para o evento,
quando foram confirmadas as condições regulares da embarcação e o número
de 40 passageiros e três tripulantes a bordo, o que não ultrapassava o
limite.
Segundo as testemunhas, o barco tombou repentinamente e
naufragou rapidamente próximo ao Igarapé das Pedrinhas, no Amapá, quando
retornava à cidade de Santana, a cerca de 20 quilômetros da capital.
Após
o acidente, duas lanchas do Corpo de Bombeiros que acompanhavam a
procissão foram imediante acionadas e, com o apoio de outras
embarcações, resgataram as primeiras vítimas. A pedido do próprio
sindicato, dois bombeiros estavam a bordo do Capitão Reis 1.
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