
Primeiro presidente democraticamente eleito do Egito, Morsi foi deposto pelos militares em julho de 2013
O presidente deposto do Egito
Mohammed Morsi enfrenta novo julgamento neste domingo acusado pelos
crimes de espionagem e de conspiração para cometer atos terroristas.
De acordo com os promotores, ele e outros 35 homens colaboraram com grupos palestinos e libaneses para realizar ataques no país.Desde então, a nova administração egípcia, que conta com o apoio das Forças Armadas, vem reprimindo a Irmandade Muçulmana, partido do qual Morsi faz parte, além de outros ativistas considerados hostis ao governo.
Como resultado, a Irmandade Muçulmana foi declarada uma organização terrorista e as autoridades vêm punindo qualquer demonstração pública de apoio ao partido.
Outras figuras de renome do grupo também tem enfrentando uma série de acusações, incluindo seu líder, Mohammed Badie , e seu vice, o ex-candidato à presidência do Egito Khairat al-Shater.
Pelo menos 1 mil pessoas morreram em confronto entre forças de segurança do governo e correligionários de Morsi desde sua deposição. Outras centenas também foram presas.
Tom desafiador
Morsi foi levado da prisão de Burj al-Arab para a academia de polícia da capital Cairo neste domingo de manhã. O trajeto foi feito de helicóptero.Em seu último julgamento, Morsi foi acusado de colaborar com os grupos Hamas, da Palestina; Hezbollah, do Líbano e os guardas revolucionários do Irã.
Caso seja considerado culpado, ele pode ser condenado à prisão perpétua.
Morsi também aguarda as sentenças dos julgamentos de outros três casos. No primeiro deles, aberto em novembro, o ex-presidente egípcio é acusado de incitar a morte de manifestantes perto do palácio presidencial em 2012, quando ele ainda governava o país.
Em janeiro, outro julgamento foi iniciado envolvendo sua fuga de uma prisão em 2011, durante a qual policiais foram mortos.
Além disso, Morsi também está sendo acusado de insultar o Judiciário.
Seus correligionários dizem, porém, que ele e outros líderes da Irmandade Muçulmana são vítimas de perseguições políticas.
Em audiências anteriores da qual participou, Morsi adotou um tom desafiador. Ele recusou-se a reconhecer a legitimidade do tribunal e reiterou que ainda era o presidente eleito do país.
Durante uma delas, de dentro de uma gaiola de vidro, ele gritou: "Eu sou o presidente da República. Como eu posso mantido no lixo por tantas semanas?"
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