Eleitores poderão votar no dia 16 de março. Em Kiev, o ministro da economia Pavlo Sheremeta disse que ato é inconstitucional
Legisladores
da região da Criméia, na Ucrânia, decidiram nesta quinta-feira (6)
realizar um referendo no dia 16 de março para saber se a província deve
incorporar-se à Rússia. “Essa é a nossa resposta à desordem e anarquia
em Kiev”, disse Sergei Shuvainikov, membro da legislatura da Criméia.
“Nós mesmos vamos decidir nosso futuro”.
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Grupo de homens armados sem emblemas em
uniformes cortam luz do Quartel-General das forças navais ucranianas em
Sevastopol, Crimeia, Ucrânia (2/3)
O Parlamento na Crimeia, do qual tem certo grau de autonomia acima da lei vigente da Ucrânia, votou pelo referendo com 78 votos favoráveis e oito abstenções. Os eleitores também poderão escolher entre continuar a fazer parte da Ucrânia, mas com os poderes locais melhorados.
Não houve resposta imediata do governo central da Ucrânia quanto a votação. Na última quarta-feira, o primeiro ministro ucraniano disse à The Associated Press que a Crimeia continuaria fazendo parte do país.
Um referendo já havia sido agendado na Crimeia para o dia 30 de março, mas a questão a ser colocada em voto seria sobre se a sua região deve aproveitar sua "autonomia de Estado" dentro da Ucrânia.
Mais
cedo, o novo líder da Crimeia disse que as forças pró-Rússia no local
estavam acima de 11 mil e que agora, esses grupos controlam todo o
acesso à península no Mar Negro e já bloquearam todas as bases militares
que ainda não se renderam.
Negócio paralelo: Navio de guerra fabricado na França zarpa com destino à Rússia
O
ocidente juntou-se à nova liderança da Ucrânia em Kiev para exigir que a
Rússia retire suas forças da Crimeia, mas um pequeno progresso foi
reportado após intensa atividade diplomática em Paris na quarta-feira
envolvendo o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, e o chanceler
russo, Sergey Lavrov.
Líderes da União Europeia se reunirão para
uma sessão de emergência em Bruxelas nesta quinta-feira, para decider
quais tipos de sanções eles podem impor contra a Rússia, por causa das
atividades na Ucrânia.Pedido formal
Em
comunicado no site do parlamento da Crimeia, os legisladores pediram ao
presidente russo Vladimir Putin "para iniciar o processo" que permite,
formalmente, a união da província à Federação Russa. O Kremlin disse que
o presidente Putin estava ciente dos últimos acontecimentos no
parlamento da Crimeia, mas não deu nenhuma resposta sobre o assunto
publicamente.
Inconstitucional
O
ministro da Economia da Ucrânia afirmou nesta quinta-feira que um
referendo sobre o status da Crimeia, planejado por líderes pró-Rússia na
região, é ilegal."Minha posição é que este referendo é inconstitucional", disse o ministro Pavlo Sheremeta a jornalistas na capital Kiev.
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